segunda-feira, julho 27, 2009

pensamento

importa-se de repetir?

tal pai tal filho...

Psicologia de elevador

vamos lá içar a lua...

Picnic surprise!

sem comentários...

Yngwie Malmsteen - Icarus Dream Fanfare with Orchestra

Como não entrar no ring…

Good dog

Como fazer um gato feliz



É sabido que os gatos, no geral, gostam de caixas. Mas este gosta de uma maneira diferente…

Vida noutro planeta? Brincas?

Skating on the rollercoaster


Haveria muitas pessoas que gostaria pô-los a "skatar" daqui para fora...

Bom!… É uma explicação…


http://antero.wordpress.com/

Erros ortográficos

Irritam-me!

Já não falo no “há”, sem agá e no “à”, com o acento trocado. São tão frequentes, esses erros, que por vezes me pergunto se não serei eu a estar errado…

Alguns dos comentários que aqui recebo vão directamente para o lixo porque: 1º são absolutamente idiotas; 2º estão cravejados de erros.

Por vezes deixo-os ficar, para ver se envergonho os autores. Em vão.

Dois exemplos:

Um tal Meira Burguete, escreve:

“LI NOS JORNAIS QUE O SOCRATES, SE FOSSE ELEITO, PROPUNHA UM SUBSIDIO PARA A FAMILIAS ABAIXOU DO NIVEL DE POBRESA
ORA PORRA…
PORQUE NAO ACABAR COM A POBREZA..”

Para além da fantasia de algum 1º ministro ser capaz de acabar com a pobreza, pergunto-me como é possível um tipo não saber se pobreza se escreve com “ésse” ou com “zê” e, na dúvida, escrever a mesma palavra com duas grafias!

O 2º exemplo vem de um Zé Veloso e é assim:

“O complemento das reformas que o governo faz tanta porpaganda nao abrange quase ninguem por que e certo que a maioria dos reformados continuam com menos de 250Euros por mes Continua assim a miseria So este mes por que vivo numa zona fria e humida tive uma conta de eletricidade de 94Euros pois se nao tiver a casa desomificada tenho asma bronquite e sinusite e outras problemas de saude e economicos que surgem”.

Para além dos erros de pontuação, desculpáveis, se pensarmos que é apenas um comentário “on-line”, apanhamos, pelo menos, dois erros ortográficos: “porpaganda” e “desomificada”. Como é possível escrever bem a palavra “húmida” e escrever, depois, “desomificada”?!

Mas os erros ortográficos não serão os piores. Que dizer dos erros de pensamento? Como é possível alguém culpabilizar o Governo (seja ele qual for!) por sofrer de asma, bronquite e sinusite?

Mas, enfim, como podemos criticar quem faz comentários a um blog quando, nos jornais e revistas, os erros ortográficos são comuns.

Só um exemplo:

Revista Notícias Magazine de 19/7/09; texto de Rui Pedro Tendinha sobre o novo filme de Eddie Murphy, “Terra dos Sonhos”:

“Com efeito, nesta nova comédia para a família bronca americana, Murphy estampa-se ao cumprido”.

Ao cumprido?!

Caro Tendinha: será que o teu dever foi “comprido”?…
http://www.coiso.net/

Comentário: Aqui está uma parte da explicação porque o Anovis não admite comentários...

Heavy metal Madeirense


Três tiros de caçadeira atingiram um zepelim, dirigível, do Partido Nacional Democrata (PND), que se pretendia que sobrevoasse a festa do PSD/Madeira no Chão da Lagoa
Quando questionado sobre quem seria o autor dos disparos, um dirigente do PND revelou que o «principal suspeito é o Dr. João Jardim, que na Assembleia Regional disse que havia maneira de deitar aquilo abaixo».

Quem é que disse que se devia alterar a constituição para proibir todos os partidos que não respeitam a democracia?

Há a mala de cartão mas estas são mais interessantes...

LivroClip 'Os Lusíadas', de Camões


A maior aventura da história: cruzar o mar de monstros, tempestades e mulheres!

