ANOVIS ANOPHELIS
Este blog é a continuação natural do site www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000. 13000 textos em 3 anos e 7 meses. ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS "Por trás de uma grande fortuna está um grande crime". Honoré de Balzac
Sábado, Julho 18, 2009
As súbitas paixões
"Era um general tão estúpido, tão estúpido... que até os outros generais deram por isso!"
(Autor desconhecido, de um Século anónimo)
"A cultura é tão importante, tão importante... que até Sócrates e Cavaco deram por isso!"
(Adaptação aos nossos tempos, da citação anterior)
Antes de mais, devo declarar que acho Guimarães um espanto de cidade, com um Centro Histórico precioso de tão bonito e que ir ser Capital Europeia da Cultura lhe assenta como uma luva.
De qualquer modo, o que me traz aqui hoje, é o espanto que causam estas súbitas paixões pela cultura manifestadas tanto pelo Senhor Presidente do Conselho, como pelo Senhor Presidente da República.
Claro que, infelizmente, o primeiro está apenas a prolongar quanto pode o sketch teatral do arrependimento por não ter investido o suficiente na dita cultura nos últimos quatro anos (o famoso e quase único erro que “admite”) e a aproveitar a época eleitoral para atirar uns milhões para cima de alguns protegidos e gradas figuras do meio artístico internacional. Já no caso ainda mais deplorável do segundo e como se pode ver por algumas das suas algo extemporâneas “declarações de amor” à cultura, estas só acontecem porque alguns dos seus assessores lhe devem ter soprado ao ouvido que “essa coisa da cultura” é uma actividade que dá lucros, pode criar muitos postos de trabalho e que em muitos casos, tem um retorno dos investimentos que faria inveja a muitas empresas e empresários da treta que andam por aí.
Tirando isso, deixem-nos apaixonar-se à vontade e investir na cultura! Pode ser que alguma parte dos milhões, mesmo que pequena, caia em campo fértil e frutifique...
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/
O crash de 2010
Para quem se tenha habituado a ver, estudar e compreender as coisas da sociedade em geral e da economia em particular, através das ferramentas analíticas desenvolvidas a partir de Marx, é extremamente difícil fazer uma leitura desprendida do livro de Santiago Becerra, "El Crash del 2010 – Toda la verdad sobre la crisis" [1] O livro está escrito numa linguagem escorreita e fluída, em estilo jornalístico e sem grandes problemas de leitura. Fez-me lembrar os dois ou três livros de Jacques Attali que até hoje tive coragem para ler. Utilizando aqui uma imagem popular, no entanto mais aplicável a Attali do que a este livro de Becerra, poderá a esse respeito dizer-se que há nesses escritos "muita parra e pouca uva".
Tendo dito isto, importa fazer agora uma análise crítica do seu conteúdo substantivo.
Relativamente ao modo de ver as coisas do mundo da economia, torna-se claro que o autor se situa numa posição "keynesiana", quer ao dedicar o seu livro à memória de John Kenneth Galbraith, quer dando a um dos capítulos o nome de "Joan Violet Robinson", sendo estes autores dois dos mais conhecidos economistas keynesianos "de esquerda".
Até pelo seu cariz jornalístico e sensacionalista, o trabalho de Santiago Becerra acaba por se cingir a uma análise descritiva e ao nível da superfície fenomenológica da realidade social e económica. Ou seja, não procura "buscar" mais fundo na explicação das causas, próximas ou remotas, das crises. Estas simplesmente acontecem porque será essa a calendarização da evolução dos sistemas sociais. Em linguagem chã, "acontecem porque têm que acontecer", e acontecem quando acontecem porque isso está na natureza das coisas.
Nesta perspectiva é razoável um qualquer leitor deduzir que a financeirização do sistema e a desregulação dos mercados veio a acontecer, não por causa da lógica intrínseca do capitalismo e da sua permanente geração de excedentes, designadamente valores que acabam por se converterem em capital financeiro, mas por causa do predomínio ideológico da Escola de Chicago e da chegada ao poder por parte de personalidades como Margareth Tatcher e Ronald Reagan.
