quinta-feira, outubro 24, 2013

The Deep: um curto filme para o início da noite...

Já ninguém respeita a minha privacidade??!!!













cão com uma experiência de quase morte...



O que pode acontecer quando um cão com trela não quer entrar no elevador e os únicos dois humanos por perto têm as suas prioridades...


Um homem que mesmo sem internet nem enciclopédias tem uma fonte de informação inesgotável!


Mas estes gajos também vão ao supermercado?


Vamos lá a fazer a ginástica da manhã...


doido varrido!


Os riscos do orçamento


É gastar o nosso dinheiro, vilanagem!!!

Despesa do Estado derrapa 857 milhões entre Maio e Outubro

A conclusão é da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), equipa da Assembleia da República que presta apoio aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças. Esta unidade analisou o segundo rectificativo e concluiu que "o défice das administrações públicas ascendeu a 6,4% em 2012, o que corresponde a um défice excluindo medidas temporárias de 5,8% do PIB. Por sua vez, o défice agora previsto, excluindo medidas temporárias, deverá ascender a 5,8%, ou seja, igual ao verificado em 2012 em termos comparáveis". Ou seja, o governo este ano impôs uma austeridade "enorme" mas pouco fez em relação ao problema estrutural das contas - que até terão piorado, já que a austeridade acabou por servir para que o défice não aumentasse este ano.
A maior derrapagem nas contas do governo, aponta a UTAO, ocorreu nos consumos intermédios do executivo, que levaram mais 401 milhões de euros dos cofres públicos. Como? Para onde? Nem à UTAO o governo explicou as derrapagens e o novo rectificativo: "O presente documento não beneficiou da informação solicitada ao Ministério das Finanças no dia 17 de Outubro. Com efeito, até à conclusão da publicação, não foi recebida qualquer resposta aos pedidos efectuados", queixam-se os técnicos no início da análise. E se aquando do rectificativo de Maio o executivo publicou um relatório explicativo, desta vez optou por não o fazer: "No que diz respeito à 2.ª alteração ao OE/2013 não foi publicado um relatório de natureza similar. Em resultado da ausência deste documento, algumas das revisões apuradas pela UTAO nos quadros das contas das administrações públicas e nos Mapas da Lei carecem de uma explicação oficial mais detalhada."
Além da derrapagem no consumo intermédio, o executivo falhou também as previsões com as despesas com pessoal (mais 234 milhões) e receitas de capital (222 milhões). Tudo somado, uma falha de 857 milhões. Não fossem os cortes nas prestações sociais (-150 milhões), despesas correntes e juros, e a derrapagem apurada seria bem maior.

terça-feira, outubro 22, 2013

Uma magia para ficarem a pensar de como é que se faz...



...do mágico Criss Angel

A diferença entre ir para a escola na sexta e ir para a escola na segunda...

Levo sempre o meu animal de estimação para as aulas e ai do professor que me diga alguma coisa!...


Beber cerveja na Sibéria...

Apesar de tudo o que se diz, ainda há quem trabalhe neste país!...


clicar na imagem para ampliar

E então eu disse...


...não me interessa o dinheiro que tens, amo-te por aquilo que és!

Brincadeiras de rua na Palestina...


A manifestação de apoio à troika que acabou a mandá-la “lixar-se”

Foram duas as vezes que o Movimento Que Se Lixe a Troika tentou convocar a comunicação social para apresentar publicamente o protesto que decorrerá no próximo Sábado em várias cidades, um pouco por todo o país. Em vão. A comunicação social boicotou e não compareceu. À terceira, porém, foi de vez. O movimento simulou uma manifestação de apoio e agradecimento à troika por toda a ajuda que tem prestado a Portugal e aos portugueses. E a comunicação social compareceu, desta vez em peso e com todo o aparato. Para mostrar quem serve. Para mostrar de que lado está. Para confirmar a sua relação umbilical com os poderes que a usam a seu bel-prazer para capturar o que resta desta democracia. Têm-na nas mãos posta por um exército de colaboracionistas que tem o poder de comandar as percepções. O que não é notícia é como se não acontecesse. Os soldadinhos da vergonha. Eles decidem o que acontece. E o que não é para se saber.

