terça-feira, fevereiro 03, 2015

A vida está cheia de coincidências!...






Como é que se diz "Hello" em chimpanzé?

Cidadãos seniores vivendo a vida em cheio!...











CARTOONS



A Católica é o que está a dar

Foi do MRPP quando o MRPP era o que estava a dar. Deixou logo de dar. Paciência. Foi-se safando até chegar à liderança do PSD. O PSD era o que estava a dar, safou-se, chegou a Primeiro-Ministro. Já no Governo, entre outros negócios que também davam como deram, descobriu que o que estava a dar era comprar submarinos, comprou-os a meias com o parceiro de coligação Paulo Portas. Safou-se com o nosso dinheiro, escusado será dizê-lo, que não só era como continua a ser o que está a dar. Mais tarde, há bem pouco tempo, safou-se, as aldrabices do processo foram arquivadas. Mas regressemos aos tempos em que o que estava a dar era ser Primeiro-ministro. Como naquela altura o que também estava a dar era inventar armas de destruição massiva que não existiam para justificar guerras, prontificou-se para ser mordomo anfitrião dos senhores da guerra que a mentira que disseram ao mundo nessa Cimeira da nossa vergonha fez acontecer a seguir. E esse lamber de botas sujas de sangue foi o que o safou quando Portugal começou a deixar de dar e necessitou de se safar outra vez, lá está, lamber botas sempre esteve a dar, porque os senhores da guerra o escolheram para Presidente da Comissão quando necessitou de se pirar daqui. O pior Presidente da Comissão de todos os tempos, aquele que enterrou a Europa social de vez, lá se foi safando, lambendo e relambendo as botas dos poderosos a quem vendeu, entre outros, o seu próprio povo e o seu próprio país até ao último dia do seu mandato. Mas a história não termina aqui. Alguém com um percurso destes, que sempre saltitou do que deixou de dar para o que começou a dar, com tanto para ensinar, teria forçosamente que se safar outra vez. Como safou. Durão Barroso acaba de garantir um contrato sem termo como professor universitário. É assim que se safam as universidades privadas para garantir financiamento público. Jovem ambicioso, procuras uma pós-graduação em Prostituição Estratégica, um mestrado em Escroqueologia Aplicada ou um doutoramento em Canalhice Videirinha? Sai da tua zona de conforto e faz-te à vida, filho. A Católica é o que está a dar.

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Uma boa notícia para começo de semana

A insolvência do sector financeiro, o endividamento das famílias e as responsabilidades de Estados muito preocupados em proteger os seus cidadãos dos perigosos malefícios do tabaco mas nada preocupados em protegê-los da nada perigosa gula dos agiotas. À semelhança do que por cá se tem feito relativamente às dívidas dos nossos mais ricos, o Governo croata sentiu-se na obrigação de desembolsar 27 milhões de euros – o BPN já nos custou mais de 300 vezes esse valor – – e assumir as dívidas até 5 mil euros dos seus mais pobres, que não protegeu como deveria, para lhes dar a oportunidade de recomeçarem as suas vidas livres desse pesadelo. A notícia não o menciona, não faço ideia se a iniciativa inclui uma proibição que impeça o sector financeiro de conceder crédito a famílias que à partida objectivamente não têm condições mínimas de cumprirem com o plano de pagamentos respectivo, mas para acautelar repetições futuras que apenas se evitam corrigindo erros passados, se a ideia for mesmo “começar de novo” como indica o nome do programa que hoje deu um despertar sem dívidas a 60 mil croatas, haveria que fixar uma taxa de esforço – valor da prestação mensal a dividir pelo rendimento no mesmo período – a partir da qual as instituições de crédito seriam multadas caso arriscassem emprestar a quem não tem capacidade financeira para se endividar. É assim que se protege o cidadão do crédito. E é também assim que se protege a comunidade da voracidade de banqueiros que enriquecem quando o negócio corre bem e nunca empobrecem quando o negócio corre mal.

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Treta da semana: cinco vias

Esta semana celebrou-se o dia de São Tomás de Aquino, doutor do cristianismo medieval e tido por muitos cristãos como o expoente máximo da teologia. Conta-se que, quando a sua família o fechou num quarto com uma prostituta, «ele perseguiu-a com um tronco a arder» e, em seguida,«desenhou uma cruz na parede do quarto e ajoelhou-se em veneração. Imediatamente dois anjos da pureza apareceram e colocaram um cinto angélico à volta da sua cintura. A partir deste dia ele nunca mais sofreu um pensamento ou acção de luxúria em toda a sua vida.»(1) Era, de facto, um indivíduo excepcional. 