A respeito da financeirização do sistema deve ser assinalado que o autor de "El Crash de 2010" faz uma denúncia lúcida e em linguagem clara daquilo que foi um dos grandes "bluffs" do crescimento económico dos últimos anos na União Europeia. Estou aqui naturalmente a referir-me ao caso emblemático da Irlanda, ou "o tigre celta"... A denúncia e discussão do tema é feita com recurso a uma linguagem viva e em resultado de observações pessoais e de carácter impressionista.
Um outro ponto a assinalar: a elaboração do livro de Santiago Becerra parece ter subjacente uma filosofia da História de cariz claramente idealista. Para o autor, tal como para Max Weber, o capitalismo terá surgido em consequência da emergência do individualismo calvinista, em contraponto de um suposto colectivismo da Igreja Católica.
Um outro ponto a assinalar será o de uma perspectiva da evolução histórica de tipo pendular, ainda que alargando-se a área geográfica de expansão e se verifique uma continuada acumulação de capital "latu sensu". Segundo o autor, a sociedade humana, pelo menos de há uns 2.000 anos a esta parte, teria evoluído de modo cíclico. O autor refere-se repetidas vezes à ocorrência de "crises sistémicas" e à sucessão de "sistemas" ao longo dos últimos milhares de anos. Teríamos assim tido 18 crises sistémicas, a primeira das quais se teria caracterizado pela aceitação oficial do cristianismo como religião no Império Romano.
Cada "sistema" teria uma duração de 250 anos e a intervalos de um quarto de milénio, cada sistema ou "modo de fazer as coisas" daria origem a um outro sistema ou "modo de fazer as coisas". Nesta ordem de ideias o autor diz-nos que em 2010 – o ano do próximo "crash" – terá início a 19ª crise sistémica, ficando-nos a dúvida sobre a razão de "tudo isto ter começado" (digo eu...) há 2.000 anos atrás e não 2.000 ou 3.000 anos antes.
Da leitura do texto – que a esse respeito está pouco ou nada sistematizado – poderá deduzir-se que na fase final de cada "ciclo sistémico" de 250, haverá como que um período de transição, com a duração aproximada de 60 anos. Aparentemente seria durante essa fase final e de transição que iriam surgindo as ideias que iriam dar origem e prevalecer no novo "ciclo sistémico".
Assim, o feudalismo teria acabado por volta de 1215. Esta data, escolhida pelo autor, teria tido o significado simbólico de ser a data em que os barões saxónicos impuseram a Magna Carta ao Rei João Sem Terra, significando com isso o "princípio do fim" da ideia de soberano "afastado das coisas do seu reino".
Cerca de 60 anos mais tarde, em 1275, teria início algo que (provavelmente se deveria chamar de "feudalismo superior" (?) o qual duraria até, mais ou menos até 1525. Seguir-se-ia uma fase de transição de aproximadamente 60 anos, até se entrar no sistema de "mercantilismo", o qual por sua vez duraria até 1775, começando então a fase de transição para o capitalismo, com "data de nascimento" aproximadamente em 1820.
Tudo isto é tratado ou parece estar implícito num capítulo com um total de nove páginas, com o título "La Caída del Imperio Romano", e que começa com a pergunta crucial de "Que es una crisis sistémica". Na esteira de explicações idealistas, Becerra atribui o princípio do fim do Império Romana à adopção do cristianismo como religião oficial do Império.
É assim que a anunciada crise de 2010 seria o fim do capitalismo tal como a "crise de 1820" teria sido o fim do "mercantilismo" o qual, por sua vez, viera substituir o sistema anterior (o feudalismo?...). De acordo com esta calendarização, o autor dir-nos-ia – pelo menos de forma implícita – que, por volta de 2070, a sociedade humana entraria num novo sistema, sendo que a fase de declínio final e de transição se iniciaria em 2010. Repito, manda a honestidade que se diga que estes elementos parecem estar apenas implícitos no texto de Santiago Becerra.
Por outro lado, Becerra aponta a data de 1815 (Congresso de Viena) como a reposição do Antigo Regime (derrotado pela Revolução Francesa) e como o princípio de uma situação de compromisso (digo eu...) entre a aristocracia, o poder real e a burguesia, estando esta em vias de assumir a liderança incontestada (mas consentida?...) no novo regime ou sistema capitalista.
