domingo, janeiro 26, 2014

O miúdo está à minha guarda...ok?


Nunca trabalhei tanto porque não tive este tipo de equipamento...


Pés de barro

A recente emissão de uns milhões de títulos de dívida portuguesa foi cantada pelo governo como uma demonstração da “recuperação” e do bom caminho do país. O mesmo com a descida dos juros verificada nos últimos dias. Não é isto uma prova da confiança “dos mercados” no rumo português de resposta à crise? e, desse modo, a prova de que, ida a troika dentro de meses, tudo correrá pelo melhor?
Fica, de facto, demonstrado o apreço do capital especulativo pelos efeitos da austeridade sobre a massa trabalhadora — mas apenas isso. Que melhor garantia pode haver para um especulador financeiro do que um governo que assegura o pagamento de juros agiotas à custa do empobrecimento dos assalariados? É isso que dá confiança ao capital volante que corre em busca de ganhos que não consegue obter em actividade produtiva.
A ávida procura de títulos da dívida portuguesa não é exclusiva. O mesmo sucede, veja-se bem, com a Espanha, a Itália, a Irlanda e mesmo a Grécia, os países com mais dificuldades da Europa. A massa enorme de capital improdutivo que vagueia pelo mundo (“excesso de liquidez”, dizem os entendidos) abocanha todas as possibilidades de remuneração, sobretudo quando os juros são muito mais altos do que, por exemplo, os da Alemanha, França ou Holanda. São precisamente capitais de países como estes que exploram, com largos benefícios, os efeitos da crise no sul da Europa. Basta-lhes um colaboracionista como Coelho e um colaborante como Seguro.
Compreende-se que, com a aproximação das eleições europeias, seguidas das legislativas e das presidenciais, o governo invente argumentos optimistas — mostrando Passos Coelho que afinal não se está “a lixar para as eleições” como chegou a dizer. Mas os sinais de festa da parte do governo (o ministro Pires de Lima chegou a confessar o “sentimento” de que a economia vai crescer mais do que os números prevêem), mascaram mal a realidade, mesmo aquela com que os meios do poder lidam. De facto, o desemprego baixa por emigração e desistência dos desempregados, não por criação de postos de trabalho; as despesas da Segurança Social diminuem porque milhares de desempregados deixam de receber subsídio e milhões de pensionistas são espoliados; o défice do Estado baixa por tudo isto e ainda pela extorsão crescente de impostos aos assalariados. E mesmo os juros da dívida nacional caem nos empréstimos de curto prazo, mas sobem nos de longo prazo — o que significa que os especuladores sabem que vão ser remunerados daqui a um ano ou dois, mas já não apostam da mesma maneira no que se passará daqui a cinco ou dez anos.
O reverso deste optimismo fantasista do governo está no desespero que se vai apoderando de assalariados, pensionista e desempregados, velhos e novos. O capital fala em recuperação económica justamente porque o trabalho foi rebaixado para uma condição que não vivia há várias décadas. Essa “recuperação” não é, pois, fruto de um progresso, mas de um enorme retrocesso social: destruição de bens e forças produtivas, degradação geral de condições de vida dos trabalhadores. Verdadeiramente, é esta a medida do “êxito” da política de austeridade e do capital que sobrevive à custa dela.

sábado, janeiro 25, 2014

Não por favor, não consigo olhar!!


A pouco e pouco os animais vão-se revoltando cada um como pode em relação ao governo despótico de passos coelho. Hoje foi a vez dos veados…no sentido literal!

Não há visibilidade? Então o melhor é andar mais depressa!...

Raparigas presas nos mais estranhos lugares...










Como partir o pescoço a alguém...

...O principal está no sorriso!

Criativos homens das neves












A arábia saudita vai permitir que as mulheres possam conduzir mas somente este modelo!


São óptimas! Docinhas, docinhas!...


Vamos lá ver se saímos daqui!...


Mistérios do "ajustamento"

O “sucesso do ajustamento”. A síntese orçamental que a DGO ontem apresentou aponta para um défice orçamental na ordem dos 4,4% do PIB e o Governo canta vitória. E afinal o que é que o Governo ajustou? Cobrou mais 3,5 mil milhões de euros em impostos, sobretudo (92%) impostos sobre o trabalho, mas o défice apenas desceu 1,3 mil milhões, um pouco mais do que a receita extraordinária que o Governo obteve através de um programa de perdão fiscal implementado no ano em que os portugueses foram – o oposto de perdoados – castigados com a maior sobrecarga de IRS de sempre: 12,308 mil milhões de euros, ainda mais 35,5% do que no esticão de 2012, ainda mais 3223 milhões de euros do que no ano anterior.

