quinta-feira, julho 02, 2015

DRAGHI, O ANJO EXTERMINADOR

Onde estava Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu, a entidade que executa as ordens dos credores para asfixiar o povo grego, quando se teceram as malhas fraudulentas que ajudaram a trepar a dívida soberana da Grécia aos níveis estratosféricos em que se encontra?
Consultando o seu currículo profissional apura-se que, durante os primeiros anos do século, Mário Draghi foi o vice-presidente para a Europa do banco norte-americano Goldman Sachs, o tal que “governa o mundo”, de acordo com alguma comunicação social que não enferma de quaisquer doenças de esquerda, e pelo qual passaram ainda nomes sonantes envolvidos nas malfeitorias da União Europeia e da troika, como é o caso doméstico do secretário adjunto do primeiro ministro de Portugal em exercício, Carlos Moedas.
Nessas funções, Draghi tinha sob a sua alçada as relações do Goldman Sachs com as empresas e os países europeus. O actual presidente do Banco Central Europeu é, sem qualquer dúvida, um dos responsáveis pelas manobras realizadas a partir de 2001 pelo Goldman Sachs e os gestores gregos para esconderem a dimensão da dívida de Atenas de modo a enganar Bruxelas e a mascarar a grosseira violação pela Grécia dos critérios de convergência estabelecidos no Tratado de Maastricht.
A história foi descoberta e contada há tempos por órgãos de comunicação como a Der Spiegel, o New York Times, a BBC, a própria Bloomberg, catedrais do neoliberalismo reinante, pelo que até as consciências virgens e tão incomodadas com os supostos gastos sumptuosos que o governo grego pretende renegociar deviam por de lado as hipócritas e convenientes amnésias.
Sob a tutela do actual presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, na primeira década do século o Goldman Sachs providenciou empréstimos à Grécia envolvendo swaps cambiais com valores fictícios de mercado – imagine-se, nem o mercado escapou – que praticamente duplicaram a dívida grega ao banco. Só entre o momento do primeiro acordo e o dia da assinatura, estava-se então em Junho de 2001, as fraudulentas trocas de swaps em ienes e dólares por euros, a taxas falsas, fizeram crescer a dívida grega em 600 milhões de euros, ao mesmo tempo que os descomunais excessos desta desapareciam dos radares de Bruxelas. Além disso, o banco norte-americano cobrou grossa comissão para por em prática tal engenharia financeira
Os gestores da dívida grega confessaram depois que assinaram de cruz porque não se aperceberam da complexidade e dos alçapões do acordo. Pediram então ao Goldman Sachs uma renegociação dos reembolsos e este banco, generoso como sempre, envolveu novos produtos tóxicos que agravaram a situação. Não contente com isso, precavendo-se de um eventual incumprimento grego, tratou de vender os swaps ao Banco Nacional da Grécia, presidido por Petros Christodoulos, um gestor com afinidades ao citado banco norte-americano e que depois passou a gerir a dívida grega. Como se percebe, o actual presidente do Banco Central Europeu esteve em todas.
Não se julgue que Mario Draghi era um estreante nestas actividades, que já testara no seu país natal, a Itália. Quem o explica é o ex-presidente Francesco Cossiga. Segundo ele, Draghi favoreceu a Goldman Sachs em contratos importantes quando exercia funções de diretor do Tesouro, numa altura em que avançava a todo o vapor o processo privatizador italiano.
Conta-se que em 2010, quando a crise explodiu e tramoias como estas se tornaram conhecidas, a senhora Merkel comentou que “será um escândalo quando se descobrir que os mesmos bancos que nos deixaram à beira do abismo ajudaram a falsificar as estatísticas”.
Disse “escândalo”? Não se incomode! Lukas Papademus, governador do Banco da Grécia quando tudo foi congeminado, tornou-se primeiro-ministro grego não eleito, indicado pela senhora Merkel para substituir Papandreu e cumprir as ordens de Bruxelas e da troika para combater a dívida – com os resultados que estão à vista.
E o homem que esteve ao leme de tudo, Mário Draghi, foi recompensado com o lugar de presidente do Banco Central Europeu, a instituição que – sob ordens do governo de Merkel e dos credores agiotas em geral – fustiga o povo grego para o fazer pagar uma dívida que ele ajudou a mascarar enquanto contribuía para a aumentar desmedidamente. É nesta Europa que estamos, à mercê de traficantes de humilhação e miséria como Mário Draghi.
Lloyd Blankfein, o número 1 do Goldman Sachs e um dos responsáveis pelas fraudes que catapultaram a dívida grega para os níveis actuais, costuma dizer que é “um banqueiro a fazer o trabalho de Deus”. Sendo assim, Mário Draghi é o seu anjo exterminador.


