segunda-feira, janeiro 05, 2015

O Cardeal


A EDUCAÇÃO FÍSICA E A FRACTURA CURRICULAR

A estrutura curricular nos países menos desenvolvidos tem uma fractura comum: predominam as disciplinas denominadas nucleares e atribui-se um papel residual aos saberes do domínio das humanidades e das artes onde se pode incluir a educação física. Objectivamente, a ruptura verifica-se na carga horária. Disciplinas como a língua materna ou a matemática atingem, desde cedo, o dobro ou o triplo das horas semanais das restantes. Estas decisões carecem de fundamentação empírica e há quem advogue que o inútil "mais do mesmo" ainda acentua a desigualdade de oportunidades.

As últimas décadas em Portugal pareciam contrariar essa tendência empobrecedora e os testes internacionais confirmavam os progressos. Com a chegada de Sócrates e Rodrigues, agudizada com a tragédia de Passos e Crato, a ideia de escola completa, que estrutura as sociedades para uma forte e maioritária classe média, ficou comprometida.




domingo, janeiro 04, 2015

Última hora: Por todo o país ASAE fecha Igrejas!

As hóstias não estavam embaladas com o respectivo rótulo de composição e data de validade, e ainda eram manuseadas sem luvas nem pinças.
O vinho não estava engarrafado.
O cálice não é lavado e esterilizado há 30 anos.
Para cúmulo, foram encontradas beatas em todos os cantos.

Alentejano numa tasca

Um sujeito Alentejano entra numa tasca, e vê por cima do balcão o seguinte cartaz:

Bagaço_____________________  0,40 EUR
Pão com queijo______________   0,80 EUR
Sanduíche de galinha_________    1,80 EUR
Acariciar o órgão sexual______    10,00 EUR

Verificou a carteira, para não passar por vergonhas, foi até ao balcão e chamou uma das três lindas empregadas que estavam a servir bebidas nas mesas:
- Por favor...
- Sim? Responde ela, com um belo sorriso. Em que posso ajudar?
- É você quem acaricia o órgão aos clientes?
- Sou... Responde ela, com uma voz extra-sensual.
- Então lave bem as mãos, que eu quero um pão com queijo!

Cuidado com certos cabeleireiros!...

Simon Ackroyd, 45 anos, é cabeleireiro há 30.Faz bodybuilding há 18 anos.Come 6000 calorias por dia. Cuidado com ele!















52 mil idosos perderam complemento solidário

52 mil idosos perderam complemento solidário

Vamos lá todos a rezar e a agradecer! Imaginem por momentos o que seria se não tivéssemos um democrata-cristão como ministro da (in)Segurança Social!

Esta não é a minha França!!!

Autarca francês de direita recusa sepultura a criança cigana


O autarca de Champlan, nos arredores de Paris, recusou na quarta-feira que uma criança cigana fosse sepultada no cemitério local, apesar de a família viver num acampamento naquela região. O responsável justificou que a bebé, recém-nascida, foi declarada morta numa cidade vizinha, em Corbeil-Essonnes, devendo por isso ser sepultada lá.
Para a associação local de solidariedade de Essone, que denunciou o caso, trata-se de uma posição de "racismo, xenofobia e estigmatização", como disse o seu presidente, Loic Gandais.
A criança, a quem foi dado o nome de Marie Francesca, nasceu a 14 de Dezembro e foi vítima de "síndrome de morte súbita" na noite de 24 para 25, disse Gandais à AFP. Então, a menina foi levada para o hospital de Corbeil-Essonnes, onde foi declarada a morte, a 26 de Dezembro.
A família, através de uma empresa funerária, solicitou que fosse sepultada em Champlan, por ter aí o seu acampamento, mas o presidente da câmara, Christian Leclerc (DVD, Direita Diversa), recusou. Após a polémica, disse que foi um caso de falta de espaço. "Temos poucos espaços disponíveis. Temos um projecto para ampliar o cemitério mas é muito caro", explicou. "Temos de gerir muito bem os lugares, de acordo com as circunstâncias, e ter em conta se a família vive aqui", acrescentou.
A criança foi sepultada em Wissous, uma localidade vizinha. "Por razões humanitárias não podíamos recusar", disse, por seu lado, o autarca de Wissous, Richard Trinquier, da UMP (direita, partido agora liderado pelo ex-Presidente Nicolas Sarkozy).
Em França, os familiares ou próximos de um morto devem pedir autorização para o enterro à autarquia de que faz parte o cemitério escolhido. O funeral pode ter lugar onde a pessoa morreu, onde morava, ou ainda onde exista um jazigo de família.
"O que aconteceu é ignóbil. Uma coisa nunca vista", disse Eve Desjardins, da associação Citoyens Solidaires de Wissous.
Marie-Hélène Brelaud, da Associação de Solidariedade de Essonne para com as famílias ciganas, disse que a família da criança está "abatida" com a morte de Marie Francesca e com tudo o que se passou. "Não há palavras para descrever o horror desta decisão que mostra que não apoiamos os ciganos quando estão vivos nem quando estão mortos", disse ao jornal Le Parisien.


