terça-feira, janeiro 17, 2012

casal perfeito?

A mulher perfeita - será que só isto chega?

Há qualquer coisa de errado nesta imagem mas não consigo ver o quê...

Islândia triplicará o seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros

Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e o colocaram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

Este pequeno país do periférico ártico recusou resgatar os bancos. Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandos financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Do limite que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida em despachos distantes da realidade cidadã. E embora continuem existindo buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os meios passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram os seus objetivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, o seu caso bem pode ser o caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e justiça económica em todo o mundo.

domingo, janeiro 08, 2012

Publicidade Pingo Doce na Holanda

DUAS REGRAS FUNDAMENTAIS

Política nacional:

O objetivo é ter negócios privados com dinheiro público






Política Internacional:

Defender a democracia sempre que haja petróleo barato



quarta-feira, janeiro 04, 2012

sábado, dezembro 24, 2011

O CAPITALISMO NÃO SE REPETE

Na atitude perante a vida, a lembrança de tempos supostamente melhores, por exemplo, do milagre económico, não passa de nostalgia. Na cultura pop chama-se a isso "retro": Quando os produtores de ideias não se lembram de mais nada, eles requentam coisas velhas ligeiramente modificadas. E ao voltar à "cena do crime" pela terceira vez deve ter-se em atenção se ela foi vista há poucos anos. Nada de novo sob o sol, parece ser o lema. De algum modo se espalhou a crença de que quem quiser encontrar uma receita para o presente só tem de olhar para o passado. Por que outra razão estariam a política, os média e a ciência económica, perante a crise em desenvolvimento nos últimos anos, sempre à procura de paralelos históricos? Quem abre um jornal acredita muitas vezes que está perante uma aula de história.

Especulações financeiras alucinantes, crises grandes e pequenas, toda a série de falências nacionais, mesmo uma ou outra união monetária falhada ‒ os historiadores económicos dos tempos modernos têm oferta praticamente para tudo. E a moral da história? Tudo já ocorreu antes, o que deve significar também que nada é assim tão mau e tudo pode ser gerido no terreno dos factos vigentes. Aqui não é só o desejo que é pai do pensamento, mas também uma certa imagem do capitalismo, como eterno retorno do mesmo. A conjuntura económica ora floresce, ora estoura; há quem suba e quem desça de divisão, cada ano ou cada século. Mas acredita-se, por princípio, que será sempre assim.

No entanto, isso é um erro. Não estamos lidando com um sistema estático, mas sim com um sistema dinâmico. O capitalismo não se repete, e também não gira em círculo, porque ele próprio é um processo histórico irreversível. A valorização do capital não recomeça sempre de novo do zero, pelo contrário, tem de ultrapassar o seu último nível na escala social para poder ir mais longe. O grau de integração económica global não pode voltar atrás, nem certamente o desenvolvimento das forças produtivas. A concorrência universal não o permite.

Mas se a globalização e a produtividade se desenvolvem cada vez mais, então por que hão-de ser o carácter, a profundidade e a abrangência das crises sempre os mesmos? A história que se gosta de contar sobre a especulação com os bolbos de tulipa na bolsa de Amesterdão no século XVII não nos ensina nada sobre a bolha imobiliária de 2008 nem sobre a falência do Lehman Brothers. Para se perceber que uma falência estatal no início do século XIX era algo completamente diferente do que seria uma falência estatal hoje basta olhar para a parte do Estado do produto nacional. A aula de história dos peritos e leitores de sinais actualmente nos média não passa de uma hora das bruxas.

Repetidamente se ouve a afirmação de que a política e a gestão teriam aprendido tanto com as crises do passado que hoje já disporiam de instrumentos e ferramentas suficientes para lidar com elas. Os diagnósticos discutem sobretudo se a crise agora será como a de 1872, ou possivelmente como a de 1929 ou então apenas como a de 1973. O sucesso da aprendizagem parece ser mínimo quando governos e bancos centrais nos provam diariamente que os seus planos de política económica e monetária são quase tão úteis e competentes como a caixa de ferramentas duma locomotiva a vapor para a reparação de emergência de um TGV. Quem como as elites do presente fala tanto do futuro não devia contar muito com os resgates do sistema já passados. De qualquer modo os antigos pacotes de resgate e as suas consequências apresentam-se na memória da humanidade sobretudo como catástrofes.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Frank Zappa - Amnerika

Este fim de semana está mesmo a pedir...Frank Zappa! A minha proposta é esta:



E podemos ouvir Zappa enquanto vemos a imagem de marca do país: Um edifício social que implode e desaparece rapidamente para dar lugar a um local aprazível só para ricos.É a puta de país que temos e ao qual olhamos para o lado, quiçá para o umbigo...

quinta-feira, dezembro 08, 2011

O dinheiro à grande e à portuguesa

Foi urgente sair do estado de hibernação em que me encontro nestes últimos meses para divulgar o filme que se apresenta devido à sua importância e por causa da sua maneira clara, objetiva e transparente de mostrar a realidade do dinheiro e do seu funcionamento.




Primeiro episódio do Documentário Aurora, focando-se na realidade portuguesa do colapso financeiro e o colapso do Euro.