sábado, janeiro 03, 2009

Quem é que disse que os filhos saiem aos pais?

O que era necessário que o governo esclarecesse sobre a "reforma" da administração pública

O secretário de Estado da Administração Pública anda a percorrer os distritos do País com o objectivo, diz ele, de esclarecer e tranquilizar os trabalhadores sobre a "reforma" governamental da Administração Pública. Esteve no dia 12 de Dezembro de 2008 em Braga, e já anunciou que estará no dia 9 de Janeiro de 2009 em Lisboa, 21 em Viseu, 28 em Setúbal, 6 de Fevereiro no Porto, 18 em Coimbra, 4 de Março em Faro, 13 em Beja, e 3 de Abril em Évora. Há questões graves que o governo tem-se recusado a esclarecer e que era importante que o secretário de Estado o fizesse nessas reuniões e não as transformasse em sessões de propaganda do governo.

Era importante que o secretário de Estado da Administração Pública esclarecesse como se compatibiliza a disposição constante do artº 88º da Lei 12-A/2008, que pretende liquidar o vínculo de nomeação na Administração Pública, com o texto constitucional, pois como escreveram Paulo Veiga e Moura e Cátia Arrimar "esta alteração unilateral de regime de vinculação não é compatível com o texto constitucional, violando frontalmente o principio constitucional da protecção da confiança e o direito fundamental de acesso à função pública".

Era importante que o secretário de Estado esclarecesse que medidas o governo tenciona tomar para que a insegurança e precariedade provocada pelas eventuais alterações anuais nos quadros de pessoal dos serviços previstas no artº 5º da Lei 12-A/2008, não determinem que muitos trabalhadores sejam considerados em excesso e colocados na situação de mobilidade especial ou mesmo despedidos como prevê o artº 6º da mesma lei?

Era igualmente importante que o secretário de Estado esclarecesse que medidas o governo tenciona tomar para que se não verifique também em 2009 o congelamento de facto das carreiras da esmagadora maioria dos trabalhadores da Administração Pública? E qual a dotação que existe no OE2009 para mudanças de posições remuneratórias e quantos trabalhadores poderão beneficiar de mudanças de posições remuneratórias em 2009 com essa verba, quando o artº 2º da Lei do OE2009 cativa, à partida, 25% das "verbas afectas às alterações facultativas de posicionamento remuneratório"? E tudo isto porque o nº4 do artº 47º da Lei 12-A/2008 permite aos responsáveis dos serviços não afectar qualquer dotação para alteração de posições remuneratórias dos trabalhadores e, se isso acontecer, mesmo que os trabalhadores tenham as avaliações necessárias para poder mudar de posição remuneratória ela não terá lugar com excepção da situação prevista no nº 6 do mesmo artigo (o trabalhador ter somado 10 pontos). E mais quando o governo criou um novo encargo a ser suportado pelos orçamentos dos serviços – contribuição de 7,5% para a CGA – que vai custar aos serviços 585 milhões de euros em 2009.

Seria também importante que o secretário de Estado esclarecesse que medidas o governo tenciona tomar para que não se criem desigualdade remuneratórias entre os trabalhadores de serviços diferentes e, no interior do mesmo serviço, entre os diferentes trabalhadores o que é permitido pelos nº1 e 2 do artº 46 da Lei 12-A/2008?

Seria igualmente importante que o secretário de Estado esclarecesse que medidas o governo tenciona tomar para que não se criem desigualdades entre os trabalhadores que já estão na Administração Publica e os que entrarem no futuro para Administração Pública permitidas pelo artº 55 da Lei 12-A/2008, já que futuramente as remunerações de entrada serão negociadas individualmente entre o trabalhador e o responsável máximo do serviço ou da unidade orgânica.

Seria importante que o secretário de Estado da Administração Pública nas reuniões distritais que fizesse clarificasse a posição do governo sobre as disposições graves das leis publicadas que criam insegurança e precariedade no emprego, que introduzem o arbítrio das chefias, que procuram instalar a psicologia do medo e do compadrio na Administração Publica, incompatível com um Estado democrático e com uma Administração Pública ao serviço de todos os cidadãos.
Eugénio Rosa
http://resistir.info/e_rosa/ref_admin_publica.html

Posar para a foto é o mais importante?

Bernard Madoff: Vigarista da Wall Street desfere golpe a favor da justiça social

"Nunca pensámos que ele nos faria uma destas, era um dos nossos",
membro do Clube de Campo de Palm Beach.

O corrector de Wall Street, Bernard ('Bernie') Madoff, ex-presidente da NASDAQ, investidor apreciado e respeitado, confessou ter montado a maior burla da história, uma fraude de 50 mil milhões de dólares. Bernie era conhecido pela sua generosa filantropia, em especial para com as causas sionistas, judaicas e israelenses. Em tempos salva-vidas em Long Island, Bernie iniciou a sua carreira financeira nos anos 60, angariando dinheiro junto de colegas, amigos e seus familiares entre os judeus mais abastados dos subúrbios de Long Island, em Palm Beach, na Florida e em Manhattan, prometendo um retorno modesto, regular e garantido de 10 a 12 %, cobrindo quaisquer levantamentos, à moda típica de Ponzi, à custa de fundos de novos investidores que literalmente imploravam a Bernie para os depenar. Madoff administrava pessoalmente pelo menos 17 mil milhões de dólares. Durante quase quarenta anos arranjou uma clientela, que chegou a incluir alguns dos maiores bancos e casas de investimento na Escócia, Inglaterra e França; assim como hedge funds (grandes fundos de investimentos a prazo) nos Estados Unidos. Madoff recolhia quase todos os fundos entre abastados clientes particulares que eram recrutados por corretores que trabalhavam à comissão. Os clientes de Bernie incluíam muitos multi-milionários e bilionários da Suíça. Israel e outros sítios, assim como os maiores hedge funds nos EUA (Divisão RMF do Man Group e Tremont). Muitos dos super-ricos clientes burlados obrigaram Madoff a aceitar o seu dinheiro, e este impunha condições rigorosas aos seus clientes potenciais: Exigia que fossem recomendados por investidores já existentes, que depositassem uma quantia substancial e que garantissem a sua própria solvência. A maioria considerava-se feliz por os seus fundos serem recebidos pelo altamente respeitado… vigarista de Wall Street. A mensagem habitual de Madoff era que os fundos de investimentos estavam fechados… mas como pertenciam ao mesmo mundo (membros de conselhos de instituições de caridade judaicas, organizações de angariação de fundos pró-Israel ou clubes de campo 'seleccionados') ou eram familiares de um amigo, de um colega ou de clientes já existentes, ele receberia esse dinheiro.