Tudo é e não é, simultaneamente

O poeta surrealista António Maria Lisboa, numa texto intitulado “Esta não é a minha letra”, concluía que “tudo é e não é, alternadamente”.
Estava enganado.
Vejamos.
Primeira página do Expresso de hoje:
“Guterres mantém Belém em aberto”
Primeira página do Público:
“Guterres pode ficar na ACNUR sem perder corrida a Belém”
Primeira página do i:
“Guterres não é candidato às presidenciais”
Portanto, tudo é e não é, simultaneamente…

O mundo fantástico da ficção científica


REABRAM-SE ESCOLAS

Aumentou a natalidade. Perante a pergunta, "devemos reabrir escolas e contratar professores?", o poder vigente responderá que o aumento só se reflectirá lá para 2020. É risível pensar que nos últimos anos a quebra da natalidade serviu para cortes imediatos e a eito.


DAQUI

DAS APOSTAS E DOS DESEJOS


sábado, janeiro 03, 2015

Ela faz arte com...como hei-de dizer...com as mamas!

Keri Ayn Varszegi usa os seus seios para pintar. Coloca a tinta nos seios e aplica-os na tela para chegar a algumas pinturas interessantes. Keri diz que o seu principal objectivo  na arte é evocar emoção e colocar um sorriso no rosto das pessoas. Acho que o consegue!...














jardim = pantanal



Isto não vos lembra nada??!!!

Brasil tem um novo ministro da Educação que irrita os professores


Há menos de um mês Cid Gomes recusou convite de Dilma. Agora voltou atrás.

O Ministério da Educação pode ser a "prioridade das prioridades" do segundo mandato de Dilma Rousseff, segundo o discurso da própria na tomada de posse de dia 1 em Brasília, mas nem sempre foi a do recém empossado ministro Cid Gomes. Há menos de um mês, Gomes recusou publicamente o convite da presidente porque preferia ser consultor de um banco em Washington. Só nos últimos dias voltou atrás na decisão.
Cid Ferreira Gomes, de 51 anos, foi entre 2007 e 2014 o governador do Ceará, estado no nordeste do Brasil. Membro de um dos clãs mais poderosos da região - o irmão mais velho, Ciro Gomes, foi ministro das Finanças de Itamar Franco e chegou liderar as sondagens, à frente de Lula da Silva, nas eleições presidenciais de 2002. Outro irmão é deputado estadual e o pai foi prefeito de Sobral, a cidade natal dos quatro.

Vamos lá então a uma anedota de informático!

Um informático está numa ilha deserta há 10 anos, depois de um naufrágio.
Certo dia avista um ponto brilhante no horizonte e começa a segui-lo com o olhar.
"Não é um navio", pensa o nosso herói.
E o ponto aproxima-se. "Não é uma barcaça".
E cada vez o vulto estava mais perto! "Não é uma jangada!?!".
E eis que das águas emerge uma loiraça, com fato de mergulho!
A loiraça dirige-se a ele e pergunta:
- Há quanto tempo não fumas um cigarro?
- Há 10 anos!
Ela abre um bolso interior do seu fato impermeável e dá-lhe um cigarro.
- Meu Deus, que bem que isto me está a saber!
- Há quanto tempo não bebes um whisky?
- Há pelo menos 10 anos!!! - responde o nosso herói, ainda atarantado.
Então ela abre outro bolso interior, tira uma garrafinha de whisky e dá-lhe!
O homem bebe tudo de um trago, ainda descrente com o que lhe estava a acontecer, mas muito, muito feliz!
Então a loiraça começa a baixar o fecho principal do fato e pergunta-lhe:
- E há quanto tempo é que não te divertes a sério?
Vai o nosso homem e grita, louco de felicidade:

- Eh PÁ, tu não me digas que tens aí um portátil ?!...