Um dos muitos feitos de Aquino foi ter demonstrado a existência do deus da sua religião com cinco argumentos diferentes, se bem que seguindo um padrão comum. Por exemplo, tudo o que concretiza o seu potencial precisa de algo que leve esse potencial a concretizar-se. A madeira está potencialmente a arder até que lhe pegam fogo e fica realmente a arder, precisando do fogo para concretizar o seu potencial. Se cada um desses “movimentos” do potencial para o concretizado precisa de algo que o concretize e se ,por sua vez, esse algo tem de ser concretizado por outra coisa, será preciso um concretizador original. Que é Deus, pois claro. Fazendo o mesmo com as causas dá-nos Deus como a causa original, com a perfeição temos Deus como o ser mais perfeito e assim por diante (2). Como manda a tradição escolástica, e como ainda é hábito na apologética e na filosofia da religião, a argumentação de Aquino parte de premissas aparentemente triviais, apresentadas como auto-evidentes, e prossegue com um argumento sofisticado, recorrendo a conceitos complexos e terminologia obscura para chegar à conclusão desejada. A vantagem desta abordagem é tornar o argumento tão hermético que o apologista pode deflectir qualquer crítica focando as minudências da terminologia e acusando o crítico de não perceber os detalhes. Mesmo que sejam irrelevantes. Por exemplo, se alguém questionar porque é que a causa original há de ser um deus e não outra coisa qualquer, o apologista dirá que “causa” é um termo da metafísica aristotélica e que só quem leu Aristóteles em grego e mais umas dúzias de livros sobre o assunto é que pode questionar o que quer que seja. Não resolve o problema apontado mas disfarça a crítica com a ilusão de autoridade. 

Um argumento complexo com premissas simples também é vantajoso quando a audiência está predisposta para aceitar a conclusão. Apesar de, logicamente, a conclusão nunca merecer mais confiança do que as premissas, psicologicamente, a ênfase num argumento elaborado que conduz a uma conclusão aprazível faz as premissas parecerem muito mais fundamentadas do que realmente são. É este efeito que torna esta argumentação tão popular entre os crentes e faz com que ainda hoje se dediquem a “provar” a existência do Gambozino. No entanto, para quem não esteja particularmente inclinado a acreditar que o tal deus existe, esta argumentação revela-se um exercício fútil de retórica e contorcionismo mental. Para admiração de muitos cristãos, os argumentos que lhes parecem constituir prova irrefutável da existência do seu deus são notoriamente ineficazes para converter seja quem for ao cristianismo. 

O erro fundamental da apologética e da filosofia da religião é focar demais no argumento e descurar a explicação. Um argumento exprime um processo de inferência que interliga conceitos e proposições que concebemos na nossa mente, enquanto uma explicação pretende descrever relações entre os aspectos da realidade que queremos explicar. Isto impõe à explicação restrições adicionais que permitem distinguir mais objectivamente entre explicações melhores e piores. Por exemplo, se partirmos da premissa de que Deus existe e encarnou em Jesus podemos argumentar que o cristianismo é verdadeiro. Ou então, se assumirmos que não existem deuses, podemos argumentar que o cristianismo é falso. Estes argumentos são igualmente válidos e o mais persuasivo será apenas aquele que partir da premissa preferida. É por isso que se pode andar milénios a argumentar estas coisas sem sair da cepa torta. 

Mas se optarmos por explicações em vez de argumentos o resultado é outro porque, em vez de descrevemos o que fazemos mentalmente com as premissas, tentamos descrever o que se passa na realidade e essas descrições já não são equivalentes. Uma explicação para a origem do cristianismo pode ser a de que o criador do universo encarnou em Jesus e revelou a sua mensagem aos primeiros cristãos. Outra pode ser a de que as religiões são uma expressão da propensão humana para inventar narrativas como forma de persuadir, organizar grupos e regular comportamentos. Enquanto que a primeira só se aplica ao cristianismo, deixa muitos detalhes de fora e tem de assumir proposições para as quais não há evidências, como a existência de Deus, a natureza divina de Jesus e assim por diante, a segunda abrange todas as religiões e recorre apenas a aspectos bem conhecidos do comportamento humano. Independentemente das nossas crenças pessoais, há diferenças objectivas no fundamento empírico, na arbitrariedade das premissas e na abrangência destas explicações que torna uma claramente melhor que a outra. 