Madoff instituiu conselhos consultivos com membros ilustres, contribuía fortemente para museus, hospitais e organizações culturais elegantes. Era um membro importante de Clubes de Campo seleccionados em Palm Beach e Long Island. A sua reputação foi reforçada pelo facto recorde de nunca ter havido um ano com prejuízos nos seus fundos de investimento – um ponto importante a favor da venda para atrair investidores milionários. Madoff partilhava com os seus clientes super-ricos (judeus e gentios) um estilo de vida comum à classe alta, e uma mistura de filantropia cultural com especulação financeira moderada. Madoff 'enganava' os seus colegas com uma aparência de 'especialista' de falas mansas, mas de autoridade, coberta por um verniz de colegialidade de classe alta, profunda dedicação ao sionismo e aos amigos de longa data.

Os mega-fundos de Bernie exibiam muitos sinais semelhantes aos de recentes escândalos de alto nível: Os altos retornos permanentes, sem igual em todos os outros corretores; a falta de fiscalização por terceiros; uma firma de contabilidade por detrás, incapaz fisicamente de auditar a operação de multi-milhares de milhões de dólares; uma actividade de corretor-intermediário directamente sob o seu controlo e a obscuridade total sobre em que é que estava realmente a investir. A evidente semelhança de sinais com outros burlões era menosprezada pelos ricos e famosos, pelos investidores sofisticados e pelos consultores bem pagos, os MBA's de Harvard e todo o exército de reguladores da Securities Exchange Comission (SEC) visto que estavam todos totalmente imbuídos na cultura corrupta de 'agarrar no dinheiro e pôr-se em fuga' e de 'se estás a ganhá-lo, não faças perguntas'. A reputação da superior sabedoria de um judeu de Wall Street aparentemente bem sucedido alimentou a auto-ilusão dos ricos e dos estereótipos dos gentios milionários.

A GRANDE FRAUDE

O fundo de investimentos de Madoff só lidava com uma clientela limitada de multi-milionários e bilionários que mantinham os seus fundos durante um longo período de tempo; os levantamentos ocasionais eram limitados em valor e eram facilmente cobertos pela entrada de novos fundos de novos investidores que se esforçavam por ter acesso à gestão de dinheiro de Madoff. Os grandes investidores a longo prazo tinham a intenção de passar os seus investimentos aos familiares ou destinavam-nos a possíveis reformas. Os ricos advogados, dentistas, cirurgiões, distintos professores da Ivy League [1] e outras pessoas que podiam vir a precisar de fazer algum levantamento para um casamento elegante ocasional ou um barmitzvah recheado de celebridades, podiam fazer levantamentos de fundos porque Madoff não tinha problemas em cobrir esses levantamentos atraindo novos fundos provenientes de ricos proprietários de fábricas de vestuário altamente exploradoras, de instalações de perigosos empacotamentos de carnes e de proprietários de bairros de lata. Madoff não era nenhum Robin dos Bosques, as suas contribuições filantrópicas e caritativas facilitavam-lhe o acesso aos ricos e abastados que tinham assento nos conselhos das instituições beneficiadas e provavam-lhes que era 'um deles', uma espécie de 'íntimo' super-rico da mesma classe de elite. O choque, o pavor e os ataques cardíacos que se seguiram após Madoff confessar que estava a 'gerir um esquema Ponzi' gerou tanta fúria pelo dinheiro perdido e pela queda da classe endinheirada quanto a vergonha de saber que os maiores exploradores do mundo e os vigaristas mais espertos de Wall Street tinham sido totalmente 'apanhados' por um do seu próprio meio. Não só sofreram grandes perdas como a sua própria imagem de ricos, por serem tão espertos e de 'condição superior', ficou totalmente estilhaçada: Viram-se a si mesmos a sofrer a mesma sorte de todos os otários a quem tinham anteriormente vigarizado, explorado e expropriado na sua subida até ao topo. Não há nada pior para o ego de um respeitável vigarista do que ser ultrapassado por outro vigarista maior. Por causa disso, uma série dos que mais perderam tem-se recusado até agora a revelar os seus nomes ou a quantia que perderam, preferindo agir através de advogados, lutando contra outros perdedores.

O LADO POSITIVO DA MEGA-FRAUDE DE MADOFF (A INVOLUNTÁRIA MÃO DA JUSTIÇA)

Embora seja compreensível que os super-ricos e os abastados, que perderam uma grande parte dos seus fundos de reforma e de investimento, sejam unânimes na sua condenação e protestos pela traição de confiança, e os editoriais de todos os prestigiados jornais e semanários se juntem ao coro da crítica moral, há que elogiar os feitos de Madoff, mesmo que tal elogio não tenha estado no coração da sua actividade fraudulenta.

Vale a pena fazer a lista dos involuntários resultados positivos da mega-fraude de Madoff. Primeiro que tudo, a fraude de mais de 50 mil milhões de dólares pode significar uma grande dentada no financiamento sionista americano de ilegais povoamentos coloniais israelenses nos Territórios Ocupados, uma quebra nos fundos com que a AIPAC compra influências no Congresso e no financiamento de campanhas de propaganda a favor de um ataque militar americano preventivo contra o Irão. A maior parte dos investidores vai ter que reduzir ou eliminar a sua compra de títulos de Israel, que subsidiam o orçamento militar do estado judaico.

Em segundo lugar, a burla ainda desacreditou mais os hedge funds altamente especulativos que já se encontram vacilantes por causa de levantamentos maciços devidos a profundos prejuízos. Os fundos de investimento de Madoff eram uma das últimas actividades 'respeitadas' que ainda atraíam novos investidores, mas cuja morte, depois das últimas revelações, pode ter sido acelerada. Os promotores despedidos podem finalmente ter que realizar um trabalho honesto e produtivo.

Em terceiro lugar, a fraude de grande escala e de longa duração de Madoff não foi detectada pela Comissão de Títulos e Câmbios (SEC), apesar de esta declarar pelo menos duas investigações. Em consequência, há uma total perda de credibilidade. De forma mais genérica, o fracasso da SEC demonstra a incapacidade dos organismos reguladores do governo capitalista em detectar mega-fraudes. Este fracasso levanta a questão de saber quais as alternativas aos investimentos em Wall Street são as mais adequadas para proteger poupanças e fundos de pensões.

Em quarto lugar, a associação de longa data de Madoff com a NASDAQ, incluindo a sua posição de presidente, enquanto ia defraudando os seus clientes em milhares de milhões, indica fortemente que os membros e os dirigentes desta bolsa de valores são incapazes de reconhecer um escroque, e tendem a fazer vista grossa a 'um dentre eles'. Por outras palavras, o público investidor deixa de poder olhar para os detentores dos altos cargos na NASDAQ como um sinal de honestidade. Após Madoff, é talvez altura de procurar um colchão tamanho grande para guardar em segurança o que resta da riqueza familiar.

