Jogos Olímpicos. Encomendou missa católica e a equipa nacional… perdeu!
Na Lituânia o basquetebol é o desporto-rei! Há quem diga que o basquetebol é a segunda religião. O país vibra com a sua equipa e apoia-a fervorosamente. Como no futebol em Portugal.
Um católico praticante, de 59 anos, solicitou uma missa católica na catedral principal da capital, Vílnius, para pedir a “Deus” que a sua equipa ganhasse à Espanha em basquetebol, na passada sexta-feira. E a missa foi celebrada! O representante da Catedral disse que foi a primeira vez que tal aconteceu. O crente tinha muita fé que com a ajuda de “Deus” a equipa lituana ganharia aos espanhóis…
O resultado do jogo foi de 91-86 a favor de Espanha que, assim, chegou à final de basquetebol nos Jogos Olímpicos.
CONCLUSÃO: A “mão de Deus” nem sempre faz milagres e os crentes não têm vergonha de falsear a verdade desportiva, tentando colocar mais um “Jogador” em jogo!
http://www.ateismo.net/
Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever! I write the verse and I find the rhyme I listen to the rhythm but the heartbeat`s mine. Por trás de uma grande fortuna está um grande crime-Honoré de Balzac. Este blog é a continuação de www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000.35000 posts em 10 anos. Contacto: franciscotrindade4@gmail.com ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS
quarta-feira, agosto 27, 2008
MENSAGEM URGENTE AOS PROFESSORES
Caros professores,
No ano lectivo de 2008/09, a avaliação de desempenho será para cumprir integralmente, conforme o monstruoso ECD do ME e a respectiva regulamentação, salvaguardando, apenas, o facto de ser experimental. Quem não foi avaliado no ano lectivo de 2007/08, será avaliado agora em relação aos 2 anos lectivos.
É clarividente que estas leis têm como objectivo favorecer as falsas estatísticas e destruir os professores, para obter votos da população a qualquer preço e para poupar dinheiro. São medidas do mais descarado populismo!
O maior azar seria este ano lectivo decorrer com tranquilidade, o que iria consolidar estas leis! Quanto mais turbulência houver, melhor é para os professores! Não devem procurar soluções aparentes e duvidosas, mas denunciar o que está mal. Leis inexequíveis não se podem cumprir; leis erradas não se devem cumprir!
Não restam dúvidas de que o Governo não vai olhar a meios para destruir ainda mais os professores, perante a opinião pública. Com estas medidas, perdeu os professores, mas já ganhou a população, visto que a maior parte do povo sente grande felicidade com o mal dos outros e quer ter diplomas sem esforço!! Por isso, os professores têm de ser firmes heroicamente até ao fim e defenderem-se por todos os meios dignos. É com evidências que se combatem as mentiras.
É necessário denunciar TODAS as situações e reacções inconvenientes causadas por estas novas leis, para se confirmar quanto elas são más e quanto precisam de ser revogadas. Devem ser comunicadas por escrito (pode ser por «e-mail»), para os sindicatos, para os partidos da Oposição, para o Presidente da República e, se possível, para os meios de comunicação social. Convém juntar todo o tipo de elementos úteis, como fotocópias. No caso de se tratar de violência verbal ou física, deve-se, ainda, apresentar queixa à Procuradoria-Geral da República e à Associação Nacional de Professores. Não se pode deixar passar nada em falso!
É preciso recorrer a todos os meios lícitos, para levar estas leis ao total descrédito, desmentir as estatísticas do Governo e fazer tudo para que se perceba quanto os alunos perderão com estas leis (embora muitos deles fiquem contentes no imediato), já que os ditadores querem cidadãos ignorantes, para serem mais fáceis de domar!!
A luta vai ser dura e vai haver muitas intimidações, mas temos de resistir até ao fim. Já estando o ensino a apodrecer no fundo do poço, a única medida alternativa é voltar para trás, para cima!
Os melhores votos de boas lutas! A sorte ajuda os audazes!
É favor fazer chegar esta mensagem ao maior número possível de professores. Cuidado com os bufos!
(autor sob anonimato)
http://sinistraministra.blogspot.com
P.S. É claro que eu subscrevo a cem por cento o teor deste texto e não vou ficar anónimo...é uma questão de princípio.
No ano lectivo de 2008/09, a avaliação de desempenho será para cumprir integralmente, conforme o monstruoso ECD do ME e a respectiva regulamentação, salvaguardando, apenas, o facto de ser experimental. Quem não foi avaliado no ano lectivo de 2007/08, será avaliado agora em relação aos 2 anos lectivos.
É clarividente que estas leis têm como objectivo favorecer as falsas estatísticas e destruir os professores, para obter votos da população a qualquer preço e para poupar dinheiro. São medidas do mais descarado populismo!
O maior azar seria este ano lectivo decorrer com tranquilidade, o que iria consolidar estas leis! Quanto mais turbulência houver, melhor é para os professores! Não devem procurar soluções aparentes e duvidosas, mas denunciar o que está mal. Leis inexequíveis não se podem cumprir; leis erradas não se devem cumprir!
Não restam dúvidas de que o Governo não vai olhar a meios para destruir ainda mais os professores, perante a opinião pública. Com estas medidas, perdeu os professores, mas já ganhou a população, visto que a maior parte do povo sente grande felicidade com o mal dos outros e quer ter diplomas sem esforço!! Por isso, os professores têm de ser firmes heroicamente até ao fim e defenderem-se por todos os meios dignos. É com evidências que se combatem as mentiras.
É necessário denunciar TODAS as situações e reacções inconvenientes causadas por estas novas leis, para se confirmar quanto elas são más e quanto precisam de ser revogadas. Devem ser comunicadas por escrito (pode ser por «e-mail»), para os sindicatos, para os partidos da Oposição, para o Presidente da República e, se possível, para os meios de comunicação social. Convém juntar todo o tipo de elementos úteis, como fotocópias. No caso de se tratar de violência verbal ou física, deve-se, ainda, apresentar queixa à Procuradoria-Geral da República e à Associação Nacional de Professores. Não se pode deixar passar nada em falso!
É preciso recorrer a todos os meios lícitos, para levar estas leis ao total descrédito, desmentir as estatísticas do Governo e fazer tudo para que se perceba quanto os alunos perderão com estas leis (embora muitos deles fiquem contentes no imediato), já que os ditadores querem cidadãos ignorantes, para serem mais fáceis de domar!!
A luta vai ser dura e vai haver muitas intimidações, mas temos de resistir até ao fim. Já estando o ensino a apodrecer no fundo do poço, a única medida alternativa é voltar para trás, para cima!
Os melhores votos de boas lutas! A sorte ajuda os audazes!
É favor fazer chegar esta mensagem ao maior número possível de professores. Cuidado com os bufos!
(autor sob anonimato)
http://sinistraministra.blogspot.com
P.S. É claro que eu subscrevo a cem por cento o teor deste texto e não vou ficar anónimo...é uma questão de princípio.
Treta da Semana (passada): A democracia é só para alguns
A ideia que a democracia serve melhor umas culturas que outras ataca pela calada e raramente é defendida por quem se apercebe que o faz. Mas porque há demasiado respeito por culturas e tradições e insuficiente compreensão da democracia esta ideia insidiosa é frequente. O Xiquinho deu um exemplo quando explicou porque é que a democracia é menos importante para a China.
«Se perguntares a [um] chinês médio o grau importância que dá à democracia também és capaz ficar surpreendido pois rapidamente chegarás à conclusão que está tudo muito mais interessado no caroço do que nos direitos humanos. Claro que haverá excepções, mas não me parecem ser significativas. Pode parecer estranho mas o conceito de democracia não é absoluto em todo o mundo nem tão pouco garantia automática de liberdade e justiça. Muito menos na China.»