PERSPECTIVAS ECONÓMICAS RASTEIRAS

O capitalismo é o primeiro sistema social na história. Nunca a concatenação da reprodução da vida foi tão especializada e tão densificada. A economia empresarial tem sido extensivamente decomposta. Já nem graxa para sapatos pode ser produzida sem profundas divisões de funções e infra-estruturas; até a fruta e o leite são distribuídos a nível continental. Mas esta socialização, assinalada com uma expressão famosa como ligação em rede universal, encontra-se na forma da privacidade e da particularidade de empresas e indivíduos. O contexto do conjunto, designado nas ciências sociais como “síntese social”, é dirigido pela “mão invisível” da concorrência universal do mercado, que se apresenta a todos os actores como um cego poder de leis sistémicas.

Embora a dinâmica independentizada deste contexto descontrolado caminhe ecológica e economicamente para um beco sem saída, nada é considerado tão tabu como um planeamento social consciente. O neo-liberalismo está considerado falido, mas deixou na consciência social uma orientação sem precedentes para perspectivas económicas rasteiras. As expressões de regulação fraca das cimeiras económicas embatem nos interesses particulares de empresas e nacões, que já pressupõem sempre as cegas “forças do mercado”. Mas também os indivíduos, mesmo os mais pobres e precarizados, sentem-se átomos sociais concorrentes como nunca antes. Dos produtores de leite aos controladores de tráfego aéreo, há apenas e só lutas especiais particulares, que deixam de fora o impenetrável contexto social. Quando os trabalhadores de uma empresa de fabrico automóvel em dificuldades circulam com T-shirts com a inscrição “Somos da Opel” é porque já assumiram o ponto de vista da economia empresarial como próprio; incluindo a disponibilidade para cortar na própria carne em prol do interesse da existência precária da empresa.

Mas também a crítica social desmoralizada pensa a partir de perspectivas económicas rasteiras. A “economia solidária” pretende apenas pequenas alternativas “paralelas” à “síntese social” destrutiva – desde a ajuda de vizinhança à trapalhice monetária das moedas regionais. Cooperativas, ocupações de empresas e empresas em auto-gestão limitam-se à tentativa de auto-administração no interior da respectiva área de produção, mas acabam por fracassar, como recentemente na Argentina, perante as coerções da concorrência no mercado, ou têm de se transformar em auto-exploração. A “pobreza auto-organizada” é em todo o caso uma opção da administração capitalista da crise.

Enquanto não se resolver o problema da “síntese social” não existe outra alternativa. É tempo de os movimentos sociais redescobrirem a questão do planeamento social. Isso não funciona em “modelos” particulares, mas apenas em grande escala social, incluindo as infra-estruturas. O Estado seria a este respeito como uma raposa a guardar o galinheiro, porque ele é apenas a instância de conexão dos interesses privados do mercado. Foi por isso mesmo que falhou o socialismo real como planeamento burocrático estatal do mercado. A tarefa pendente consiste num planeamento social global do fluxo dos recursos para além do mercado, do Estado e da tacanhez nacional ou regional. Actualmente quase ninguém quer pensar nisso. Mas a crise profunda da forma dominante de sociabilidade poderá colocar o problema na agenda histórica.
http://obeco.planetaclix.pt/

domingo, julho 26, 2009

Slow mirror

trocadilhos da língua inglesa...

mau prenúncio

anúncio ao shampoo numa terra onde as mulheres não podem mostrar o seu cabelo


...reparem que quando ela está a lavar o cabelo, até aí só se vê espuma...

estou farto de morar aqui, vou viver ali mais para a frente...

Um início de casamento bem original!...


...teve lugar numa igreja em Saint Paul, Minnesota.

democracia

Um momento desportivo - mas a sério! Não são vedtas a atirarem-se para o chão e a fazerem queixinhas ao árbitro...