O quinto ponto é que os conselheiros de investimento dos bancos de topo na Europa, na Ásia e nos EUA, que gerem milhares de milhões de fundos, não dedicaram a mais elementar atenção à actividade de Madoff. Para além de pesadas perdas bancárias, dezenas de milhares de super-ricos influentes e tributários perderam toda a sua riqueza acumulada. O resultado é a total perda de confiança nos principais bancos e instrumentos financeiros assim como o descrédito geral do 'saber dos especialistas'. O resultado é o enfraquecimento do golpe de gravata sobre a actividade do investidor e o fim de um importante sector da classe parasitária de 'senhorios' que ganha sem produzir nenhum bem útil nem prestar quaisquer serviços necessários.

O sexto ponto é que, como a maior parte do dinheiro roubado por Madoff era proveniente das classes superiores em todo o mundo, a sua acção reduziu as desigualdades – ele é o 'maior nivelador' desde a introdução do imposto progressivo sobre rendimentos. Ao arruinar bilionários e ao levar milionários à falência, Madoff reduziu a capacidade deles para usar a sua riqueza a fim de influenciar os políticos a seu favor – aumentando assim a possível influência política dos sectores menos abastados da sociedade de classes… e reforçando involuntariamente a democracia contra os oligarcas financeiros.

Pode encontrar-se um sétimo ponto no facto de que, ao defraudar amigos de longa data, investidores igualmente etno-religiosos, membros de clubes selectos definidos etnicamente com vistas estreitas e membros chegados da família, Madoff demonstra que o capital financeiro não respeita nenhuma das crenças da vida quotidiana: Grandes e pequenos, sagrado e profano, tudo está subordinado à regra do capital.

Em oitavo, entre os muitos investidores arruinados de Nova Iorque e Nova Inglaterra, há uma série de mega-proprietários de bairros de lata (barões imobiliários), donos de fábricas exploradoras (fabricantes de elegante vestuário de marca e de brinquedos) e outros que quase não pagavam o salário mínimo aos seus trabalhadores, mulheres e imigrantes, expulsavam inquilinos pobres e espoliavam de reformas os seus empregados antes de transferirem a sua actividade para a China. Por outras palavras, a fraude de Madoff foi uma espécie de retribuição 'divina' secular por crimes passados e presentes contra os trabalhadores e os pobres. Não é preciso dizer, este 'Robin dos Bosques inconsciente' não redistribuía aos trabalhadores o dinheiro depenado aos seus empregadores, mas reinvestia uma parte dele em obras de caridade que reforçavam a sua imagem filantrópica e dedicava uma parte a pagar aos seus investidores iniciais para manter toda a burla Ponzi.

O ponto número nove é que Madoff desferiu um sério golpe contra os anti-semitas que afirmam que há uma 'conspiração judaica de trama cerrada para vigarizar os gentios', fazendo com que esta ficção jaza em paz duma vez por todas. Entre as principais vítimas de Bernard Madoff estavam os seus amigos e colegas judeus mais íntimos, pessoas que partilhavam as refeições Seder da Páscoa e frequentavam os mesmos templos elegantes de Long Island e de Palm Beach.

Bernie era discriminativo na aceitação de clientes, mas fazia-o com base na sua riqueza e não na sua origem nacional, raça, religião ou preferência sexual. Era muito ecuménico e um forte defensor da globalização. Magdoff não tinha nada de etnocêntrico: Defraudou o banco anglo-chinês HSBC em mil milhões de dólares e o ramo holandês do banco belga Fortes em vários milhares de milhões. O Royal Bank da Escócia, o banco francês BNP Paribas, o banco espanhol, Banco Santander, o japonês Nomura, em 1,4 mil milhões de dólares; para não falar dos hedge funds em Londres e nos EUA, que reconheceram ter acções no Bernard Madoff Investment Securities. Na verdade, Bernie era emblemático do moderno, politicamente correcto, multicultural, internacional… vigarista. A facilidade com que os super ricos da Europa lhe entregaram as suas fortunas levou a que um consultor de negócios de Madrid observasse que "roubar os mais ricos de Espanha foi como abater focas à paulada…" ( Financial Times, 18 de Dezembro de 2008, p. 16).

O décimo ponto é que a burla de Madoff provavelmente vai provocar uma maior auto-crítica e uma atitude mais desconfiada para com outras pessoas possivelmente de confiança que se apresentam como fiáveis sabidolas financeiros. Quanto aos judeus auto-críticos, estão menos dispostos a confiar em corretores só porque eles são zelosos apoiantes de Israel e generosos contribuintes para o financiamento de sionistas. Isso deixou de ser uma garantia apropriada de comportamento ético e um certificado de boa conduta. Na verdade até pode levantar suspeitas quanto a corretores que sejam apoiantes excessivamente ardentes de Israel e prometam consistentes retornos altos às filiais sionistas locais – perguntando a si próprios se este negócio que 'o que é bom para a…' será na verdade uma capa para outra burla.

O 11º e último ponto é que o fim da iniciativa de Madoff e das suas abastadas vítimas judias liberais afectarão desfavoravelmente as contribuições para as 52 principais organizações americanas judaicas, as numerosas fundações em Boston, Los Angeles, Nova Iorque e outros locais, assim como a ala militarista Clinton/Schumer do Partido Democrata (Madoff financiou-os a ambos assim como a outros apoiantes incondicionais de Israel no Congresso). Isto pode fazer com que o Congresso abra um grande debate sobre a política do Médio Oriente sem os habituais ataques de alto gabarito.

CONCLUSÃO

A burla de Madoff e a sua actividade fraudulenta não são consequência de um fracasso moral pessoal. São produto de um imperativo sistémico e da cultura económica, que enforma os círculos mais altos da nossa estrutura de classes. A economia do papel, os hedge funds e os 'sofisticados instrumentos financeiros' são todos eles 'esquemas Ponzi' – não estão baseados na produção e venda de bens e serviços. São apostas financeiras no crescimento futuro do papel financeiro, baseadas em garantir futuros compradores para satisfazer compromissos contraídos.