O autor utiliza a palavra "sistema" quer para designar o modo de produção (no sentido marxista desta expressão), ou seja, o "capitalismo", o "feudalismo", etc., quer ainda para designar fases longas no interior da evolução de cada sistema.
O autor parece partir da premissa de que já estamos numa fase "pós global", isto quando para muitos observadores o processo de globalização está ainda longe de se concluir. Se quisermos ser rigorosos, embora se reconheça que o sistema capitalista está hoje completamente integrado à escala global, a verdade é que ainda há povos e regiões menos integradas e, sobretudo, uma grande fracção da sociedade humana que está em processo de exclusão relativamente aos eventuais benefícios da globalização. No que respeita à actual situação da crise em que, de acordo com a generalidade dos autores, já nos encontramos, Santiago Becerra limita-se a apontar as causas politicamente correctas já enunciadas por outros autores, designadamente a financeirização do sistema e a desregulação neoliberal.
Deve no entanto assinalar-se que o autor presta especial atenção à característica fundamental do sistema capitalista sem, no entanto discorrer muito (ou pouco...) sobre as causas dessa característica fundamental. Estou a aqui agora a referir-me à necessidade ou compulsão do sistema capitalista em produzir sempre mais e cada vez mais. Sendo que essa necessidade de expansão permanente das actividades produtivas acaba por vir a chocar-se com o esgotamento progressivo dos recursos naturais. Em particular as fontes de energia.
Os limites físicos ao continuado crescimento da produção e do consumo viriam assim a forçar a emergência de um novo "modo de fazer as coisas", sendo a crise sistémica que se aproxima apenas a face visível da transformação social e económica inerentes ao período de transição.
Um apontamento final sobre a calendarização da crise. Tendo adoptado para com as outras 18 crises sistémicas uma razoável flexibilidade na sua calendarização, seria razoável esperar da parte do autor alguma prudência em indicar uma data precisa para um fenómeno específico: neste caso uma queda brusca e repentina nas bolsas de valores (que é o que significa um "crash". ..). Sendo que um tal fenómeno é por sua vez apresentado como mais um incidente de percurso no desenrolar de uma crise sistémica. Entretanto, enquanto que para a generalidade dos autores, esse fenómeno (ou "inflexão sistémica") já terá acontecido, para Santiago Becerra tudo isto que já estamos presenciando serão apenas ainda os preliminares. A ver vamos...
[1] El crash del 2010 – Toda la verdad sobre la crisis , Santiago Niño Becerra, ed. Los Libros del Lince , Barcelona, 2009, 232 pgs., ISBN: 978-84-937038-0-6
Esta resenha encontra-se em http://resistir.info
BÁRBARA RUIVA

Excerto do conto "Bárbara Ruiva", um inédito da autoria de Rómulo de Carvalho, recentemente publicado pela Página a Página, onde o autor, o professor de Físico-Química que haveria de adoptar o pseudónimo de António Gedeão, narra o encontro com Bárbara:
"Ela tinha os cabelos ruivos, ondulados com suavidade, soltos e sedosos. As poeiras, intensamente iluminadas, bailavam-lhe em torno e ganhavam a dulcíssima tonalidade ruiva. Na concavidade das ondulações breves, o Sol escorria e parecia acomodar-se em nichos de luz mais discreta. Um halo vaporoso espiritualizava-lhe os contornos e fazia perceber suavíssima penugem que faiscava com tons metálicos de cobre.
Ela falava, de costas para mim, e, de vez em quando, movia a cabeça ao sabor da conversa. Cada movimento daquela cabeça sobrenatural enchia de confusão o mundo luminoso das poeiras. Os grãozinhos projectavam-se a distância, salpicavam a luz, revoluteavam em turbilhões doidos, atropelavam-se, chocavam-se e, pouco a pouco, procuravam o equilíbrio perdido, aquietavam-se, refluíam para os fios ruivos do cabelo.
