quarta-feira, dezembro 27, 2006

Cidadãos de 37 países, na Jornada Mundial de Mobilizações por Oaxaca

"La Jornada", México, edição de 23 de dezembro de 2006.
SOLIDARIDADE COM A APPO Clamam pelo respeito aos direitos humanos e a remoção de Ulises Ruiz Ortiz Cidadãos de 37 países, na Jornada Mundial de Mobilizações por Oaxaca AGENCIAS Da Argentina a Grécia, da Espanha aos Estados Unidos, em mais de 37 nações da Europa y América se realizou ontem a Jornada Mundial de Mobilizações por Oaxaca convocada desde o México pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) em exigência do respeito dos direitos humanos dos oaxaquenhos, pela libertação dos detidos e a remoção do governador Ulises Ruiz Ortiz. Em diversos idiomas se escutou o grito e a exigência de justiça para os cidadãos dessa entidade, de respaldo a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) e também em apoio aos indígenas chiapanecos. A solidariedade tomou forma por meio de manifestações na frente das representações diplomáticas de México, encontros culturais, mobilizações e uma cadeia de missivas ao governo mexicano, nas quais se exige o cessar da repressão contra os lutadores sociais e defensores das garantias básicas. Em Barcelona, apesar de uma forte chuva, umas 200 pessoas se manifestaram no centro da cidade em solidariedade com o povo de Oaxaca e contra a impunidade que se vive no México. Os manifestantes portavam tochas e cantavam consígnias contra Ulises Ruiz e recordando também do massacre em Acteal, perpetrado no dia 22 de dezembro de 1997. A manifestação percorreu a beira mar de Barcelona, aonde se repartiram panfletos e cartazes alusivos à situação que ocorre em Oaxaca. Em Valência, Salamanca e Sevilla houve também uma jornada de protestos para denunciar alem de tudo "o silêncio cúmplice do governo espanhol e a manipulação dos meios de comunicação no México". O grito foi: "Oaxaca vive, a luta segue". Nenhum morto em Oaxaca: Jiménez Remus Os manifestantes deram a conhecer uma carta que o embaixador do México na Espanha, Gabriel Jiménez Remus, fez chegar a Comissão Confederal de Solidariedade com Chiapas, na que minimiza a situação em Oaxaca. "Em resposta a sua comunicação na que manifesta sua preocupação pela situação em Oaxaca, me permito informar-lhe que não se teve registrado nenhum falecimento na capital de Oaxaca como resultado da operação que as forças federais tem realizado nesta cidade, a partir do 28 de outubro”. Pelo que se refere aos detidos pela polícia ministerial de Oaxaca, o governo de México tem informado a Comissão Interamericana de Direitos Humanos a situação jurídica dessas pessoas, precisando os cargos e constatando seu acesso a representação legal, assegurou o representante do governo de Felipe Calderón. As organizações, sem dúvida, fizeram alusão ao informe preliminar da Comissão Nacional de Direitos Humanos do México no sentido de que em mais de 200 dias de conflito se tenha registrado uma vintena de mortos, 11 deles, ao menos, diretamente como saldo do enfrentamento entre integrantes da APPO e forças policiais. Os manifestantes recordaram em diversas cidades que, somente no dia 25 de novembro, a Polícia Federal Preventiva encabeçou a detenção de mais de 200 pessoas (entre eles vários estrangeiros), das quais mais de 50 permanecem presas. Em cidades da França como Paris, Marselha, Lille, Toulouse, Grenoble, Nantes, entre outras, houve também mostras de solidariedade com a APPO. Durante mais de duas horas, centenas de cidadãos marcharam pelo centro de Paris, entre eles vários residentes mexicanos, para expressar seu apoio ao movimento popular oaxaquenho. Imigrantes “sem papéis” (documentos) falaram durante a manifestação para insistir na remoção do "assassino Ulises Ruiz". Ao chegar ao consulado de México, Ixchel, criança oaxaquenha, fez cantar a todos a consígnia "Já caiu, já caiu, Ulises já caiu", e expressões contra o presidente Felipe Calderón. Os “sem papéis”, que ocupam faz alguns dias locais de uma universidade da região parisiana, expressaram o temor de que a polícia os desaloje; pese isto, concordaram continuar com esta jornada, ainda durante as festas de fim de ano. Em Roma, uma centena de manifestantes ficaram na frente das representações das Nações Unidas e denunciaram a violação dos direitos humanos contra lutadores sociais no México. Entregaram uma carta de protesto que logo foi enviada por fax as principais representações da ONU em todo o mundo. Também entregaram um presente de natal com os símbolos das lutas do povo mexicano: o machado e as flores, o arado e a bota zapatista. A Associação Ya Basta, organizadora do ato, alertou sobre "as intenções golpistas da ultradireita mexicana". Portavam uma manta de mais de um metro de altura na que se lia: "Governo mexicano assassino, já basta de impunidade". A jornada internacional foi realizada em cidades da Alemanha como Bremen, Colônia e Wuppertal. Também em Viena, Áustria, e em Bruxelas, na Bélgica, assim como na capital da Grécia, Atenas. As marchas concluiram-se nas representações diplomáticas de México. Durante a concentração realizada na sede mexicana em Atenas, grupos como o Coletivo Espiral de Solidariedade exigiram a libertação dos detidos e advertiram: "Nosso coração está nas ruas de Oaxaca, ao lado do povo que está resistindo ao temor e a repressão. Nosso coração está aonde há luta com a dignidade". Na