O epitáfio de um Cavaco sem ouvintes

Nada mais consentâneo com o ano novo do que um discurso fúnebre. Cavaco quer uma democracia "clara e mais esclarecedora". "Transparente", como ele.
Cavaco recusa o populismo, faz pedagogia através da "força do exemplo", como o dele, que preferiu a reforma ao salário de presidente.
Diz que há que ser cuidadoso com as promessas feitas. Rejeita facilidades. Recorda a disciplina orçamental. Não quer regredir a 2011 - imagina-se que está feliz com 2014 - e, sem demagogia, incita "o combate à corrupção".
Recorda coisas ótimas como a "diminuição do desemprego", existente na cabeça dele e, mais importante, quer "consenso". Interpela os agentes políticos a construírem apenas soluções estáveis.
Eis um democrata.
O homem que governou em minoria e com duas maiorias absolutas; o homem que foi presidente com um governo minoritário relativamente ao qual fomentou a instabilidade política rasca, com episódios inesquecíveis como a inventona de belém; e o homem que foi presidente de um governo maioritário pós-eleitoral, que apadrinhou, mesmo contra a Constituição.
A grande novidade de mais um discurso neutro foi precisamente apelar a um compromisso custe o que custar.
Pergunta-se então: por que raio, estão, não convocou eleições antecipadas? Porque Cavaco não é autêntico, nunca foi.
Cavaco está no seu último discurso em plenitude de funções. E com a fraqueza da sua legitimidade esmaga a vontade popular e atreve-se a indicar coligações pré-eleitorais ou pós-eleitorais.
O povo é que decide quem governa, coisa difícil de explicar a um Cavaco que acha por bem explicar como deve ser o próximo governo.
Cavaco, felizmente, não se substitui ao povo. Menos ainda quando depois das eleições terá a sua legitimidade formal e substancial restringida.
E não venha Cavaco rejeitar a discussão acerca das eleições antecipadas. Foi ele que introduziu o tema, e estamos recordados disso.
E o que é o consenso? Havendo um Partido com maioria absoluta que consenso quer Cavaco?
Havendo um Governo de minoria, qual é exatamente o drama?
Cavaco, no seu discurso, espelha a falta da sua própria exemplaridade.
Eu recordo-me de um prefácio de Cavaco em que os constrangimentos não eram suficientes para nos travar.
Aqui, Cavaco apresenta-se derrotado, um homem a dar um conselho: resignem-se.
Eis o PR com menos popularidade da nossa história.
Não o seguiremos.
DAQUI

P:S: Subscrevo! O grande problema é ter sido escrito por alguém do p.s. partido esse que em termos democráticos e funcionais vale tanto como os partidos do governo e da outra  oposição, já agora!

Durante mais quanto tempo terei que postar isto?


O papel da banca

A banca foi concebida na iniquidade e nascida no pecado. Os banqueiros possuem a terra. Afastando-os, mas deixando-lhes o poder para criar dinheiro, com a ponta da caneta criarão suficientes depósitos para comprar tudo outra vez. Entretanto, afastem-nos do poder de criar moeda e todas as grandes fortunas como a minha desaparecerão e devem desaparecer pois isto seria um mundo mais feliz e melhor para nele viver. Mas se desejam permanecer escravos dos banqueiros e pagarem o custo da sua própria escravidão, deixem-nos continuar a criar moeda.

Josiah Stamp, Presidente do Banco da Inglaterra, década de 1920

NOTAS SOBRE A ENTREVISTA PROIBIDA DE SÓCRATES

- O tribunal proibiu Sócrates de dar entrevistas e o que fez Sócrates? Deu uma entrevista. E só por causa das tosses, já avisou lá na cadeia que amanhã quer ir tomar um pequeno-almoço decente à Praça do Giraldo.
- As respostas são todas bastante extensas, dando a sensação de que o entrevistado tem bastante tempo livre, o que não é verdade, porque Mário Soares está lá sempre enfiado.
- Sócrates queixa-se das violações do segredo de Justiça mas também o viola um bocadinho, naquilo que pode ser considerado como uma reviolação do segredo de Justiça.
- O ex-primeiro-ministro diz que o seu amigo Santos Silva o ajudou quando foi preciso mas isso já se sabia. Acontece que a suspeita não é essa. A suspeita é de que o ex-primeiro-ministro ajudou o amigo Santos Silva quando ele precisou. E até quando ele não precisou.
- Em teoria, Sócrates não devia estar em prisão preventiva. É verdade. Mas depois ele próprio diz que se trata de um processo político, o que aumenta um bocadinho, de facto, o perigo de fuga, pois as pessoas que se dizem vítimas de processos políticos costumam ter tendência a partir para o “exílio”.
- Sócrates responde às questões de quem? Da TVI. Será que a TVI também é dele? É que, de repente, Sócrates parece que é o novo dono disto tudo. Sócrates, não, porque não podia, mas pediu a um amigo.
- Ora, a TVI tem estado em todas, mas parece que a SIC lidera nas novelas. A grande questão é: E a RTP, lidera em quê? O cavalheiro que sacou a Champions por meia dúzia de milhões, depois de ser despedido ainda vem a ser homenageado num programa no Coliseu, apresentado pela Catarina Furtado.
- São agora 23 horas em Évora e parece que Sócrates foi à bomba comprar cigarros. O guarda ainda gritou “mas senhor engenheiro, o senhor engenheiro nã pode”, mas ele terá respondido “ó home, também nã podia dar entrevistas”.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Uma imagem vale por mil palavras


Unidos pelo amor...Ah!


A publicidade sempre em acção!...