O 'fracasso' da SEC é totalmente previsível e sistémico: Os reguladores são escolhidos entre os regulamentados, estão comprometidos com eles e adiam os seus julgamentos, exigências e auditorias. Estão estruturados para 'não ver os sinais' e para evitar 'regulamentar em demasia' os seus superiores financeiros. Madoff actuava num milieu de uma Wall Street em que tudo passa, em que a norma é a impunidade para as megas-operações de salvamento dos mega-vigaristas. Enquanto vigarista individual, vigarizou alguns dos seus maiores concorrentes institucionais na Street. Todo o sistema de recompensas e prestígio vai para os mais aptos a falsificar os livros, a tapar os rastos no papel e para quem tem vítimas ansiosas a implorar para serem depenadas. Que bom tipo, este Madoff!

Em poucos dias, um só indivíduo, Bernard Madoff, desferiu contra o capital financeiro global, a Wall Street e a agenda prioritária do lobby sionista americano/Israel, um golpe maior do que toda a esquerda americana e europeia em conjunto durante os últimos cinquenta anos! Foi mais bem sucedido em reduzir as grandes disparidades de riqueza em Nova Iorque do que todos governadores e mayors democratas e republicanos, conservadores e reformistas, cristãos e judeus, brancos e pretos, conseguiram nos dois séculos passados.

Alguns teóricos da conspiração da direita andam a afirmar que Bernie é um agente secreto islâmico-palestiniano (do Hamas) que se dedicou a sabotar deliberadamente a base financeira do estado judaico de Israel e dos seus apoiantes e financiadores americanos mais poderosos, tributários e generosos. Outros afirmam que ele é um marxista secreto cujas burlas foram concebidas cuidadosamente para desacreditar Wall Street e para canalizar milhares de milhões para organizações radicais clandestinas – afinal de contas… alguém sabe onde foram parar os milhares de milhões desaparecidos? Mas contrariamente aos entendidos, bloggers e manifestantes de esquerda, cujas actividades ardentes e públicas não tiveram qualquer efeito sobre os ricos e poderosos, Madoff apontou os seus golpes para onde era mais doloroso: As suas mega-contas bancárias, a sua confiança no sistema capitalista, a sua auto-estima e até mesmo o seu bom estado cardíaco.

Será que isto significa que nós, os da esquerda, devíamos formar uma Comissão de Defesa de Bernie Madoff e pedir uma operação de salvamento equiparada à operação de salvamento de Paulson para os seus amigalhaços do Citibank? Deveríamos gritar "Operações de salvamento iguais para vigaristas iguais!"? Deveríamos defender a sua fuga (ou o direito a regressar) para Israel para fugir ao julgamento? Não seria possível fugir com as suas muitas vítimas judaicas para fazer um processo para uma reforma israelense para Bernie.

Não há razão para levantar barricadas em prol de Bernard Madoff. Basta reconhecer que ele prestou involuntariamente um serviço histórico à justiça popular minando algumas das escoras financeiras de um sistema de injustiça dominado por uma classe.

POSTSCRIPTUM

Foi em consequência da total admiração ou por causa de quaisquer ligações encobertas com Madoff que o nosso actual promotor geral, Michael Mukasey, se afastou da investigação? Há certamente outras pessoas de igual importância e influência que estão ligadas à Questão Madoff, sem serem apenas as suas 'vítimas'. Estamos perante um caso grave de assuntos de Estado… Ninguém acredita que uma única pessoa tenha podido montar sozinha uma fraude desta dimensão e duração. Nem nenhum investigador sério pode acreditar que 50 mil milhões de dólares tenham pura e simplesmente 'desaparecido' ou tenham ido parar a contas pessoais.
James Petras

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

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sexta-feira, janeiro 02, 2009

Professores uniram-se a pasteleiros de Matosinhos e criaram o maior abaixo-assinado do mundo escrito em fruta cristalizada

A Plataforma Sindical de Professores entregou ontem no Ministério da Educação um bolo-rei com mais de dois mil quilos e 70 mil assinaturas a exigir a suspensão da avaliação de desempenho e a revisão do Estatuto da Carreira Docente. A concepção do bolo-rei, que tem 17 metros de diâmetro, teve a preciosa ajuda dos dotes culinários e políticos de Mário Nogueira. “Para fazer uma assinatura criativa que crie impacto social e derrube a ministra, o professor deverá juntar cento e cinquenta gramas de passas, cem gramas de cidrão doce cortado miúdo, cem gramas de ameixas de Elvas cortadas aos quartos e sem caroço, cem gramas de amêndoas, cento e cinquenta gramas de nozes cortadas em quatro bocados e cinquenta gramas de pinhões. Depois é juntar os bocadinhos todos para desenhar o primeiro e o último nome do professor”, explicava Mário Nogueira.
http://biscoitointerrompido.blogspot.com/

emprestas-me o teu bólide?

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Mensagem de Natal de Cavaco teve Sócrates a arder na lareira

A mensagem de Natal de Cavaco Silva espelha bem a actual relação entre o Presidente da República e José Sócrates. Cavaco apostou mais nos aspectos visuais para passar a sua mensagem. A lareira usada para reduzir Sócrates a cinzas foi construída em chapa de aço carbono e tem acabamentos em latão martelado envelhecido com madeira antiga. Durante as filmagens, o Presidente teve algumas dificuldades a atear Sócrates, tendo pedido mais cubos incendiários, lenha miúda e duas sacas grandes de pinhas bravas.
http://biscoitointerrompido.blogspot.com/

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O novo dia D

2009 visto de Belém


No mesmo dia em que promulgou a lei da avaliação dos professores o Sr. Silva fez o seu discurso de ano novo em que apelou à necessidade de falar verdade aos portugueses. Até dá vontade de rir não fosse essa realidade tão triste. Adaptando Fernando Pessoa poder-se-ia dizer:
O político é um mentiroso.
Mente tão completamente
Que chega a fingir que é verdade
A mentira que diz diariamente.

E os que ouvem o seu dizer,
Na mentira ouvida sentem bem,
Não as verdades do poder,
Mas as mentiras de Belém.

E a realidade da vida
Gira, a entreter a razão,
Tanta treta repetida
P'la boca dum aldrabão.
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

O futebol volta depois dum breve interregno. Só fátima e e o fado é que não têm pausas...

Acreditas?