É verdade que países diferentes implementam os detalhes de maneiras diferentes. Parlamentos, ministros, processos de aprovação de leis e assim. Mas o importante não é isso. Como o Xiquinho reconheceu, «os valores de uns e outros são muito diferentes». O fundamento da democracia é o respeito por essas diferenças. A Declaração Universal dos Direitos Humanos mostra-o bem. Delimita uma esfera de direitos que todos podem exercer sem privar outros de direitos iguais e exclui o Estado dessa esfera. Escolher se rezamos e a quem, com quem vivemos, o que pensamos ou dizemos não compete ao Estado mas a cada um de nós. O Estado é como a administração do condomínio. Trata das partes comuns mas não entra em casa das pessoas.
O Estado democrata intervém apenas na gestão dos interesses comuns e na resolução de conflitos. Porque tem que respeitar os valores de cada um a gestão dos interesses comuns é por voto da maioria ou por representantes eleitos. E, pela mesma razão, a resolução de conflitos tem que considerar igualmente todos os valores, mesmo os minoritários. Daí que seja legítimo a maioria decidir quanto se investe em educação ou saúde mas não que 90% votem para escravizar os outros 10%. A democracia não é seguir a vontade da maioria mas sim respeitar o melhor possível os valores de cada um.
Há quem contraponha que isto é apenas individualismo ocidental e que outras culturas podem dar prioridade à família, sociedade ou nação. Mas na nossa espécie todos os valores vêm do indivíduo. É o indivíduo que dá valor à família, à nação ou a si próprio. Se fossemos formigas inteligentes talvez cada formigueiro pensasse colectivamente ou só as rainhas tivessem valores. Mas não somos. Cada um de nós pode pensar por si, ter os seus valores e concordar ou discordar dos outros. Em rigor, nem a cultura nem a sociedade nem a tradição têm valores. Quem tem valores é cada pessoa. É nisso que a democracia se baseia.
É por isso que defendo a democracia como obrigatória e universal. Não obrigatória para as pessoas. Não faz sentido obrigar alguém a ter direitos. E não como forma de governo porque não há uma só forma de governo democrático. Mais que uma forma de governo, a democracia é o limite do poder legítimo de quem governa. É obrigação do Estado exercer o seu poder apenas com a aprovação dos cidadãos, gerir o que é de todos no interesse de todos e impor-se a cada indivíduo só quando necessário para proteger outros de imposição mais grave. Qualquer governo que respeite isto acaba por ser reconhecível como democracia.
Estes limites à legitimidade de obrigar os outros a fazer o que queremos não dependem da cultura, tradição ou posição no Comité Central. São iguais para todos em virtude precisamente da grande diversidade de valores que seguimos. E são transversais aos problemas da pobreza, violência ou guerra civil. O abuso do poder de quem governa é sempre em benefício dos governantes e sempre em prejuízo dos governados.
http://ktreta.blogspot.com/
«Se perguntares a [um] chinês médio o grau importância que dá à democracia também és capaz ficar surpreendido pois rapidamente chegarás à conclusão que está tudo muito mais interessado no caroço do que nos direitos humanos. Claro que haverá excepções, mas não me parecem ser significativas. Pode parecer estranho mas o conceito de democracia não é absoluto em todo o mundo nem tão pouco garantia automática de liberdade e justiça. Muito menos na China.»
É verdade que países diferentes implementam os detalhes de maneiras diferentes. Parlamentos, ministros, processos de aprovação de leis e assim. Mas o importante não é isso. Como o Xiquinho reconheceu, «os valores de uns e outros são muito diferentes». O fundamento da democracia é o respeito por essas diferenças. A Declaração Universal dos Direitos Humanos mostra-o bem. Delimita uma esfera de direitos que todos podem exercer sem privar outros de direitos iguais e exclui o Estado dessa esfera. Escolher se rezamos e a quem, com quem vivemos, o que pensamos ou dizemos não compete ao Estado mas a cada um de nós. O Estado é como a administração do condomínio. Trata das partes comuns mas não entra em casa das pessoas.
O Estado democrata intervém apenas na gestão dos interesses comuns e na resolução de conflitos. Porque tem que respeitar os valores de cada um a gestão dos interesses comuns é por voto da maioria ou por representantes eleitos. E, pela mesma razão, a resolução de conflitos tem que considerar igualmente todos os valores, mesmo os minoritários. Daí que seja legítimo a maioria decidir quanto se investe em educação ou saúde mas não que 90% votem para escravizar os outros 10%. A democracia não é seguir a vontade da maioria mas sim respeitar o melhor possível os valores de cada um.
Há quem contraponha que isto é apenas individualismo ocidental e que outras culturas podem dar prioridade à família, sociedade ou nação. Mas na nossa espécie todos os valores vêm do indivíduo. É o indivíduo que dá valor à família, à nação ou a si próprio. Se fossemos formigas inteligentes talvez cada formigueiro pensasse colectivamente ou só as rainhas tivessem valores. Mas não somos. Cada um de nós pode pensar por si, ter os seus valores e concordar ou discordar dos outros. Em rigor, nem a cultura nem a sociedade nem a tradição têm valores. Quem tem valores é cada pessoa. É nisso que a democracia se baseia.
É por isso que defendo a democracia como obrigatória e universal. Não obrigatória para as pessoas. Não faz sentido obrigar alguém a ter direitos. E não como forma de governo porque não há uma só forma de governo democrático. Mais que uma forma de governo, a democracia é o limite do poder legítimo de quem governa. É obrigação do Estado exercer o seu poder apenas com a aprovação dos cidadãos, gerir o que é de todos no interesse de todos e impor-se a cada indivíduo só quando necessário para proteger outros de imposição mais grave. Qualquer governo que respeite isto acaba por ser reconhecível como democracia.
Estes limites à legitimidade de obrigar os outros a fazer o que queremos não dependem da cultura, tradição ou posição no Comité Central. São iguais para todos em virtude precisamente da grande diversidade de valores que seguimos. E são transversais aos problemas da pobreza, violência ou guerra civil. O abuso do poder de quem governa é sempre em benefício dos governantes e sempre em prejuízo dos governados.
http://ktreta.blogspot.com/
A realidade morde outra vez
A resposta impotente dos EUA à afirmação do poder russo no Cáucaso da Ásia Central era apropriada, uma vez que as nossas pretensões de influência naquela parte do mundo são risíveis. Os EUA aproveitaram a confusão temporária da Rússia, durante o período de dez anos após o colapso soviético, e estabeleceram um governo cliente na Geórgia, com conselheiros militares, vendas de armas e até mesmo a promessa de se tornar membro do clube da aliança ocidental conhecido como NATO. Todo esta corte era em prol do oleoduto de Baku para Ceyhan, o qual foi concebido especificamente para drenar a região petrolífera da Bacia do Cáspio e proporcionar àquele óleo uma saída no Mediterrâneo, evitando países não amistosos ao longo do caminho.
No momento em que este lance foi avançado no tabuleiro, no princípio da década de 1990, entre as chamadas potências ocidentais havia a noção (ou, na verdade, o desejo) de que o Cáspio permitiria contornar a OPEP e os árabes, assim como os persas, e forneceria o petróleo que os EUA e a Europa iriam precisar – um desejo louco e um lance tolo, como se revelou.
Em primeiro lugar, as explorações dos últimos tempos nesta região petrolífera muito antiga – o primeiro furo foi efectuado no século XIX – demonstraram-se algo desalentadoras. Responsáveis dos EUA haviam-na louvado como se fosse "uma nova Arábia Saudita", mas o petróleo realmente produzido nas novas áreas de perfuração no Casaquistão, Turquemenistão e outros "istãos" revelou-se ser sobretudo pesado e ácido, em quantidades mais pequenas do que as sonhadas anteriormente, e mais difícil de transportar através do terreno extremamente agreste até mesmo para chegar ao início do pipeline em Baku.
