Esta semana começo a deixar a avaliação dos meus alunos para que os Directores de Turma possam ter a possibilidade de preencher os 47 impressos necessários para a realização das reuniões de avaliação que se estendem por quatro dos cinco dias úteis da próxima semana. O Ministério não precisa de proibir formalmente o gozo de férias pelos docentes porque elas inexistem naturalmente devido ao brutal peso burocrático do actual funcionamento da avaliação.
Para acicatar os ânimos mais críticos, eu diria que a avaliação se foi tornando cada vez mais adivinhação, à medida que passou a incidir não sobre aquilo que o aluno faz (o produto palpável do seu trabalho), já quase que não sobre aquilo que se percebe que talvez seja capaz de fazer (as competências), mas principalmente sobre aquilo que seria capaz de fazer, debaixo das condições iedeais de ambiente (as capacidades, inatas ou das outras) se porventura não fizesse tudo ao contrário do que mandam, digo, solicitam os docentes.
Apesar disso, não tenho normalmente grandes dramas de consiciência e, quase como o nosso presidente, as dúvidas são poucas e os problemas com a justiça da minha avaliação inexistentes até á data (mas nunca digas que um recurso não te aparecerá ao dobrar da esquina… bater três vezes no tampo da secretária que é de madeira). Mas há muita gente que se consome nestes momentos, com os dilemas decorrentes desta conjuntura de final de período. Apesar do que dizem por aí em contrário, (quase) todos nós lidamos com a avaliação dos alunos cheios de paninhos quentes e receios mil, dos protestos e recursos e queixas directas para o Ministério, porque se conhece lá alguém com capacidade de influir junto de quem está perto de alguém com poder.
O que é triste.
Eu concordo com o facto de não serem avaliáveis apenas os conhecimentos dos alunos e que muitas variáveis devem ser tidas em consideração.
Mas confesso que nunca tive tanta dificuldade em dar uma classificação positiva como quanto estive numa Escola em que os intens relativos às atitudes e valores eram maioritários, comparativament aos destinados a avaliar os conhecimentos e competências.
Muitas vezes, tais eram as falhas nesse domínio geral das atitudes e valores, que quando chegavam aos conhecimentos, muitos alunos já tinham o destino tristemente marcado.
Porque, não nos iludamos, a falha gritante no desempenho escolar dos alunos começa e acaba na cada vez maior falha nos domínios das atitudes e valores, nas regras de convivência em sociedade e comunidade, no respeito pelos outros, na capacidade de tolerar a diferença e o próximo e de dominar a pulsão para satisfazer a sua própria vontade, por todos os meios, como se fosse a suprema ou mesmo a única a respeitar.
Os conhecimentos falham como consequência directa da completa falta de regras, de respeito e de auto-disciplina.
Quem promove isso?
Para acicatar os ânimos mais críticos, eu diria que a avaliação se foi tornando cada vez mais adivinhação, à medida que passou a incidir não sobre aquilo que o aluno faz (o produto palpável do seu trabalho), já quase que não sobre aquilo que se percebe que talvez seja capaz de fazer (as competências), mas principalmente sobre aquilo que seria capaz de fazer, debaixo das condições iedeais de ambiente (as capacidades, inatas ou das outras) se porventura não fizesse tudo ao contrário do que mandam, digo, solicitam os docentes.
Apesar disso, não tenho normalmente grandes dramas de consiciência e, quase como o nosso presidente, as dúvidas são poucas e os problemas com a justiça da minha avaliação inexistentes até á data (mas nunca digas que um recurso não te aparecerá ao dobrar da esquina… bater três vezes no tampo da secretária que é de madeira). Mas há muita gente que se consome nestes momentos, com os dilemas decorrentes desta conjuntura de final de período. Apesar do que dizem por aí em contrário, (quase) todos nós lidamos com a avaliação dos alunos cheios de paninhos quentes e receios mil, dos protestos e recursos e queixas directas para o Ministério, porque se conhece lá alguém com capacidade de influir junto de quem está perto de alguém com poder.
O que é triste.
Eu concordo com o facto de não serem avaliáveis apenas os conhecimentos dos alunos e que muitas variáveis devem ser tidas em consideração.
Mas confesso que nunca tive tanta dificuldade em dar uma classificação positiva como quanto estive numa Escola em que os intens relativos às atitudes e valores eram maioritários, comparativament aos destinados a avaliar os conhecimentos e competências.
Muitas vezes, tais eram as falhas nesse domínio geral das atitudes e valores, que quando chegavam aos conhecimentos, muitos alunos já tinham o destino tristemente marcado.
Porque, não nos iludamos, a falha gritante no desempenho escolar dos alunos começa e acaba na cada vez maior falha nos domínios das atitudes e valores, nas regras de convivência em sociedade e comunidade, no respeito pelos outros, na capacidade de tolerar a diferença e o próximo e de dominar a pulsão para satisfazer a sua própria vontade, por todos os meios, como se fosse a suprema ou mesmo a única a respeitar.
Os conhecimentos falham como consequência directa da completa falta de regras, de respeito e de auto-disciplina.
Quem promove isso?
Pois, pois, pois…
http://educar.wordpress.com/
http://educar.wordpress.com/
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