
Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever! I write the verse and I find the rhyme I listen to the rhythm but the heartbeat`s mine. Por trás de uma grande fortuna está um grande crime-Honoré de Balzac. Este blog é a continuação de www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000.35000 posts em 10 anos. Contacto: franciscotrindade4@gmail.com ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS
sexta-feira, abril 03, 2009
Eu também estou sinceramente à espera...
Já não há pachorra!
Já nem lhes respondo...
É preciso ter lata para a mais de cem quilómetros de distância estar a dizer o que os movimentos de professores devem e têm que fazer quando desde sempre se recusou qualquer tipo de envolvimento nos próprios movimentos e porquê?
Resposta: por causa disto e por causa daquilo! Tretas! A resposta correcta é só uma: por causa do tamanho do umbigo, nada mais...
Era bonita uma manifestação comum…
Pois claro! É muito bonito de dizer... Para depois se pedir a um amigo que por lá apareça para tirar umas fotos e enviar a mais de cem quilómetros de distância, com o objectivo de escrever uns posts a dizer o que se fez mal e se devia ter feito e não se fez...
Para isso, não muito obrigado!
Postado às 22.26 de hoje, dia 3 de Abril, para memória futura.
Dois momentos de humor
BPN
Quem Somos
O BPN presta um Serviço Financeiro Global que se adapta às necessidades de cada Cliente.
Pretende dar resposta à singularidade de cada solicitação através do desenvolvimento permanente de um conjunto integrado e flexível de soluções financeiras e propostas de valor acrescentado, pautadas por altos padrões de qualidade e apresentadas com rigor e profissionalismo.
Disponibiliza uma oferta inovadora e abrangente de Produtos e Serviços, geridos de forma especializada, pensados por pessoas e para pessoas. Pensados para si.
Sustentabilidade
A crescente importância do conceito e a cada vez maior sensibilidade para o tema implicam que a Sustentabilidade empresarial ganhou uma dimensão estratégica. A elaboração de uma estratégia de Sustentabilidade, a respectiva adequação ao negócio da empresa e a sua efectiva implementação são vistas pelo BPN como:
1. Uma oportunidade;
2. Criadora de importantes vantagens competitivas;
3. Promotora de confiança e fidelização de Clientes;
4. Contributo para a criação de valor;
5. Motivadora dos recursos humanos.
É neste contexto que assumimos, publicamente, o compromisso de desenvolver uma estratégia de Sustentabilidade que nos permita colocar a vertente financeira ao serviço do meio ambiente e da sociedade em geral.
2º momento
BPP
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Tudo aqui bem explicadinho...
Frida Kahlo já pintou mais depois de morta do que enquanto ainda estava viva
"O submundo das obras não reconhecidas de Frida tem um longo historial e podemos dizer que ela está a produzir mais morta do que viva", resumiu Carlos Phillips Olmedo, director dos museus Frida Kahlo, Diego Rivera-Anahuacalli e Dolores Olmedo da Cidade do México.
Chegou a pensar-se que entre as obras agora descobertas no estado mexicano de Michoacán, nas mãos de um coleccionador privado, estava La Mesa Herida, uma pintura de Frida Kahlo cujo paradeiro é desconhecido. Não estava: as cinco pinturas são falsas "sem sombra de dúvidas", assegurou Teresa del Conde, investigadora do Instituto de Investigações Estéticas da Universidade Nacional Autónoma do México, na conferência de imprensa da Casa Azul.
A perita explicou ainda que a maioria das falsificações que lhe vão parar às mãos são "grotescas" - e é por isso que é tão importante "alertar os amantes de Frida para pedirem o aval de uma instituição reconhecida sempre que lhes for proposto este tipo de obras", acrescentou Magdalena Zavala, directora-geral de artes plásticas do Instituto Nacional de Belas-Artes.
Comentário: Não há ninguém como Frank Zappa. Só a obra publicada desde o ano que as "más línguas" dizem que ele morreu o tornam imortal. E não há cópias, não há "fakes" que lhe façam frente. Só a originalidade presente...