Enquanto isso, a Rússia pôs a sua casa em ordem sob o não-senil e não-alcoólico Vladimir Putin, e por volta de 2007 acordou descobrindo-se como o principal produtor de petróleo e gás natural do mundo. Dentre as várias consequências disto incluía-se a reemergência da Rússia como uma nova espécie de potência mundial – potência em recursos de energia, com o destino energético da Europa nas suas mãos. Enquanto isso, os EUA estabeleceram outros estados clientes no cordão de antigas repúblicas soviéticas ao Sul da Rússia, com bases militares dos EUA, enquanto enfrentavam compromissos sérios no Iraque e no Afeganistão. Agora digam se isto não foi o movimento mais tolo e mais inútil da moderna história geopolítica!
Os peritos em política externa dos EUA imaginaram que a Rússia permaneceria em coma para sempre! Mas e esta ideia de que poderíamos cercar a Rússia estrategicamente com bases defensáveis em países montanhosos sem acesso ao mar em quase a metade do mundo...? Há que perguntar o que é que eles andam a fumar no Pentágono, na CIA e no National Securtiy Council.
Assim, esta política asnática agora culminou no desastre. Não só a Rússia posicionou-se para ganhar controle sobre o oleoduto Baku-Ceyhan como agora temos todos os sinais de que eles trarão o estados no seu flanco Sul de volta à sua esfera de influência activa, e realmente não há absolutamente nada que os EUA possam pretender fazer acerca disto.
Podíamos ter aproveitado os últimos dez anos para por a nossa casa em ordem – acordando para a obsolescência do nosso estilo de vida suburbano, reduzindo progressivamente o transporte automóvel, reconectando nossas cidades com transporte ferroviários de passageiros de classe mundial, criando riqueza com a produção de coisas de valor (ao invés de recorrer a negociatas financeiras), proteger nossas fronteiras e tomar as medidas necessárias para defender e actualizar as nossas próprias indústrias. Ao invés disso, desperdiçámos o nosso tempo e os nossos recursos. Países cometem erros trágicos quanto à vontade colectiva. O ignorante do George Bush é nada menos do que uma perfeita metáfora do fracasso de toda uma geração. Os boomers serão identificados como a geração que arruinou a América.
Assim, como o período de férias está a acabar, este país saúda uma nova realidade. Cometemos erros na Ásia Ocidental e Central. A Rússia ainda "possui" aquela parte do mundo. Estaremos nós em vias de estender nossas actuais guerras territoriais ali a Estados-nação ainda mais distantes em sem saída para o mar? Em algum ponto, quando enfrentarmos exaustão financeira e militar, teremos de perguntar-nos se poderemos até mesmo evacuar com êxito nosso pessoal das bases dispersas no Uzbequistão e Quirquistão.
Isto deve ser um momento igualmente preocupante para a Europa, e uma razão adicional para o recente afundamento do valor relativo do Euro, pois a Europa agora está à mercê da Rússia para permanecer aquecida no Inverno, operar seus fogões de cozinha e manter a luzes acesas. A Rússia também exerce uma alavancagem financeira substancial sobre os EUA com todos os dólares e papeis de dívida titularizada dos EUA que possui. Com efeito, agora a Rússia pode abalar o sistema bancário americano à vontade com a ameaça de se desfazer dos seus haveres em dólares.
O sistema bancário americano pode não precisar do empurrão da Rússia para cair. Ele efectivamente já está morto, apenas cambaleia como um zumbi junto a um guichet de empréstimos pretendendo tomar capital "emprestado" – e entregando à Reserva Federal, como garantia colateral, retalhos do seu vestuário mofado. Além dos bancos, todo os EUA está a tornar-se uma terra de mortos ambulantes. Os negócios estão a morrer, a propriedade das casas tornou-se uma dança da morte, regiões inteiras estão a ser devastadas por anúncios "para venda", com montes de parqueamentos vazios, edifícios vagos e esperanças frustradas. E tudo isto aponta o caminho directo de um fracasso da imaginação nacional colectiva. Nós realmente não sabemos o que está a acontecer.
A fantasia de que podemos sustentar a nossa influência a 14 mil quilómetros de distância, quando não podemos nem mesmo actuar em conjunto ali no Ohio é simplesmente uma piada sinistra. Pode-se declarar categoricamente que seria uma coisa saudável para a América jogar fora todo o seu apregoado "sonho" e acordar para a situação desgraçada do país.
Jim Kunstler
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
No momento em que este lance foi avançado no tabuleiro, no princípio da década de 1990, entre as chamadas potências ocidentais havia a noção (ou, na verdade, o desejo) de que o Cáspio permitiria contornar a OPEP e os árabes, assim como os persas, e forneceria o petróleo que os EUA e a Europa iriam precisar – um desejo louco e um lance tolo, como se revelou.
Em primeiro lugar, as explorações dos últimos tempos nesta região petrolífera muito antiga – o primeiro furo foi efectuado no século XIX – demonstraram-se algo desalentadoras. Responsáveis dos EUA haviam-na louvado como se fosse "uma nova Arábia Saudita", mas o petróleo realmente produzido nas novas áreas de perfuração no Casaquistão, Turquemenistão e outros "istãos" revelou-se ser sobretudo pesado e ácido, em quantidades mais pequenas do que as sonhadas anteriormente, e mais difícil de transportar através do terreno extremamente agreste até mesmo para chegar ao início do pipeline em Baku.
Enquanto isso, a Rússia pôs a sua casa em ordem sob o não-senil e não-alcoólico Vladimir Putin, e por volta de 2007 acordou descobrindo-se como o principal produtor de petróleo e gás natural do mundo. Dentre as várias consequências disto incluía-se a reemergência da Rússia como uma nova espécie de potência mundial – potência em recursos de energia, com o destino energético da Europa nas suas mãos. Enquanto isso, os EUA estabeleceram outros estados clientes no cordão de antigas repúblicas soviéticas ao Sul da Rússia, com bases militares dos EUA, enquanto enfrentavam compromissos sérios no Iraque e no Afeganistão. Agora digam se isto não foi o movimento mais tolo e mais inútil da moderna história geopolítica!
Os peritos em política externa dos EUA imaginaram que a Rússia permaneceria em coma para sempre! Mas e esta ideia de que poderíamos cercar a Rússia estrategicamente com bases defensáveis em países montanhosos sem acesso ao mar em quase a metade do mundo...? Há que perguntar o que é que eles andam a fumar no Pentágono, na CIA e no National Securtiy Council.
Assim, esta política asnática agora culminou no desastre. Não só a Rússia posicionou-se para ganhar controle sobre o oleoduto Baku-Ceyhan como agora temos todos os sinais de que eles trarão o estados no seu flanco Sul de volta à sua esfera de influência activa, e realmente não há absolutamente nada que os EUA possam pretender fazer acerca disto.
Podíamos ter aproveitado os últimos dez anos para por a nossa casa em ordem – acordando para a obsolescência do nosso estilo de vida suburbano, reduzindo progressivamente o transporte automóvel, reconectando nossas cidades com transporte ferroviários de passageiros de classe mundial, criando riqueza com a produção de coisas de valor (ao invés de recorrer a negociatas financeiras), proteger nossas fronteiras e tomar as medidas necessárias para defender e actualizar as nossas próprias indústrias. Ao invés disso, desperdiçámos o nosso tempo e os nossos recursos. Países cometem erros trágicos quanto à vontade colectiva. O ignorante do George Bush é nada menos do que uma perfeita metáfora do fracasso de toda uma geração. Os boomers serão identificados como a geração que arruinou a América.
Assim, como o período de férias está a acabar, este país saúda uma nova realidade. Cometemos erros na Ásia Ocidental e Central. A Rússia ainda "possui" aquela parte do mundo. Estaremos nós em vias de estender nossas actuais guerras territoriais ali a Estados-nação ainda mais distantes em sem saída para o mar? Em algum ponto, quando enfrentarmos exaustão financeira e militar, teremos de perguntar-nos se poderemos até mesmo evacuar com êxito nosso pessoal das bases dispersas no Uzbequistão e Quirquistão.