Tudo isto no ano dos SWAP. Tudo isto no ano em que PSD, PS e CDS aprovaram uma descida do IRC em moldes que beneficiam sobretudo as grandes empresas. Tudo isto ao som de um refrão que fala em “reformas estruturais necessárias” posto a circular por um Governo que se recusa a reduzir as rendas das PPP e de sectores como o da energia mais cara de toda a Europa mas que não hesita em reduzir salários e pensões de reforma. E apesar dos cortes salariais, aos quais chamaram “estruturais”, e apesar do confisco de pensões, ao qual colaram um rótulo de “solidário”, o que os dados ontem apresentados mostram é que o saldo da administração central piorou de 2012 para 2013. Foram mais 300 milhões de défice, para 8,3 mil milhões -, tal como o da administração regional – perdas de 825,2 milhões contra os 266 milhões de 2012 – e o da administração local, que passou de um contributo de 748 milhões positivos para um défice de 42 milhões. Contas feitas pela própria DGO, o saldo das administrações públicas em contabilidade nacional agravou-se em 2013: o défice de 7,13 mil milhões de 2012 passou a 8,73 mil milhões.
No parágrafo anterior está o retrato do “ajustamento” que realmente aconteceu: os impostos que pagamos deixaram de financiar serviços públicos e passaram a financiar juros da dívida. As receitas de OE dos organismos públicos foram reduzidas drasticamente e, para além disso, O que o Governo corta em salários foi também substituído por aquisições de bens e serviços. Puseram-nos a pagar os juros monstruosos com que estão a recapitalizar a banca europeia e aproveitaram para implementar um plano de reengenharia social que faz ricos à custa de pobres e remediados. O sucesso está a ser brutal, como se vê nos hospitais e centros de saúde, nas escolas, nos centros de emprego e nas empresas que foram fechando  em toda a parte. Um país a definhar. Eles chamam-lhe "ajustamento". 

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Não espies...


Não sei onde estás, mas quando te encontrar vou-te comer!!!


É hilariante este miúdo super excitado mas sobretudo um prodígio no piano!...

Eles riram e riram do que o governo disse do apuramento do défice para o ano de 2013!!!


Mas que água tão boa!


Uma história da segunda guerra mundial...


Durante a segunda guerra mundial, um avião americano caiu perto da ilha japonesa de Chichijima. Havia nove americanos a bordo. Um deles foi salvo por um submarino americano. Todos os outros oito foram capturados pelos japoneses. O pouco que se sabe foi que os japoneses mataram e acabaram por comer os oito militares capturados.
Mas esta não é a parte mais estranha da história.O militar que foi resgatado pelo submarino?
O seu nome era George H.W. Bush.

O cavalo consegue ser mais bonito!...


O homem aranha foi apanhado!


"Reformas estruturais necessárias", ou lá o que é

Dinheiros públicos, negócios privados, o lado “magro” do Estado. A semana em que, no lado “gordo” do mesmo Estado, cada funcionário público vai confirmando no recibo de vencimento que aquele boato dos cortes era mesmo verdade e, o detalhe realmente importante, que o seu salário afinal também encolheu, começou com a notícia de mais um negócio no sector da Saúde na Segunda-feira, prosseguiu com a notícia das investigações a mais um negócio no sector da Educação na Terça-feira e, para não variar, continua hoje, Quarta-feira, com notícias de mais negócios do mesmo tipo, desta vez no sector da Cultura. Hoje é a vez da Casa Fernando Pessoa, a qual, lê-se aqui, adjudicou vários serviços por ajuste directo, desde o final de 2012, a uma pequena empresa que tem escritório em casa da sua directora artística, a escritora Inês Pedrosa. De acordo com mais este trabalho de investigação de José António Cerejo, além das adjudicações feitas a essa empresa, o seu gerente e proprietário tem beneficiado de contratos indirectos, relativos à Casa Fernando Pessoa (CFP), celebrados pela Egeac, a empresa da Câmara de Lisboa que gere a instituição desde 2012, e pela própria autarquia. Amanhã é Quinta-feira. No lado “gordo” do Estado, será a vez dos funcionários do Ministério da Educação e Ciência saberem quanto emagreceu o seu salário. E em Março haverá mais para todos, mais 1% para a ADSE. “Reformas estruturais necessárias”, ou lá como se repete nos telejornais.