O princípio do fim da privacidade dos portugueses

Quando valores mais altos se levantam, o bloco central diz presente e coloca de lado as suas diferenças de fachada, à semelhança daquilo que aconteceu há uns meses quando se juntaram para tentar controlar o trabalho da comunicação social durante as campanhas eleitorais através de uma espécie de visto prévio estilo lápis azul. Como se o “ascendente” que têm sobre a imprensa não fosse já suficiente.
Foi ontem levada ao Parlamento uma proposta da maioria para reforçar o poder das secretas portuguesas cuja aprovação, segundo me foi possível apurar (não encontro informação que me esclareça para além da notícia do Expresso Diário de Terça-feira), terá contado com o apoio do PS. A proposta permitirá, entre outras coisas, que os espiões acedam às listas de chamadas de qualquer cidadão (Jorge Silva Carvalho, antigo chefe do SIED que trabalhou para a Ongoing mas que afirma nunca ter disponibilizado informações à empresa, começará a ser julgado dentro de dois meses por aceder ilegalmente à lista de chamadas do jornalista Nuno Simas), dados de comunicações online, informação bancária e dados fiscais, bastando para isso uma aprovação de uma comissão composta por três magistrados do Supremo Tribunal de Justiça. Contudo, a proposta do bloco central é vaga sobre os critérios subjacentes à tal aprovação, não implicando sequer a existência de indícios fortes do investigado ter cometido qualquer crime.
Sobre o último ponto, a Comissão Nacional de Protecção de Dados emitiu um parecer que critica violentamente a proposta, afirmando que representa “uma agressão grosseira aos direitos à privacidade e à protecção de dados pessoais e, em consequência, ao direito à liberdade“. Um Patriot Act ao virar da esquina. Sejam bem-vindos ao princípio do fim da vossa privacidade.

O jogo da sardinha


Danos e dolo

Parafraseando José Saramago, há uma regra fundamental que é, simplesmente, não calar. Não calar!

1. O despacho nº 7031 - A/2015 introduz o ensino de mandarim em algumas escolas secundárias públicas no próximo ano-lectivo. Os professores serão chineses e as despesas correm por conta da República Popular da China, mediante um protocolo com o Instituto Confúcio. Este instituto tem por objectivo imediato a promoção da língua e da cultura chinesas. Mas outros vêm a seguir, ou mesmo antes, pese embora tratar-se de matérias a que Confúcio era avesso. Com efeito, logo que a iniciativa foi conhecida, chegaram notícias de experiências idênticas de países ocidentais, que cancelaram acordos similares por ameaça à liberdade académica (vigilância indesejável de estudantes e actos de censura). Dito nada pelo Ministério da Educação sobre este começo menos auspicioso, sobram perguntas, a saber: que diz o ministro à suspeita transnacional (França, Suécia, EUA e Canadá, entre outros) quanto à utilização do Instituto Confúcio como instrumento de promoção da ideologia do governo chinês? Poderemos aceitar que uma disciplina curricular do sistema de ensino nacional seja leccionada por professores estrangeiros, escolhidos pelo governo da China, pagos pelo governo da China e com programas elaborados por uma instituição que obedece ao governo da China? Conhecida que é a complexidade extrema da aprendizagem do mandarim, particularmente no que à escrita respeita, fará sentido iniciá-la … no 11º ano? Terá a iniciativa relevância que a justifique? Pensará o grande timoneiro Nuno Crato substituir o Inglês (cujos exames acabou de entregar a outra instituição estrangeira) pelo mandarim, como língua de negócios? Ou tão-só se apresta, pragmaticamente, a facilitar a vida aos futuros donos disto tudo, numa visão futurista antecipada pela genialidade de Paulo Futre?

A indústria do financiamento alienou por completo a solidez pedagógica das decisões e transformou o currículo escolar numa manta de retalhos de experimentalismos sem coerência.

O ministério de Nuno Crato ficará marcado por um contínuo de soluções aos solavancos, determinadas pela ânsia de responder a um sistema político e económico que exige do ensino resultados com impacto rápido no sistema produtivo. Uma simples lógica de obediência a mecanismos simplistas de mercado, com total desprezo pela vertente personalista da acção educativa e pela necessidade de colher aceitação social para as políticas educativas.