A manifestação de apoio à troika que acabou a mandá-la “lixar-se”

Afinal, a manifestação de apoio à troika era falsa. A organização foi montada pelo Movimento Que Se Lixe a Troika e os alvos foram os do costume: Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, responsáveis pelo programa de assistência financeira a vigorar em Portugal.
Ainda antes das 18h, vários elementos da comunicação social já montavam todo o aparato para a cobertura da acção inédita de apoio à troika, mas manifestantes nem um. O primeiro a aparecer lançou logo o mote: “Então é esta a manifestação?! Viva a Merkel!”. A primeira entrevista que concedeu foi ao Canal Q (canal de humor e de entretenimento das Produções Fictícias), num acto premonitório.
À medida que os manifestantes, cerca de 30, iam chegando à Praça dos Restauradores, a perplexidade dos jornalistas ia aumentando. Uma rapariga disse pertencer à organização e foi de imediato bombardeada com perguntas.
— Mas, afinal, qual é mesmo o objectivo desta manifestação?
— Estamos aqui para agradecer a presença da troika no nosso país. Achamos que as medidas que têm sido tomadas estão a fazer de Portugal um país novo — revelou.
— E que medidas são essas?
— As medidas que têm conduzido ao aumento do desemprego, por exemplo. As pessoas têm de ter estes incentivos. Até queríamos que acabassem com o Serviço Nacional de Saúde. As pessoas podiam passar a fazer mais exercício e a cuidar melhor da saúde.
— A menina é actriz? Isto é uma encenação? — questionava-se.
Nunca desarmaram. Dali, continuaram a encenação, própria de um sketch dos Monty Python, rumo ao Largo Jean Monnet, onde fica a Representação da Comissão Europeia em Lisboa. Ali fariam uma declaração à comunicação social.
Depressa se percebeu que nada daquilo podia bater certo — o tom irónico ultrapassava os dotes para a representação.
O inaudito desfile subiu a Avenida da Liberdade. Os manifestantes envergavam óculos escuros, perucas, máscaras com narizes e fatos de aspecto burguês. Empunhavam cartazes onde se lia, por exemplo, “Vamos trabalhar mais horas! Obrigado, troika!”.
Uma estranha procissão
As palavras de ordem causavam estranheza a quem passava. “Qual é o melhor banco do mundo?” “BPN!”, respondia-se. “O povo não manda aqui, quem manda é o FMI” e “Contratos não, desemprego sim”, eram os cânticos que se ouviam. À janela assomavam rostos curiosos e atónitos perante tão estranha procissão. Nem os agentes da PSP conseguiam disfarçar alguns sorrisos.
Chegados ao destino, os manifestantes deixaram espaço para a jovem que se apresentou como Camila Lourenço se dirigir aos jornalistas, que se acotovelavam. Se tinham chegado até ali, valia a pena ver como é que acabava.
“O movimento Obrigado, Troika está ultrajado com as ofensivas contra a austeridade”, por “gentinha que insulta os credores”, denunciava a jovem. Ao lado, outro manifestante comia um chocolate chamado troika. “Não saiam de casa no dia 26 de Outubro, sábado. Sábado, 26 de Outubro”, avisava. “Nada de ir para o Rossio às 15h e depois para São Bento.” Para terminar, exultante: “A troika é quem mais ordena, que se lixe o povo!”.
Mais a sério, os manifestantes, associados ao movimento Que Se Lixe a Troika, justificavam a iniciativa como uma forma de chamar a atenção dos meios de comunicação para o protesto do próximo sábado. Um dos membros do movimento contava ao PÚBLICO que “esta é a terceira vez que tentam apresentar a manifestação publicamente”, não tendo conseguido nenhuma visibilidade nas duas anteriores.
A ideia de montar um protesto fictício surgiu há dias e o intuito era precisamente captar a atenção dos meios de comunicação social por um motivo absurdo. A missão parece ter sido cumprida. Jornalistas dos principais meios de comunicação nacionais acorreram à acção de “apoio à troika”! e nem uma televisão turca escapou.
Para esta segunda-feira, às 18h estava marcada uma acção de apoio à troikacom o objectivo de “agradecer a ajuda” aos credores internacionais, a quem “Portugal tem de mostrar o seu reconhecimento por uma ajuda que os portugueses podem aproveitar”, explicou esta manhã, ao PÚBLICO, Rita Ferreira de Vasconcelos, uma das organizadoras do grupo de cidadãos auto-intitulado Obrigado, Troika. No entanto, a manifestação revelou ser falsa.

O segundo resgate

O ministro da Economia, António Pires de Lima, garantiu nesta segunda-feira em entrevista à Reuters que o Governo quer negociar um segundo resgate com Bruxelas e que o executivo conta começar as negociações deste programa nos primeiros meses de 2014. Chamou-lhe “plano cautelar”, tal como chama “ajustamento” à destruição do país e “poupanças” aos roubos sucessivos do seu Governo. A questão semântica do costume. Senão, vejamos: qual é coisa, qual é ela, um empréstimo que tem associado um pacote de medidas (mais austeridade)? Não, não é o regresso aos mercados. E também não é o regresso ao crescimento. É o prémio de um povo mansinho que deixou que andassem três anos a brincar com o seu país.