Woody Allen no Johnny Carson 1965



Johnny Carson e Woody Allen sempre gostaram um do outro. Carson ajudou Allen a transformá-lo numa estrela a nível nacional convidando-o regularmente  para o seu programa Tonight Show. Allen pelo seu lado deu sempre o seu melhor nas suas participações. Apresentamos aqui uma apresentação memorável de Allen que naturalmente traz uma história preparada mas que se adapta às circunstâncias do momento. O que é mesmo mesmo extraordinário é pensar que tudo isto tem meio século! 
Continuamos a desejar as nossos leitores que são os melhores do mundo um óptimo ano novo!

A Excelência analisada no "The Guardian"

O que significa excelência científica? Um professor de política científica no University College fop London ensaia uma explicação. Ler aqui.

Um extracto:

"Prioritizing ‘excellent’ research perpetuates the reproduction of scientific elites and the concentration of scientific research in particular disciplines and places. Sociologist Robert Merton called it the Matthew Effect after the Gospel relating Jesus’s parable of the talents: ‘unto every one that hath shall be given… but from him that hath not shall be taken away’."


DAQUI

Por “falta de provas” - O arquivamento do caso dos submarinos

Ao fim de oito anos de “investigação”, o inquérito à compra de submarinos pelo governo português, conduzido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, foi arquivado por falta de provas. De qualquer maneira, para a Justiça os crimes já teriam prescrito em Junho de 2014.
Culmina assim o assunto à volta dos submarinos, depois de, em Fevereiro deste ano, terem sido absolvidos os 10 arguidos (três administradores alemães da Man Ferrostaal e sete empresários portugueses) acusados de burlarem o Estado português em 34 milhões de euros por contrapartidas económicas que não foram prestadas pela empresa alemã vendedora dos submarinos. Tudo em paz, tudo gente séria, portanto.
Os factos em resumo
Em todo o caso, para que se lembre, aqui fica um filme rápido dos acontecimentos.
Paulo Portas era ministro da Defesa (governo de Durão Barroso) quando foi aberto, em 2004, concurso para aquisição dos submarinos. A compra acabou por ser feita à empresa alemã Man Ferrostaal, a qual teria ainda de assegurar contrapartidas económicas. Do lado português, foi a Escom (do grupo Espírito Santo) que intermediou o negócio.
Na Alemanha, dois administradores da empresa e o cônsul português em Munique foram condenados por corrupção activa; este último por se ter provado que recebera dinheiro para pagamento de luvas e que tivera uma reunião a sós com Paulo Portas (“a quatro olhos”, diz a sentença do tribunal alemão). A própria Man Ferrostaal foi condenada no pagamento de uma multa de 140 milhões de euros por se ter provado que incorrera no crime de obtenção de vantagem económica.
Na Grécia, o ministro da Defesa de então foi detido por suspeita de ter sido subornado pela Man Ferrostaal num processo semelhante, e acabou condenado a prisão por fuga ao fisco.
As investigações do assunto em Portugal foram desencadeadas a partir de um outro caso em que o CDS e o BES estavam envolvidos: o caso Portucale. Soube-se então, na sequência de escutas telefónicas que envolviam Paulo Portas, do estranho caso de mais de um milhão de euros em numerário depositados na conta do CDS à pála de contributos de militantes.
A justiça alemã chegou a apontar o comandante Gil Corrêa Figueira, da Marinha portuguesa, como o homem que “facilitou os contactos” da Man Ferrostaal com as autoridades militares nacionais, tendo sido pago para o efeito. Além disso, foram pagas luvas (da ordem dos 30 milhões de euros, via Escom) de que terão beneficiado a família Espírito Santo, responsáveis militares e políticos (mantidos na sombra) e, suspeita-se, o próprio CDS.
Os off-shores por onde passaram os subornos, manipulados pela Escom, não colaboraram, como é costume, no esclarecimento da origem e destino do dinheiro.
Como eles se protegem
No desenlace do caso há ainda dois pormenores requintados.
Um deles, que contribuiu para a “falta de provas” alegada para mandar arquivar o processo, é o desaparecimento de documentos acerca do negócio, de cujo paradeiro não se sabe. Já em 2012, o procurador então encarregado do caso, João Ramos, lamentou que, “apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação”, conduzida por ele mesmo, não tivesse sido possível encontrar “grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos”, acrescentando desconhecer “qual o destino dado à maioria da documentação”. Até hoje.
Nem mesmo o facto, de conhecimento público, de Paulo Portas ter tirado milhares de fotocópias de documentos do Ministério da Defesa quando abandonou o cargo, nem mesmo isso levou os investigadores a tentar saber se — eventualmente colado a alguma fotocópia… — os tais documentos terão ido parar ao arquivo pessoal de Portas. De resto, o ex-ministro da Defesa, foi mantido praticamente intocado em todo o processo, só tendo sido chamado a depor como testemunha em Abril deste ano — num processo iniciado em 2006 e em que ele ocupava um lugar central pelo cargo exercido.
O outro pormenor consiste no facto de a justiça alemã se ter recusado a fornecer aos investigadores portugueses elementos que ajudassem a encontrar os subornados portugueses.
Só há uma maneira de interpretar este comportamento. Da mesma maneira que Durão Barroso (acusado pela imprensa alemã de estar também envolvido no favorecimento da Man Ferrostaal) foi preservado no seu cargo de presidente da Comissão Europeia, iniciado no final de 2004 — também os demais interlocutores dos alemães em Portugal (para efeitos políticos e de negócios) foram mantidos a salvo.
A justiça alemã está certamente na posse de dados comprometedores para os envolvidos no caso do lado português. Mas tanto para o capital como para o poder político alemão é preferível ter essa gente na mão.