Isto deve ser um momento igualmente preocupante para a Europa, e uma razão adicional para o recente afundamento do valor relativo do Euro, pois a Europa agora está à mercê da Rússia para permanecer aquecida no Inverno, operar seus fogões de cozinha e manter a luzes acesas. A Rússia também exerce uma alavancagem financeira substancial sobre os EUA com todos os dólares e papeis de dívida titularizada dos EUA que possui. Com efeito, agora a Rússia pode abalar o sistema bancário americano à vontade com a ameaça de se desfazer dos seus haveres em dólares.
O sistema bancário americano pode não precisar do empurrão da Rússia para cair. Ele efectivamente já está morto, apenas cambaleia como um zumbi junto a um guichet de empréstimos pretendendo tomar capital "emprestado" – e entregando à Reserva Federal, como garantia colateral, retalhos do seu vestuário mofado. Além dos bancos, todo os EUA está a tornar-se uma terra de mortos ambulantes. Os negócios estão a morrer, a propriedade das casas tornou-se uma dança da morte, regiões inteiras estão a ser devastadas por anúncios "para venda", com montes de parqueamentos vazios, edifícios vagos e esperanças frustradas. E tudo isto aponta o caminho directo de um fracasso da imaginação nacional colectiva. Nós realmente não sabemos o que está a acontecer.
A fantasia de que podemos sustentar a nossa influência a 14 mil quilómetros de distância, quando não podemos nem mesmo actuar em conjunto ali no Ohio é simplesmente uma piada sinistra. Pode-se declarar categoricamente que seria uma coisa saudável para a América jogar fora todo o seu apregoado "sonho" e acordar para a situação desgraçada do país.
Jim Kunstler
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
Não esqueçam a Jugoslávia
Os segredos do esmagamento da Jugoslávia que estão a emergir contam-nos muito sobre como o mundo moderna é policiado. A antiga promotora chefe do Tribunal Penal Internacional em Haia, Carla Del Ponte, este ano publicou as suas memórias: The Hunt: Me and War Criminal (A caça: eu e os criminosos de guerra). Quase ignorado na Grã-Bretanha, o livro revela verdades intragáveis acerca da intervenção ocidental no Kosovo, a qual tem ecos no Cáucaso.
O tribunal foi montado e financiado principalmente pelos Estados Unidos. O papel de Del Ponte era investigar os crimes cometidos quando a Jugoslávia foi desmembrada na década de 1990. Ela insistiu em que isto incluía os 78 dias de bombardeamentos da Sérvia e do Kosovo pela NATO em 1999, os quais mataram centenas de pessoas em hospitais, escolas, igrejas, parques e estúdios de televisão, e destruíram infraestruturas económicas. "Se eu não quiser [processar pessoal da NATO]", disse Del Ponte, "devo renunciar à minha missão". Foi uma impostura. Sob a pressão de Washington e Londres, foi abandonada uma investigação dos crimes de guerra da NATO.
Os leitores recordarão que a justificação para o bombardeamento da NATO era que os sérvios estavam a cometer "genocídio" na província secessionista do Kosovo contra pessoas de etnia albanesa. David Scheffer, embaixador itinerante estado-unidense para crimes de guerra, anunciou que até "225 mil homens de etnia albanesa entre os 14 e os 59 anos" poderiam ter sido assassinados. Tony Blair invocou o Holocausto e "o espírito da Segunda Guerra Mundial". Os heróicos aliados do ocidente eram o Kosovo Liberation Army (KLA), cujo registo de assassínios foi posto de lado. O secretário britânico de Negócios Estrangeiros, Robin Cook, disse-lhes para contactá-lo a qualquer momento pelo seu telemóvel.
Acabado o bombardeamento da NATO, equipes internacionais caíram sobre o Kosovo para exumar o "holocausto". O FBI fracassou em descobrir um único cemitério em massa e voltou para casa. A equipe de perícia forense espanhola fez o mesmo, seu líder iradamente denunciou "uma pirueta semântica das máquinas de propaganda de guerra". Um ano mais tarde, o tribunal de Del Ponte anunciou a contagem final dos mortos no Kosovo: 2.788. Isto incluía combatentes de ambos os lados e sérvios e ciganos assassinados pelo KLA. Não houve genocídio no Kosovo. O "holocausto" era uma mentira. O ataque da NATO fora fraudulento.
Isto não era tudo, diz Del Ponte no seu livro: o KLA sequestrou centenas de sérvios e transportou-os para a Albânia, onde os seus rins e outras partes do corpo foram removidos, sendo então vendidos para transplantes em outros países. Ela também diz que havia prova suficiente para processar kosovares albaneses por crimes de guerra, mas a investigação "foi travada desde o princípio" de modo que o foco do tribunal seriam "crimes cometidos pela Sérvica". Ela diz que os juízes de Haia foram aterrorizados com os kosovares albaneses – as mesmas pessoas em cujo nome a NATO atacou a Sérvia.
Na verdade, mesmo quando Blair, o líder da guerra, estava numa viagem triunfante no Kosovo "libertado", o KLA efectuava a limpeza étnica de mais de 200 mil sérvios e ciganos daquela província. Em Fevereiro último a "comunidade internacional", conduzida pelos EUA, reconheceu o Kosovo, o qual não tem economia formal e é dirigido, com efeito, pelas gangs criminosas que traficam drogas, contrabando e mulheres. Mas ele te um activo valioso: a base militar estado-unidense de Camp Bondsteel, descrita pelo comissário de direitos humanos do Conselho da Europa como "uma versão mais pequena de Guantanamo". A Del Ponte, uma diplomata suíça, foi dito pelo seu próprio governo para parar de promover o seu livro.
A Jugoslávia era uma federação independente e multi-étnica, ainda que imperfeita, que se posicionou como uma ponte política e económica durante a Guerra Fria. Isto já não era aceitável para a Comunidade Europeia em expansão, especialmente com a Alemanha, a qual principiara um esforço para o Leste a fim de dominar o seu "mercado natural" nas províncias jugoslávas da Croácia e da Eslovénia. No momento em que os europeus se encontravam em Maastrichet, em 1991, um acordo secreto fora lavrado; a Alemanha reconhecia a Croácia e a Jugoslávia era condenada. Em Washington, os EUA asseguravam que à esforçada economia jugoslava fossem negados empréstimos do Banco Mundial e a defunta NATO foi reinventada como o agente de força. Numa conferência sobre a "paz" no Kosovo, em 1999 em França, foi dito aos sérvios para aceitarem a ocupação pelas forças da NATO e uma economia de mercado, ou seriam bombardeados até à submissão. Foi o precursor perfeito dos banhos de sangue no Afeganistão e no Iraque.
John Pilger
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
O tribunal foi montado e financiado principalmente pelos Estados Unidos. O papel de Del Ponte era investigar os crimes cometidos quando a Jugoslávia foi desmembrada na década de 1990. Ela insistiu em que isto incluía os 78 dias de bombardeamentos da Sérvia e do Kosovo pela NATO em 1999, os quais mataram centenas de pessoas em hospitais, escolas, igrejas, parques e estúdios de televisão, e destruíram infraestruturas económicas. "Se eu não quiser [processar pessoal da NATO]", disse Del Ponte, "devo renunciar à minha missão". Foi uma impostura. Sob a pressão de Washington e Londres, foi abandonada uma investigação dos crimes de guerra da NATO.
Os leitores recordarão que a justificação para o bombardeamento da NATO era que os sérvios estavam a cometer "genocídio" na província secessionista do Kosovo contra pessoas de etnia albanesa. David Scheffer, embaixador itinerante estado-unidense para crimes de guerra, anunciou que até "225 mil homens de etnia albanesa entre os 14 e os 59 anos" poderiam ter sido assassinados. Tony Blair invocou o Holocausto e "o espírito da Segunda Guerra Mundial". Os heróicos aliados do ocidente eram o Kosovo Liberation Army (KLA), cujo registo de assassínios foi posto de lado. O secretário britânico de Negócios Estrangeiros, Robin Cook, disse-lhes para contactá-lo a qualquer momento pelo seu telemóvel.
