Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever! I write the verse and I find the rhyme I listen to the rhythm but the heartbeat`s mine. Por trás de uma grande fortuna está um grande crime-Honoré de Balzac. Este blog é a continuação de www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000.35000 posts em 10 anos. Contacto: franciscotrindade4@gmail.com ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS
sexta-feira, outubro 25, 2013
quinta-feira, outubro 24, 2013
cão com uma experiência de quase morte...
O que pode acontecer quando um cão com trela não quer entrar no elevador e os únicos dois humanos por perto têm as suas prioridades...
É gastar o nosso dinheiro, vilanagem!!!
Despesa do Estado derrapa 857 milhões entre Maio e Outubro
A conclusão é da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO),
equipa da Assembleia da República que presta apoio aos deputados da Comissão de
Orçamento e Finanças. Esta unidade analisou o segundo rectificativo e concluiu
que "o défice das administrações públicas ascendeu a 6,4% em 2012, o que
corresponde a um défice excluindo medidas temporárias de 5,8% do PIB. Por sua
vez, o défice agora previsto, excluindo medidas temporárias, deverá ascender a
5,8%, ou seja, igual ao verificado em 2012 em termos comparáveis". Ou
seja, o governo este ano impôs uma austeridade "enorme" mas pouco fez
em relação ao problema estrutural das contas - que até terão piorado, já que a
austeridade acabou por servir para que o défice não aumentasse este ano.
A maior derrapagem nas contas do governo, aponta
a UTAO, ocorreu nos consumos intermédios do executivo, que levaram mais 401
milhões de euros dos cofres públicos. Como? Para onde? Nem à UTAO o governo
explicou as derrapagens e o novo rectificativo: "O presente documento não
beneficiou da informação solicitada ao Ministério das Finanças no dia 17 de
Outubro. Com efeito, até à conclusão da publicação, não foi recebida qualquer
resposta aos pedidos efectuados", queixam-se os técnicos no início da
análise. E se aquando do rectificativo de Maio o executivo publicou um
relatório explicativo, desta vez optou por não o fazer: "No que diz
respeito à 2.ª alteração ao OE/2013 não foi publicado um relatório de natureza
similar. Em resultado da ausência deste documento, algumas das revisões
apuradas pela UTAO nos quadros das contas das administrações públicas e nos
Mapas da Lei carecem de uma explicação oficial mais detalhada."
Além da derrapagem no consumo intermédio, o
executivo falhou também as previsões com as despesas com pessoal (mais 234
milhões) e receitas de capital (222 milhões). Tudo somado, uma falha de 857
milhões. Não fossem os cortes nas prestações sociais (-150 milhões), despesas
correntes e juros, e a derrapagem apurada seria bem maior.
quarta-feira, outubro 23, 2013
terça-feira, outubro 22, 2013
A manifestação de apoio à troika que acabou a mandá-la “lixar-se”
Foram duas as vezes que o Movimento Que Se Lixe a Troika tentou convocar a comunicação social para apresentar publicamente o protesto que decorrerá no próximo Sábado em várias cidades, um pouco por todo o país. Em vão. A comunicação social boicotou e não compareceu. À terceira, porém, foi de vez. O movimento simulou uma manifestação de apoio e agradecimento à troika por toda a ajuda que tem prestado a Portugal e aos portugueses. E a comunicação social compareceu, desta vez em peso e com todo o aparato. Para mostrar quem serve. Para mostrar de que lado está. Para confirmar a sua relação umbilical com os poderes que a usam a seu bel-prazer para capturar o que resta desta democracia. Têm-na nas mãos posta por um exército de colaboracionistas que tem o poder de comandar as percepções. O que não é notícia é como se não acontecesse. Os soldadinhos da vergonha. Eles decidem o que acontece. E o que não é para se saber.
A manifestação de apoio à troika que acabou a mandá-la “lixar-se”
A manifestação de apoio à troika que acabou a mandá-la “lixar-se”
Afinal, a
manifestação de apoio à troika era falsa. A organização foi montada
pelo Movimento Que Se Lixe a Troika e os alvos foram os do costume: Comissão
Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, responsáveis
pelo programa de assistência financeira a vigorar em Portugal.
Ainda antes das 18h, vários elementos
da comunicação social já montavam todo o aparato para a cobertura da acção
inédita de apoio à troika, mas manifestantes nem um. O
primeiro a aparecer lançou logo o mote: “Então é esta a manifestação?! Viva a
Merkel!”. A primeira entrevista que concedeu foi ao Canal Q (canal de humor e
de entretenimento das Produções Fictícias), num acto premonitório.
À medida que
os manifestantes, cerca de 30, iam chegando à Praça dos Restauradores, a
perplexidade dos jornalistas ia aumentando. Uma rapariga disse pertencer à
organização e foi de imediato bombardeada com perguntas.