2014 em revista

O ano de 2014 começou com a notícia de que as reformas iriam serrecalibradas. Não chegámos a saber, ao certo o que raio era isso…
Depois de tomarmos conhecimento do caso do iraniano que não toma banho há 60 anos, ficámos a saber a sangria só pode ser produzida, com esse nome, em Portugal e em Espanha, o que nos deixou inchados de orgulho.
Talvez seja por isso que a NSA nos andou a espiar, talvez para sacar a receita da sangria e passar a fabricá-la nos States.
Enquanto em Madagáscar se elegia um presidente com um nome com 19 letras, descobrimos que o presidente francês, aquele careca meia-leca, andava a dormir com um actriz, deixando a jornalista para trás.
Em Fevereiro, o DN introduziu a noção de “nudez substancial” e soubemos que os jovens argentinos estavam sem tomates.
Foi também em fevereiro que começámos a ficar muito mais descansados no que respeita ao caso dos submarinos; afinal, os alemães condenados por corrupção, pelo vistos, corromperam-se a si mesmos porque os dez portugueses envolvidos foram todos absolvidos.
Espantados ficámos quando ouvimos Passos Coelho dizer que “não é nada abonado” e, ainda mais, quando Luis Montenegro conseguiu tirar os portugueses de Portugal, dizendo que “a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor”.
Em março discutimos se a saída de Portugal seria limpa ou suja, soubemos que Portas tinha uma mulher escondida nas listas para as europeias e o governo mostrou intolerância ao leite, demitindo um secretário de Estado lácteo.
Em abril, já havia portugueses a enviar facas a Passos Coelho e, lá para o Norte, protestava-se contra o aumento das taxas doscemitérios.
Que a GNR já não ia para a República Centro Africana, soubemo-lo em maio; os efectivos tinham andando a preparar-se na Trafaria, mas foram chamados para perseguir o Baltazar, o monstro de S. João da Pesqueira.
Ainda em Maio, a D. Maria Cavaco andou a distribuir pirilampos, enquanto Marinho e Pinto (alguém se lembra dele) angariava votos.
Em junho, suspirámos com o Aquiles do Ronaldo e começámos a perceber que o Zborden tinha um presidente, no mínimo, curioso.
Entretanto, enquanto Cavaco explicava aos portugueses o que é o nervo vago, desmaiando em público, ficávamos a saber que Jardimestava no Poder há mais anos que Salazar.
Foi ainda em junho que a nossa selecção de aleijadinhos saiu do Mundial pelos fundos e que um italiano inventou um gelado com sabor a Papa!
Em julho, o BES deu o peido mestre e uma japonesa fabricou a sua vagina numa impressora 3 D, como se o original não chegasse!
Em agosto, Moedas foi para Bruxelas (deram por isso?) e o vírus ébolacomeçou a atacar, nomeadamente, jornalistas.
Em setembro, Luis Filipe Menezes introduziu o conceito de “homicídio pessoal”, Costa tornou-se em mais um António e disseram-nos que, afinal, Passos Coelho talvez não seja tão incorruptível como parece, apesar de viver em Massamá.
O mês de outubro foi de Crato e daquele juiz que decretou que o sexo depois dos 50 já não é grande coisa.
Em novembro, Durão Barroso mereceu um colar dado por Cavaco, Pires de Lima mostrou a sua veia etílica no Parlamento, e os portugueses começaram a tomar banho com água engarrafada por causa da legionella.
Mas a notícia do ano foi mesmo a detenção de Sócrates, acusado de ter um motorista chamado Perna e um amigo que lhe emprestava muito dinheiro.
O mês de dezembro chegou com a estátua do Ronaldo com tesão e terminou com a porra do Soriano.
Foi um ano divertido.
Bom 2o15!

Mensagem de Ano Novo


2014 e a degenerescência do ensino público

É obra a que este Governo, marcado pela arrogância e contumaz na mentira, produziu em três anos e meio de desgoverno: um empobrecimento e uma emigração sem paralelo recente, finanças e economia centradas na transferência de capital para o estrangeiro e, sobretudo, um sistema de ensino público em desagregação, dilacerado pelo retrocesso inimaginável, fria e calculadamente promovido, medida após medida. 