O argumento exprime aquele raciocínio, daquela pessoa, com aquelas premissas. Por isso, quem quer estudar a teologia de Aquino tem de ler o que Aquino escreveu. A explicação, como pretende descrever a realidade, transcende o pensamento do seu autor e tende a aperfeiçoar-se. Por isso é que ninguém estuda evolução lendo Darwin nem física pelos textos de Newton. O grande progresso dos últimos séculos deveu-se a desistir do argumento complexo pendurado de premissas arbitrárias e a exigir que as premissas sejam as melhores explicações. Foi isto que nos deu mecanismos objectivos para progredir no conhecimento em vez de andarmos às voltas com os mesmos argumentos bolorentos. 

1- Taylor Marshall, traduzido por João Silveira, As minhas três histórias preferidas da vida de S. Tomás de Aquino
2- Wikipedia, Quinque viae


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O reservado


OS SUBMARINOS 70 ANOS ANTES

Os sete submarinos vendidos pela Alemanha a Portugal (dois) e à Grécia (cinco) alimentam polémicas sem fim sempre com a corrupção no centro do furacão.

Ao ler as "Memórias da II Guerra Mundial" (2011:14. Lisboa. Texto editora), de Winston Churchil, fiquei a saber que na II Guerra Mundial foram destruídos 781 submarinos alemães (525 pelas forças britânicas, 174 pelos EUA e 82 por causas desconhecidas - querem ver que sete vieram parar, 70 anos depois, aos PIGS), 85 italianos e 130 japoneses. Imaginamos que o custo de um submarino possa ter disparado (dito assim para condizer com o assunto), mas impressiona o esforço de guerra dos germânicos, para além da topografia do terror, que acabou num justo perdão da dívida.

Não sei se é para rir, se para chorar - o povo português é que decide...

















segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Até amanhã!


A música da noite ...para a despedida!

A cultura deste pessoal é fantástica!!!


Passando o dia na praia...com os amigos


Converter as crianças de hoje em consumidores de amanhã

Na sequência do texto anterior, onde se fazia referência ao livro Redes ou Paredes - A Escola em Tempos de Dispersão, da autoria de Paula Sibilia, fazemos a ligação a uma entrevista que, à altura da divulgação desse livro, deu ao jornal Folha de S. Paulo,

Dessa entrevista, que pode ser lida aqui, destaco breves passagens que enfatizam o sentido desse texto.


"A escola se destinava a formar a mão de obra para a sociedade industrial e os bons cidadãos. Mas as crianças de hoje se apresentam como seres completos e bem definidos. São consumidores, aos quais é preciso estimular, agradar, escutar e compreender. A crise se intensificou, impulsionada pela popularização dos dispositivos móveis de conexão às redes informáticas.(...)
O mercado tem expandido sua abrangência. O espírito empresarial vai impregnando todas as instituições, inclusive a escola. Converter as crianças de hoje nos cidadãos do amanhã não parece ser a meta prioritária de boa parte dos colégios atuais, que tentam oferecer um serviço atraente para seus clientes. Mais do que uma educação, essas instituições com inspiração empresarial procuram fornecer uma capacitação - uma série de instruções úteis que prometem a seus clientes uma inserção com sucesso no mercado laboral. É muito grave o risco de que instâncias como o mercado e a empresa assumam os papéis antes desempenhados pelo Estado.(...)
A capacidade de adaptação da escola é limitada. Pode chegar um momento em que não dê mais conta das mudanças e se quebre, perdendo sua eficácia e seu sentido. Assim como no passado essa instituição não existia, ela pode muito bem vir a desaparecer no futuro, ou a se transformar tão radicalmente que deva ser redefinida".