— Mas,
afinal, qual é mesmo o objectivo desta manifestação?
— Estamos
aqui para agradecer a presença da troika no nosso país. Achamos que as medidas
que têm sido tomadas estão a fazer de Portugal um país novo — revelou.
— E que
medidas são essas?
— As medidas
que têm conduzido ao aumento do desemprego, por exemplo. As pessoas têm de ter
estes incentivos. Até queríamos que acabassem com o Serviço Nacional de Saúde.
As pessoas podiam passar a fazer mais exercício e a cuidar melhor da saúde.
— A menina é
actriz? Isto é uma encenação? — questionava-se.
Nunca
desarmaram. Dali, continuaram a encenação, própria de um sketch dos Monty Python, rumo ao Largo Jean
Monnet, onde fica a Representação da Comissão Europeia em Lisboa. Ali fariam
uma declaração à comunicação social.
Depressa se
percebeu que nada daquilo podia bater certo — o tom irónico ultrapassava os
dotes para a representação.
O inaudito
desfile subiu a Avenida da Liberdade. Os manifestantes envergavam óculos
escuros, perucas, máscaras com narizes e fatos de aspecto burguês. Empunhavam
cartazes onde se lia, por exemplo, “Vamos trabalhar mais horas! Obrigado, troika!”.
Uma
estranha procissão
As palavras de ordem causavam estranheza a quem passava. “Qual é o melhor banco do mundo?” “BPN!”, respondia-se. “O povo não manda aqui, quem manda é o FMI” e “Contratos não, desemprego sim”, eram os cânticos que se ouviam. À janela assomavam rostos curiosos e atónitos perante tão estranha procissão. Nem os agentes da PSP conseguiam disfarçar alguns sorrisos.
As palavras de ordem causavam estranheza a quem passava. “Qual é o melhor banco do mundo?” “BPN!”, respondia-se. “O povo não manda aqui, quem manda é o FMI” e “Contratos não, desemprego sim”, eram os cânticos que se ouviam. À janela assomavam rostos curiosos e atónitos perante tão estranha procissão. Nem os agentes da PSP conseguiam disfarçar alguns sorrisos.
Chegados ao
destino, os manifestantes deixaram espaço para a jovem que se apresentou como
Camila Lourenço se dirigir aos jornalistas, que se acotovelavam. Se tinham
chegado até ali, valia a pena ver como é que acabava.
“O movimento
Obrigado, Troika está ultrajado com as ofensivas contra a austeridade”, por
“gentinha que insulta os credores”, denunciava a jovem. Ao lado, outro
manifestante comia um chocolate chamado troika. “Não saiam de casa no dia 26 de
Outubro, sábado. Sábado, 26 de Outubro”, avisava. “Nada de ir para o Rossio às
15h e depois para São Bento.” Para terminar, exultante: “A troika é quem mais ordena, que se lixe o
povo!”.
Mais a sério,
os manifestantes, associados ao movimento Que Se Lixe a Troika, justificavam a
iniciativa como uma forma de chamar a atenção dos meios de comunicação para o
protesto do próximo sábado. Um dos membros do movimento contava ao PÚBLICO que
“esta é a terceira vez que tentam apresentar a manifestação publicamente”, não
tendo conseguido nenhuma visibilidade nas duas anteriores.
A ideia de
montar um protesto fictício surgiu há dias e o intuito era precisamente captar
a atenção dos meios de comunicação social por um motivo absurdo. A missão
parece ter sido cumprida. Jornalistas dos principais meios de comunicação
nacionais acorreram à acção de “apoio à troika”! e nem uma televisão turca
escapou.
Para esta
segunda-feira, às 18h estava marcada uma acção de apoio à troikacom
o objectivo de “agradecer a ajuda” aos credores internacionais, a quem
“Portugal tem de mostrar o seu reconhecimento por uma ajuda que os portugueses
podem aproveitar”, explicou esta manhã, ao PÚBLICO, Rita Ferreira de
Vasconcelos, uma das organizadoras do grupo de cidadãos auto-intitulado
Obrigado, Troika. No entanto, a manifestação revelou ser falsa.
O segundo resgate
O ministro da Economia, António Pires de Lima, garantiu nesta segunda-feira em entrevista à Reuters que o Governo quer negociar um segundo resgate com Bruxelas e que o executivo conta começar as negociações deste programa nos primeiros meses de 2014. Chamou-lhe “plano cautelar”, tal como chama “ajustamento” à destruição do país e “poupanças” aos roubos sucessivos do seu Governo. A questão semântica do costume. Senão, vejamos: qual é coisa, qual é ela, um empréstimo que tem associado um pacote de medidas (mais austeridade)? Não, não é o regresso aos mercados. E também não é o regresso ao crescimento. É o prémio de um povo mansinho que deixou que andassem três anos a brincar com o seu país.
segunda-feira, outubro 21, 2013
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