O lapso da funcionária da Escola Secundária Alberto Sampaio, de Braga, quando em dia de Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, vulgo PACC, tratou professores vexados por “meninos” e lhes ordenou que fizessem “fila indiana sem stress”, tem o valor simbólico de um triple play: a natureza ideológica de uma política, o claudicar de uma classe profissional e a baixeza de um ministro. 

Em três anos e meio desta legislatura foram retirados ao financiamento do ensino público 3.294 milhões de euros e despedidos colectivamente 30.464 professores. O ano de 2014 destaca-se do conjunto por ter exacerbado os dois ódios de estimação de Nuno Crato: a escola pública e a Ciência, onde, de uma penada e com uma avaliação trapaceira, foi liquidado o trabalho criterioso de Mariano Gago. Alguns episódios, de entre tantos, merecem destaque no balanço do ano, por reveladores de um modo de estar e fazer política. 

Quando, presente o contexto acima referido, Nuno Crato aceitou que o ensino público fosse penalizado com mais um corte de 700 milhões de euros no orçamento de Estado de 2015, logo se apressou (portaria nº 269/2014 de 19 de Dezembro) a garantir que o financiamento público do ensino privado não fosse beliscado com qualquer corte. 

Quando alunos e professores sofriam com o escândalo do pior lançamento de ano-lectivo de que guardamos memória, o responsável primeiro por tanta incompetência saiu de cena. Foi para Milão, para uma reunião informal sobre … telecomunicações. Remake de pequena monta do que já havia feito aquando da sétima avaliação da Troika, altura em que se ausentou três semanas. Coisa de somenos se comparada com as quatro voltas ao mundo que deu no ano em apreço. Nada, se tivermos em vista que em estudos e pareceres gastou por mês mais que um milhão de euros. Só por inércia institucional se continua a dar o título de ministro da Educação a quem se tem revelado um vulgar factotum capturado por interesses que não os da Educação pública. 

Acabado de sair de um período de resgate financeiro, sujeito a imposições de políticas por parte de organismos estrangeiros, Portugal está confrontado, no início de 2015, com números avassaladores. O volume dos juros pagos aos credores nesta legislatura (28.528 milhões de euros) é quase idêntico ao volume obtido com o corte da despesa pública mais o aumento de impostos (28.247 milhões de euros). Dito de outro modo, o empobrecimento brutal da maioria dos portugueses serviu só para pagar juros, sem que um cêntimo tenha sido abatido ao montante da dívida. 

Em três anos de aplicação de uma receita que não conseguiu cumprir um só dos seus múltiplos objectivos, a dívida da administração pública cresceu à razão média de 23.236 milhões de euros anuais, ou seja, aumentou 69.708 milhões de euros. 
O grande problema, que tudo condiciona, é, assim, o da dívida pública, sobre o qual urge o diálogo e urgem os compromissos. É mister abandonar de vez as lógicas maniqueístas para que tendem as forças partidárias e explorar as vertentes intermédias e alternativas, sendo certo que com a dimensão que tem e o crescimento económico que não temos, a dívida não é sustentável. Não adianta persistir no “custe o que custar”, que nos trouxe à exaustão, ou menosprezar, no outro extremo, as consequências da saída do euro. Chega, por uma ou outra via, de atirarmos fantasias contra a realidade. Concedo que a particularização do problema tem complexidades para especialistas em políticas monetárias e macroeconomia. Mas não precisamos de pertencer a essa elite para ver, claramente, que a nossa desejada consolidação orçamental é escrava de uma solução europeia multilateral para o problema das dívidas soberanas. 
Perante a nossa incapacidade política para equacionar cenários racionais de actuação, talvez que as próximas eleições antecipadas gregas (decididas no momento em que escrevo), e as regulares que acontecerão no Reino Unido e em Espanha, se juntem às nossas (assim os portugueses ignorem a maldição de Natal de Passos Coelho) para alterar o mapa político europeu e, assim, derrogar a feição sacra do Tratado Orçamental e do Pacto de Estabilidade e Crescimento. 

Sobrevivemos em 2014. Precisamos ter esperança no futuro e retomar capacidade de reagir para voltarmos a viver. Que renasça o orgulho profissional dos docentes. Que os professores se consciencializem de que o poder, particularmente o opressivo, só se exerce sob consentimento daqueles que lhe obedecem. 


As hipóteses duma retoma da economia...



quinta-feira, janeiro 01, 2015

O pensador!...


A reacção do meu vizinho quando soube do aumento de mais de 3% da electricidade a partir de hoje Janeiro!


Fim do século...