A pergunta “acreditas no Pai Natal?” é normalmente interpretada como referindo a hipótese do Pai Natal existir. O inquirido responderá de acordo com a sua opinião acerca da existência do Pai Natal. Mas a pergunta “acreditas no teu pai?” é diferente. O mais provável é o inquirido assumir a existência do seu pai como um dado aceite e responder de acordo com a relação que tem com o pai. Se confia nele ou não.
Este é um problema no diálogo com os crentes. Acreditar num deus, para muitos crentes, não é considerar verdadeira a hipótese que esse deus existe. Essa hipótese parece nem merecer consideração. Acreditar, para estes crentes, é confiar no deus cuja existência assumem implicitamente. Daí a confusão quando questionamos o fundamento desse acreditar.
Acusam-nos de argumentar acerca desse deus. Não é nada disso. O deus é apenas parte da hipótese e o argumento acerca da justificação para crer que ele existe. Mas a interpretação do crente é que se questiona a sua confiança nesse deus, vendo na conversa uma discussão sobre os atributos do deus. Se é infalível, se é benevolente, se ditou todos aqueles capítulos e versículos e assim por diante. E, por isso, o que tenta justificar é essa confiança. Invoca o fundamento para a moral, o sentido da vida, a relação pessoal com o salvador e uma data de coisas que só seriam relevantes se assumíssemos que existe e estivéssemos a decidir se merece confiança. Mas nada disto serve para concluir que esse deus existe, e essa é a questão que queremos focar.
Em parte compreende-se esta confusão porque a educação religiosa foca o dever de confiar no deus e esconde a questão fundamental da sua existência. Na catequese não explicam às crianças porque é que o deus que calhou aos seus pais há de ser o único e verdadeiro. Dizem-lhes que é e seguem em frente. O objectivo é incutir-lhes crenças e não ensiná-las a questionar. Mas isto só explica a confusão inicial. Uma vez esclarecido que o que questionamos é a hipótese do tal deus existir o problema devia ficar resolvido.
Com os fundamentalistas resulta. Mais ou menos. Apresentam argumentos incoerentes em como a informação codificada no ADN supostamente demonstra que Jesus é filho de um deus e nos salvou a todos, ou disparates do género. Isto não justifica acreditar que o deus deles existe, mas pelo menos não fogem da pergunta e quase reconhecem a necessidade de encontrar indícios objectivos para fundamentar a sua posição. Quase porque, no final, invocam sempre a fé e os milagres.
Talvez pelo ridículo em que caiem os fundamentalistas, outros crentes preferem evitar a pergunta aproveitando a ambiguidade do termo “acreditar”. Por muito que se insista no problema de justificar a crença que aquele deus existe arrastam sempre a conversa para a confiança que têm nele. Nas teologias mais elevadas, o ar rarefeito inspira razões para além da razão e outras inefabilidades como desculpa para se confiar em algo que nada indica existir. E não tentam sequer demonstrar que existe.
A investigação sistemática e objectiva permitiu-nos compreender muitas coisas. Não só acerca de objectos materiais ou relações de causa e efeito mas também que se formam partículas subatómicas sem que nada o cause, que a matéria distorce o espaço-tempo, que num sistema formal complexo não se pode derivar tudo o que é verdadeiro sem derivar contradições e que há números infinitos infinitamente maiores que outros números infinitos. Esta abordagem serve para resolver problemas dos mais concretos aos mais abstractos. É por isso revelador que, quando se chega à existência de deuses, os fundamentalistas se estampem contra os factos e os outros crentes fujam da pergunta invocando «outras formas de saber» que ninguém explica o que sejam.
Se existisse, o omnipotente e caridoso criador do universo seria como um elefante na casa de banho. As evidências seriam tão esmagadoras que nem o mais céptico dos ateus teria coragem de duvidar. Que ao fim de tantos séculos só haja desculpas vagas e disparates sem qualquer vestígio claro desse ser é evidência suficiente para concluir que ele não existe.
http://www.ateismo.net/

Um website em tributo a Noam Chomsky



http://www.chomskytribute.org/

Noam Chomsky, dissidente político do sistema político dominante, professor de linguística, e um dos mais prestigiados intelectuais do mundo inteiro, com uma obra ímpar de reflexão, análise e de denúncia do imperialismo norte-americano, e das injustiças em geral, simpatizante confesso do anarco-sindicalismo, completou 80 anos no passado 7 de Dezembro. Por tal motivo surgiu um website que pretende constituir um tributo à sua pessoa e uma forma de agradecimento pelo seu contributo para a compreensão do nosso mundo.

Pessoas de todo o mundo são aí convidadas a apresentar um texto, um vídeo ou uma simples mensagem dedicada a Noam Chomsky. Infelizmente, não se conta ainda com nenhum contributo vindo de Portugal.

Mas não faltam, certamente, portugueses para quem Chomsky é uma referência não só em termos culturais, mas principalmente de intervenção social…
http://pimentanegra.blogspot.com/

Subprime Humor






















Tudo é engraçado...

Everything is funny as long as it is happening to Somebody Else.

Will Rogers

só para relaxar...

Gandhi, os judeus e a Palestina


M. K. Gandhi
Harijan, 26 de novembro de 1938

Recebi muitas cartas solicitando a minha opinião sobre a questão judaico-palestina e sobre a perseguição aos judeus na Alemanha. Não é sem hesitação que ouso expor o meu ponto de vista.

Na Alemanha as minhas simpatias estão todas com os judeus. Eu conheci-os intimamente na África do Sul. Alguns deles tornaram-se grandes amigos. Através destes amigos aprendi muito sobre as perseguições que sofreram. Eles têm sido os "intocáveis" do cristianismo; há um paralelo entre eles, e os "intocáveis" dos hindus. Sanções religiosas foram invocadas nos dois casos para justificar o tratamento dispensado a eles. Afora as amizades, há a mais universal razão para a minha simpatia pelos judeus. No entanto, a minha simpatia não me cega para a necessidade de Justiça.

O pedido por um lar nacional para os judeus não me convence.
Por quê eles não fazem, como qualquer outro dos povos do planeta, que vivem no país onde nasceram e fizeram dele o seu lar?)
A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses.

É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.
O caminho mais nobre seria insistir num tratamento justo para os judeus em qualquer parte do mundo em que eles nascessem ou vivessem. Os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses.

Se os judeus não têm um lar senão a Palestina, eles apreciariam a ideia de serem forçados a deixar as outras partes do mundo onde estão assentados? Ou eles querem um lar duplo onde possam ficar à vontade?

Este pedido por um lar nacional oferece várias justificativas para a expulsão dos judeus da Alemanha. Mas a perseguição dos alemães aos judeus parece não ter paralelo na História. Os antigos tiranos nunca foram tão loucos quanto Hitler parece ser.

E ele está fazendo isso com zelo religioso. Ele está propondo uma nova religião de exclusivo e militante nacionalismo em nome do qual, qualquer atrocidade se transforma em um acto de humanidade a ser recompensado aqui e no futuro. Os crimes de um homem desorientado e intrépido, estão sendo observados sob o olhar da sua raça, com uma ferocidade inacreditável.