Acabado o bombardeamento da NATO, equipes internacionais caíram sobre o Kosovo para exumar o "holocausto". O FBI fracassou em descobrir um único cemitério em massa e voltou para casa. A equipe de perícia forense espanhola fez o mesmo, seu líder iradamente denunciou "uma pirueta semântica das máquinas de propaganda de guerra". Um ano mais tarde, o tribunal de Del Ponte anunciou a contagem final dos mortos no Kosovo: 2.788. Isto incluía combatentes de ambos os lados e sérvios e ciganos assassinados pelo KLA. Não houve genocídio no Kosovo. O "holocausto" era uma mentira. O ataque da NATO fora fraudulento.
Isto não era tudo, diz Del Ponte no seu livro: o KLA sequestrou centenas de sérvios e transportou-os para a Albânia, onde os seus rins e outras partes do corpo foram removidos, sendo então vendidos para transplantes em outros países. Ela também diz que havia prova suficiente para processar kosovares albaneses por crimes de guerra, mas a investigação "foi travada desde o princípio" de modo que o foco do tribunal seriam "crimes cometidos pela Sérvica". Ela diz que os juízes de Haia foram aterrorizados com os kosovares albaneses – as mesmas pessoas em cujo nome a NATO atacou a Sérvia.
Na verdade, mesmo quando Blair, o líder da guerra, estava numa viagem triunfante no Kosovo "libertado", o KLA efectuava a limpeza étnica de mais de 200 mil sérvios e ciganos daquela província. Em Fevereiro último a "comunidade internacional", conduzida pelos EUA, reconheceu o Kosovo, o qual não tem economia formal e é dirigido, com efeito, pelas gangs criminosas que traficam drogas, contrabando e mulheres. Mas ele te um activo valioso: a base militar estado-unidense de Camp Bondsteel, descrita pelo comissário de direitos humanos do Conselho da Europa como "uma versão mais pequena de Guantanamo". A Del Ponte, uma diplomata suíça, foi dito pelo seu próprio governo para parar de promover o seu livro.
A Jugoslávia era uma federação independente e multi-étnica, ainda que imperfeita, que se posicionou como uma ponte política e económica durante a Guerra Fria. Isto já não era aceitável para a Comunidade Europeia em expansão, especialmente com a Alemanha, a qual principiara um esforço para o Leste a fim de dominar o seu "mercado natural" nas províncias jugoslávas da Croácia e da Eslovénia. No momento em que os europeus se encontravam em Maastrichet, em 1991, um acordo secreto fora lavrado; a Alemanha reconhecia a Croácia e a Jugoslávia era condenada. Em Washington, os EUA asseguravam que à esforçada economia jugoslava fossem negados empréstimos do Banco Mundial e a defunta NATO foi reinventada como o agente de força. Numa conferência sobre a "paz" no Kosovo, em 1999 em França, foi dito aos sérvios para aceitarem a ocupação pelas forças da NATO e uma economia de mercado, ou seriam bombardeados até à submissão. Foi o precursor perfeito dos banhos de sangue no Afeganistão e no Iraque.
John Pilger
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
terça-feira, agosto 26, 2008
Afinal, o que distingue Sócrates de Valentim?
“Ele [José Sócrates] até anda a copiar o que eu já faço há muitos anos. Até já anda a oferecer computadores e a levar os velhinhos a passear pelo país…”
Valentim Loureiro, “Expresso”, 23-08-2008
http://olhardomiguel.wordpress.com/
Valentim Loureiro, “Expresso”, 23-08-2008
http://olhardomiguel.wordpress.com/
Todo o mundo é nosso
A promoção do Allgarve, nomeadamente através da visita forçada de algumas estrelas internacionais, mais parece um jantar de beneficência.
- Minhas senhoras e meus senhores, estamos hoje aqui reunidos para salvarmos um país e uma região. Quero começar por agradecer a presença de todos, nomeadamente do nadador Michael Phelps e da actriz Catherine Deneuve, que veio directamente de um anúncio da Maybelline para este jantar.
Como já repararam, enquanto falo estão pessoas a circular pelas mesas com um saquinho. Não é preciso dar muito, embora aquele empreiteiro na mesa cinco tenha largado vinte mil contos. Quem não tiver tanto dinheiro, pode dar menos. Fica um bocado mal, mas nas outras mesas não se nota e é raro comentarem isso daqui a um bocado, junto ao buffet das sobremesas.
A todos, muito obrigado. A vossa ajuda pode salvar esta região. Espero encontrá-los amanhã no torneio de golfe pelo Douro. Vai cá estar o Tiger Woods e a Brigitte Bardot. Obrigado.
http://lobi.blogs.sapo.pt/
- Minhas senhoras e meus senhores, estamos hoje aqui reunidos para salvarmos um país e uma região. Quero começar por agradecer a presença de todos, nomeadamente do nadador Michael Phelps e da actriz Catherine Deneuve, que veio directamente de um anúncio da Maybelline para este jantar.
Como já repararam, enquanto falo estão pessoas a circular pelas mesas com um saquinho. Não é preciso dar muito, embora aquele empreiteiro na mesa cinco tenha largado vinte mil contos. Quem não tiver tanto dinheiro, pode dar menos. Fica um bocado mal, mas nas outras mesas não se nota e é raro comentarem isso daqui a um bocado, junto ao buffet das sobremesas.
A todos, muito obrigado. A vossa ajuda pode salvar esta região. Espero encontrá-los amanhã no torneio de golfe pelo Douro. Vai cá estar o Tiger Woods e a Brigitte Bardot. Obrigado.
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Nadador português afirmou que perdeu porque era o único concorrente que não tinha guelras e barbatanas pélvicas
Os atletas olímpicos portugueses já começaram a inventar desculpas para justificar as suas más prestações desportivas. Depois de Telma Monteiro se ter queixado da arbitragem e dos judocas João Neto e Pedro Dias (ambos em nono lugar) lamentarem a falta de patrocínios, Tiago Venâncio (ficou em 45.º nos 100 metros livres e 39.º nos 200) denunciou um caso de corrupção. “Todos os nadadores que ficaram à minha frente tinham fatos feitos de escamas modificadas e barbatanas instaladas no dorso controladas por controlo remoto. Há uma cabala contra os atletas portugueses. A minha pista tinha mais 2 metros de comprimento que as outras pistas e a água da minha pista tinha muito mais cloro que as outras”, afirmou o nadador.
http://biscoitointerrompido.blogspot.com/
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Desabamento de tecto em tribunal de Fafe mata um trabalhador
[ Mais uma morte, a somar às muitas centenas, apenas na construção civil, a qual deveria antes ser designada como «mortandade civil». A ausência de quaisquer cuidados dos empreiteiros faz com que a frequência de acidentes graves seja demasiado elevada nas obras em Portugal, por comparação com outros países.
Poderá o afã do lucro «justificar» estes crimes? Poderá a sociedade continuar indiferente, ignorando que não são inevitáveis?
Manuel Baptista]
PÚBLICO: Decorriam obras de recuperação no edifício
Esta manhã, às 10h50, o tecto do Tribunal de Fafe desabou numa zona onde decorriam obras de recuperação, acabando por causar a morte a um trabalhador, avança a edição online do "Jornal de Notícias".
Por motivos de segurança, o 1º e 2º pisos da ala do tribunal onde ocorreu o desabamento serão selados, informou Salgado Santos, vereador da Protecção Civil, citado pelo jornal.
No local estão bombeiros e o INEM.
http://www.luta-social.org/
Poderá o afã do lucro «justificar» estes crimes? Poderá a sociedade continuar indiferente, ignorando que não são inevitáveis?
Manuel Baptista]
PÚBLICO: Decorriam obras de recuperação no edifício
Esta manhã, às 10h50, o tecto do Tribunal de Fafe desabou numa zona onde decorriam obras de recuperação, acabando por causar a morte a um trabalhador, avança a edição online do "Jornal de Notícias".
Por motivos de segurança, o 1º e 2º pisos da ala do tribunal onde ocorreu o desabamento serão selados, informou Salgado Santos, vereador da Protecção Civil, citado pelo jornal.