A mania das pressas


quinta-feira, janeiro 23, 2014

Farto destas notícias sobre a troika...


Uma partida dum mafioso russo com um refém num elevador!



Cada um pinta o mundo que representa


Ela passeia a sua mascote mas o digital é mais forte!...


Um protesto original de cidadãos franceses em frente da assembleia nacional em Paris!

Estas pessoas encontraram uma maneira muito própria de protesto contra o presidente francês no parlamento fazendo algo algo pouco usual!...










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A única que conquistou o mundo que era o objectivo de todos...


Gostava de saber como é que isso se faz!...


O ataque do urso!

Como encriptar emails - – protecção contra bisbilhoteiros online


Será possível proteger seus dados de agências de inteligência? Sim, basta um pequeno esforço para encriptar seus emails. Depois disso, enviá-los é quase tão fácil como antes. Aqui está uma orientação passo-a-passo. 

Para aqueles que não utilizam encriptação, os emails são como cartões postais privados. Seu conteúdo pode ser interceptado e lido por terceiros, empregados curiosos dos emails providers, por exemplo, ou analistas de inteligência. 

Além disso, qualquer um com a password da conta de email de um utilizador, seja um hacker ou um ex-conjuge insatisfeito, pode ler emails que encontrarem nesta conta. Eis porque quem dá valor à privacidade do seu email deveria utilizar encriptação . É só isso, mas a maior parte das pessoas não quer perder tempo. 

Recomendamos utilizar a [aplicação] gratuita de email de cliente Thunderbird , o programa gratuito GnuPG e o plugin gratuíto Enigmail do Thunderbird para instalar a sua própria encriptação. Os utilizadores que quiserem ir por este caminho, contudo, devem aceitar fazer duas coisas. Primeiro, têm de abandonar email providers como o Gmail directamente dos seus browsers na Internet. E, segundo, devem aceitar gastar algum tempo a entender o método de encriptação e não ficarem facilmente desconcertados por alguma nova terminologia. Uma vez estabelecido o sistema de encriptação, enviar e receber emails encriptados é fácil. 

Actualmente, emails encriptados são tão raros que a National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos os considera uma prioridade. Qualquer coisa encriptada é de particular interesse para a agência de Fort Mead que monitora a rede. Apesar de não ser claro quanto tempo a NSA leva para decifrar encriptação de email, se seguir nossas instruções é provável que seus emails permanecerão ilegíveis sem uma chave durante os próximo anos, embora ninguém possa garantir isto com certeza.

Uma forma de protesto 

Se utilizadores privados de email começassem a encriptar correspondência comum, isso seria uma forma de protesto eficaz contra qualquer invasão potencial de privacidade por agências de inteligência como a NSA. A vantagem adicional é a relativa certeza de que qualquer um que acidentalmente encontre os emails não será capaz de lê-los.

A encriptação torna o texto não legível, transformando-o numa série de símbolos sem sentido – uma linguagem secreta sem valor. Só o indivíduo a quem um email é destinado pode descodificá-lo. Naturalmente, ambos os utilizadores precisam de uma chave, seja ela a mesma (encriptação simétrica) ou diferente (encriptação assimétrica).

A forma mais comum e mais fácil de instalar é a encriptação assimétrica. Ela é baseada em complexas funções (tasks) matemáticas que levariam anos ou mesmo séculos para desvendar, mesmo para grandes computadores.

Sugerimos uma encriptação padrão chamada PGP ("Pretty Good Privacy"), a qual encripta emails ou outros conteúdos utilizando duas chaves, uma pública e outra privada. A chave pública funciona como um cadeado que o utilizar disponibiliza aos seus parceiros de correspondência. Quando o utilizador A quer enviar um email encriptado para o utilizador B, então ele anexa a chave pública de B ao email antes de enviar. A chave privada pertencente ao utilizador B será então a única chave que pode abrir este cadeado metafórica através da descriptação.

Isto significa que a chave privada deve ser guardada cuidadosamente. Se alguém conseguir acesso à chave privada, o email do utilizador torna-se tão seguro quanto uma casa com as chaves deixadas sobre a soleira da porta.

Não correr riscos 

Uma vez que dois contactos tenham trocado suas chaves públicas, eles podem efectuar comunicação encriptada. Este intercâmbio pode verificar-se directamente, pelo envio de um email não encriptado com a chave, um serviço proporcionado, por exemplo, pelo email provider Thunderbird. Ou então, utilizadores podem carregar sua chave pública para o chamado servidor de chave (keyserver), embora isto signifique que o endereço email da pessoa fique visível ali e poderia ser utilizado, por exemplo, por spammers.

