Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever! I write the verse and I find the rhyme I listen to the rhythm but the heartbeat`s mine. Por trás de uma grande fortuna está um grande crime-Honoré de Balzac. Este blog é a continuação de www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000.35000 posts em 10 anos. Contacto: franciscotrindade4@gmail.com ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS
sábado, agosto 30, 2014
Menos médicos e professores, mais polícias e maior submissão ao imperialismo
A pretexto da actual “crise”, milhares de médicos, enfermeiros, professores e investigadores têm sido afastados dos hospitais públicos, das escolas e dos centros de investigação, prejudicando-se gravemente a saúde e a formação dos portugueses, além de forçar muitos daqueles profissionais à emigração, à mudança de profissão e, até, ao desemprego. Isto, enquanto os governos do capital continuam a esbanjar milhões e milhões com polícias, tribunais, forças armadas e na ajuda aos bancos, gastando o dinheiro do OE com a defesa dos bens e interesses das classes dominantes.
Ainda recentemente, o governo autorizou a promoção de 982 elementos da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública, como em Dezembro de 2013 já tinham sido autorizadas outras 1.056 promoções na PSP e, em Janeiro de 2014, 1.210 na GNR. Com o dinheiro que isto envolve, e do qual geralmente não se fala. Também, no Ministério Público, são promovidos a procuradores 157 magistrados, envolvendo alguns milhões de euros e, salientando-se que, anualmente, só juízes e procuradores custam ao aparelho de estado cerca de 250 milhões de euros. E, mesmo assim, muitos profissionais destas instituições (incluindo do Sistema de Informações), assim como diversos “defensores da lei e da ordem”, continuam a queixar-se da falta de recursos.
Por outro lado, permanece o gasto de muitos milhões (mais de dois mil milhões de euros em 2014) com umas Forças Armadas que continuam a envolver dezenas de milhares de homens (incluindo numerosos generais e almirantes), apesar de Portugal já não ter colónias nem estar prevista qualquer agressão externa ao País. E sabendo-se, também, que parte destes gastos servem pura e simplesmente para sustentar ameaças e agressões imperialistas da UE, dos EUA e da NATO. Ainda há pouco tempo, o Conselho Superior de Defesa Nacional dava parecer favorável a uma missão de patrulhamento do espaço aéreo dos países bálticos pela Força Aérea, a pretexto da tensão actualmente existente entre a Rússia e a Ucrânia. Tal missão ficará sedeada na Lituânia e envolverá o emprego de seis caças F-16 e 70 efectivos da Força Aérea. Isto, para além dos outros locais em que as forças armadas portuguesas têm estado envolvidas (às vezes sob a capa de apoio humanitário), como é hoje o caso do Afeganistão e como também já aconteceu na Bósnia e no Iraque.
Mas os gastos inúteis e, muitas vezes, criminosos, assumidos pelo estado português com as diversas funções ditas de soberania, ou com a salvação dos bancos (envolvendo milhares de milhões no BPN, BPP, BES, Banif, etc), não são coisas que indignem grandemente a generalidade dos assalariados do capital que pontificam na comunicação social. Nem, tampouco, esta clique dos média se tem mostrado demasiado preocupada que a Goldman Sachs ou o ex-chefe de gabinete de Sarkozy, certamente dispondo de informação privilegiada, tenham vendido antecipadamente milhões de acções do BES, safando muitos milhões com tais vendas. Ao contrário das obsessivas preocupações destes “analistas” com os gastos na saúde, educação e reformas dos trabalhadores, contra os quais estão sempre prontos a lançar invectivas, habitualmente recorrendo a argumentário canalha.
Assim, ao mesmo tempo que os governantes burgueses e os seus “analistas” nos média olvidam ou, pura e simplesmente, justificam os gastos do Orçamento de Estado reservados à actual justiça de classe, às chamadas forças da ordem (PSP, GNR, Secretas, etc) ou às forças armadas — instituições que, em última análise, sempre defendem o patronato e o seus lacaios nos governos — é habitual também que esses mesmos assalariados do regime assegurem que o dinheiro escasseia ou não existe quando se trata de gastos destinados às necessidades fundamentais dos trabalhadores e do povo!
sexta-feira, agosto 29, 2014
Os fans do sexo feminino no seu habitat natural! Narração do mestre em comportamento animal David Attenborough
Homenagem do Anovis a David Attenborough recentemente desaparecido
Paris toujours Paris!!!
Este vídeo demorou cerca de 400 horas a fazer e combina cerca de 40.000 fotos!
Quero dar ao governo os meus parabéns pela política económica destes três anos!
Segundo os dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) da semana passada a dívida pública portuguesa voltou a aumentar!
A confiança ainda não está com saudades nossas
É um daqueles termos estúpidos que muitos repetem porque lhes entrou no ouvido e porque os outros também o repetem. Nada tem de sentimento e pouco tem de económico, mas o seu nome é “sentimento económico”, estranha graça para o resultado de um inquérito que alegadamente mede expectativas que alegadamente indiciam a tal “confiança” que, por sua vez, alegadamente é o motor dos motores da economia. O neoliberalismo é assim, vai saltitando de alegadamente em alegadamente, ao ritmo da sua criatividade semântica, convenientemente repetida na comunicação social por alegados “especialistas” em economia que ajudam governantes a disfarçarem fracassos consumados misturando preocupações aparentemente muito responsáveis quanto ao presente com expectativas optimistas relativamente a um futuro invariavelmente risonho.
Uma das não notícias do dia é precisamente a alegada preocupação do comissário europeu dos Assuntos Económicos com a queda no indicador de “sentimento económico” registada em Agosto na Europa. Diz o senhor Jyrki Katainen que sem confiança não haverá o indispensável aumento do investimento, isto é, apesar do cenário de deflação ser cada vez mais provável, o sucessor de Olli Rehn também acha que a confiança dos investidores irá regressar assim do nada, sem o impulso do investimento público que aditadura orçamental que representa proíbe e sem a revitalização do consumo privado que a flexibilização das relações laborais e o achatamento salarial que a mesma irracionalidade económica impôs foi pulverizando.
Como se reflectiria no tal “sentimento económico” o anúncio de um regresso ao paradigma daquela Europa social que durante décadas obrigou o crescimento económico a andar de braço dado com o aumento constante do bem-estar dos europeus e com a diminuição das desigualdades? A confiança restabelece-se com fórmulas de sucesso mas Bruxelas insiste em tentar convencer-nos que vai fazê-la regressar insistindo numa fórmula que nunca produziu mais do que fracassos. Tudo se resume a acreditar com muita força nos “sentimentos económicos”. Um dia, quando menos a esperarmos, a confiança há-de sentir saudades nossas. Basta esperá-la.
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