No local estão bombeiros e o INEM.
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Exposição de crianças a telemóveis ligado a problemas de comportamento

As crianças que têem telemóvel/celular e com mães que utilizaram frequentemente os aparelhos durante a gravidez eram 80% mais susceptíveis de terem problemas comportamentais, de acordo com um preliminar novo estudo da UCLA.
"É uma tecnologia maravilhosa e as pessoas vão certamente usá-la cada vez mais", disse a investigadora Dra. Leeka Kheifets da UCLA School of Public Health. "Nós precisámos olhar para os que são os potenciais efeitos na saúde e quais são as formas de reduzir os riscos, caso existam".
Leia + em Prenatal cell phone exposure tied to behavior, da Reuters
http://educarparaosmedia.blogspot.com/
EUA gaguejam com o fracasso da NATO
Supostamente a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, é uma especialista em Rússia. Mas ninguém diria isso ao examinar a sua declaração triunfal de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) derrotará os objectivos russos na Geórgia.
Rice proclamou audaciosamente que a Rússia "está a tornar-se cada vez mais fora da lei neste conflito", referindo-se à ofensiva russa na Geórgia a seguir ao ataque desta à região rebelde da Ossétia do Sul. "Eles pretenderam e provavelmente ainda pretendem estrangular a Geórgia e a sua economia", disse Rice referindo-se às forças russas que permanecem na Geórgia.
Contudo, numa cimeira de emergência de ministros de negócios estrangeiros da NATO, em Bruxelas, países europeus concordaram em suspender contactos formais com Moscovo até que as suas tropas saiam, mas recusaram-se a curvar à pressão americana por penalidades mais severas. A NATO está "a considerar seriamente as implicações das acções da Rússia para o relacionamento NATO-Rússia", dizia uma declaração dos 26 membros da aliança.
O facto é que a Rússia finalmente riscou uma linha na areia e, para todos os propósitos práticos, o limite pára no Cáucaso Sul. Além de desestabilizar a Europa, não há praticamente nada que os EUA possam fazer acerca disto, excepto fogo verbal, como Rice tem estado a fazer incansavelmente desde o estalar das hostilidades Rússia-Geórgia em 7-8 de Agosto. E mesmo a retórica caiu em ouvidos moucos em Moscovo.
O presidente georgiano Mikheil Saakashvili etiquetou os russos como "bárbaros", mas o antigo promotor de Nova York deveria ter tido um curso de geopolítica global antes de enfrentar loucamente o urso russo.
Há quatro causas interrelacionadas para a presente crise: irredentismo na Geórgia; expansão da NATO; o plano dos EUA para estacionar um sistema anti-mísseis na Europa do Leste, considerando uma capacidade de primeiro ataque por Moscovo; e a geo-economia da segurança energética.
Os militares da Rússia entraram agora no cálculo da segurança energética e, à luz da pesada dependência da Europa em relação à Rússia, a crise certamente terá impacto sobre a futura política de pipelines na Europa.
Da parte dos EUA, ao invés de aplicar a aritmética do realismo político e chegar a termos com as razões da ira russa, isto é, com a inamistosa, intrusiva e ameaçadora expansão da NATO próximo ao território russo, os EUA estão agora procurando aumentar a insegurança da Rússia pressionando mais agressivamente em favor do papel e influência da NATO na região e para além dela. Os EUA estão a aproveitar-se do temor da Ucrânia e outros países vizinhos em relação ao poder russo, que adquiriu plena evidência na Geórgia nestes últimos poucos dias.
Tais reacções belicosas dos EUA não estão em sincronia plena com as necessidades e interesses da Europa e nem com os próprios interesses dos EUA – tais como envolver a Rússia no NATO-Russia Council. Apesar de as legítimas preocupações de segurança nacional de Moscovo terem sido completamente postas de lado e ignoradas em Washington (e numa menor medida em Londres), outros líderes ocidentais, tais como aqueles em Paris e Berlim, têm sido mais cautelosos e pode-se mesmo dizer que consideram o ponto de vista russo.
Doravante, uma nova fissura trans-Atlântica entre os EUA e alguns dos seus aliados europeus que são membros da NATO pode estar iminente.
Da sua parte, o fracasso da União Europeia em oferecer à Rússia uma estrutura adequada para a parceria estratégica, reflectida na sua incapacidade em providenciar um novo acordo de cooperação com Moscovo, é também uma fonte da crise actual.
Mas, com a Rússia firmemente a descrever as suas relações com a UE como um pilar fundamental da sua política externa, a UE hoje não tem outra escolha senão reestruturar seus cálculos de segurança parcialmente sob a sombra da Rússia. Para vizinhos da Rússia, tais como a Ucrânia e a Geórgia, que ainda abrigam a ideia de aderir à NATO, a guerra na Geórgia quase cimentou o poder de veto de Moscovo, a menos que estes países estejam prontos a aceitar piores consequências.
Em relação à China, que se limitou a uma reacção estudada aos desenvolvimentos em ritmo rápido, as probabilidades são de que a simpatia real de Pequim esteja com a Rússia e neste pós 11 de Setembro de 2001, no ambiente internacional, Pequim e Moscovo têm uma maior causa comum em relação ao unilateralismo estado-unidense e expansão da NATO do que desacordos sobre tácticas e sub-estratégias específicas. Numa palavra, no futuro próximo podemos esperar uma mais estreita cooperação de segurança entre a Rússia e a China, através da Organização de Cooperação de Shangai, devido à ameaça dos EUA e da NATO captada pelas duas potências.
Dado o dano a longo prazo para as relações EUA-Rússia em consequência desta crise e a insistência dos EUA em que nada fizeram de errado e em que Moscovo deveria arcar com toda a culpa, uma nova era de relações gélidas que recorda a Guerra Fria foi imposta a quem assumir a próxima administração dos EUA, não importa quem vença em Novembro próximo
Embora superficialmente a atitude de "dureza com a Rússia" adoptada pelo senador republicano John McCain possa parecer que saiu beneficiada com esta crise, pressionando os eleitores dos EUA a enfatizarem mais a segurança nacional, é claro que uma política flexível dos EUA terá de misturar mais elementos de diplomacia junto a Moscovo para ter êxito. Isto significa prestar mais atenção ao estado de espírito russo, à psicologia política e às ameaças captadas quanto à segurança nacional, ao invés de afastá-las como "absurdas" tal como fez Rice não há muito tempo.
A crise também é um teste ácido para a elaboração de uma política estado-unidense "inteligente", uma premissa que tem permanecido em potencial apesar das pretensões oficiais nesse sentido. Simplesmente não é sensato encurralar o urso russo e provocá-lo à agressão tomando iniciativas grosseiras que ameaçam os interesses da segurança nacional russa.
Uma abordagem tão tacanha dos assuntos globais é certamente uma receita para o desastre e, talvez, o candidato democrata à presidência, senador Barack Obama e seu apêlo à mudança, seja a alternativa certa para repor as perturbadas relações americano-russas de volta ao bom caminho.
Ele poderia fazer isto revertendo ao que fez o antigo presidente Bill Clinton, isto é, renegando a promessa de George Herbert Bush quanto à expansão da NATO.
Tudo o que Rice e seus ajudantes precisam fazer é se porem na pele de Moscovo e tentarem digerir o que significaria se o desmantelamente tivesse sido o da NATO e não o do Pacto de Varsóvia e se este estivesse agora à procura de vários novos membros enquanto, simultaneamente, ameaçava a segurança nacional do antigo adversário.
Não é difícil imaginar, mas ainda assim ninguém em Washington parece capaz de efectuar este exercício elementar.
Kaveh L Afrasiabi
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
Rice proclamou audaciosamente que a Rússia "está a tornar-se cada vez mais fora da lei neste conflito", referindo-se à ofensiva russa na Geórgia a seguir ao ataque desta à região rebelde da Ossétia do Sul. "Eles pretenderam e provavelmente ainda pretendem estrangular a Geórgia e a sua economia", disse Rice referindo-se às forças russas que permanecem na Geórgia.