"NEWTON ÀS VOLTAS NO CAIXÃO"?
No dia 1 de Abril (não, não é mentira) o Futebol Clube do Porto - Futebol SAD emitiu um comunicado em que contesta uma decisão da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional castigando com um jogo de suspensão e uma multa o jogador portista Lisandro Lopez por, alegadamente, num jogo contra o Benfica no Estádio do Dragão (1-1, há quase dois meses) ter simulado uma grande penalidade (a referida Comissão fala em "simulação evidente de grande penalidade inexistente" ).É normal que as decisões futebol sejam contestadas. O que já não é tão normal é o facto de o Porto invocar as leis da física e até o nome de Newton em sua defesa, mostrando um grau de cultura científica que não é vulgar nos clubes portugueses. Apesar de ser físico, não me pronuncio, até porque o lance não é fácil de avaliar. Mas, para que os leitores possam avaliar por si mesmos, deixo, em cima, tiradas do "You Tube", imagens do lance do penalty que foi assinalado pelo árbitro e, em baixo, o extracto do comunicado do Futebol Clube do Porto. Será que a Comissão Disciplinar conseguiu "reinventar mesmo as leis da Física", como afirma o comunicado?
"Ao cabo de 176 jogos do campeonato principal, e após um dos raríssimos processos sumaríssimos desencadeados pela CD da LPFP, foi detectada uma pretensa simulação de falta, porque, «pela forma como o braço de Hassan Yebda estava colocado, não se vislumbra como poderia causar a queda de Lisandro Lopez para a frente e de corpo direito». Ora, para além da estranha decisão, a CD da LPFP consegue reinventar as leis da física, deixando Newton às voltas no caixão."
http://dererummundi.blogspot.com/
As principais palavras da cimeira G20...
Mais uma socratice
Afinal é mais uma taxazinha escondida que nos vai custar entre 50€ a 100€!
Quanto aos painéis solares propagandeados pelo governo, afinal não são solares:
"Na primeira fase da sua carreira de vendedor, Sócrates vendeu o Magalhães como o primeiro computador português. Mas o Magalhães não é português. É montado em Portugal, que é bem diferente. Na segunda fase da sua carreira de vendedor, Sócrates pôs-se a vender equipamentos solares. Mas os ditos equipamentos funcionam com chuva, céu nublado e até mesmo à noite. Não são solares. São bombas de calor com recurso secundário a radiação solar, que é bem diferente. Um pequeno detalhe que não estraga o negócio. Vendem-se à mesma. Metade paga o cliente, a outra pagam os contribuintes. O mérito é inteiramente do vendedor." Filipe Tourais
e... o tal subsídio de 50% não é bem assim, dado que se trata de uma verba fixa da ordem dos 1.600€; se comprar a solução mais barata (para consumos de um agregado familiar de 2/3 pessoas) de facto é de 50% mas se necessitar de uma instalação mais potente, logo mais cara, o subsídio continua a ser somente de 1.600€!
Este governo, além de nos roubar tudo o que pode, engana-nos e a comunicação social é cumplice, pois que nada denuncia!
http://alvarohfernandes.blogspot.com/
Valter Lemos também será "aldrabão"?
Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, garantiu esta quinta-feira, na Assembleia da República, que 75 por cento dos professores entregou os objectivos individuais indispensáveis ao processo de avaliação. Na interpelação ao Governo sobre a Escola Pública, a oposição não poupou criticas à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, chamando à discussão as faltas dos alunos que estão a ser apagadas devido ao estatuto do aluno, a incoerência dos números divulgados sobre insegurança nas escolas e as falhas na lei no que diz respeito à obrigatoriedade de entrega dos objectivos individuais.
“A esmagadora maioria dos professores entregou os objectivos individuais. Mais de 75 por cento fizeram-no e os restantes são os que não tinham de entregar. Uma vez mais, as escolas e os professores mostraram-se muito mais responsáveis do que aquilo que os senhores deputados querem fazer crer”, afirmou Valter Lemos, respondendo aos partidos da oposição que foram unânimes em chumbar as politicas educativas do Governo de José Sócrates. O primeiro-ministro esteve presente no início do debate, tendo, porém, abandonado o hemiciclo após a primeira intervenção da ministra da educação.