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Cartas na mesa

Ontem foi António Costa a dizer que não está para levar com a porta na cara em Bruxelas por causa da dívida. Acabaram-se as ambiguidades. Hoje foi Passos Coelho a dizer que não estará do lado de nenhuma conferência para reestruturar ou perdoar dívida porque não é essa a vontade dos portugueses depois de terem contado com a solidariedade europeia. Mais claro seria impossível. Isto no dia em que o INE publicou dados quer sobre a tal solidariedade europeia de Passos Coelho, quer sobre o nada de tão grave que obrigue António Costa a querer fazer diferente e correr riscos pelos seus. Quem não corre riscos pelos seus não pode querer ser delegado de uma turma do ensino básico, quanto mais Primeiro-ministro de um país. E nem Passos nem Costa, são os próprios a garanti-lo, darão a cara em Bruxelas para inverter o crescimento do risco de pobreza que em 2013 abrangia 1 em cada 5 pessoas, o mais elevado desde 2005 , 1 em cada 10 portugueses com trabalho (medida de como em Portugal se empobrece a trabalhar), mais de 4 em cada 10 portugueses sem trabalho, mais de 1 em cada 4 crianças até aos 18 anos. Em 2013, o rendimento dos 10% mais ricos era 11,1 vezes o rendimento dos 10% mais pobres; em 2010 era 9,4 vezes. A privação material abrangeu 1 em cada 4 portugueses ( em 2014 e a privação material severa 1 em cada 10. O relatório detalhado do que deixámos que fizessem aos nossos está disponível aqui. E ainda não vimos nada. O PSD, o PS e o CDS garantem que conseguem fazer ainda pior.

Para depois das eleições: O Fundo Monetário Internacional (FMI) insiste num tratamento de choque sobre a despesa pública em salários e pensões. No primeiro relatório de avaliação pós programa, hoje divulgado, o Fundo diz que é preciso mais ambição da reforma das tabelas salariais, o Governo deve equacionar reduzir ou mesmo eliminar suplementos remuneratórios e adiar a devolução gradual dos cortes de salários e pensões. E mais rescisões. E mais requalificações de funcionários.

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Algumas notas sobre a actualidade

- O Syriza ganhou as eleições. Logo no dia seguinte o seu líder tomou posse como primeiro-ministro. No dia seguinte já havia ministro das Finanças e o anúncio de algumas medidas. Ontem, o novo governo grego já se tinha reunido. Em Portugal, no Parlamento, ontem, ainda se discutiam os resultados das eleições de domingo na Grécia. No entanto, estamos melhor do que a Grécia. A conclusão: Quanto menos os políticos fizerem, melhor para todos.
Ricardo Salgado revelou numa carta as pessoas com quem se reuniu para tentar salvar o seu banco, mas talvez seja melhor começar a dizer com que pessoas é que não se reuniu, pois parece que visitou os dez milhões de portugueses.
- Uma das pessoas que Salgado visitou foi Cavaco. Duas vezes. É claro que o Presidente podia e devia reunir-se sobre a situação do BES mas jamais com o presidente do banco. Podia reunir-se com membros do Governo, com o governador do Banco de Portugal, etc.. Jamais com Salgado. No próximo passeio oficial deverá ir só a Primeira Dama com uma amiga. O Presidente fica de castigo.
- Ainda sobre Cavaco e sobre o BES, parece que o PCP e o Bloco querem ouvir o Presidente. Que grandes malucos. São mesmo syrizas. Isto para a nossa bitola equivale a cocktail molotov contra o palácio presidencial.
- O presidente do BPI afirmou esta quinta-feira que é bom não serem sempre os mesmos a liderar a Grécia. De repente, parece que liderar a Grécia é como ir pôr o lixo à rua. A verdade é que Ulrich queria desviar as atenções do seu prejuízo superior a 160 milhões, como quem diz “é só um prejuizozito, como podem constatar continuo a fazer piadas”.
- Entretanto, o PS criou um gabinete só para se demarcar do PSD e do CDS. Os objectivos do gabinete passam por mostrar ao eleitorado as enormes diferenças. Um gabinete, que alegria. Noutros tempos tinham feito uma fundação. Talvez duas, porque às vezes uma não chega. O eleitorado é muito grande.
- Excluindo o ministro da Saúde, que anda a engatar médicos, pouco se ouve falar do Governo, o que leva a crer que estão entretidos a tirar as botas a José Sócrates, que vai mesmo levar o caso a Tribunal. Não deixava de ser curioso se um indivíduo detido por luvas enfiasse uns quantos na prisão por causa de umas botas.