Se houver sempre uma guerra justificável em nome da humanidade, a guerra contra a Alemanha para prevenir a perseguição desumana contra uma raça inteira seria totalmente justificável. Mas eu não acredito em guerra nenhuma. A discussão sobre a conveniência ou inconveniência de uma guerra está, portanto, fora do meu horizonte. Mas se não pode haver guerra contra a Alemanha, mesmo por crimes que estão sendo cometidos contra os judeus, certamente não pode haver aliança com a Alemanha. Como pode haver aliança entre duas nações que clamam por justiça e democracia e uma se declara inimiga da outra? Ou a Inglaterra está se inclinando para uma ditadura armada, e o que isso significa?

A Alemanha está mostrando ao mundo como a violência pode ser eficientemente trabalhada quando não é dissimulada por nenhuma hipocrisia ou fraqueza mascarada de humanitarismo; está mostrando como é hediondo, terrível e assustador quando isso aparece às claras, sem disfarces. Os judeus podem resistir a esta organizada e desavergonhada perseguição? Existe uma maneira de preservar a sua auto-estima e não se sentirem indefesos, abandonados e infelizes? Eu acredito que sim. Ninguém que tenha fé em Deus precisa se sentir indefeso, ou infeliz. O Jeová dos judeus é um Deus mais pessoal que o Deus dos cristãos, muçulmanos ou hindus, embora realmente, em sua essência, Ele seja comum a todos. Mas como os judeus atribuem personalidade a Deus e acreditam que Ele regula cada acção deles, estes não se sentiriam desamparados.

Se eu fosse judeu e tivesse nascido na Alemanha e merecido a minha subsistência lá, eu reivindicaria a Alemanha como o meu lar, do mesmo modo que um "genuíno" alemão o faria, e desafiaria qualquer um a me jogar na masmorra; eu me recusaria a ser expulso ou a sofrer discriminação. E fazendo isso, não deveria esperar por outros judeus me seguindo em uma resistência civil, mas teria confiança que no final estariam compelidos a seguir o meu exemplo.

E agora uma palavra aos judeus na Palestina:
Não tenho dúvidas de que os judeus estão indo pelo caminho errado. A Palestina, na concepção bíblica, não é um tratado geográfico. Ela está em seus corações. Mas se eles devem olhar a Palestina pela geografia como sua pátria mãe, está errado aceitá-la sob a sombra do belicismo britânico. Um acto religioso não pode acontecer com a ajuda da baioneta ou da bomba. Eles poderiam estabelecer-se na Palestina somente pela boa vontade dos palestinos. Eles deveriam procurar convencer o coração palestino. O mesmo Deus que rege o coração árabe, rege o coração judeu. Só assim eles teriam a opinião mundial favorável às suas aspirações religiosas. Há centenas de caminhos para uma solução com os árabes, se descartarem a ajuda da baioneta britânica.

Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles.

Eu não estou defendendo as reacções dos palestinos. Eu desejaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência a resistir ao que eles, correctamente, consideraram como invasão de seu país por estrangeiros. Porém, de acordo com os cânones aceitos de certo e errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos.

Deixemos os judeus, que clamam serem os Escolhidos por Deus, provar o seu título escolhendo o caminho da não-violência para reclamar a sua posição na Terra.
Todos os países são o lar deles, incluindo a Palestina, não por agressão mas por culto ao amor.
Um amigo judeu me mandou um livro chamado A contribuição judaica para a civilização, de Cecil Roth. O livro nos dá uma ideia do que os judeus fizeram para enriquecer a literatura, a arte, a música, o drama, a ciência, a medicina, a agricultura etc., no mundo. Determinada a vontade, os judeus podem se recusar a serem tratados como os párias do Ocidente, de serem desprezados ou tratados com condescendência.

Eles podiam chamar a atenção e o respeito do mundo por serem a criação escolhida de Deus, em vez de se afundarem naquela brutalidade sem limites. Eles podiam somar às suas várias contribuições, a contribuição da acção da não-violência.
Textos de Gandhi sobre o assunto: aqui
http://pimentanegra.blogspot.com/

sombra...

Crise leva inscrições nos centros de emprego a subirem 20%

Cerca de 60 mil pessoas por mês estão a inscrever-se nos centros de emprego como desempregados. O mercado já não consegue dar resposta, revela o «Diário de Notícias».
A corrida aos centros de emprego está a acompanhar o agravamento da situação económica. De Setembro a Novembro, o Instituto de Emprego e Formação Profissional registou uma média mensal de 63.700 novos desempregados inscritos ao longo do mês. Um valor que representa um aumento de 19,7% em relação ao período homólogo, o maior desde Abril de 2003.
Estes dados referem-se ao número de pessoas que, em algum momento do mês, se inscreveram como desempregadas. Só em Novembro, foram mais de 59 mil, o que representa um crescimento de 24,8% em relação a Novembro do ano anterior. Em termos absolutos, Outubro foi o pior mês de sempre, com mais de 66 mil novas inscrições.

entrar no novo ano de cabeça para baixo?

Qual delas a mais folclórica...

PARLAMENTO VOTA AVALIAÇÃO DIA 8

Uma proposta de lei do grupo parlamentar do PSD que defende a suspensão da avaliação de desempenho dos professores será votada na próxima quinta-feira na Assembleia da República. Mário Nogueira não esconde alimentar alguma 'expectativa' em relação esta iniciativa.
'Vamos ver o que irá acontecer. Há muitos professores na bancada do Partido Socialista. Estamos confiantes de que entre os muitos professores que são deputados do PS fale mais alto a sua costela profissional do que a política', afirmou ao CM o secretário-geral da Fenprof. No dia 5 de Dezembro, recorde-se, uma moção do CDS-PP que propunha ao Governo a suspensão do modelo só não foi aprovada devido à falta de 30 deputados do PSD, uma vez que houve seis votos e uma abstenção na bancada do PS.

Por esta e por outras é que eu não gosto do Vista

Como resistir ao simplex2? Ficar quieto, esperar e entregar pedidos de esclarecimento

Como resistir ao simplex 2?
1ª coisa- os avaliadores delegados só podem iniciar funções de facto quando for promulgada em DR a Lei do Orçamento;


2ª coisa - os O.I. só podem ser entregues se as escolas tiverem aprovado todo o ordenamento normativo antecedente: objectivos e metas no PAA e no RI e no PEE; contrariamente ao que tem sido dito, esses objectivos e metas não se referem apenas a resultados escolares e abandono, mas às grandes metas e objectivos que um documento com as características de um Projecto Educativo de Escola deve conter;

3ª coisa - estes 3 documentos teriam que ser todos REVISTOS e APROVADOS pelo C G Transitório, de acordo com as respectivas actas e quórum legal;

4ª coisa - terão que ser designados novos avaliadores em comissão de serviço pelos coordenadores de departamento onde não existam avaliadores do grupo disciplinar dos avaliados; quem são os putativos candidatos? segue-se o princípio da antiguidade ou um outro critério qualquer diferente de departamento para departamento na mesma escola (e diferente consoante a interpretação de cada escola?);

5ª coisa - só depois de tudo isto bem esclarecido e explicado, se poderá passar à "fase" seguinte.