(...) Decerto um feixe de cabelos lhe caiu sobre os olhos, pois vi, na faísca fulgurante de luz, uma pequena mão que se levantou à altura da testa e afastou a fiada ruiva. Foi tão grande o alvoroço de poeiras que as vi disparar, vertiginosamente, em linhas rectas, como saltam as partículas incandescentes duma fogueira que se espalha com os pés. Deve ser assim o deflagrar dos sóis que enxameiam o universo. Aquele, era um sol de cobre. A minha cara, quase na obscuridade, devia ter a tonalidade ruiva. Sentia-a nos olhos, nas faces, nas mãos e em tudo o que me rodeava. A cabeça dela cortava totalmente o feixe de luz que incidia naquele mar de fogo e se reflectia abertamente sobre mim, me aquecia e me narcotizava".
Rómulo de Carvalho, 1942
Sexta-feira, Julho 17, 2009
Novo léxico político
Transparência nos negócios: entregar as poupanças a um amigo presidente do BPN para que este compre acções.
Cooperação estratégica: elogia as reformas do governo quando este está em alta e fazer silêncio quando as sondagens são adversas ao partido do governo.
Solidariedade institucional: combinar com Manuela Ferreira Leite o que cada um vai dizer na semana seguinte.
Desenvolvimento económico: evolução da economia que se traduz em riqueza, sendo indirectamente medido pelo indicador que contabiliza o número
de quilómetros de estradas municipais.
Veto político: instrumento político que em Belém é servido à dúzia.
Carapaus alimados: iguaria preciosa indicada para servir clérigos convidados mas que deve ser servida com parcimónia.
Bolo-rei: bolo seco com frutas cristalizadas e, por vezes com uma fava, que é especialmente indicado para encher a mula cujos aromas subtis só são
devidamente apreciados se comido sem mastigar.
Assessor: variante de agente secreto de grande utilidade para promover a intriga política junto da comunicação oficial, bem como para divulgar
as comunicações oficiais.
EPIS: Associação de empresários amigos presidida por Rendeiro, o empresário modelo do cavaquismo.
Acções: há as boas e as más, as melhores são aquela cujos preços de compra e de venda são fixados por Oliveira e Costa.
Tabu: momento prolongado de reflexão.
Cimento: matéria-prima cuja unidade de medida era o ecu, mais recentemente convertido em euro.
Genros: designação dada aos doentes tratados em hospitais com recurso a cunhas.
Praia: o local mais apropriado para levar os seguranças a passear.
Má moeda: género de políticos que dão excelentes candidatos à autarquia da capital.
Roteiro da exclusão: passeio político equialente a lavar as mãos com água-benta.
O Papa caiu no banho.
O Papa caiu no banho.
O papa foi para o hospital...Isto é que eu não percebo: deveria dirigir-se imediatamente a uma igreja e rezar para que deus lhe resolvesse o problema em vez de contar com a ciência dos homens...
Faz o que eu digo...
Mais salários em atraso
Nos primeiros seis meses de 2009, os inspectores da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) detectaram, em cerca de 11 mil empresas inspeccionadas, quase sete milhões de euros de salários em atraso. Isto representa um aumento de 40% em relação a igual período do ano anterior. Por causa e a pretexto da crise (que é apenas para alguns), agrava-se a praga dos salários em atraso, infelizmente já bem conhecida pelos trabalhadores portugueses.
http://www.jornalmudardevida.net/?p=1659
Nem Sócrates, nem Ferreira Leite
Quanto menor for a “governabilidade”, mais condições terão os trabalhadores de fazer valer os seus direitos
Perigo de o país se tornar “ingovernável”, foi o que o PS atirou à cara dos eleitores na própria noite em que soube da derrota nas europeias. Desde então, o mote tem-se repetido em jeito de campanha para assustar os temerosos. É fácil de perceber o propósito: dramatizar o confronto partidário daqui até às eleições legislativas para justificar a necessidade de uma nova maioria absoluta.