A irrelevante


O "SYRIZA" VAI CHEGAR À PENÍNSULA?

O efeito eleitoral "Syriza" vai chegar à Península Ibérica? A interrogação aumenta de pertinência e oPodemos espanhol parece dizer que sim. Não há muito, as forças portuguesas do mesmo espaço eram um exemplo para gregos e espanhóis, mas uma inflamação de egos, e de identificação do pragmatismo e do programa, atrasou (?) o processo.

Há algumas conclusões. Os governos da Península apontam indicadores macro-económicos como vacina anti-Syriza e o caso espanhol até conseguiu encenar o afastamento da troika ou um crescimento acima da média europeia. Mas a ideia que fica é que os eleitores já nem disso querem saber. Estão cansados domainstream, estão cansados das oligarquias, das rendas e da corrupção, estão cansados dos do costume e da podridão do "legal" aparelhismo que atravessou a sociedade. E quando assim é, e mesmo num país como Portugal em que a maioria silenciosa faz jus à designação, as ondas de choque podem aparecer.

A mulher ficou muito chateada - só porque lhe disseram que tinha TRÊS filhas muito bonitas...


Enviado pela leitora B.V.

Está na altura de estudar os Provérbios que muitas lições nos transmitem

-Quem ri por último...         ...é de compreensão lenta.
-Os últimos são sempre...      ...desclassificados.
-Quem o feio ama...            ...tem que ir ao oculista.
-Deitar cedo e cedo erguer...  ...dá muito sono!
-Filho de peixe...            ...é tão feio como o pai.
-Quem não arrisca...           ...não se lixa.
-O pior cego...                 ...é o que não quer cão nem bengala.
-Quem dá aos pobres...          ...fica mais teso.
-Há males que vêm...            ...e ficam.
-Gato escaldado...              ...geralmente está morto.
-Mais vale tarde...             ...que muito mais tarde.
-Cada macaco...                 ....com a sua macaca.
-Águas passadas...              ...já passaram.
-Depois da tempestade...        ...vem a gripe.
-Vale mais um pássaro na mão    ... Que uma cagadela na cabeça.


É melhor decorá-los para que os tenham sempre presentes.


Enviado pelo leitor C.

carnaval


domingo, fevereiro 01, 2015

CARTOONS





A auto-destruição da Europa

1. O anúncio foi feito. O Banco Central Europeu comprometeu-se com sucessivas operações de expansão monetária que atingirão "pelo menos" 1.140.000 milhões de Euros entre Março de 2015 e Setembro de 2016. Uma loucura. 

2. Uma loucura, sobretudo, porque o objectivo desta operação não é lutar contra a deflação e nem impulsionar a reactivação da economia europeia e sim, mais uma vez, ajudar os grandes bancos em dificuldades. Dificuldades que decorrem tanto do sobre-endividamento como do risco acumulado no mercado de derivados financeiros. 

3. Que ninguém se engane pelo facto de se falar unicamente em operações "de aquisição de dívida". O importante é quem é o titular desses activos – e o titular é, quase na totalidade, o sector bancário, que vai ser o receptor da liquidez aportada e o beneficiário desta expansão monetária. 

4. Se quisermos fazer uma ideia do que está a acontecer na Europa, basta contrastar o tão publicitado e mediático Plano Juncker com esta operação de expansão monetária do BCE. Ou, se se preferir, o que as instituições europeias estão dispostas a fazer a favor da economia real e o que – ao contrário – estão a transferir da economia real para o sector financeiro. 


5. A comparação entre estes dois números seria cómica se o que está em jogo – o futuro da Europa – não fosse tão dramático.
6. O montante do tão publicitado Plano Juncker revela-nos o que a União Europeia está disposta fazer a favor da economia real: 21 mil milhões de Euro no período 2015-2017. Destes, só 5 mil milhões são contribuições directa do Banco Europeu de Investimentos e o resto – 16 mil milhões – são garantias.

7. Frente a isto, "pelo menos" 1.140.000 milhões de Euros vão ser trasfegados da economia real europeia para o sector financeiro através da expansão monetária do Banco Central de Investimentos.