Todo o texto aqui

OS GREGOS AVANÇAM E RECUAM? PUDERA...

Percebeu-se, desde logo, que os governantes gregos não tinham descido do Olimpo e que estavam determinados a enfrentar a dívida colossal e os indicadores de miséria da Grécia. Revelaram-se preparados para ir ao casino da banca alemã e francesa (não esqueçamos os "Goldman Sachs") e jogar contra os DDT's deste mundo correspondendo ao apelo dos europeus que, contudo, consideravam o combate impossível e destinado ao fracasso na primeira esquina. Os governantes gregos estão a enfrentar o fim da história decretado pelo Eurogrupo. Compreendo os avanços e recuos e desejo que sejam bem sucedidos. Estão a tentar e não se refugiaram nos prognósticos no fim do jogo nem no "não há nada a fazer". Sem precipitações, os casinos assim o exigem, esperemos pelos próximos lances.

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quarta-feira, julho 01, 2015

Até amanhã!...


Quem é que tem a boca maior?


Crise: Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR

deputado do PS Ricardo Gonçalves gostava de ter a cantina da AR aberta ao jantar.Isto porque 3700€/mês que aufere "não dão para tudo". Fiquei com um "aperto no coração" ao ler isto.

Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.

Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comerCorreio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)
O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa.
"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaração
Mas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes do Gambrinus.
Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o"aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.
Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.
Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.


Três gerações em consonância...


Por que nunca se deve estacionar numa zona para deficientes...no Brasil!...

Vozes de animais feitas por...crianças!...

As televisões portuguesas não chegam a este nível de sofisticação de teor sexual!...

A terrível realidade da moderna escravatura...5

A maior parte dos escravos devem-no a dívidas hereditárias. As pessoas já nascem na escravidão porque os pais não conseguiram pagar as sua dívidas.


Acendam o rastilho!



Aprendamos a dançar sem medo


109 mil soldados para uma população de 10 milhões de habitantes. 10 militares por mil habitantes. É o país com o rácio mais alto da Europa (França tem 3,5, Espanha 2,5, Portugal 3,1). Nos últimos dez anos, 4% do PIB foi gasto na defesa, o dobro do que a NATO, sempre empenhada em pressionar aumentos orçamentais nesta área, recomenda. Dos países da NATO, somente os EUA gastam mais em percentagem do PIB. Neste mesmo tempo histórico, este país importou equipamento militar no valor de 12 mil milhões de euros. Entre 2005 e 2009 foi o quinto maior importador de armas do mundo. Nas suas fileiras conta com 1620 blindados, mais do que Alemanha, França e Itália juntas.
Este país é a Grécia e estes números foram revelados esta semana pelo “Público” espanhol. Mas há mais um dado particularmente relevante. Grande parte da despesa grega em armamento foi realizada com a Alemanha e França, 4 mil milhões e 3 mil milhões, respectivamente. Segundo o “Guardian”, em 2012, as vendas de armamento para a Grécia representavam 15% do total de exportações alemãs nestas áreas. Yorgos Papandréu, assessor do primeiro-ministro grego entre 2009 e 2011, declarou que ninguém lhes dizia para comprar armas, mas que a UE ficava sempre mais solícita se o fizessem.
O actual braço-de-ferro entre os donos disto tudo e a Grécia não é apenas decisivo para o povo grego. Se a Grécia claudica e aceita o acordo que a pretende vergar e castigar por ameaçar levantar a cabeça, perdemos todos. Se o povo grego rejeitar o acordo, abre-se uma frente que terá de ter correspondência, em Portugal, muito além dos ineficazes manifestos de militante solidariedade. Depois da Grécia, estamos na linha da frente deste plano de extorsão e empobrecimento. Passará por todos nós a decisão de continuar de cabeça baixa à espera dos novos cortes nas pensões/ordenados e aumentos do IVA, ou ganhar coragem e perder o medo.
Não há saídas fáceis. Todos os caminhos de fuga estão armadilhados, mas quanto mais nos deixarmos afundar neste buraco, mais dura será a saída.
(publicado ontem no jornal i)

