sexta-feira, julho 17, 2009

Novo léxico político

Transparência nos negócios: entregar as poupanças a um amigo presidente do BPN para que este compre acções.

Cooperação estratégica: elogia as reformas do governo quando este está em alta e fazer silêncio quando as sondagens são adversas ao partido do governo.

Solidariedade institucional: combinar com Manuela Ferreira Leite o que cada um vai dizer na semana seguinte.

Desenvolvimento económico: evolução da economia que se traduz em riqueza, sendo indirectamente medido pelo indicador que contabiliza o número

de quilómetros de estradas municipais.

Veto político: instrumento político que em Belém é servido à dúzia.

Carapaus alimados: iguaria preciosa indicada para servir clérigos convidados mas que deve ser servida com parcimónia.

Bolo-rei: bolo seco com frutas cristalizadas e, por vezes com uma fava, que é especialmente indicado para encher a mula cujos aromas subtis só são

devidamente apreciados se comido sem mastigar.

Assessor: variante de agente secreto de grande utilidade para promover a intriga política junto da comunicação oficial, bem como para divulgar

as comunicações oficiais.

EPIS: Associação de empresários amigos presidida por Rendeiro, o empresário modelo do cavaquismo.

Acções: há as boas e as más, as melhores são aquela cujos preços de compra e de venda são fixados por Oliveira e Costa.

Tabu: momento prolongado de reflexão.

Cimento: matéria-prima cuja unidade de medida era o ecu, mais recentemente convertido em euro.

Genros: designação dada aos doentes tratados em hospitais com recurso a cunhas.

Praia: o local mais apropriado para levar os seguranças a passear.

Má moeda: género de políticos que dão excelentes candidatos à autarquia da capital.

Roteiro da exclusão: passeio político equialente a lavar as mãos com água-benta.

Sem comentários: