Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever! I write the verse and I find the rhyme I listen to the rhythm but the heartbeat`s mine. Por trás de uma grande fortuna está um grande crime-Honoré de Balzac. Este blog é a continuação de www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000.35000 posts em 10 anos. Contacto: franciscotrindade4@gmail.com ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS
domingo, agosto 03, 2014
Controlite crónica
O Álvaro Fonseca rescindiu o seu contrato de professor universitário após quase 28 anos no ensino. Com a ressalva de que me sinto demasiado próximo do Álvaro e da situação que ele descreve para ser imparcial, tenho de dizer que concordo com as principais razões que ele apresenta. Também me desanima a crescente burocratização do ensino e a gestão cada vez mais centralizada. Parece-me que se está a degradar o ensino universitário em favor de indicadores que ficam bem na folha de cálculo mas que pouco contribuem para o que devíamos fazer. Por exemplo, avaliar os cursos pela empregabilidade dá uns gráficos porreiros mas ignora o fundamental, que é a educação de cada pessoa ser um direito seu e não um direito de um eventual empregador. Mas remeto os detalhes acerca da FCT para o post do Álvaro (1). Aqui vou abordar o tema de forma mais genérica, não só porque não tenciono rescindir o meu contrato mas também porque o problema me parece muito mais vasto.
Centralizar os detalhes é bom para maximizar o lucro do abate de frangos, se o quisermos fazer com trabalhadores mal pagos e pouco motivados (2). Põe-se a máquina a trabalhar, cada um pendura, corta ou ajeita conforme o posto em que está e quem refilar vai para a rua. Num hospital isto não funciona. Cada médico e enfermeiro tem de tomar decisões rápidas em situações complexas, não há uma medida simples de desempenho se queremos saúde em vez de lucros e, mesmo que a administração queira fazer da ética laboral o que os outros fazem aos frangos, os cuidados de saúde são muito mais sensíveis à motivação e empenho dos profissionais do que a tarefa de pendurar frangos na máquina de depenar.
A centralização paga-se cara nas tarefas mais complexas. Para a informação chegar ao decisor é preciso relatórios, inquéritos e papelada. Como a decisão também é complexa depois é preciso despachos, regulamentos e esclarecimentos antes de ser implementada. Quanto mais longo o percurso mais trabalho dá, mais tempo demora e mais provável é haver erros. O decisor também precisa de simplificar para poder decidir. Se os docentes fossem avaliados nos grupos de disciplina, escolas, secções e departamentos, podia-se considerar a qualidade das aulas que dão. Mas para centralizar o processo é preciso converter tudo numa tabela de números para ordenar centenas ou milhares de docentes de uma vez, o que exige avaliá-los por indicadores grosseiros como a nota num exame escrito ou as horas de aulas que deram e quantos alunos tiveram. Pior ainda, quando as pessoas começam a degradar o seu desempenho para maximizar estes indicadores – por exemplo, estudando para o tal exame em vez de preparar as aulas que têm de dar – os inventores destes sistemas vão se congratular pela sua gestão genial porque, apesar de estar tudo a ficar pior, as linhas no gráfico vão a subir.
Outro efeito perverso da centralização é o conflito entre objectivos. Quando os procedimentos e melhorias são decididos por quem desempenha as tarefas é fácil alinhar os objectivos dos indivíduos com os objectivos da organização. Por exemplo, se cada professor tenta melhorar a forma como lecciona tenta também melhorar o ensino na escola. Mas quando alguém é encarregue de centralizar as melhorias os objectivos começam a divergir. Por um lado, porque estará sobre pressão para justificar o seu posto e “tomar medidas” mesmo que sejam desnecessárias. O exemplo mais extremo disto é a profusão de ministros e secretários de Estado cujo desempenho é pior do que se não fizessem nada. Por outro lado, porque o desempenho da sua tarefa de gestão depende de medidas que degradam o desempenho dos outros que ele está a gerir. Uniformizar processos facilita a gestão mas trata por igual coisas que são diferentes. Recolher informação de forma estandardizada é essencial para gerir muitos dados mas descura detalhes importantes. Em geral, muito do que simplifica a vida ao gestor dificulta o trabalho a quem faz o mais importante.
Finalmente, há o impacto que estas medidas têm na motivação das pessoas. Quanto mais qualificado for quem desempenha uma tarefa mais frustrado ficará com a interferência de quem, desprezando os detalhes, pinta tudo a rolo e o obriga a fazer as coisas pior do que poderia fazer. Quanto mais empenhado estiver no seu trabalho mais desmotivado vai ficar com burocracias inúteis e avaliações inadequadas. A centralização das decisões só funciona quando o decisor é tão mais competente e motivado do que os seus subordinados que a diferença compensa o custo de centralizar as decisões. Para depenar frangos, por exemplo. Mas na função pública isto raramente acontece, não só porque o Estado emprega uma percentagem muito grande das pessoas mais qualificadas do país como também porque quem chefia é um funcionário público como os outros. Não é dono de nada nem tem mais interesse no sucesso da organização do que têm os demais. Entre pares a centralização não resulta.
Pior do que o corte nos salários, o que tem degradado mais o desempenho da função pública é um modelo de gestão que assume que os funcionários públicos que fazem o trabalho são menos competentes do que os outros funcionários públicos que dizem como o fazer. A consequente proliferação de papelada, regras absurdas e indicadores inúteis dificulta o trabalho a todos, desmotiva e disfarça os podres porque na folha de cálculo parece que está tudo bem. É por isso que queria salientar esta decisão do Álvaro. Só quando alguém tem a coragem de dizer que já chega e bater com a porta é que de fora se pode ter uma ideia do preço que estamos todos a pagar por se tentar gerir a função pública como se fosse a fábrica de embalar frangos.
1- Álvaro Fonseca, Escolher outro caminho
2- É bom para os accionistas, mas só se não comerem o frango: Guardian, Revealed: the dirty secret of the UK’s poultry industry
DAQUI
Centralizar os detalhes é bom para maximizar o lucro do abate de frangos, se o quisermos fazer com trabalhadores mal pagos e pouco motivados (2). Põe-se a máquina a trabalhar, cada um pendura, corta ou ajeita conforme o posto em que está e quem refilar vai para a rua. Num hospital isto não funciona. Cada médico e enfermeiro tem de tomar decisões rápidas em situações complexas, não há uma medida simples de desempenho se queremos saúde em vez de lucros e, mesmo que a administração queira fazer da ética laboral o que os outros fazem aos frangos, os cuidados de saúde são muito mais sensíveis à motivação e empenho dos profissionais do que a tarefa de pendurar frangos na máquina de depenar.
A centralização paga-se cara nas tarefas mais complexas. Para a informação chegar ao decisor é preciso relatórios, inquéritos e papelada. Como a decisão também é complexa depois é preciso despachos, regulamentos e esclarecimentos antes de ser implementada. Quanto mais longo o percurso mais trabalho dá, mais tempo demora e mais provável é haver erros. O decisor também precisa de simplificar para poder decidir. Se os docentes fossem avaliados nos grupos de disciplina, escolas, secções e departamentos, podia-se considerar a qualidade das aulas que dão. Mas para centralizar o processo é preciso converter tudo numa tabela de números para ordenar centenas ou milhares de docentes de uma vez, o que exige avaliá-los por indicadores grosseiros como a nota num exame escrito ou as horas de aulas que deram e quantos alunos tiveram. Pior ainda, quando as pessoas começam a degradar o seu desempenho para maximizar estes indicadores – por exemplo, estudando para o tal exame em vez de preparar as aulas que têm de dar – os inventores destes sistemas vão se congratular pela sua gestão genial porque, apesar de estar tudo a ficar pior, as linhas no gráfico vão a subir.
Outro efeito perverso da centralização é o conflito entre objectivos. Quando os procedimentos e melhorias são decididos por quem desempenha as tarefas é fácil alinhar os objectivos dos indivíduos com os objectivos da organização. Por exemplo, se cada professor tenta melhorar a forma como lecciona tenta também melhorar o ensino na escola. Mas quando alguém é encarregue de centralizar as melhorias os objectivos começam a divergir. Por um lado, porque estará sobre pressão para justificar o seu posto e “tomar medidas” mesmo que sejam desnecessárias. O exemplo mais extremo disto é a profusão de ministros e secretários de Estado cujo desempenho é pior do que se não fizessem nada. Por outro lado, porque o desempenho da sua tarefa de gestão depende de medidas que degradam o desempenho dos outros que ele está a gerir. Uniformizar processos facilita a gestão mas trata por igual coisas que são diferentes. Recolher informação de forma estandardizada é essencial para gerir muitos dados mas descura detalhes importantes. Em geral, muito do que simplifica a vida ao gestor dificulta o trabalho a quem faz o mais importante.
Finalmente, há o impacto que estas medidas têm na motivação das pessoas. Quanto mais qualificado for quem desempenha uma tarefa mais frustrado ficará com a interferência de quem, desprezando os detalhes, pinta tudo a rolo e o obriga a fazer as coisas pior do que poderia fazer. Quanto mais empenhado estiver no seu trabalho mais desmotivado vai ficar com burocracias inúteis e avaliações inadequadas. A centralização das decisões só funciona quando o decisor é tão mais competente e motivado do que os seus subordinados que a diferença compensa o custo de centralizar as decisões. Para depenar frangos, por exemplo. Mas na função pública isto raramente acontece, não só porque o Estado emprega uma percentagem muito grande das pessoas mais qualificadas do país como também porque quem chefia é um funcionário público como os outros. Não é dono de nada nem tem mais interesse no sucesso da organização do que têm os demais. Entre pares a centralização não resulta.
Pior do que o corte nos salários, o que tem degradado mais o desempenho da função pública é um modelo de gestão que assume que os funcionários públicos que fazem o trabalho são menos competentes do que os outros funcionários públicos que dizem como o fazer. A consequente proliferação de papelada, regras absurdas e indicadores inúteis dificulta o trabalho a todos, desmotiva e disfarça os podres porque na folha de cálculo parece que está tudo bem. É por isso que queria salientar esta decisão do Álvaro. Só quando alguém tem a coragem de dizer que já chega e bater com a porta é que de fora se pode ter uma ideia do preço que estamos todos a pagar por se tentar gerir a função pública como se fosse a fábrica de embalar frangos.
1- Álvaro Fonseca, Escolher outro caminho
2- É bom para os accionistas, mas só se não comerem o frango: Guardian, Revealed: the dirty secret of the UK’s poultry industry
DAQUI
Descansar... deste país
Portugal repugna. A burla, a corrupção, o esbulho e a incompetência dominam o país. Os protagonistas das nossas elites revelam, a um ritmo quase diário, a enorme mediocridade que os enforma. Tudo o que mais recentemente se tem passado confirma o que há muito é visível: a principal responsabilidade da situação que vivemos é das elites que tomaram conta da política, da finança, da economia, da advocacia e da comunicação social. E olhar para os protagonistas destas elites gera múltiplos sentimentos, e nenhum é certamente bom: indignação, revolta e náusea são com certeza dos mais partilhados entre os portugueses.
Ver esses protagonistas, ouvi-los, lê-los tornou-se insuportável. Olhá-los um a um ajuda a perceber como foi possível chegar a este ponto, mas não alivia o mal-estar. Como não alivia o mal-estar constatar o estado de letargia em que a contestação social se encontra.
sábado, agosto 02, 2014
DO GUETO DE VARSÓVIA AO GUETO DE GAZA
A resistência dos judeus do gueto de Varsóvia de que se comemora os 70 anos (1944 - 2014) foi afogada em sangue pelos nazis alemães. Hoje, no gueto de Gaza, a entidade nazi-sionista afoga em sangue o povo palestino. A resistência heróica dos palestinos – apesar dos seus fracos meios militares – é um feito notável e heróico. O povo palestino desperta e merece a solidariedade. Por todo o mundo verificam-se manifestações de repúdio às atrocidades do Estado nazi-sionista que pecam pelo sua diluição. É preciso intensificá-las, apoiar a campanha Boicote, Desinvestimento, Sanções , não comprar nem importar produtos israelenses, cortar os laços económicos e militares com o Estado do apartheid sionista.
Os judeus não aprenderam nada com a História. Será que vão continuar a serem vítimas dela?
Os judeus não aprenderam nada com a História. Será que vão continuar a serem vítimas dela?
sexta-feira, agosto 01, 2014
Como roubar e sair impune: roube muito e use gravata
O PÚBLICO noticiou esta semana o caso de um ex-presidente da
Junta de Freguesia de S. José, em Lisboa, João Miguel Mesquita, eleito pelo
PSD, que foi condenado em Abril passado a quatro anos e meio de prisão por ter
“gasto em benefício próprio”, entre 2005 e 2007, 12 mil euros pertencentes à
autarquia.
O Ministério Público tinha-o acusado de desviar 40 mil euros
e de falsificação de documentos, mas o tribunal só considerou provado o desvio
dos 12 mil euros. A pena de prisão de João Miguel Mesquita ficou suspensa na
condição de que o condenado pagasse à autarquia os 12.000 euros de que se tinha
“apropriado”, o que significa que não existiu qualquer sanção real para o crime
e que o condenado apenas será obrigado a repor o que roubou, como se se tivesse
enganado nas contas com a melhor boa-fé do mundo e fosse o mais impoluto dos
autarcas.
A notícia chamou-me a atenção porque me recordou um episódio
passado comigo. Há uns anos, ao sair de uma carruagem depois de uma viagem de
metro, senti-me mais leve do que quando tinha entrado. Ao apalpar os bolsos,
percebi que alguém me tinha palmado a carteira, com documentos e uns escassos
euros.
Apresentei queixa, substituí os documentos e, passados
meses, recebi um telefonema da polícia anunciando-me que tinham prendido um
carteirista e que, no meio do seu espólio, lá tinham encontrado os meus
documentos. Fui testemunhar a tribunal, juntamente com outras vítimas, e o
carteirista, que confessou os crimes, foi condenado a uns anos de cadeia. Não
me recordo de o Ministério Público ter nessa altura proposto ao carteirista a devolução
do dinheiro roubado em troca de uma pena suspensa e de uma libertação imediata,
mas penso que o arranjo lhe deveria ter agradado, já que, no meu caso, a
“indemnização” seria de vinte euros. A razão dos dois pesos da Justiça é
evidente: o meu carteirista usava uma camisa aberta aos quadrados e um blusão
de má qualidade, enquanto que os presidentes das juntas usam em geral fato e
gravata. Para mais, o ex-presidente da junta pertencia a um partido do “arco do
poder” e o meu carteirista provavelmente não teria actividade política.
Todos os casos que conheço reforçam a minha convicção de que
existe uma aplicação do Código Penal para quem usa gravata e outra,
infinitamente menos benévola, em Portugal e em todos os outros países do mundo,
para quem não usa.
Tomemos o exemplo daquele que é um dos maiores roubos da
História: a manipulação da taxa Libor, ao longo de muitos anos, por um cartel
de bancos que incluía instituições pretensamente tão respeitáveis como o
Barclays Bank, UBS, Citigroup, The Royal Bank of Scotland, Deutsche Bank,
JPMorgan, Lloyds Banking Group, Rabobank e outros. A manipulação de uma taxa
interbancária de referência como a Libor, em benefício próprio, traduziu-se em
perdas para muitos milhões de indivíduos e organizações em todo o mundo.