Portugueses: preparem-se para pagar



Por breves momentos, alguns portugueses mais ingénuos acreditaram nas palavras do habitante do Palácio de Belém, que afirmava, sem reservas, que os portugueses podiam confiar no BES. Estávamos em Julho de 2014. Alguns meses mais tarde, confrontado com perguntas incómodas de uma jornalista, Cavaco desmentia Cavaco e afirmava, naquele tom de indignação dissimulada habitual em políticos sem coluna vertebral, que nunca tinha feito qualquer declaração sobre o BES.
Um ano depois das certezas de Cavaco posteriormente desmentidas por Cavaco, milhares de portugueses continuam a desconhecer o paradeiro das suas economias, em alguns casos a poupança de uma vida, e preparam-se para doar mais algum para o peditório do Espírito Santo. É que segundo as notícias que vieram ontem a público após o encerramento do prazo definido pelo governo para receber propostas vinculativas para a compra do Novo Banco, cuja corrida ficou reduzida aos camaradas da Fosun, da Anbang e ao fundo de investimento Apollo, as propostas dos finalistas não irão além dos 4 mil milhões de euros. Significa isto que o Fundo de Resolução bancária, cujo principal “accionista” é a nossa Caixa Geral de Depósitos, vai ter que assumir cerca de 900 milhões de perdas. Mais um ficheiro para o arquivo dos casos que não iam custar um cêntimo ao contribuinte.

Mentes que brilham


Comentário e intervenção de Varoufakis

Da página electrónica do Expresso, o comentário, que o ministro das Finanças grego deixou no seu blogue, sobre o que se passou na última reunião do Eurogrupo:
«A reunião de 27 de Junho de 2015 do Eurogrupo não vai ficar na história da Europa como um momento de que nos possamos orgulhar. Os ministros recusaram o pedido do governo grego para que fosse concedido ao povo grego uma mera semana durante a qual diriam 'Sim' ou 'Não' às propostas das instituições — propostas cruciais para o futuro da Grécia na Zona Euro. A simples ideia de que um governo consulte o seu povo quanto a uma proposta problemática que lhe é feita pelas instituições foi tratada com incompreensão e muitas vezes desdém que roçava o desprezo. Chegaram a perguntar-me: 'Está à espera que as pessoas normais compreendam questões tão complexas?'. Na verdade, a democracia não teve um bom dia na reunião do Eurogrupo deste sábado! Mas as instituições europeias também não. Depois de o nosso pedido ser rejeitado, o presidente do Eurogrupo quebrou o pacto de unanimidade (emitindo uma declaração sem o meu consentimento) e tomou mesmo a dúbia decisão de convocar um encontro sem o ministro grego, ostensivamente para discutir os 'passos seguintes'. É possível a coexistência de uma união monetária e da democracia? Ou uma delas tem de desistir? Esta é a questão fundamental a que o Eurogrupo decidiu dar resposta colocando a democracia na gaveta de baixo. De momento, esperemos.»
Clicar aqui, para ler a intervenção de Varoufakis nessa reunião, do passado dia 27 de Junho.

QUATRO INSUSPEITOS DIVERGEM

Paul Krugman e Joseph Stiglitz, norte-americanos distinguidos com o Nobel da economia, defendem o não no referendo grego. Cavaco Silva e Passos Coelho, portugueses que também estudaram economia, nem precisam de declarar o lado que apoiam. Francamente: desejo que Portugal não perceba tarde demais o efeito dos seus incompreendidos representantes.

A seguinte observação não é ensinada em todos os cursos de economia e é pena: é inigualável a grandeza de quem não se verga para não perder a liberdade.

terça-feira, junho 30, 2015

TOSQUIA DO REBANHO DO EURO


Não parte, pois não?...


Como atracar como só um especialista é capaz de fazer!...

Ovos estrelados informados!...


Já nem se pode descansar em paz!...

A terrível realidade da moderna escravatura...4

Nos estados Unidos, a escravatura a maior parte das vezes tem a forma de escravatura sexual