Vaticano receia gripe suína

O Vaticano está disposto a suspender concentrações maciças de pessoas se considerar que a expansão da gripe suína pode pôr em risco a saúde dos habitantes do Estado e do próprio papa.
Assim assegurou hoje o professor Giovanni Rocchi, diretor de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano, que disse que a gripe “não assusta” por enquanto.
Comentário: Se o Papa teme a gripe suína é porque não tem confiança no patrão.

http://www.ateismo.net

Stars and Stripes em flauta numa de beat...

E eis uma grande verdade...


Aduladores

Nós, os aduladores, adulamos por gosto.

Para nós, nada mais delicioso que adular
Gente famosa, poderosa, gente de posses,
Gente que nos ouça e olhe e lá de cima 

Um dia, em público, nos ajude e elogie,

Gente que nos defenda se for preciso,

Gente que nos convide para o seu convívio,

Gente que nos consiga a condecoraçãozinha, 

A sinecura, o título, o lugar político,

O prémio (merecido ou imerecido).

Adoramos os céus da fama, os amarelos
Do ouro, do prestígio, da conta na Suiça. 

As metades das nossas caras de fugir

São a noite e o dia.
Sob os nossos melhor sorrisos

Escondemos focinhos grossos, de porcos bulldog.

Chafurdamos no esterco, no lixo.
Se nos descobrem, 

Assobiamos para os lados e disfarçamos, sorrindo.

Almeida Faria

Estratégia de pinto de sousa


NÃO SE DEVE…

NÃO SE DEVE…


Não se deve deixar os intelectuais brincar com os fósforos

Porque, meus senhores, quando o deixam sozinho

O mundo mental meus senhores

Não é nada brilhante

E mal se apanha sozinho

Age arbitrariamente

Erigindo a si próprio

Alegada e generosamente em honra dos trabalhadores da

construção civil

Um auto-monumento

Não é demais insistir, meus senhores

Quando o deixam sozinho

O mundo mental

Mente

Monumentalmente.


(tradução de Manuela Torres)


IL NE FAUT PAS…


il ne faut pas laisser les intellectuels jouer avec les allumettes

Parce que Messieurs quand on le laisse seul

Le monde mental Messssieurs

N’est pas du tout brillant

Et sitôt qu’il est seul

Travaille arbitrairement

S’érigeant pour soi-même

Et soi-disant généreusement en l’honneur des travailleurs du

bâtiment

Un auto-monument

Répétons-le Messssssieurs

Quand on le laisse seul

Le monde mental

Ment

Monumentalement.


Jaques Prévert

(Paroles – 1949)

sábado, julho 25, 2009

criatura de hábitos...

volta à França em bike

O mais rápido Chevy Truck do mundo

coisas da net

mágico a laser...

Religiões e certezas humildes

A ciência tem a pretensão de dizer como o universo funciona, como surgiu a nossa espécie, como o Sol brilha e explicar cada vez mais coisas. E tem o atrevimento de não descobrir deuses em lado nenhum. Pior de tudo, é feita por pessoas comuns com o desplante de tentar perceber a realidade. Para alguns crentes isto é presunção. Muito mais humilde, defendem, é confiar – ter fé – numa fonte de conhecimento infalível de inspiração divina. Livros sagrados, profetas, líderes infalíveis que lhes digam o que é e o que não é. Só assim se pode ter certezas, porque errar é humano e o que nós fazemos não é de fiar.

Felizmente, nem todos usam a fé como fonte de certeza ou a defendem como racional. Para muitos, a fé é acerca de si e não dos factos. É uma disposição pessoal, como gostar de pintura ou amar alguém, que não se justifica, não carece de razões e não tem nada a ver com o o universo ou com os outros. Mas nesta fé não dá para assentar a religião. É demasiado pessoal. Por isso os profissionais da religião têm de vender a fé como fonte de certezas. Normalmente com maiúsculas. A Verdade, a Razão e a Revelação. E, com isto, acabam por defender uma certeza ao contrário, sem nada de racional, que não é verdade e que só revela a insensatez da abordagem.