Milhões de estudantes ingleses, de lojas francesas, de quintas italianas e de
famílias portuguesas viram as mensalidades dos seus empréstimos aos bancos
subir durante anos para que esses mesmos bancos e outros vissem os seus lucros
crescer. Tratou-se, em linguagem corrente, de um roubo. Não um roubo como o do
meu carteirista mas um roubo sistemático, generalizado, que defraudou milhões e
que acumulou riquezas incalculáveis nos bolsos de quem já era imensamente rico.
O que aconteceu a estes bancos? Alguns pagaram multas,
outros nem isso, porque denunciaram os cúmplices em troca de imunidade, mas
ninguém foi condenado. Houve uns corretores expulsos de uns países, detenções
para interrogatórios e foi tudo. Talvez uns quantos acabem por ser presos – os
próprios bancos acusados tentarão encontrar bodes expiatórios –, mas nunca o
castigo será proporcional ao crime. Todos usam gravata. Alguém espera que o
imenso buraco do BES tenha responsáveis criminais?
O ex-presidente da junta, apesar de tudo, foi condenado e a sua
reputação saiu ferida, mas os bancos ladrões e os seus administradores e
directores continuam a ser referidos na imprensa como entidades respeitáveis e
os seus quadros são invejados nas revistas, bajulados pelos Governos e pagos
(legalmente) a peso de ouro.
A crise moral que atravessamos traduz-se nisto: condenamos
carteiristas à cadeia em nome da Justiça e tratamos com deferência e
apresentamos como exemplo organizações criminosas que operam em grande escala,
como os bancos. Não é uma novidade, mas o facto de não ser uma novidade e de
continuarmos a tolerar a situação só a torna mais grave. Continuamos a tratar
com respeito governos que se apropriam de património público para o vender ao
desbarato e que destroem monopólios do Estado para beneficiar interesses
privados obscuros – como o Governo português está a fazer com a lotaria.
Por que respeitamos estes ladrões? Por que falamos de bancos
e de organizações como a ONU, ou o FMI ou a FIFA ou tantas outras, como se
fossem respeitáveis? Por que não exigimos que obedeçam aos padrões éticos e
legais que exigimos aos outros? Apenas porque usam gravata e sabem usar
talheres? Apenas porque ficaram ricos com o dinheiro que roubaram? Somos assim
tão parvos?
Mais duas constitucionalidades de mercado
Apesar de, no seu artigo 13º, a Constituição da República Portuguesa proibir expressamente discriminações várias, entre elas aquelas feitas com base na idade e no grupo socioprofissional, o agravamento da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) e o aumento da contribuição dos funcionários públicos para a ADSE, ambos impostos aplicados selectivamente a reformados e funcionários públicos pela enésima vez, acabam de obter luz verde do Tribunal Constitucional, cujos juízes voltam a demonstrar, por um lado, que são permeáveis à pressão que lhes tem sido movida pelo Governo, maioria e acólitos respectivos e, por outro, que não são propriamente um sucedâneo do protesto ou do voto, percepção errada que a passividade generalizada da grande maioria dos portugueses deixa transparecer. Desta vez, porém, a decisão foi conhecida horas antes do BES anunciar um resultado negativo que supera as piores expectativas: quase 3,6 mil milhões de prejuízos apenas nosprimeiros seis meses deste ano, fora a parte do buraco que ainda não foi desta que conheceu a luz do dia. Tanto trabalho para convencer a falta de coluna vertebral dos senhores juízes do Constitucional a colaborar no agrado aos mercados e estes amanhã vão acordar nervosíssimos. "Não havia necessidade".
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