terça-feira, maio 19, 2015

OS INSTITUCIONALISTAS QUE ME DESCULPEM

Desde os sofistas e de Aristóteles que se sabe que a política é também a arte da mentira. Proclamar A e o seu contrário de forma a enganar todos ou um de cada vez é o modo de ser dos institucionalistas que nos empurraram para onde estamos. O branqueamento da corrupção e a eliminação da memória são consequência e causa de primeira grandeza. O refúgio na "amizade" é o argumento que esconde a obstinação da oligarquia.

Embora com contornos diferentes do já referido, não se percebe, por exemplo, o que tem sustentado o apoio inicial sem limites aos últimos ministros da Educação.

O facto tornou risível o "discurso dos arrependidos", como aconteceu com Carlos Fiolhais que é amigo de Crato, que conhece as suas ideias sobre ensino superior e investigação e que se desiludiu. Só que Crato é também ministro do ensino não superior e quem o conhecia nesses domínios apressou-se a avisar que o ministro estava impregnado de preconceitos contra a escola pública e que nada sabia de gestão escolar onde não se conhece uma frase do seu pensamento. Tudo comprovado. O contágio ao ensino superior e à investigação foi uma questão de tempo.

Até o eduquês, que importou de Marçal Grilo, sempre se pareceu com o do crítico original: uma espécie de versão II que na prática resultava em mais do mesmo. As polémicas à volta do excessivo linguajar das ciências da Educação são apenas uma milionésima parte do inferno informacional em que mergulhou a gestão escolar e os últimos ministros limitaram-se a acrescentar ruído com os institucionalistas sempre à espera de uma nova vaga.