Com os economistas nos últimos minutos de 2014

O ano termina com o discurso hegemônico em um largo espectro político, que vai da esquerda keynesiana a amplos setores da direita, defendendo a necessidade de mais Estado regulando o mercado para que se possa sair da crise. Desse ponto de vista a desregulamentação neoliberal é responsabilizada pela crise financeira de 2008. A crise, no entanto, não está relacionada com condições das instituições da sociedade conter e controlar mais ou menos o mercado. De fato, essa capacidade vem se perdendo no tempo muito rapidamente. Mas se ela fosse mantida, a crise seguiria seu rumo, pois diz respeito à incapacidade do capitalismo no atual estágio gerar "riqueza abstrata" pela crescente redução da substância dessa riqueza, o “trabalho abstrato”, na produção de mercadorias, em consequência dos avanços tecnológicos que levam ao aumento da produtividade e tornam o trabalho que produz de valor supérfluo. Esse processo, estimulado pela concorrência, é o que levou a máquina de “valorização do valor”(Marx) a estagnação.

O neoliberalismo foi uma resposta a essa estagnação que não deu certo e resultou em aumento do endividamento, estouro de bolhas, crise financeira e social. O neokeynesianismo dos tempos atuais, tão vivamente defendido pelos economistas de esquerda em contrapartida ao fracasso do neoliberalismo, não vai tirar a economia da estagnação, agora designada como secular. Como tudo indica, desembocará em insolvência dos estados e numa crise financeira de magnitude desconhecida, mas possivelmente pior do que a de 2008.  

Os economistas, mesmo que neguem, em suas análises tratam o trabalho, o dinheiro e a natureza como "exterior" ao capitalismo. No entanto, trabalho é uma forma especial de mercadoria, específica da produção burguesa, que se diferencia das demais por produzir valor, cuja expressão é o dinheiro. E produz valor no metabolismo com a natureza ou com objetos naturais já trabalhados (insumos, outras mercadorias). É na crise do trabalho enquanto “substância do valor”, que se deve buscar a essência da estagnação da economia real. 

Todo o texto aqui

Estas cartas empacotadas na China podem dar origem a um novo desporto!...


A árvore vinga-se do homem!...


QUEM SALVA QUEM, UM NOVO FILME

Qui Sauve Qui?

La crise comme un modèle d'entreprise au détriment de la démocratie et de la sécurité sociale

Depuis cinq ans on sauve des banques et des pays. Les responsables politiques créent sans cesse de nouveaux fonds de sauvetage pendant qu'au cœur de l'Europe des gens travaillent à nouveau pour des salaires de misère. On sauve, mais pas le moindre sauvetage en vue !
Le film « Qui sauve qui ? » montre qui est véritablement sauvé ! Jamais il ne s'agissait du sauvetage des Grecs, des Espagnols ou des Portugais. Il y va toujours et uniquement du bien-être des grands gagnants de ces crises : des banques qui se sont engagées dans des spéculations à hauts risques. C'est à nous, les contribuables et les défavorisés sociaux, qu'on demande de payer tous les risques en milliards d'euros ! Pour les grandes banques, par contre, la crise financière est surtout un modèle d'affaires !


DAQUI

Treta da semana:Umbiguismo

Algumas pessoas, raras, são tão geniais e têm um pensamento tão avançado para a sua época que muitos dos seus contemporâneos, não conseguindo alcançar tal visão, as julgam palhaços. Pessoas como Copérnico, Galileu, Darwin e Batatinha, por exemplo. Gustavo Santos é mais um nome a acrescentar a esta lista. É difícil perceber isto à primeira porque Gustavo Santos é um homem modesto. Logo no seu perfil, pede aos leitores «Não me chamem "famoso" ou "vedeta da televisão"»(1) e apresenta-se simplesmente como «um homem que sabe quem é e o que anda aqui a fazer». Parece pouco, mas as aparências enganam. O pensamento de Santos não só é revelador, avassalador e revolucionário como toca várias áreas distintas daquilo que preocupa a humanidade.

Durante milénios, pessoas relativamente inteligentes como Platão, Kant e Mill procuraram soluções para o problema de avaliar actos, guiar decisões e encontrar a melhor forma de viver. Pelo caminho inventaram conceitos confusos como virtudes, deveres, imperativos, utilidades, contratos sociais e noções de justiça. Uma enorme baralhada que não ajuda ninguém. Num rasgo de genialidade, Gustavo Santos revela-nos que a resposta esteve sempre ali, mesmo à nossa frente. No umbigo. «O amor da minha vida sou eu, ponto final parágrafo […] O amor da tua vida és tu.»(2) «Ser feliz é saber quem somos e respeitar o que desejamos, materializando. É sermos a pessoa mais importante da nossa vida»(3).

Também na etimologia o trabalho de Gustavo Santos sobressai. A palavra “presente”, que muita gente julgava vir do Latim praesum, do “é perante”, afinal separa-se em “pré” e “sente”. Portanto o presente, afinal, é o que ocorre antes de sentirmos, que Gustavo Santos separa do agora que é o que ocorre depois de sentirmos (2). Por exemplo, o período de aproximação rápida entre o martelo e o polegar é o presente, enquanto o agora é o período durante o qual o incauto martelador grita “F***-se! M**** para isto! Quem me mandou a andar a pregar coisas à p*** da mobília! C******!” É supreendente como a análise etimológica cuidada e bem fundamentada dá novos sentidos à nossa vida.