Portanto, colegas, temos ainda algum tempo para calmamente definir a melhor estratégia em cada escola. Na minha, a estratégia há muito que está delineada e prevejo queixas à IGE e DRE respectiva se forem cometidos actos sem suporte legal TOTAL.
António
http://www.profblog.org/

Resolução de Ano Novo


http://blogue-do-ogre.blogspot.com/

o dólar

O poder dos media online aumenta à medida que decresce a influência dos media tradicionais

1. Sabia que a maioria dos norte-americanos usa mais a Internet e a blogosfera como fonte de informação dos que os media tradicionais? Pois é verdade, a crer numa pesquisa feita pelo Pew Research Center .2. Em Portugal, ainda não é assim mas caminha para tal. Aliás, os media tradicionais que melhor se estão a aguentar são os que apostam, igualmente, em formatos online. É o caso do Correio da Manhã, o jornal de maior circulação em Portugal e o que tem um excelente formato electrónico.
3. Apesar da crescente perda da influência dos media tradicionais e correspondente perda de receitas publicitárias, está ainda generalizada na opinião pública a ideia falsa de que os media tradicionais usam fontes ortodoxas e mais credíveis enquanto que os media electrónicos usam preferencialmente fontes heterodoxas pouco credíveis.
4. É inegável, no entanto, que os media electrónicos, incluindo os blogs, usam cada vez mais fontes primárias (testemunhos directos e documentos) para gerar notícias e contar histórias.
5. A margem de liberdade dos media online, em particular dos blogs, é muito maior do que a dos media tradicionais, os quais estão demasiadas vezes ao serviço de grandes grupos económicos infiltrados pelos partidos políticos. Não admira, por isso, que a tecnoburocracia de Bruxelas, com o apoio dos governos nacionais, queira regular os blogs, submetendo-os à tutela de uma estrutura reguladora ao serviço do poder político dominante, que é como quem diz do bloco central de interesses.
http://www.profblog.org/

quinta-feira, janeiro 01, 2009

um "coiso" destes cheio pela cabeça abaixo do inquilino de Belém talvez lhe aclarasse as ideias...

E FOI TUDO...


E que disse o "rei do do bolo" sobre educação?
"Tenho-me empenhado em chamar a atenção para o papel decisivo da educação das crianças e jovens na construção do futuro que desejamos para Portugal.
O aumento do número de alunos no ensino secundário e superior e a redução do insucesso e do abandono escolares são sinais positivos do ano que terminou.
Sei, também, que há mais escolas em que a qualidade do ensino é uma realidade efectiva.
Mas temos ainda muito a fazer para reduzir o atraso de qualificação dos nossos jovens, em comparação com a maioria dos países da União Europeia.
Para termos sucesso é preciso unir esforços, melhorar o clima de confiança entre todos os intervenientes no processo educativo.
É preciso assegurar o empenho e a dedicação dos professores, exigir uma participação mais activa dos pais na educação dos filhos, mobilizar as comunidades locais. E não podemos dispensar a exigência para com os alunos."
Excerto do discurso encavacado de ano novo (Quem tiver pachorra pode conferir AQUI)
E mais não disse... E, para dizer isto, mais valia estar calado.
E eu pergunto-me a mim própria para que serve esta figura, se nem para enfeite...
http://sinistraministra.blogspot.com/

sem comentários...

UM CARIMBO SAÍA MAIS BARATO...


O Pastel de Belém

O presidente Aníbal António, vítima de um ataque de hemorroidal provocado pelo excesso de sapos que tem digerido, nesta quadra não poderá comer bolo-rei, para gáudio de todos e continuará, em Belém, a ver passar os navios no Tejo. Ao assinar, pela calada da noite, o famigerado diploma sobre avaliação de professores já volta a ser coerente com ele próprio, há que substituí-lo por um carimbo. Assim como assim é igual e sai mais barato...

Feliz ano novo de Israel para Gaza

Quem é que tem o pior trabalho?

Avaliação dos professores

Presidente da República promulga alterações ao diploma

Segundo o decreto regulamentar, aprovado no Conselho de Ministros de 17 de Dezembro passado, todos os professores que estiverem em condições de pedir a reforma nos próximos três anos serão dispensados da avaliação de desempenho, se assim pretenderem.

Com esta medida, o universo de professores obrigatoriamente avaliados poderá ser significativamente reduzido, tendo em conta que mais de 5.100 docentes se reformaram só em 2008, a uma média de 14 por dia.

Além destes docentes, também os professores contratados pelas escolas para leccionar áreas profissionais, tecnológicas e artísticas, que não estejam integrados em qualquer grupo de recrutamento, poderão igualmente pedir a dispensa da avaliação.

Nesta situação estão, sobretudo, os técnicos especializados que foram contratados pelos estabelecimentos de ensino para leccionar em cursos profissionais, como hotelaria, culinária ou mecânica, por exemplo, não pertencendo aos quadros.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse no dia 17 de Dezembro passado, no final da reunião do Conselho de Ministros, que estas novas alterações ao modelo de avaliação de desempenho, que acrescem às medidas já anunciadas no final de Novembro, visam igualmente simplificar o processo e "diminuir a sobrecarga de trabalho nas escolas".

"Depois de ouvidos os conselhos executivos, os sindicatos e os órgãos consultivos, foi identificada mais esta área onde ainda era possível simplificar", explicou então a ministra da Educação, em conferência de imprensa.

Com Lusa


Comentário: A concentração de 19 de Janeiro frente ao palácio de Belém justifica-se totalmente. É preciso pressionar o inquilino respectivo a pronunciar-se inequivocamente (se é que ele tem coragem para tal), sobre a sua efectiva posição acerca da avaliação docente. O apelo de participação nessa concentração de dia 19 tem que ser feito às escolas e aos professores.Não se compreende nesse contexto o apelo às direcções sindicais. Mas isso é uma outra história...

Melhor 2009 - arte bush


sem comentários...