Contudo, numa cimeira de emergência de ministros de negócios estrangeiros da NATO, em Bruxelas, países europeus concordaram em suspender contactos formais com Moscovo até que as suas tropas saiam, mas recusaram-se a curvar à pressão americana por penalidades mais severas. A NATO está "a considerar seriamente as implicações das acções da Rússia para o relacionamento NATO-Rússia", dizia uma declaração dos 26 membros da aliança.
O facto é que a Rússia finalmente riscou uma linha na areia e, para todos os propósitos práticos, o limite pára no Cáucaso Sul. Além de desestabilizar a Europa, não há praticamente nada que os EUA possam fazer acerca disto, excepto fogo verbal, como Rice tem estado a fazer incansavelmente desde o estalar das hostilidades Rússia-Geórgia em 7-8 de Agosto. E mesmo a retórica caiu em ouvidos moucos em Moscovo.
O presidente georgiano Mikheil Saakashvili etiquetou os russos como "bárbaros", mas o antigo promotor de Nova York deveria ter tido um curso de geopolítica global antes de enfrentar loucamente o urso russo.
Há quatro causas interrelacionadas para a presente crise: irredentismo na Geórgia; expansão da NATO; o plano dos EUA para estacionar um sistema anti-mísseis na Europa do Leste, considerando uma capacidade de primeiro ataque por Moscovo; e a geo-economia da segurança energética.
Os militares da Rússia entraram agora no cálculo da segurança energética e, à luz da pesada dependência da Europa em relação à Rússia, a crise certamente terá impacto sobre a futura política de pipelines na Europa.
Da parte dos EUA, ao invés de aplicar a aritmética do realismo político e chegar a termos com as razões da ira russa, isto é, com a inamistosa, intrusiva e ameaçadora expansão da NATO próximo ao território russo, os EUA estão agora procurando aumentar a insegurança da Rússia pressionando mais agressivamente em favor do papel e influência da NATO na região e para além dela. Os EUA estão a aproveitar-se do temor da Ucrânia e outros países vizinhos em relação ao poder russo, que adquiriu plena evidência na Geórgia nestes últimos poucos dias.
Tais reacções belicosas dos EUA não estão em sincronia plena com as necessidades e interesses da Europa e nem com os próprios interesses dos EUA – tais como envolver a Rússia no NATO-Russia Council. Apesar de as legítimas preocupações de segurança nacional de Moscovo terem sido completamente postas de lado e ignoradas em Washington (e numa menor medida em Londres), outros líderes ocidentais, tais como aqueles em Paris e Berlim, têm sido mais cautelosos e pode-se mesmo dizer que consideram o ponto de vista russo.
Doravante, uma nova fissura trans-Atlântica entre os EUA e alguns dos seus aliados europeus que são membros da NATO pode estar iminente.
Da sua parte, o fracasso da União Europeia em oferecer à Rússia uma estrutura adequada para a parceria estratégica, reflectida na sua incapacidade em providenciar um novo acordo de cooperação com Moscovo, é também uma fonte da crise actual.
Mas, com a Rússia firmemente a descrever as suas relações com a UE como um pilar fundamental da sua política externa, a UE hoje não tem outra escolha senão reestruturar seus cálculos de segurança parcialmente sob a sombra da Rússia. Para vizinhos da Rússia, tais como a Ucrânia e a Geórgia, que ainda abrigam a ideia de aderir à NATO, a guerra na Geórgia quase cimentou o poder de veto de Moscovo, a menos que estes países estejam prontos a aceitar piores consequências.
Em relação à China, que se limitou a uma reacção estudada aos desenvolvimentos em ritmo rápido, as probabilidades são de que a simpatia real de Pequim esteja com a Rússia e neste pós 11 de Setembro de 2001, no ambiente internacional, Pequim e Moscovo têm uma maior causa comum em relação ao unilateralismo estado-unidense e expansão da NATO do que desacordos sobre tácticas e sub-estratégias específicas. Numa palavra, no futuro próximo podemos esperar uma mais estreita cooperação de segurança entre a Rússia e a China, através da Organização de Cooperação de Shangai, devido à ameaça dos EUA e da NATO captada pelas duas potências.
Dado o dano a longo prazo para as relações EUA-Rússia em consequência desta crise e a insistência dos EUA em que nada fizeram de errado e em que Moscovo deveria arcar com toda a culpa, uma nova era de relações gélidas que recorda a Guerra Fria foi imposta a quem assumir a próxima administração dos EUA, não importa quem vença em Novembro próximo
Embora superficialmente a atitude de "dureza com a Rússia" adoptada pelo senador republicano John McCain possa parecer que saiu beneficiada com esta crise, pressionando os eleitores dos EUA a enfatizarem mais a segurança nacional, é claro que uma política flexível dos EUA terá de misturar mais elementos de diplomacia junto a Moscovo para ter êxito. Isto significa prestar mais atenção ao estado de espírito russo, à psicologia política e às ameaças captadas quanto à segurança nacional, ao invés de afastá-las como "absurdas" tal como fez Rice não há muito tempo.
A crise também é um teste ácido para a elaboração de uma política estado-unidense "inteligente", uma premissa que tem permanecido em potencial apesar das pretensões oficiais nesse sentido. Simplesmente não é sensato encurralar o urso russo e provocá-lo à agressão tomando iniciativas grosseiras que ameaçam os interesses da segurança nacional russa.
Uma abordagem tão tacanha dos assuntos globais é certamente uma receita para o desastre e, talvez, o candidato democrata à presidência, senador Barack Obama e seu apêlo à mudança, seja a alternativa certa para repor as perturbadas relações americano-russas de volta ao bom caminho.
Ele poderia fazer isto revertendo ao que fez o antigo presidente Bill Clinton, isto é, renegando a promessa de George Herbert Bush quanto à expansão da NATO.
Tudo o que Rice e seus ajudantes precisam fazer é se porem na pele de Moscovo e tentarem digerir o que significaria se o desmantelamente tivesse sido o da NATO e não o do Pacto de Varsóvia e se este estivesse agora à procura de vários novos membros enquanto, simultaneamente, ameaçava a segurança nacional do antigo adversário.
Não é difícil imaginar, mas ainda assim ninguém em Washington parece capaz de efectuar este exercício elementar.
Kaveh L Afrasiabi
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
Quando o amor acaba, começa uma prestação de serviços?
O grande absurdo, em matéria de divórcios, é resumir a união entre duas pessoas a um mero contrato que deve ser cumprido.
A relação entre um homem e a sua mulher não é igual à relação do mesmo homem com a Worten, onde adquiriu um plasma a 48 meses. Neste último caso, há incumprimento se não paga, será que no primeiro há incumprimento se não ama?
E que história é esta dos «deveres conjugais»? E quem é que no seu perfeito juízo assina um contrato, nos termos actuais, que o pode atirar anos mais tarde para o Tribunal, ficando com a vida toda nos «autos»?
http://lobi.blogs.sapo.pt/
A relação entre um homem e a sua mulher não é igual à relação do mesmo homem com a Worten, onde adquiriu um plasma a 48 meses. Neste último caso, há incumprimento se não paga, será que no primeiro há incumprimento se não ama?
E que história é esta dos «deveres conjugais»? E quem é que no seu perfeito juízo assina um contrato, nos termos actuais, que o pode atirar anos mais tarde para o Tribunal, ficando com a vida toda nos «autos»?
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O anúncio de um anúncio
Segundo o Diário de Notícias, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, já informou os ministros da Administração Interna, Rui Pereira, e da Justiça, Alberto Costa, daquilo que vai anunciar ao país lá para quarta ou quinta-feira: um reforço de meios para a criação de uma task force de combate ao crime violento e que se vai esforçar por fazer passar a mensagem ao sector da justiça de que a medida de coacção mais grave – prisão preventiva – deve ser efectivamente aplicada. Ainda segundo a mesma publicação, a PSP vai reforçar em Setembro e Outubro as acções de fiscalização nas áreas mais problemáticas da Grande Lisboa, Grande Porto e Setúbal.