ESTRATÉGIA GOLPISTA DE MEDO E TERROR

Uma primeira informação: o governo grego não decidiu encerrar os bancos durante uma semana porque lhe apeteceu e no âmbito de uma qualquer jogada maquiavélica: foi obrigado a isso devido ao facto de o Banco Central Europeu (BCE), entidade chave de um processo ditatorial instaurado pelos mercados financeiros, ter mantido o programa da troika mas secando a liquidez dos bancos gregos.
O que o BCE fez, como grupo de assalto ao serviço das várias instituições europeias que mais não são do que paus-mandados dos credores extorsionistas, faz parte de um processo de sabotagem económica para aterrorizar o povo grego de modo a que vote “sim” à continuação da austeridade no referendo do próximo domingo. O que o BCE está a fazer, em nome da União Europeia, é terrorismo, bandidismo puro.
O que o governo grego fez, em resposta, foi tentar salvaguardar os salários e poupanças dos cidadãos.
Os portugueses que já têm mais anos e tiveram a sorte de viver o 25 de Abril recordam-se que a sabotagem económica foi um dos processos imediatos de resposta do fascismo para travar a revolução. Da sabotagem económica nasceu, por exemplo, a tentativa de golpe fascista da “maioria silenciosa”, uma maioria que os promotores julgavam aterrorizada, em 28 de Setembro de 1974.
O BCE/UE/agiotas faz agora exactamente a mesma coisa: aplica uma estratégia fascista e terrorista – sem dúvida em clima de golpe de Estado -  para procurar alcançar os objectivos de minorias à custa da miséria, da fome, do descalabro da vida do povo grego. Para os próceres com mentes fascistas que agem em nome da chamada “democracia europeia”, 27 por cento de quebra continuada do PIB grego, uma dívida que não para de crescer devido aos mecanismos impostos para a pagar, um desemprego que atinge mais de um terço da população activa e mais de 55% dos jovens, a razia absoluta nas pensões, nos salários, nos serviços públicos, nos acessos a bens essenciais como água e electricidade ainda não chegam. É preciso vergar mais e mais o povo grego, recorrendo para isso à manobra humilhante de tentar obrigá-lo a pedir de joelhos por favor continuem com a troika, queremos mais austeridade e obrigado por isso.
É nesta Europa que vivemos hoje. Uma Europa onde as instituições que se proclamam “democráticas” atiçam um bando de tecnocratas não eleitos, o BCE, contra um povo indefeso encafuado num beco em que é obrigado a decidir por um problema entre dois: sair do euro ou pedir por amor de deus a continuação da austeridade.
Em minha opinião, mas é a minha e não sou grego embora hoje me sinta como tal, a saída do euro seria a resposta digna, porque a Grécia retomaria instrumentos de decisão que agora não lhe pertencem. Mas é apenas uma opinião, cabe aos gregos decidir num contexto de medo e terror que lhes foi imposto em nome daquilo a que, com a cumplicidade de uma comunicação social que não pensa, apenas papagueia, chamam “ajuda”.
O governo grego fez bem em convocar o referendo. É o recurso à democracia contra mentalidades fascistas. Num duelo desigual de David contra Golias, o mais fraco procura na força da união as energias indispensáveis para enfrentar as armas de terror e liquidação contra as quais é obrigado a combater.
Aconteça o que acontecer, percebamos uma coisa: o que está a acontecer na Grécia tem tudo a ver connosco. Não tenhamos ilusões, a mafia terrorista que montou esta estratégia contra a Grécia aplicá-la-á contra Portugal, contra qualquer outro país que desafie as suas vontades absolutas. Ao tentarem trucidar a dignidade do povo grego, as instituições europeias, minadas por mentalidades fascistas, estão a enviar um recado sangrento em todas as direcções: se não querem que o mesmo vos aconteça portem-se bem, não deixem nunca de escolher o arco da governação e a troika, não pode haver outro caminho. Pelo que a estratégia de terror imposta aos gregos também nos atinge, e não é de raspão. A escolha não é fácil, mas existe: tempos difíceis e sem dignidade dentro do euro; tempos difíceis, mas com dignidade e capacidade de decisão (o mundo não se esgota, felizmente, na União Europeia) fora do euro.


Em Harare também não se reuniram porque se sair um ficam 18

"Em quase todas as capitais da União — Lisboa foi a grande excepção —, os governos reuniram-se de urgência para avaliar o referendo anunciado por Tsipras na madrugada de sábado. Houve conselhos de ministros extraordinários, reuniões de chefes de Estado com os seus núcleos duros, encontros com os responsáveis dos respectivos bancos centrais ou até, no caso de Berlim, uma inédita reunião que juntou os líderes de todos os partidos com representação no Parlamento." - Sofia Lorena, Público, 30/06/2015, p. 2

P.S.

Se já se reuniram em Berlim, Frankfurt e Bruxelas, porquê em Lisboa? Os assessores (o chefe de gabinete Pedro Passos Coelho e a tesoureira Maria Luís Albuquerque) podem depois receber as instruções por mail.

