domingo, dezembro 28, 2014

Até os macacos tiveram direito a pai natal!...


Uma foto histórica: John Lennon, Yoko Ono e Mary Hopkins no natal de 1968!


Este guitarrista toca o Vodoo Child do Jimi Hendrix só com uma mão!...



A pseudo-avaliação

Em 2014, Carlos Fiolhais deu voz a muitas outras que receavam fazê-lo para criticar a política de ciência do Governo. "Primeiro foi o corte de mais de 30% das bolsas de investigação e depois foi o abate de cerca de 50% das unidades de investigação por um processo muito defeituoso de ‘avaliação'", sintetiza o físico da Universidade de Coimbra.

Todo o texto aqui

A Oeste, nada de povo

Os dados do sector do Comércio que o INE publicou ontem são uma boa fotografia do processo de concentração de riqueza que vem caracterizando estes anos em que a crise e a pobreza de uns é  a prosperidade de outros, como atestam as imparáveis fortunas dos gigantes do retalho Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos. O volume de negócios em 2013 manteve-se estável e as margens até cresceram, embora muito  ligeiramente. Até aqui, nada a assinalar. O que todos nós enquanto comunidade temos vindo a perder neste trajecto encontramo-lo nas 4000 empresas que fecharam portas em apenas um ano, isto é, os atrás referidos  volume de negócios e margens no final do ano passado dividiram-se por menos 4000 do que um ano antes, ou seja, as empresas que sobreviveram a 2013, umas mais, outras menos, engoliram os proveitos dessas 4000 que não resistiram. Mas só os proveitos, porque houve 21 mil empregos que desapareceram. Más notícias para os próprios, más notícias para a receita fiscal originada pelos salários que deixaram de receber, que a sobrecarga que todos sentimos no bolso compensou, e más notícias para a Segurança Social, em cujos cofres deixaram de entrar os descontos que incidiam sobre esses 21 mil salários e de cujos cofres saíram os subsídios de desemprego respectivos. Mas a coisa não fica por aqui. Como é sabido, as grandes empresas do retalho, aquelas que mais vêm beneficiando com todo este processo de transferência e concentração de riqueza,  ao contrário de muitas empresas sem dimensão para o fazerem que desapareceram, pagam impostos sobre lucros em paraísos fiscais como a Holanda e o Luxemburgo. Vá, não dramatizemos. Temos que ser positivos. Não foi nenhuma tragédia que mais uns milhares de milhão cortados à Saúde e à Educação em 2014 e a sobretaxa que complementou o brutal agravamento fiscal em IRS que todos sentimos no bolso não pudessem compensar. Agora que os resultados começam a aparecer, não podemos ser irresponsáveis ao ponto de deitar a perder o todo que conseguimos construir ao longo destes anos de sacrifícios. Somos o melhor povo do mundo. Continuam todos convidados a contribuir generosamente como até aqui.

Vagamente relacionado: O período do programa de ajustamento da troika e do Governo é marcado por uma transferência de grandes proporções dos rendimentos do trabalho para os do capital, indicam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicados esta semana. Entre o segundo trimestre de 2011 e o terceiro trimestre deste ano, verifica-se uma quebra brutal do rendimento dos salários (menos 5,8 mil milhões de euros ou uma redução de 6,9%). Foi a única parcela do rendimento disponível bruto que caiu. O emagrecimento das remunerações pagas deve-se à compressão e aos cortes directos nos salários e ao efeito da subida do desemprego. Ao mesmo tempo, as duas componentes relativas à remuneração do capital registaram aumentos assinaláveis durante os 14 trimestres do programa: os rendimentos de propriedade -- são, grosso modo, rendas de imobiliário, juros auferidos, ganhos em dividendos -- engordaram 3,5 mil milhões de euros (mais de 36%) e o excedente de exploração (que reflecte a remuneração do factor capital em sentido estrito, o valor acrescentado) somou mais 860 milhões de euros (mais 2,8%). E até foi batido um recorde. Os rendimentos de propriedade alcançaram o nível mais elevado da série longa do INE, que remonta a 1999: 13,2 mil milhões ou 10,6% do rendimento disponível no terceiro trimestre deste ano.

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Acontecimento do ano: a porra do Soriano

ATENÇÃOEste texto não deve ser lido por jovens efebos, virgens indefesas e pupilos do exército.

Não, o acontecimento do ano não foi a prisão do Sócrates, o estoiro do BES, a condenação de Duarte Lima ou a detenção de Paulo Portas, perdão, Paulo Portas não é para aqui chamado porque, na verdade, ele nem sabe bem o que é um submarino…
E também não, o homem do ano não é Cristiano Ronaldo, nem o Papa Francisco, nem Carlos do Carmo, muito menos o vírus ébola.
O acontecimento do ano e o homem do ano são, simultaneamente, o espião cubano Gerardo Hernandez e o facto de ele ter engravidado a sua mulher, Adriana, que vive em Havana, apesar de estar preso e condenado a prisão perpétua, nos Estados Unidos!