O drama não é só do PS, é das classes dirigentes. A maioria absoluta de Sócrates foi para elas um maná: permitiu-lhes fazer da acção do governo um rolo compressor dos direitos dos trabalhadores e uma alavanca para os negócios do capital, como não tinha acontecido desde os governos de Cavaco Silva. Perder esse instrumento é motivo de apreensão geral. Por isso, todos – partidos do poder, patrões, presidente da República, ex-presidentes da República, comentadores a soldo – querem que uma nova maioria absoluta se constitua seja como seja, só com um ou com o número de partidos que for preciso. Pretendem afinal assegurar a continuidade da mesma política dos últimos quatro anos, se necessário com outros figurantes.
Da parte dos trabalhadores o interesse é exactamente o contrário: fragilizar o mais possível o próximo governo de modo a que a sua capacidade de acção fique diminuída.
No plano eleitoral, a resposta à campanha das forças do poder tem de ser, assim, a de recusar nova maioria absoluta seja de quem for; a de diminuir a margem de “legitimidade” que reclamam em resultado do voto; a de rejeitar a política do patronato, desempenhada por Sócrates ou por Ferreira Leite; a de baixar o número de votos de trabalhadores nos partidos da direita. Quanto menos condições de “governabilidade” tiver um próximo governo, mais condições terão os trabalhadores de fazer valer os seus direitos.
Mas, como bem mostram os acontecimentos dos dois últimos anos, foi a demonstração pública, na rua, da aversão dos trabalhadores à política do PS; foram as acções de resistência de diversos sectores profissionais em resposta aos ataques governamentais-patronais; foram os protestos dos utentes dos serviços públicos de saúde, de transportes, de assistência social, de educação contra a perda de direitos – foi toda essa manifestação de descontentamento, iniciada em finais de 2006, que se expressou em 7 de Junho na queda eleitoral do partido do governo.
Será essa, portanto, a via para que se acentue a recusa, não apenas da política levada a cabo por Sócrates, mas em geral da política que o poder patronal quer fazer prosseguir através de qualquer um dos partidos que o representam.
http://www.jornalmudardevida.net/?p=1656
O golpe por trás do golpe
Começa a desenhar-se, a cada dia que passa, uma ideia de que por detrás deste golpe se pode falar de outro golpe. O golpe do sistema que ataca pelo esquecimento, pelo engano e pela complacência. O engano, o veneno que ataca a memória e nos torce a consciência e a opinião, devagarinho, enquanto nos distrai com outras ilusões. Reparemos: há três semanas Zelaya era o "herói" sequestrado por militares golpistas e o mundo assustava-se perante um regresso ao antigo estado de coisas na América Latina. Agora, há títulos de jornais que dizem: «Presidente interino oferece amnistia a Zelaya»… O presidente passa de sequestrado a delinquente, assim com um estalar de dedos.
Mas escavando e analisando as peças que desenham este golpe, chegamos mais longe e concluímos que neste longo acto tudo vai ficando bem-posto no seu sítio. A administração Obama, com o seu diz-que-não-disse vai fazendo desaparecer as esperanças do regresso de Zelaya e, ao mesmo tempo, desgastando a resistência popular. A OEA, organização dominada por muitos vampiros de extrema-direita, faz o seu papel de "restituinte" da ordem, jogando no meio da confusão enquanto acabaremos por nem saber que ordem é essa.
Todo o texto aqui
Relatório da OCDE
As boas práticas médicas são determinadas por médicos, as jurídicas por juristas, as musicais por músicos e assim sucessivamente; mas as dos professores são determinadas por economistas, sociólogos, psicólogos, gestores e até (ou sobretudo) por motoristas de táxi: por toda a gente excepto por professores. Fará isto algum sentido?
O exemplo mais recente desta tendência é o último relatório da OCDE sobre a política educativa portuguesa. Digamos OCDE por extenso: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Sublinho: económico.
O governo, ao encomendar este relatório, e a OCDE, ao aceitar fazê-lo, laboram no mesmo erro: o de que a política educativa é uma subsecção da política económica.
Donde se vê que o delírios educativo deste governo começa logo na abordagem; e se vê também que o governo português não está sozinho neste delírio.
http://legoergosum.blogspot.com/
Quinta-feira, Julho 16, 2009

















