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Cavaco: a calma de um líder que inspira confiança

Titanic, versão 2015. A Europa afunda com grande estardalhaço e cenas absolutamente comoventes. Numa delas, o capelão Junker , o tal que aqui há meses admitiu que a Europa pecou contra os gregos, diz-lhes agora que os ama muito e por isso lhes pede que votem no sim que dá liberdade à Europa para continuar a pecar mais e mais. A timoneira Merkel mandou o barco ao fundo e agora queixa-se que tem os pés molhados: “se o euro fracassar, a Europa também fracassará”. Nisto, entra em cena o grumete Cavaco a dizer que o mundo anda todo enganado: "eu penso que o euro não vai fracassar, é uma ilusão o que se diz. A zona do euro são 19 países, eu espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países". 19-1=18. Brilhante. Tanta barulheira e afinal era só isto. Como mais uma vez se comprova, da soma de duzentos Cavacos não se obtém nem meio Presidente da República.  Estamos completamente entregues à bicharada.

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Treta da semana: os caloteiros

Muita gente acha que o problema da Grécia, e da dívida pública em geral, é que uns gastaram e agora querem que os outros paguem. Como se a zona Euro fosse uma jantarada e os gregos, depois de encherem a pança, quisessem ir embora deixando os outros a pagar a conta. A realidade é mais complicada e, para ter uma ideia melhor do que se passa, é preciso compreender como funcionam os bancos. Aqui vai uma história sobre isso. 

O que mais distingue um banco de outras instituições é que, quando emprestamos dinheiro ao banco, toda a gente assume que ainda o temos. Está “depositado”. Assim, se eu for um banco e a Ana me der 100€, a Ana continua a ter 100€. Estão “depositados”. Mas eu tenho os 100€ da Ana e, se o Bruno quiser comprar uma coisa à Carla, eu posso emprestar-lhe os 100€ da Ana. A juros, é claro. O Bruno paga à Carla e a Carla deposita os 100€ que recebeu do Bruno. Ficam novamente comigo. Eu agora empresto esses 100€ ao David, também a juros, ele paga à Elsa, ela deposita-os aqui e assim por diante. É fácil perceber como eu posso ganhar bastante com isto. À conta dos 100€ da Ana, não só a Carla, a Elsa e quem mais calhar têm as contas recheadas no banco (eu) como eu estou a receber juros de uma data de gente com dívidas. À parte do requisito de reservar uma pequena fracção do dinheiro depositado, é assim que os bancos funcionam e é assim que, literalmente, fazem dinheiro. 

Se alguém quer levantar parte do seu dinheiro e eu tiver tudo emprestado a render juros posso recorrer ao Zé. O Zé é o banco central e só empresta dinheiro a bancos como eu, a prazos curtos e juros baixos, para desenrascar nestas situações. E o Zé pode sempre emprestar dinheiro porque é o Zé que define o dinheiro. O Zé também controla um pouco a festa ajustando os juros que me cobra mas, seja como for, quanto mais gente puser cá dinheiro e quanto mais do dinheiro dos outros eu emprestar mais vai pingando para mim. Por isso, tenho todo o interesse em emprestar, emprestar e emprestar. O meu trabalho é criar devedores. 

Mais cedo ou mais tarde, a coisa corre mal. O Fernando pediu-me 100€, inicialmente. Eu sabia que o Fernando não era de confiança mas sempre era mais um a pingar. Quando chegou a altura de pagar, como ele não tinha dinheiro, emprestei-lhe 150€ para me pagar o que devia e os juros. Agora está a dever-me 200€ e precisa de outro empréstimo para rolar a dívida. Mas a coisa com o crédito subprime nos EUA correu-me mal e agora preciso que ele me pague já tudo. Além disso, o pessoal anda a desconfiar que o Fernando se endividou demais e começam a ter receio de deixar o dinheiro comigo. Estou tramado se me vêm todos bater à porta a pedir o dinheiro que eu não tenho porque está todo a render em empréstimos. 

Felizmente, a Dona Maria é autoritária e as pessoas fazem o que ela diz, por medo, respeito ou hábito. Como a senhora gosta de dinheiro, facilmente arranjo com ela uma solução. Ela diz a todos que o Fernando se portou muito mal e agora precisa de um resgate. Além disso, anda muita gente a viver acima das suas possibilidades, por isso toca a fazer uma vaquinha para pagar as dívidas do Fernando. Em compensação, o Fernando vai ter de engraxar os sapatos a todos e lavar-lhes a loiça até lhes pagar o que deve. E com orelhas de burro, para aprender. Assim, todos juntam o que têm e entregam-me os 200€ que o Fernando me devia, mais um pouco para custos de processamento, consultoria, juros de mora e afins, e fica tudo bem. Tudo bem para mim, é claro, porque agora estão eles entalados com a dívida do Fernando. O Fernando é parcialmente culpado, é inegável. Mas não é o único culpado. Eu andei a lucrar arriscando o dinheiro dos outros e a Dona Maria, que levou a sua parte, ajudou-me a embarretar o resto do pessoal que, de outra forma, não teria nada que ver com o assunto. 