Com a ajuda de uma chamada "impressão digital" ("fingerprint"), aqueles que não quiserem correr risco podem verificar se a chave vem da pessoa real com quem querem comunicar-se. A impressão digital é uma série única de 40 letras e números que pode ser transferida via cartões de visita ou na homepage de alguém. Deste modo, o receptor pode estar certo de que um email vem realmente do remetente declarado.

Alternativamente, utilizadores Mac podem encriptar seus emails utilizando o software GPGTools , cujo sítio web apresenta um tutorial sobre a instalação. Tanto os computadores Apple como Linux podem utilizar o Thunderbird em combinação com o Enigmail.
Nota do editor: Notar que este artigo pretende apenas ser uma orientação. A Spiegel International não assume qualquer responsabilidade pela utilização do serviços sugeridos. Use estas indicações por vossa conta e risco.
Friedrich Lindenberg e Christian Stöcker
Jornalistas da Spiegel




O último desejo


quarta-feira, janeiro 22, 2014

Não deixarei que as finanças me tirem o biberão!


Estes chineses são doidos!!!


A retoma


«Gente competitiva»

Vivemos tempos de chumbo marcados por uma gangrena conceptual. 
As nossa «elites» têm um mundo gangrenado na cabeça e querem a impô-lo à sociedade. O mundo que elas trazem na cabeça é um mundo rude e grotesco, que atraiçoa a evolução e a história da humanidade, porque reduz o sentido da vida humana a duas coisas: dinheiro e competitividade. Para as nossas «elites» a vida reduz-se e deve reduzir-se a isto: viver segundo as regras que o poder do dinheiro estipula e viver obcecado por ser competitivo, que é precisamente o principal alimento do obsceno poder do dinheiro.
Do discurso pronunciado pelas «elites» nada mais do que isto se ouve e nada mais do que isto se lê — é  uma pobreza medonha.
Até nos mais inesperados sectores da sociedade esta gangrena conceptual se instalou. Há dias, pudemos ouvir num programa televisivo um (ex?)cientista português, António Coutinho, repetir incessantemente a expressão «tem de ser gente competitiva», quando se referia aos investigadores/cientistas. Independentemente do assunto específico da investigação científica de que estivesse a falar, o elemento comum no discurso de Coutinho era sintetizado na designação «gente competitiva»: o que nós precisamos é de «gente competitiva», de «projectos competitivos», de «equipas competitivas», de «trabalho competitivo». Na cabeça de Coutinho fazer ciência tornou-se uma actividade idêntica à de fazer sapatos ou à de vender sabonetes ou à de correr os cem metros. Fazer ciência transformou-se numa competição e os cientistas transformaram-se em vendedores ou corredores, em que o melhor é quem vende mais ou quem corre mais. O conhecimento enquanto valor em si mesmo não existe e se existir não interessa. Por isso, Coutinho deu como exemplo a investigação brasileira que tem publicado muito, mas, como ninguém a lê, não interessa, não é competitiva.
Miguel Seabra, presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) repete o mesmo discurso numa entrevista ao jornal Público: «queremos que os [cientistas] portugueses sejam mais competitivos. Quanto melhor e mais competitivo for o nosso sistema, mais facilmente podemos ir a um quadro competitivo, que está desenhado para ser ainda mais competitivo.» Devemos, portanto, ser competitivos para conseguirmos ser mais competitivos de modo a entrarmos num quadro competitivo que ele próprio ainda será mais competitivo...
A cabeça de Seabra é igual à cabeça de Coutinho, que é igual à cabeça de Relvas (que também enchia o discurso com a palavra competitividade) e à de Passos e às da «elite» dominante. Todos eles descobriram o seu arquétipo de vida: ser competitivo.
Para estas cabeças, o mundo e a vida reduzem-se a duas palavras e explicam-se em duas palavras: competitividade e dinheiro. Para ter este é preciso ser aquele e depois de ter este tem de continuar a ser aquele para não perder este. A vida resume-se a este círculo néscio. Mas para além de néscio este círculo está viciado. Na realidade, não havendo igualdade de oportunidades, aumentando as desigualdades, como escandalosamente está a acontecer, a competitividade é uma mentira e os «competitivos» são aqueles que já tinham a corrida ganha antes dela começar.
Conclusão: a uma concepção grotesca da vida junta-se uma narrativa mentirosa.

Não te esqueças duma coisa: A mãe natureza tem mais força que tu!

Gostam da minha boneca?


Elevador!...