O Partido Ecologista ‘Os Verdes’ confrontou a ministra com as falhas existentes “na Lei que não prevê, em lado nenhum, a obrigatoriedade de se entregar os objectivos individuais e qual a punição para quem não o fizer”. Maria de Lurdes Rodrigues foi peremptória na resposta, reiterando, uma vez mais, que “sem objectivos não há avaliação”.
Quanto aos recentes dados apresentados pelo ministério, que dão conta da diminuição do número de faltas no 3º ciclo do ensino básico, a oposição, em bloco, apontou falhas e criticas ao estatuto do aluno. Diogo Feio, deputado do CDS/PP, propôs à ministra a criação de um limite máximo para as provas de recuperação “uma vez que há alunos que já vão na terceira prova”.
Ficou sem resposta por parte do governo.
O Ministério da Educação e o Governo foram acusados de apresentarem estatísticas desfasadas da realidade e de esconder os números reais de casos de violência nas escolas. Maria de Lurdes Rodrigues negou a existência de contradições, sublinhando que “o número de ocorrências tem vindo a diminuir nos últimos anos”.
Também a decisão do Ministério da Educação em substituir o conselho executivo do agrupamento de Escolas Santo Onofre, das Caldas da Rainha, foi um dos assuntos mais quentes no debate. “O cumprimento da Lei é uma obrigação. Nessa escola não se cumpriu a Lei. Os professores não quiseram tomar conta da escola nos termos que a lei exige”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, recusando “deixar a escola à deriva”.
Professores viram costas a Valter Lemos
Mónica Ramoa, uma das professoras que aderiu ao protesto, acusa o secretário de Estado da Educação “de ter dito coisas muito más a nosso respeito e muito injustas”.
O descontentamento não é de agora. “Estamos numa escola em que, unanimemente, os professores rejeitaram o modelo de avaliação, o estatuto da carreira docente e onde houve uma adesão à greve de 94 por cento”, recorda a professora.
Confrontado com o protesto, Valter Lemos diz que não deu conta e que tal lhe é “absolutamente indiferente”. Face à insistência dos jornalistas deixou no ar a pergunta: “mas acha que isso merece algum comentário?”.
Helena Pinto, a presidente do agrupamento de escolas, revê-se em algum do descontentamento dos colegas, mas diz que enquanto responsável pelo órgão de gestão tem de ser o fiel da balança.
Quanto ao gesto não ficou surpreendida, tendo em conta as pessoas com quem trabalha. “Se fosse uma coisa com falta de educação ficaria, mas não foi isso que aconteceu”.
Mário Soares visto pelo actual Bastonário da Ordem dos Advogados António Marinho Pinto - Um documento histórico
MÁRIO SOARES E ANGOLA
A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.
Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.
Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.
Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».
Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).
A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.
É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».
São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.
JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.
Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.
Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.
INSULTO A UM JUIZ
Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.
Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.
Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.
Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações. Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.
Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.
Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.
Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República (Mário Soares), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».
«DINHEIRO DE MACAU»
Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora. Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.
Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.
Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com os chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.
Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.
Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.
Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.
Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.
FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal. Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco. Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa. Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa.»
O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado de mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição), está disponível em:
http://www.scribd.com/doc/12699901/Livro-Contos-Proibidos
ou http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf
ou ainda
http://rapidshare.com/files/23967307/Livro_Contos_Proibidos.pdf.
quinta-feira, abril 02, 2009
assalto ao conselho executivo de santo onofre
Conselho Executivo de Agrupamento de Santo Onofre destituído
Já volto ao assunto.
Quer ler o despacho que efectiva a coisa? Clique aqui.
Com ou sem crise!...
