segunda-feira, novembro 02, 2009

Cuidado ao pedir boleia…

dois et´s

Caçador versus Veado

É sempre um duelo injusto, mas neste caso, qual deles o mais tótó?


Polémica com Saramago? E não querem polémica com Fernando Pessoa?

Alberto Caeiro in "Guardador de rebanhos"

VIII - Num Meio-Dia de Fim de Primavera


Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas pelas estradas
Que vão em ranchos pela estradas
com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansados de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
e eu levo-o ao colo para casa.

Oportunidade única ! Os comerciantes estragam-nos com mimos...

Duas atitudes nada racionais

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês pondo um prato de arroz na lápide ao lado.
Ele vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor pensa mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, e geralmente na mesma hora em que o seu vem cheirar as flores!

Levis BMX: Os Falhanços

Uma compilação de falhanços em BMX durante as filmagens para o próximo vídeo da Levi’s Team.


Devia haver eleições todos os anos!!!

Parece que as eleições fazem o desemprego baixar.

Praxe criminosa em Famalicão

Universidade Lusíada responsabilizada por morte de estudante
"Tudo o que os comunistas disseram sobre o comunismo era mentira, mas tudo o que disseram sobre o capitalismo era verdade".

Novo provérbio russo

As ilusões da esquerda

Bertolt Brecht chamou sempre a atenção sobre a necessidade de tomar o inimigo pelo seu lado mais forte, não subestimá-lo, sob o risco de iludir-nos e preparar-nos para derrotas e não para vitórias. A esquerda – especialmente em tempos ruins para os ideais de esquerda – corre muitos riscos de cair em ilusões fáceis, o melhor caminho para a derrota.
Livrar o mundo da doença do pacifismo
O Sr. Governador
Cartões

Vacinar os partidos

Graça Freitas [subdirectora-geral da Saúde] sublinha que os partidos "fazem parte da nossa democracia e devem ser vacinados".
Diário de Notícias

Comentário: Vacinem-os a todos sem excepção com o vírus da malária provocado pela picada do mosquito anopheles...

O NEGRO E O VERMELHO

Organização socio-económica dos poderes

Para reformar o nosso sistema político, pedimos... a divisão, a especialização, a coordenação e a responsabilidade de funções e de poderes, em conformidade com as leis da economia poli ca. (Créat. de l’O., cap. VI.)
O defeito de toda a organização, política ou social, que provoca os conflitos e cria o antagonismo na sociedade, é... que a separação dos poderes, ou dizendo melhor, das funções, é mal feita e incompleta... A maior parte das funções políticas não foram distinguidos e agrupadas segundo as leis da economia... Por outro lado, a centralização, não respeitando o bastante a lei da especialidade, é insuficiente. Donde resulta que a força colectiva está quase por toda a parte sem acção, e o pensamento, ou sufrágio universal, sem exercício.
É preciso levar a separação, ainda mal começada, tão longe quanto possível, e centralizar à parte cada poder; organizar o sufrágio universal de acordo com o seu género e a sua natureza, na sua plenitude, e devolver ao povo a energia, a actividade que lhe faltam.
Para que uma nação se manifeste na sua unidade... é preciso que a centralização se efectue de baixo para cima, da circunferência para o centro... (Conf. d'un Rév., cap. XIV.)

l.º Divisão e ponderação dos poderes

Em face do direito divino, a Revolução supõe pois a soberania do povo, a unidade, a indivisibilidade da República. Palavras vazias de sentido, próprias unicamente para servir de máscara à mais pavorosa tirania, mais cedo ou mais tarde desmentidos pelo acontecimento, se elas não se relacionarem com o organismo superior, formado pela ligação dos grupos industriais, e com a força comutativa que deles resulta...
Em relação ao governo, a Revolução diz formalmente que ele deve ser constituído de acordo com o duplo principio da divisão dos poderes e da sua ponderação. Ora, o que é a divisão dos poderes? A mesma coisa a que os economistas chamam divisão do trabalho, e que não é outra coisa senão um aspecto particular da força colectiva.
Quanto à ponderação, aliás tão pouco compreendida, não necessito dizer que é a candição de existência dos seres organizados, para quem a ausência de equilíbrio acarreta doença e a morte...
Para que tal poder social aja na sua plenitude, para que dê todo o fruto que a sua natureza promete, é preciso que as forças em função de que se compõe estejam em equilíbrio. Ora, este equilíbrio não pode ser o efeito duma determinação arbitrária; deve resultar do balanço das forças, agindo umas sobre as outras com toda a liberdade, equacionando-se mutuamente. O que supõe que, sendo conhecido o balanço, ou a média proporcional de cada força, todos, indivíduos e grupos o tomarão para medida do seu direito... (Justice, l'.État.)

domingo, novembro 01, 2009

Ser jornalista em 2009

como transformar uma miúda gira num zombie...

galinha cadela?