REUNIÃO DA COMISSÃO PROVISÓRIA DE COORDENAÇÃO DAS ESCOLAS EM LUTA


Vários elementos da Comissão Provisória de Coordenação das Escolas em Luta que se constituiu em Leiria, no final do primeiro Encontro Nacional de Escolas em Luta, reuniram-se no passado dia 29 de Dezembro nas Caldas da Rainha. Dos cerca de 29 professores que manifestaram a intenção de integrar a referida Comissão, estiveram agora presentes 14, aos quais se juntaram ainda mais quatro colegas. Esta reunião contou, assim, com professores provenientes de Barcelos, das Caldas da Rainha, de Sintra, de Queluz, de Odivelas, da Caparica e de Serpa. Dela resultaram as seguintes decisões:


1. Em relação ao início do 2.º período e à pressão que vai ser exercida sobre os docentes para que cumpram o modelo de avaliação “simplex”, nomeadamente com a imposição de prazos apertados para a entrega dos objectivos individuais, os professores reunidos aprovaram por unanimidade as seguintes propostas e ideias:
· Nos estabelecimentos de ensino deverão realizar-se reuniões gerais / plenários de professores, preferencialmente durante as duas primeiras semanas do 2.º período e, em particular, imediatamente a seguir à indicação oficial, em cada escola, do prazo para a entrega dos objectivos individuais.
· O dia 13 de Janeiro, designado pelos sindicatos como «dia de reflexão», poderá ser aproveitado para a concretização de algumas das referidas reuniões / plenários.
· Nestas reuniões, apelar-se-á a que os professores mantenham a intenção de suspender o processo de avaliação, com a recusa de entrega dos objectivos individuais e a aprovação de moções colectivas que reafirmem essa posição, bem como a determinação em prosseguir a luta contra o actual Estatuto da Carreira Docente. Em alternativa, essas reuniões e plenários ponderarão também a possibilidade de aprovar a entrega individual nos Conselhos Executivos, e em resposta à solicitação por parte destes para que os professores entreguem os objectivos individuais, de uma declaração na qual os professores se limitarão a afirmar o seu compromisso com o cumprimento das suas funções profissionais, como sempre o têm feito, sem prejuízo de nessa declaração deixarem bem claro a sua total oposição ao modelo de avaliação de desempenho que o Ministério pretende impor.


2. Foi decidido entrar imediatamente em contacto com os movimentos presentes no Encontro Nacional de Escolas em Luta e com o PROmova a fim de constituir uma Plataforma de Movimentos.


3. Quanto à manifestação de 19 de Janeiro frente ao palácio do Presidente da República, aprovada no primeiro Encontro Nacional de Escolas em Luta, decidiu-se:
· Entrar em contacto com as direcções sindicais a fim de que a Plataforma de Movimentos – ou os movimentos que, para já, se pretendam associar a esta iniciativa – possa reunir na próxima semana, o mais tardar no dia 6 de Janeiro, com a Plataforma Sindical, convidando os sindicatos a associarem-se à manifestação do dia 19.
· No caso de os sindicatos se mostrarem indisponíveis para se encontrar com os movimentos ou para se associar à manifestação, esta será formalizada no Governo Civil em nome dos movimentos que a convocam, dando assim cumprimento à proposta aprovada no Encontro Nacional de Escolas em Luta. Essa formalização ocorrerá durante a próxima semana, o mais tardar no dia 7 de Janeiro, para que a divulgação da manifestação seja feita com a necessária antecedência. No caso de a Plataforma Sindical ter disponibilidade para se encontrar com os movimentos apenas depois dessa data, tal reunião deverá ser efectuada, sem prejuízo, porém, de que a manifestação seja formalizada no dia acima referido.
· Se a Plataforma Sindical decidir associar-se à iniciativa da manifestação, a formalização da mesma no Governo Civil de Lisboa terá de ser feita por representantes dos movimentos e dos sindicatos numa situação de paridade.
· O anúncio da manifestação de 19 de Janeiro será acompanhado por um pedido de audiência, para esse mesmo dia, junto do Presidente da República.
· No caso de essa audiência se concretizar e de a manifestação ser assumida e organizada conjuntamente pela Plataforma dos Movimentos e pela Plataforma Sindical, a comissão recebida pelo Presidente da República terá de integrar representantes das duas plataformas em situação de paridade.


4. Foram também tomadas decisões em relação ao segundo Encontro Nacional de Escolas em Luta:
· Esse Encontro realizar-se-á no dia 31 de Janeiro, no mesmo local do Encontro anterior, se aquele estiver disponível.
· Nesse Encontro participarão dois representantes dos professores por escola, de preferência eleitos em reuniões gerais / plenários de professores ou, caso não seja possível elegê-los, com a indicação de dois representantes através de um documento assinado por um número significativo de professores da escola no qual constará essa indicação.
· A exemplo do Encontro anterior, participarão também, com direito a voto, representantes dos movimentos de professores.
· Para o Encontro serão convidados representantes dos funcionários auxiliares de acção educativa, dos alunos do Ensino Secundário e dos pais e encarregados de educação, bem como deputados dos grupos parlamentares, incluindo os deputados do Partido Socialista que votaram favoravelmente a suspensão do modelo de avaliação. Todos estes convidados estarão presentes apenas a título de observadores, sem direito a voto.
· Os membros da Comissão Coordenadora de Escolas em Luta farão em Janeiro – eventualmente a 24 – uma reunião preparatória do Encontro com o objectivo de definir a ordem de trabalhos do mesmo e de redigir algumas propostas que nele poderão ser apresentadas.

Comentário: Apesar de não ter estado presente na reunião de dia 29 nas Caldas da Rainha por motivos que não interessa aqui e agora apresentar, neste momento quero fazer a seguinte declaração ou se quiserem a seguinte meia declaração. Apoio totalmente a deliberação presente no ponto 1 e 2. Mais: Na minha escola pretendo ter um papel activo em relação ao ponto 1 de modo que em reunião geral de professores se decida mais uma vez continuar com a suspensão deste modelo de avaliação apesar de todos os simplex aprovados e portanto motivar os colegas a não intregarem os seus objectivos individuais.
Quanto ao ponto 2 sempre defendi essa medida e que deveria ser o caminho a seguir. Desse modo estive presente na reunião dos movimentos que se efectuou no dia 8 de Março logo a seguir à primeira grande manifestação dos professores apesar de não terem saído resoluções palpáveis dessa reunião.
Discordo parcialmente do que foi aprovado no ponto 4 e em relação ao ponto 3, então aí, a minha discordância é total.
Em tempo oportuno apresentarei as razões da minha discordância, sobretudo em relação ao ponto 3 e serei obrigado a retirar consequências da apresentação dessas razões.
Neste momento e tendo bem presente o que está em causa considero que é preferível um discurso suspensivo...mas que ninguém pense que vou engolir sapos...vivos ou moribundos.

2009 - Ano Internacional da Astronomia