Em traços gerais, e a menos do nome dos personagens e da minha participação (infelizmente, não sou um banco privado) foi isto que aconteceu na Europa. Nos EUA, o Zé resolveu parte do problema dando dinheiro aos bancos. O Zé da Europa não pode fazer isso porque, ideia dos alemães, tem de manter a inflação a 2% mesmo com a casa a arder. Por isso, por cá, foi a Dona Maria que resolveu a coisa. Deu uns puxões de orelhas aos meninos com mais dívidas, transferiu para os bancos privados o dinheiro dos outros e agora praticamente todos os países da UE estão endividados sem ninguém perceber a quem é que se deve tanto dinheiro. Ou melhor, quase ninguém. Há sempre uns que percebem tudo desde o início e até andam bastante satisfeitos com o resultado. O gráfico abaixo mostra a amarelo vómito a evolução da riqueza mundial mediana, em percentagem, em relação à riqueza mundial mediana em 2008. A roxo está o mesmo indicador, mas para a riqueza mínima no grupo dos 10% mais ricos. E a azul a riqueza mínima para os 1% mais ricos do mundo. Apesar de alegarem que a crise foi causada por políticas socialistas que esbanjaram dinheiro com os pobres, os mais ricos têm enriquecido consistentemente quase 5% ao ano enquanto os remediados estão de volta a 2008. E a festa continua. 



1: Adaptado do Credit Suisse Global Wealth Report 2014 – Economics

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Cavaco fora do euro!

O futuro ex-presidente Cavaco diz que, se a Grécia sair do euro, não faz mal porque ainda ficam 18.
Cavaco sabe a tabuada!
Mas se a Grécia sair, todos nós vamos sentir a sua falta.
Quanto ao Cavaco, estamos todos desertos que ele saia.
E ninguém sentirá a sua falta!



A pergunta do referendo


FICAMOS 18, DISSE O PR

"Se a Grécia sair ainda ficam 18. Há outros que querem aderir", disse Cavaco Silva num registo áudio que ouvi naTSF. Como não tinha imagem, não confirmei se foi um improviso; mas deve ter sido, tal a demonstração de generosidade. Cá para mim, o júri do Nobel tem andado distraído com a sapiência deste lusitano que é o único cientista económico do planeta a adivinhar o futuro e sem qualquer dúvida.

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segunda-feira, junho 29, 2015

Há muita coisa que não mudou...


Cicuta?


Enviado pela leitora F.S.

Uma versão acústica de Beat it

O amor da minha vida!...


A terrível realidade da moderna escravatura...3

Cerca de 65% dos escravos vivem na Ásia e trabalham na produção de roupa



Não há alternativa à austeridade do mesmo modo que não há alternativa aos campos de concentração...


Leia aqui a proposta dos credores que a Grécia vai referendar

O infoGrécia publica aqui o texto oficial da proposta dos credores que vai a referendo. Ele foi hoje divulgado pela Comissão Europeia “no interesse da transparência e para informação do povo grego”. Mas Bruxelas esqueceu-se de traduzir a proposta para grego…

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Treta da semana: direitos e racionais

Gonçalo Portocarrero de Almada defende que os caracóis não têm direitos. Nisso, estamos de acordo. Mas, quando tenta justificar porquê, lá se vai a nossa breve convergência. Escreve Almada que: «A polémica questão dos direitos dos animais baseia-se num preconceito: o de que eles são como nós [...]. É verdade que algumas pessoas, de tão brutas, parecem meros animais e alguns animais, ditos irracionais, parecem espertos e afectuosos. Mas são aparências que iludem, porque a distância que vai do mais apto dos símios para o mais estúpido dos homens é infinitamente superior à que dista entre o mais evoluído dos primatas e o mais básico ser vivo.»(1) Objectivamente, Almada está enganado. A diferença entre um chimpanzé e um humano é minúscula quando comparada à que separa o símio de uma aranha, por exemplo. Mais ainda, nós e os restantes primatas estamos todos equidistantes das aranhas. Mas o problema principal não são os factos. É o raciocínio acerca dos valores. 