O facto de Gerardo, nos EUA, ter conseguido engravidar a mulher, em Havana, trouxe-me à memória um poema de Guerra Junqueiro (1850-1923), que faz parte da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, selecção de Natália Correia; este notável livro saiu, pela primeira vez, em 1965, mas foi logo apreendido pela PIDE – como era possível que escritores tão importantes como Guerra Junqueiro, Almeida Garrett, até Camões, tivessem escrito estas ordinarices!
Consegui, em 1973, um fac smile desse livro e passei algumas horas a copiá-lo, transcrevendo na minha velha e saudosa Olivetti…
Finalmente, em 1999, a editora Antígona-Frenesi teve a boa ideia de reeditar o livro.




Resumindo: a história do espião cubano fez-me lembrar o 

poema 

A porra do Soriano, de Guerra Junqueiro, que é assim:

Eu canto do Soriano o singular mangalho!
Empresa colossal! Ciclópico trabalho!
       Para o cantar inteiro e o cantar bem
precisava de viver como Matusálem
        Dez séculos!
Enfim, nesta pobreza métrica
cantemos essa porra, porra quilométrica,
donde pendem os colhões de que dão ideia vaga
as nádegas brutais do arcebispo de Braga.
Sim, cantemos a porra, o caralho iracundo
que, antes de nervo cru, já foi eixo do Mundo!
          Mastro do Leviathan! Eminência revel!
          Estando murcho foi a torre de Babel!
          Caralho singular! É contemplá-lo!
É vê-lo teso! Atravessaria o quê?
O Sete-estrelo?
Em Tebas, em Paris, em Lagos, em Gomorra
juro que ninguém viu tão formidável porra!
          É uma porra, arquiporra!
É um caralhão atroz
que se lhe podem dar trinta ou quarenta nós
e, ainda assim, fica o caralho preciso
para foder, da Terra, Eva no Paraíso!

Assim deve ser o do Gerardo que, dos States, engravidou Adriana, em Havana.
Abençoado!


O providente


RECUPERAÇÕES

Há muito que não ouvia Júlio Machado Vaz. Está pelo "Porto Canal" e "recuperou" um adjectivo muito usado no norte: velhaco, ou velhaca claro. É aquela pessoa que assassina (foi o verbo usado) o carácter de outro de forma traiçoeira. O adjectivo estava em desuso, mas a prática nem por isso.

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sábado, dezembro 27, 2014

Toma lá um beijinho!...


Elas riem!...Mas riem de quê?


A namorada enganou-o e esta foi a paga que teve!...

Uma história triste...


Um homem roubou 2000 peças de lingerie!

Um homem usando uma chave mestra roubou lingerie de 750 apartamentos na China! Somando ao embaraço da detenção, a polícia espalhou a lingerie na rua para mais facilmente poder ser contada!









As danças do Pai Natal!...

As 10 invenções japonesas mais bizarras...

Camisas ofensivas mas não intencionalmente!





















Sol e bom tempo


Excelente para a praia, péssimo para a agricultura. Um futuro sem nuvens negras. A metáfora torna-se ainda mais ridícula numa corrida ao poder disputada por duas nuvens negras que, na falta de mais para oferecer ao país do que austeridade selectiva em doses ainda maiores, se envolvem numa troca de palavras que consiga ofuscar o que estará em causa nas eleições do próximo ano. A pergunta proibida é: "querem ainda mais austeridade, dessa que em quatro anos fez o número de pobres aumentar de dois para três milhões e o número de desempregados duplicar de 750 mil para 1,5 milhões ao mesmo tempo que fez o número de milionários crescer à razão de mais um por cada quatro previamente existentes"? Passos, Portas  e Costa sabem que se as eleições de 2015 fossem assim percepcionadas a resposta da esmagadora maioria seria um rotundo NÃO, mas também sabem que existe um "não" que responde  a uma segunda pergunta e transforma aquele primeiro "não" num violento "sim": "será desta que os portugueses usarão a democracia para correrem de vez com uma austeridade selectiva que continuará a semear desgraça caso as próximas eleições devolvam o poder a qualquer combinação dos três partidos que a defendem?" Os cães ladram, a caravana passa. Hoje está um dia lindo. Ao menos que 2015 seja um ano bom para ir à praia.

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Crise começou com salvação da Alemanha

” A Crise europeia começou com um gigantesco resgate da Alemanha pelo BCE”, diz Richard Koo Nomura, economista Taiwanês e norte-americano, residente no Japão, especializado em balanços de recessões. O economista-chefe do Nomura Research Institute, braço de pesquisa da Nomura Securities, em Tóquio, olha de um outro modo para o chamado “problema de competitividade”  dos países do sul da Europa nesta muito interessante análise.
Ao invés de um problema inerente a esses países, Koo diz que o que aconteceu é que após o colapso da bolha tecnológica de 2000 (que afectou muito a Alemanha) o BCE utilizou uma política monetária excepcionalmente solta para estimular a economia, de modo a que a Alemanha não tivesse de reavivar a sua economia através da política fiscal.
Embora essa politica monetária não tenha feito muito internamente pela Alemanha (em recessão), ajudou a resolver as bolhas na periferia, que passou a ter uma maior facilidade de investimento, ajudando ao boom das exportações alemãs e colocando os países periféricos  em dívida.