A certeza justifica-se quando há tanta evidência em favor de uma hipótese que já não é útil procurar mais. Eu tenho a certeza que o Sol é maior que a Terra no sentido em que a minha convicção não pode aumentar por ter mais confirmação. Se ler no jornal que a NASA organizou uma medição cuidadosa e concluiu que o Sol é maior que a Terra fico exactamente na mesma. Isso já eu sabia. No entanto, esta certeza não é inabalável. Resultando da preponderância de evidências em favor da hipótese, se novos dados alterarem o balanço a certeza desaparece. Não me parece provável que aconteça neste caso, mas se acontecesse acumular-se evidências que afinal a Terra é maior que o Sol, sei que iria mudar de ideias. A certeza que a Terra é mais pequena que o Sol é relativa aos dados que tenho.

A certeza da religião é diferente. Não dispensa confirmação adicional. Quem quer ter certeza na sua religião procura sempre apoio em milagres, profetas e santos, cultos e homilias, para reforçar a certeza difícil em coisas como o número de dias da criação, a virgindade de personagens de histórias ou a infalibilidade de lideres religiosos. E rejeita a possibilidade de estar enganado. Por exemplo, uma religião cristã não admite a possibilidade de Jesus ter sido apenas um homem porque Jesus ser um deus é a premissa base destas religiões. E essa é uma certeza ao contrário. Em vez ser o ponto final do acumular de evidências, surgindo quando já não adianta reunir mais, a certeza religiosa é o ponto de partida. E dizem-na irrefutável, o que, em qualquer outro contexto, todos considerariam arrogante.

A justificação que dão é que as religiões têm acesso a fontes infalíveis. Só que a fonte infalível de cada religião contradiz as fontes infalíveis das outras, pelo que raramente se entendem. E há um problema mais subtil. É que só podemos ter confiança absoluta numa fonte que supomos infalível se assumirmos que também somos infalíveis a identificar e interpretar tais fontes. E isto é presunção a mais. Quando o criacionista interpreta a sua Bíblia ou o católico o seu Papa, por trás da fachada de humildade em seguir uma orientação divina está a arrogância de se assumirem infalíveis na sua escolha de fontes e interpretações. Porque se admitirem que são falíveis, que podem estar a perceber mal ou ter-se enganado no deus, livro ou líder, então não podem ter estas certezas e a suposta infalibilidade da fonte, mesmo que fosse verdade, de nada lhes adiantava.

Se vejo mil cisnes e são todos brancos tenho a certeza que os outros cisnes também serão brancos. É razoável decidir que mais cisnes brancos já não vão fazer diferença. Mas se descubro um cisne preto largo a certeza. A ciência funciona assim, com certezas revogáveis. Já não vale a pena confirmar se o Sol é maior que a Terra, se descendemos de outros primatas ou se o universo tem milhares de milhões de anos de idade. Disso já temos a certeza. Ou seja, já temos tanta evidência a favor que não adianta obter mais. Apenas nos interessa algo que ponha estas certezas em causa.

É neste sentido que tenho a certeza que as religiões estão enganadas. Que não houve uma criação divina nem há um ser omnipotente a controlar isto. Isto porque se amanhã a ciência desvendar mais um mistério explicando-o por processos naturais ninguém vai achar estranho. De processos naturais já temos exemplos que chegue e não é preciso mais confirmação para concluir que este universo é todo natural, sem bonecreiros invisíveis no céu. E se algum dia houver evidências claras em contrário, pois então deitarei fora esta certeza. Mas, até lá, a conclusão é esta. As religiões estão enganadas. E isto não é arrogância nem humildade. É ir para onde as evidências me levam.

Arrogância é ter a certeza do contrário sem evidências à altura, baseando-se em histórias, interpretações duvidosas e milagres em pingas de óleo. É dizer-se humilde seguidor de um saber infalível quando esse saber só pode ser infalível se quem o sabe também o for.

http://ktreta.blogspot.com/

Quem é o motorista daquele carro? josé sócrates! Porquê? Porque é o único que defende que vai no bom caminho...