8. Depois de tudo o que sucedeu desde o estalar da crise, da ruptura forçada com os países emergentes ou da artificial colocação em marcha do Tratado TTIP com os Estados Unidos, se alguém tivesse alguma dúvida sobre quem detém o poder político na Europa ficaria esclarecido por estes números. Números que confirmam uma estratégia repetida desenvolvida desde 2008, que de forma reiterada e obstinada deu prioridade aos interesses da oligarquia financeira frente à indústria, à economia real e ao emprego.

9. A quantia de 1.140.000 milhões de Euro corresponde aproximadamente a uns 11,5% do Produto Interno Bruto da Eurozona. Ou seja, a aproximadamente um mês e meio de rendimento de todos os europeus que se retirada da economia real e se entrega ao sector bancário.

10. A decisão reflecte, por um lado, a desesperada situação do sector financeiro europeu, repetidamente advertida pelo EKAI Center. Reflecte também o pânico da oligarquia central perante o risco acumulado na grande banca e após o esgotamento da capacidade da Reserva Federal dos Estados Unidos – e, posteriormente, do Banco do Japão – para continuar a alimentar a bolha especulativa. E revela, naturalmente, a intolerável submissão dos meios de comunicação e de uma grande parte da classe política europeia e sua indiferença frente aos interesses dos cidadãos.

11. Frente a esta situação, é claro o que se deveria fazer que é, mais ou menos, o contrário do que agora se faz:
  • Enfrentar o quanto antes a reestruturação interna da grande banca, ao mesmo tempo que se libertam as cargas excessivas de endividamento dos governos e das empresas eficientes e viáveis.
  • Canalizar qualquer expansão monetária rumo à economia real e não ao sector financeiro.
  • Assegurar a relação comercial, industrial e de infraestruturas com os países emergentes.
  • Renovar a aposta da Eurozona na formação, no investimento e na inovação tecnológica.
  • 12. A Europa está a destruir a sua economia real, através de uma série contínua de estratégias e decisões condicionadas pelos interesses a oligarquia financeira. Tudo parece indicar que só uma ruptura política democrática nos pode salvar do desastre. Mas não estamos a falar de um processo de décadas. A mudança geopolítica acelera-se e tudo leva a pensar que os próximos anos ou meses serão decisivos.


    Greve dos professores à prova de avaliação

    Vários sindicatos convocaram uma greve de professores e educadores a todo o serviço que seja atribuído entre 1 e 28 de Fevereiro, relacionado com a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC). Trata-se de um protesto contra uma prova obrigatória para quem, mesmo com habilitações académicas para dar aulas, não tem vínculo efectivo, possui menos de cinco anos de serviço e quer candidatar-se a um lugar na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário. Segundo estes sindicatos, o Ministério da Educação e Ciência mantém a sua insistência nesta prova (prevista para Fevereiro), indiferente às críticas que têm surgido de múltiplos sectores, incluindo do conselho científico do IAVE (Instituto de Avaliação Educativa, organismo responsável pela elaboração da prova). Esta greve enquadra-se, assim, num processo de luta contra uma inaceitável medida governamental, que visa, sobretudo, afastar docentes da profissão.

    DAQUI

    Por que é bom que Portugal não seja a Grécia

    A vitória do Syriza nas eleições gregas levantou alguns problemas geográficos.
    Dizem que a Grécia virou à esquerda.
    Ora, se virou à esquerda, a Grécia foi para cima da Albânia que, entalada entre a nova República da Macedónia e o Adriático, nada poderá fazer senão atirar-se ao mar.
    Ora, se a Albânia cair no mar e a Grécia ocupar o seu lugar, vai haver guerra com a auto-denominada República da Macedónia porque, como se sabe, os gregos não autorizam que os macedónios utilizem esse nome, já que Macedónia é o nome de uma província grega, para além de um sabor de gelado e de um agrupamento de legumes.
    Os balcãs sempre foram complicados.
    Temendo que Portugal caísse na tentação de também virar à esquerda, afundando-se no Atlântico, os nosso políticos de direita têm declarado a pés juntos, e com eles afastados, que Portugal não é a Grécia.
    Ainda bem.
    Se Portugal fosse a Grécia, a Espanha seria a Turquia e teríamos a Síria, o Iraque e o Irão a dois passos.
    O Califado seria muito mais exequível.
    Livra!

    A escola triste do futuro!


    Brincadeira de criança


    QUE NEM GREGOS?


    E se o Charlie Hebdo tivesse feito esta capa??!!!


    Boletim de Voto grego