A petroleira BP é a segunda maior empresa do mundo, seguida pela Exxon Mobil, Shell, General Motors, Daimler Chrysler, Toyota Motor, Ford Motor, General Electric, Total, Chevron pela ordem de entrada da sua facturação até 2005. Cada uma delas constituem economias maiores que Portugal, Israel, Irlanda ou Nova Zelândia. A maior empresa do mundo continua a ser a Wal-Mart, cujo volume de vendas é maior do que o produto interno bruto da Arábia Saudita e da Austria. A Wal-Mart é a vigésima economia do planeta. Dentre as 100 maiores economias do globo há outros supermercados, como Carrefour, Home Depot, Metro e Royal Ahold, processadores de alimentos, como a Nestlé e o Grupo Altria, proprietário da Kraft Foods e da Phillip Morris, juntamente com grupos financeiros como o Citigroup, ING e HSBC, e empresas de informática e telecomunicações como IBM, Siemens, Hitachi, Hewlet Packard, Samsung e Sony.Em 2004, as 200 maiores multinacionais do planeta concentravam 29 por cento da actividade económica mundial. Muitos analistas pensavam que a onda de fusões corporativas principiadas nos anos noventa estava a reduzir-se, mas o valor das fusões e compras entre empresas atingiu 1,95 mil milhões de dólares em 2004, 40 por cento mais do que em 2003. Cada vez menos empresas, maiores e com maior percentagem de mercado. Na sombra, mas com enorme poder, cresce a dominação de mercado através de oligopólios de propriedade intelectual, manipulado com mínimas modificações para estender a vida das patentes, e, associado a este, o fortalecimento de cartéis globais de tecnologias.Com tal poderio, e cada vez mais legislações nacionais e internacionais em seu favor, é isso a verdadeira globalização de que tanto se fala, as multinacionais condicionam diariamente a vida de todos, criando guerras reais e de mercado, entremeadas em governos e meios de comunicação, deslocando um enorme poder de propaganda e apropriando-se dos mercados, desde a produção até a compra directa do consumidor.Segundo o relatório do Grupo ETC, Oligopoly Inc 2005, que monitora as actividades das corporações globais, fundamentalmente na agricultura, alimentação e farmacêutica, desde o relatório anterior, publicado em 2003, as 10 maiores indústrias de sementes saltaram do controle de um terço do comércio global para a metade de todo o sector. Com a compra da empresa mexicana Seminis, a Monsanto passou a ser a maior empresa global de venda de sementes, não só transgénicas, das quais controla 90 por cento, como também de todas as sementes vendidas comercialmente no globo, seguida pela Dupont, Syngenta, Groupe Limagrain, KWS Ag, Land O'Lakes, Sakata, Bayer Crop Sciences, Taikii, DLF Trifolium e Delta and Pine Land.Em agrotóxicos, as 10 principais recebem 84 por cento das vendas globais e são: Bayer, Syngenta, BASF, Dow, Monsanto, Dupont, Koor, Sumitomo, Nufarm e Arista. Com tal nível de concentração, os analistas prevêm que sobreviverão apenas três: Bayer, Syngenta e BASF. A Monsanto não renunciou a este lucrativo mercado, mas o seu atraso relativo — do terceiro para o quinto lugar — deve-se ao facto de estar voltada para a produção de transgénicos como frente de venda dos agrotóxicos.Várias das mesmas empresas estão entre as 10 maiores farmacêuticas e de produtos veterinários. As 10 maiores farmacéuticas controlam 59 por cento do mercado: Pfizer, Glaxo SmithKline, Sanofi-Aventis, Jonson & Jonson, Merck, AstraZeneca, Hoffman-La Roche, Novartis, Bristol Meyers Squibb e Wyeth. As dez maiores em produtos veterinários têm 55 por cento do mercado.As 10 maiores empresas biotecnológicas dedicadas a subprodutos para a farmacêutica e a agricultura são apenas 3 por cento da totalidade desse tipo de empresas, mas controlam 73 por cento das ventas. As principais são Amgen, Monsanto e Genentech.Em processamento de alimentos e bebidas, a Nestlé mantém o seu poderio, duplicando ou triplicando o volume de vendas dos seus competidores mais próximos: Archer Daniel Midlands, Altria, PepsiCo, Unilever, Tyson Foods, Cargill, Coca-Cola, Mars e Danone. Juntas controlam 24 por cento do mercado global e recebem 36 por cento dos lucros das 100 maiores.Todas as empresas mencionadas finalmente dependem das vendas ao consumidor. Aí estão os tiranossauros do mercado global, condicionando desde quem produz e onde produz, até o que chega ao consumidor, com que qualidade e com que preço, passando pelos processadores e distribuidores. A lista é encabeçada pela Wal-Mart, cujas vendas são quase iguais à soma das dos quatro competidores mais próximos: Carrefour, Metro, Ahold y Tesco.Quando o New York Times começou a falar da "walmartização" referia-se ao modo como a Wal-Mart havia pressionado a baixa de salários e da segurança social dos trabalhadores nas suas lojas nos Estados Unidos. Situação que se repete por todo o mundo nos lugares onde se instala, além de liquidar as pequenas lojas locais, efeito que têm todos estes grandes supermercados.Em 8 de Fevereiro de 2004, Peter Goodman e Philip Pan escreviam no Washington Post: "Enquanto o capital revista o globo à procura de trabalhadores mais baratos e maleáveis, e enquanto os países pobres recorrem às multinacionais para que lhes proporcionem empregos e abram mercados de exportação, a Wal-Mart e a China constituiram-se na mais extrema empresa conjunta de capital de risco. A sua simbiose influencia as condições de trabalho e de consumo por todo o mundo". Actualmente, devido a condições laborais e preços tão baratos que as maquinadoras miseráveis de Bangladesh não conseguem superar, 80 por cento das 6 mil fábricas que abastecem a Wal-Mart estão na China.Frente a esta enormidade, o fortalecimento das estruturas comunitárias e solidárias não é uma opção ideológica: é um princípio de sobrevivência.Também por isso a justeza e a oportunidade do meu combate.
Um exemplo paradigmático
A construtora aeronáutica canadiana Bombardier é um bom exemplo do que há que mudar no mundo. Em 2008, o lucro líquido da empresa triplicou para mil milhões de dólares (746,6 mil milhões de euros), contra os 317 milhões obtidos em 2007. Não obstante, a Bombardier anunciou hoje que até ao final de 2009 vai despedir dez por cento dos seus trabalhadores, um total de 3000 novos desempregados a somar aos 1360 contemplados com a mesma sorte anunciada em Fevereiro.Nos últimos anos, a acompanhar a retórica da responsabilidade social das empresas, a fúria neo-liberal tem-nos fustigado com odes à flexibilização laboral e, de um modo geral, os Governos não se fizeram rogados em corresponder com legislações laborais à altura das suas pretensões. Dispensar um trabalhador tornou-se um procedimento em tudo semelhante à dispensa de uma máquina, mas sem custos e sem os inconvenientes de ter que a armazenar ou de lhe encontrar comprador. Há que mudá-lo: os custos sociais deixaram de entrar nas contas de Governos que, apesar de eleitos por pessoas, representam o lucro fácil e imediato, fazendo ruir os pilares do consumo e instalar-se uma crise económica e social como há muito não se via.
http://opaisdoburro.blogspot.com/
ADEUS Sócrates
O meu melhor foi 130172m. Agora imaginem a raiva que tenho a este “senhor”
Ou muito me engano, ou..
Os líderes mundiais chegaram hoje a um “acordo de acção global” para reactivar a economia internacional. Tal como foi anunciado, passará pela reforma do sistema bancário, incluirá a penalização de (apenas) alguns paraísos fiscais, um "gigantesco" pacote de estímulo financeiro em quantidade e destinatários a apurar, a revisão das instituições internacionais, o apoio ao comércio global (a penalização da exploração laboral e ambiental como factor de competitividade ficaram de fora do acordo) e novos fundos para o combate à pobreza. Quem cedeu e no que cedeu são as incógnitas a desvendar nos próximos capítulos. Ou muito me engano, ou foi mais uma reunião fracassada.


