Eu não defendo que os animais têm direitos por serem “como nós”. Seria arrogante, e arbitrário, usar-me como bitola para decidir onde há ou não há direitos. Além disso, os direitos não são o fundamento da ética. São mera consequência dos deveres. A ética não começa na pergunta “que direitos tenho?” Começa na pergunta “como devo agir?” Eu defendo que a ética assenta na compreensão de que os meus actos afectam terceiros e de que isso importa para decidir o que faço. Os resto deriva tudo daí, incluindo os direitos de cada um, que não são mais que deveres que outros têm para consigo. Numa ilha deserta ninguém tem direitos. 

É por isto que eu acho que um gato tem o direito de não ser queimado vivo. Não é algo inerente ao gato em si. Se um raio causa um incêndio na floresta e o gato morre queimado não há qualquer violação de direitos. Nem se for um gato nem se for eu. Mas qualquer ser consciente dos seus actos, que compreenda o sofrimento do gato e que tenha a noção ética do dever tem o dever de não queimar o gato. O direito do gato é consequência dos deveres éticos de qualquer agente moral que pondere agir sobre o gato. Ou seja, o gato não tem direitos por ser “como nós” mas por nós sermos agentes morais conscientes dos nossos deveres. 

É também por isto que o caracol não tem direitos. Sendo desprovido de subjectividade, é-lhe indiferente o que lhe possam fazer e, por isso, as consequências para o caracol não suscitam deveres. Pode haver deveres relacionados com o caracol. Por exemplo, o dever de não extinguir as espécies de caracol pelo efeito que isso terá em gerações futuras de apreciadores de caracóis. Mas a esse dever corresponde um direito dessas gerações futuras e não propriamente um direito dos caracóis. Sim, é verdade. Por termos deveres para com as gerações futuras, essas pessoas têm direitos mesmo antes de existirem. Será um ponto importante num próximo post mas, neste, deixo o assunto por aqui e passo a outro. 

A ideia de que os direitos devem ser concedidos na medida em que o visado é “como nós” é um erro moral que inquina muitas opiniões religiosas. Por exemplo, a igualdade de direitos entre homens e mulheres ou o direito ao casamento homossexual. Católicos como Almada defendem que as mulheres não têm o mesmo direito ao sacerdócio que têm os homens porque as mulheres não são como os homens, ou que duas pessoas do mesmo sexo não têm o direito de se casarem porque não são como uma parelha de pessoas de sexo diferente. Mas esta ética assente na métrica de diferenças e semelhanças é um disparate. A igualdade de direitos não assenta em qualquer igualdade entre as pessoas, até porque não há ninguém que seja “como nós”. Cada um de nós é um indivíduo único e diferente dos demais. A igualdade nesses direitos é consequência de cada um de nós ter certos deveres para com qualquer um dos outros, seja macho, fêmea, alto, baixo, homo, hetero, católico ou ateu. 

Proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo restringe a liberdade dessas pessoas sem nenhum benefício que o compense. Proibir as mulheres de celebrar missa ou de aceder aos cargos de chefia numa hierarquia religiosa também lhes limita as opções sem que nada de eticamente fundamentado justifique essa restrição. É certo que há pessoas que ficam muito incomodadas com a possibilidade de, algures, dois homens casarem um com o outro ou uma mulher celebrar uma missa. Mas esse desconforto é claramente o mal menor. Comparando as alternativas, proibir ou não proibir, é fácil perceber que temos um dever ético de deixar essas escolhas a essas pessoas. Não por serem iguais “a nós” mas pelo nosso dever de respeitar as diferenças dos outros. 

Este é um dos maiores pecados da (i)moralidade religiosa e uma das razões pelas quais é falsa a pretensão religiosa de ser fundamento para a moral. Cada religião assenta as suas normas numa ideia de “como nós”, arbitrária e artificial, que depois quer impor a todos os outros. Cada religião quer ser pastora de um rebanho de ovelhas que sejam todas umas como as outras. Mas as tretas da lei natural, do que os deuses querem ou deixam de querer e demais idiossincrasias que tenham ficado nos livros só porque algum fanático as lá pôs não são um fundamento razoável para a ética. A ética não tem nada que ver com conformidade ou ser “como nós”. A ética vem da compreensão de que os outros não são eu e de que ninguém é bitola pela qual medir o que faz aos outros. O propósito da ética é ensinar-nos a conviver com as nossas diferenças e não o de nos levar todos pelo mesmo caminho. A ética não é um pastor. É uma professora e, infelizmente para os pastores como Almada, é uma chatice quando as ovelhas aprendem a pensar por si. 

1- Voz da Verdade, Os direitos dos caracóis


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