Mas o génio de Gustavo Santos não se limita à ética ou a questões linguísticas. Mostra-nos também como terminar, de uma só vez, com todo o sofrimento da humanidade. A doença, a fome, a miséria, as guerras, o ódio e a sede de poder assolam muitos milhões de pessoas tornando a sua vida num inferno. Não é preciso que assim seja e, graças a Gustavo Santos, já sabemos como resolver este problema. «Descobri que era um homem feliz quando percebi que a minha felicidade apenas dependia de mim»(4). É esta mensagem importante que temos de transmitir a toda a gente. A quem tiver perdido a casa e a família num bombardeamento e esteja agora a fugir de uma guerra. A quem tenha os filhos a morrer de sede. Aos órfãos esfomeados e abandonados e a quem a vida se esvai em pus e sangue numa cubata. A todos esses, que se julgam infelizes vítimas das circunstâncias, temos de dizer que a felicidade só depende deles. Que a fome não é uma tragédia. É uma oportunidade. Que a guerra não é um mal. É um desafio. Que se a morte dos filhos os entristece é porque, incautos, não decidiram amar-se a si próprios acima de tudo.

Gustavo Santos diz-se um “life coach”, alguém que treina os outros para viver. Na sua modéstia, aponta que apesar de ter «formação segundo as normas da ICF, International Coaching Federation», o que lhe dá «verdadeiras habilitações para trabalhá-lo com as mais variadas pessoas [...] é o facto de ser um homem verdadeiramente feliz.»(4) E qual é o segredo dessa felicidade? Que ideia invulgar permite a Gustavo Santos dizer tanta coisa genial sem corar de vergonha? É talvez a mais importante de todas, e aquela que dá a Gustavo Santos o lugar merecido no fecho de mais um ano de tretas:
«Tudo o que vale a pena nesta vida é aquilo que sentimos; o que pensamos [...] é mau entretenimento.»

Sigam o conselho de Gustavo Santos. Não pensem. Sintam apenas. Senão, se se metem nesse mau entretenimento que é pensar, não sentirão a genialidade de Gustavo Santos e ainda podem acabar confundindo-o com um palhaço. Até par ao ano, e bom 2015.

1- Gustavo Santos, Arrisca-te a viver, perfil.
2- Gustavo Santos, Quanto tempo esperarias pelo amor da tua vida?
3- Revista Progredir, Entrevista a Gustavo Santos
4- Gustavo Santos, Arrisca-te a Viver.
5- Gustavo Santos, Arrisca-te a Viver, Coaching.


DAQUI

Bom ano, tudo de bom e beijocas

Um maravilhoso ano, é o que desejo. Como se diz na gíria fofinha, “tudo de bom”. “Tudo de bom” é um pouco fatela mas muito prático. É o canivete suíço das saudações. Está lá tudo. Não precisamos de andar a discriminar, saúde, amor, felicidade, fortuna.
Tudo de bom é mesmo tudo de bom. Saúde, amor, felicidade, fortuna, mas também meteorologia, A5 sem trânsito, óculos, carteira, telefone e chaves sempre no bolso, bateria e depósito sempre tudo cheio, pessoas chatas longe, etc..
Portanto, tudo de bom é feio mas é prático. É como aquela pochete que se põe à cintura. Há melhor sítio para guardar a carteira, o telefone, as chaves, o palito, o corta-unhas e o revólver? Não há. Na pochete vai tudo, bem acondicionado e junto à genitália, que é a parte mais protegida do corpo. Bate-se com todas as partes do corpo em todas as esquinas, mas nunca ninguém deu com o pipi no pé de uma mesa, por exemplo. E admitimos que os amigos e até conhecidos nos dêem palmadinhas nas costas, mas jamais palmadinhas na pilinha.
Na mesma lógica, podemos falar também do fato de treino, que também não é bonito, mas não há indumentária mais prática para ir à rua, pois mantém a temperatura adequada sem ser necessário várias camadas de roupa, havendo assim liberdade de movimentos. A licra é também mais agradável ao toque que a ganga, por exemplo. Por outro lado, com cores variadas e reflectoras, o fato de treino não só nos coloca na moda como em segurança.
Mas enfim, tudo isto só para desejar bom ano e, claro, tudo de bom. E depois de desejarmos tudo de bom, também podemos mandar beijocas, que também é feio mas também é prático. Beijinhos, embora muitos, são pequeninos; beijo é pouco, beijos é íntimo; beijão é brasileiro. Sobram as beijocas, que têm o tamanho certo e são muito mais redondinhas.
Dirá o Leitor mais retrógrado: “Mas beijocas é para meninas, e para os meninos?”. Por favor, estamos quase em 2015, já é tudo com beijocas.