Football Hero

Uma experiência para criar um “guitar hero” gigante, comandado por bolas em vez de guitarras. Os participantes são uma equipa de jogadores de futebol freestyle e jogam ao som de Kasabian – Underdog. Não parece tão prático e divertido quanto o jogo original, mas é sem dúvida algo diferente!


tento passar despercebido...

Cuidado com ela

aqui perante vós!

guitarra na t-shirt

ei pá, trata-te!

não morta ou viva...

vê lá se ficamos bonitos?

O falanço do Windows 7

uma estátua ao contentor

No mundo dos robots - mais um...

pose

Não andem às arrecuas


EMBED-Hilarious Chair Prank - Watch more free videos

Aguardemos


http://antero.wordpress.com/

P.S. Também concordo com esta visão.O objectivo vai ser mais do mesmo mas com meiguices...

Mulher cristã procura parceiro homem cristão


“Mulher cristã procura parceiro homem cristão que sejam compreensivel para com mulheres que tenham doença mental e que oiçam vozes, mas que estejam controladas”

Cada vez entendo menos Ratzinger

«Segundo o Papa, a astronomia permitiu e continua permitindo, com suas descobertas, que compreendamos melhor o universo; por outro lado, a fé permite que o cientista descubra as maravilhas da criação» (Zenit).
É rigorosamente o contrário. Não é a «fé» que descobre. É a ciência, a observação, o raciocínio e a experimentação. A «fé» nunca descobriu nada. É a ciência que nos permite descobrir os segredos do universo e maravilharmo-nos com a sua compreensão.

AINDA A ATRIBUIÇÃO DO NOBEL DA PAZ AO OBAMA

Rachmaninov tinha grandes mãos



Obrigado ao cantigueiro
Honduras: Washington forçou um acordo lesivo
A “Amazónia Azul” – uma das últimas fronteiras

O NEGRO E O VERMELHO

) A organização regional e a descentração dos poderes: limitação do Estado pelos grupos

O unitarismo político - ou seja, a centralização - enquanto consiste em reter na indivisão governamental os grupos que a natureza criou autónomos é uma ficção constitucional... pois como tal é, para as sociedades modernas, a verdadeira tirania: absorção das soberanias locais numa autoridade central, com um objectivo, quer de glorificação dinástica, quer de exploração nobiliária, burguesa ou republicana... Partamos pois do principio, princípio tanto da experiência como da razão, que em todo o organismo a força de unidade está na razão inversa da massa... Em qualquer colectividade, a força orgânica perde em intensidade o que ganha em extensão, e reciprocamente...
O defeito do sistema político, defeito a que podemos chamar constitucional, consiste na condição, posta ao poder, de que as províncias, as cidades de que se compõe o Estado, devem gozar a sua ampla e total autonomia e não serem, contrariamente, governadas e administradas - não por elas próprias, como convém a cidades e províncias associadas por uma autoridade central, como população conquistada... Procurou-se um contrapeso para esta centralização esmagadora numa organização municipal e departamental... (Contr. Polit., cap. VI.)
A divisão artificial da França em 86 departamentos teve a sua utilidade para destruir a Gália feudal... Todavia, parece que deveríamos preparar-nos para uma divisão mais natural do solo, de acordo com as diferenças de climas, de raças, de indústia, etc., tendo por objectivo dar a cada parte do Estado o seu carácter e a sua fisionomia. (Créat. de l’O., cap. III.)
Proceder-se-ia à divisão em doze regências independentes, tendo cada uma poder legislativo e poder executivo, nomeados pelo povo; mais universidades, organização judicial, banco central, bolsa, etc. (La Guerre et la Paix, liv. IV, cap. X).
Cabe às províncias serem as primeiras a fazer ouvir a sua voz. Paris, passando de capital a cidade federal... encontraria nisso uma nova e melhor existência. A absorção que exerce sobre a província, congestionam... Menos sobrecarregado, menos apoplética, Paris seria mais livre, progrediria e teria melhor rendimento... (Princ. Fédér., conclusão.)