É um postal com alguns detalhes curiosos. Desde logo, por ser o anúncio de um anúncio. Na comunicação social passa a imagem de um país assolado por uma onda de criminalidade violenta e há que transmitir, pela mesma via e com toda a urgência, a mensagem de que se está a fazer qualquer coisita. Continuando, é o PGR que transmite aos ministros, e não os ministros que transmitem ao PGR, as suas opções políticas com vista à resolução do problema. Rui Pereira e Alberto Costa mantêm-se na inexistência. Depois, quanto à utilização da prisão preventiva, é absolutamente patético que se recomende a “sua utilização efectiva” quando, em resultado da “reforma” da justiça, esta se encontra limitada a crimes puníveis com mais de 5 anos de prisão. Finalmente, quanto à militarização das zonas de risco, é uma solução passível de apenas promover a deslocalização das ocorrências. Há uma crise social profundíssima - e camufladíssima - generalizada em todo um território que é tão impossível como indesejável militarizar integralmente.
A onda de violência, que chegou atrás de ondas de pobreza e desemprego, não se trava nem com medidas avulsas de um PGR esforçadinho, nem com uma governação que mergulha na sua incompetência, à espera que a onda passe, tão pouco com a inconsciência de uma maioria parlamentar que aprovou uma reforma do Código do Processo Penal sem medir as suas consequências e agora, diante da obra feita, resiste à reconsideração. O que temos hoje, com o anúncio de mais um anúncio, é a garantia de que a não política é para manter, mascarada por shows promovidos à medida das circunstâncias. Afinal, a ocasião é que faz o ladrão.
http://opaisdoburro.blogspot.com/
É um postal com alguns detalhes curiosos. Desde logo, por ser o anúncio de um anúncio. Na comunicação social passa a imagem de um país assolado por uma onda de criminalidade violenta e há que transmitir, pela mesma via e com toda a urgência, a mensagem de que se está a fazer qualquer coisita. Continuando, é o PGR que transmite aos ministros, e não os ministros que transmitem ao PGR, as suas opções políticas com vista à resolução do problema. Rui Pereira e Alberto Costa mantêm-se na inexistência. Depois, quanto à utilização da prisão preventiva, é absolutamente patético que se recomende a “sua utilização efectiva” quando, em resultado da “reforma” da justiça, esta se encontra limitada a crimes puníveis com mais de 5 anos de prisão. Finalmente, quanto à militarização das zonas de risco, é uma solução passível de apenas promover a deslocalização das ocorrências. Há uma crise social profundíssima - e camufladíssima - generalizada em todo um território que é tão impossível como indesejável militarizar integralmente.
A onda de violência, que chegou atrás de ondas de pobreza e desemprego, não se trava nem com medidas avulsas de um PGR esforçadinho, nem com uma governação que mergulha na sua incompetência, à espera que a onda passe, tão pouco com a inconsciência de uma maioria parlamentar que aprovou uma reforma do Código do Processo Penal sem medir as suas consequências e agora, diante da obra feita, resiste à reconsideração. O que temos hoje, com o anúncio de mais um anúncio, é a garantia de que a não política é para manter, mascarada por shows promovidos à medida das circunstâncias. Afinal, a ocasião é que faz o ladrão.
http://opaisdoburro.blogspot.com/
Há coisas fantásticas, não há?

Está um tipo dez dias na China a acumular todas as medalhas que encontra pela frente, para dar ao volta ao mundo e ver-se utilizado numa provinciana fotografia de um governo sedento de boas notícias nas capas de jornais.
http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/
Os portugueses, esses ingratos
"O estudo internacional ontem divulgado pela Lusa acerca da confiança dos cidadãos em várias profissões é decepcionante. Parece que as profissões em que os portugueses mais confiam são os bombeiros (94%) e, logo a seguir, os carteiros e os professores (89%).
Os bombeiros e os carteiros ainda vá lá, mas os professores? Foi então inútil o esforço do Ministério da Educação, ao longo de quase uma legislatura, diabolizando os professores e culpando-os, e aos seus "privilégios", de todas as desgraças do sistema educativo? Felizmente a ministra é (ou foi) professora, pelo que, ao menos por esse facto, sempre há-de merecer também alguma confiança aos portugueses. Neles, nos portugueses, é que não se pode confiar. Pois não é que, segundo o mesmo estudo, persistem em confiar igualmente em outras "corporações" cujos "privilégios" o Governo não se tem cansado também de denunciar, como os militares ou os polícias (só ficam a faltar os magistrados e os funcionários públicos…), que têm a confiança de 80% e de 75% dos portugueses? E não é que, ó ingratidão!, só uns escassos 14% confiam nos políticos?"
Manuel António Pina
JN
Os bombeiros e os carteiros ainda vá lá, mas os professores? Foi então inútil o esforço do Ministério da Educação, ao longo de quase uma legislatura, diabolizando os professores e culpando-os, e aos seus "privilégios", de todas as desgraças do sistema educativo? Felizmente a ministra é (ou foi) professora, pelo que, ao menos por esse facto, sempre há-de merecer também alguma confiança aos portugueses. Neles, nos portugueses, é que não se pode confiar. Pois não é que, segundo o mesmo estudo, persistem em confiar igualmente em outras "corporações" cujos "privilégios" o Governo não se tem cansado também de denunciar, como os militares ou os polícias (só ficam a faltar os magistrados e os funcionários públicos…), que têm a confiança de 80% e de 75% dos portugueses? E não é que, ó ingratidão!, só uns escassos 14% confiam nos políticos?"
Manuel António Pina
JN
segunda-feira, agosto 25, 2008
Cafeína

«Isto é, das duas medalhas que tivemos uma foi conquistada por um filho de emigrantes, ainda por cima a de ouro. Mas se as expectativas de Naide Gomes e Obikwelu se tivessem concretizado a diferença ainda teria sido maior, a não ser que a vela e o judo compensassem. Num país onde se anda a analisar as estatísticas da criminalidade em função da cor da pele teremos que concluir que nem todos os filhos dos nossos emigrantes são pistoleiros.»
http://cafemargoso.blogspot.com/
E agora?
Vicente Moura será o único integrante da equipa olímpica nacional nos Jogos de 2012
Depois de voltar atrás na decisão de deixar a presidência do Comité Olímpico de Portugal, admitindo recandidatar-se dois dias após ter anunciado o contrário, Vicente Moura manifesta agora o intuito ambicioso de ser o único integrante da delegação portuguesa nos Jogos de 2012 em Londres, participando em todos os eventos. Manifestando vigor invejável, o ainda presidente do COP acredita estar em condições de prometer entre sete e oito medalhas, conquistadas por si próprio, mesmo a anos de distância da próxima Olimpíada. “Tenho consciência de que já não sou propriamente um jovem,” refere “mas ainda me sinto muito capaz de dar alegrias aos portugueses, sobretudo nas provas de ginástica rítmica, modalidade para a qual revelei apetência desde os tempos de miúdo.” A decisão foi tomada após concluir que não pode confiar a outros o cumprimento das suas promessas de medalhas, ocupando-se pessoalmente de as conquistar. Quanto aos críticos que lhe apontam a impossibilidade de participar sozinho em todos os eventos, é claro: “Obviamente é apenas força de expressão. Não vou participar nos desportos de equipa e não conseguirei iludir os juízes em algumas das modalidades femininas cujo desempenho exija vestuário mais escasso.” No entanto, continua a insistir que a promessa de quatro ou cinco medalhas em Pequim não foi um absurdo e, depois da prata conquistada no triatlo por Vanessa Fernandes, não hesita em apontar a conquista do ouro por Nélson Évora como prova disso mesmo, tendo encomendado a uma equipa de matemáticos um estudo para provar que 1+1 pode ser igual a 4 em circunstâncias muito específicas.
http://www.inepcia.com/
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