América, a solidariedade se deu em todo o continente, desde o Canadá e Estados Unidos até Argentina, Peru e Brasil. Houve manifestações nos consulados e embaixadas, mas também sessões de poesia e concertos de música latino-americana, entre outras atividades. "A repressão não têm bandeira nem reconhece país; as mudanças de governo não resolveram nenhum problema. Vocês tem iluminado mais o caminho vermelho, o caminho de Oaxaca, e por ele estamos nas boas e nas más até a vitória final", se expressou em Arequipa, durante um comício organizado pela Juventude Socialista do Peru. Os protestos continuarão no que resta do ano. http://www.jornada.unam.mx/2006/12/23/index.php?section=politica&article=008n1pol As razões nos unem, mas respeitando-nos em formas, medos e passos: comandante David Zapatistas expressam apoio a APPO e atenquenses ANGELES MARISCAL CORRESPONSAL Oventic, Chis., 22 de dezembro. Indígenas bases de apoio do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), autoridades das juntas de bom governo (JBG) e seus municípios autônomos, assim como comandantes do grupo armado se reuniram em cada um dos cinco caracóis zapatistas para manifestar seu apoio e solidariedade com a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca e os habitantes de San Salvador Atenco, estado de México. "As razões nos unem para lutarmos juntos, mas respeitando-nos cada um suas formas, seus medos e seus passos", sustenta o comandante David, ante uns 5 mil rebeldes que se concentraram em Oventic. O ato celebrado nesta comunidade, sede do caracol II, chegaram aos integrantes da JBG Caracol Cêntrico dos Zapatistas Adiante do Mundo; as autoridades dos municípios autônomos rebeldes de San Andrés Sakamchén dos Pobres, San Juan da Liberdade, San Pedro Polhó, Santa Catarina, Magdalena da Paz, 16 de Febrero y San Juan Apóstol Cancuc. Desde a manhã, uns cinco mil zapatistas da etnia tzotzil realizaram reuniões desportivas e culturais. Quase às 17 horas, uma larga fila de indígenas vestidos ao modo das autoridades tradicionais, com sombreiros de listas de cores e bastão de mando, encabeçaram o ato político. Depois de render honra a Bandeira e entoar o Hino Nacional mexicano e o hino zapatista, tomaram a palavra um indígena membro da JBG, a comandanta Esther e o comandante David. Este busca das três demandas da mobilização desta quarta-feira: a liberdade imediata e incondicional dos presos políticos detidos por ambas lutas desencadeadas este ano em solo mexiquense e Oaxaca; a renúncia e saída de seus respectivos governadores Enrique Peña e Ulises Ruiz, a saída da PFP da segunda entidade, e castigos aos responsáveis das violações aos direitos humanos que incluem morte, detenção ilegal, tortura e desaparecimento. "Estamos concentrados em todos os caracóis zapatistas para unir nossos gritos de todos os irmãos e irmãs que hoje estão se manifestando. As razões nos unem para lutar juntos, mas respetando-nos cada um suas formas, seus medos e seus passos", expressou. David, originário de Oventic, chamou a "todos os zapatistas e todas as pessoas honestas a não ficarmos calados ante os fatos de violência, de repressão e encarceramento dos maus governantes". Dos integrantes dos movimentos em Oaxaca e San Salvador Atenco, David disse: "São homens e mulheres livres para lutar segundo suas próprias normas e pensamentos, são lutadores sociais que lutam pela liberdade, a democracia e a justiça". Exortou as organizações sociais e simpatizantes do movimento rebelde a participar no primeiro Encontro dos Povos Zapatistas com os Povos do Mundo, do 30 de dezembro à 2 de janeiro próximos. http://www.jornada.unam.mx/2006/12/23/index.php?section=politica&article=012n2pol Realizam manifestação para conscientizar a residentes fronteiriços sobre o conflito A Outra campanha e tamaulipecos expressam apoio aos presos políticos de Oaxaca Condutores e passantes que se dirigiam a EUA expressaram interesses pela protesta JULIA ANTONIETA LE DUC CORRESPONSAL Matamoros, 22 de dezembro. Estudantes, donas de casa, camponeses e ativistas da Outra campanha se manifestaram ontem na ponte Nuevo Internacional a favor da libertação dos presos políticos de Oaxaca. A mobilização, que começou às 11 horas, se prolongou até as duas da tarde e teve como propósito conscientizar aos residentes da franja fronteiriça do problema social que se vive naquele estado. Luis Ernesto Castro, um dos ativistas, recordou que em escala mundial esta quarta-feira 22 se realizaram manifestações em repúdio ao governo de Ulises Ruiz Pérez, e em Tamaulipas houve réplicas nos municípios de Victoria, Tampico, Nuevo Laredo e Matamoros. Nesta fronteira o protesto ocorreu na ponte Puerta México, aonde instalaram faixas com inscrições como: "Presos políticos, liberdade", "que nossa solidariedade destrua suas prisões", "fora os funcionários corruptos de Oaxaca" e "alto aos desaparecimentos". Houve uma boa resposta por parte de motoristas e pedestres que se dirigiam ao lado estadunidense, alguns deles solicitaram informação acerca do conflito oaxaquenho. Se trata da segunda mobilização nesta semana. No domingo passado, conselheiros perredistas se posicionaram próximo aos portões do Centro Federal de Readaptação Social desta cidade com a exigência de constatar o estado de saúde de Erick Sosa Villavicencio, irmão de Flavio Sosa, líder da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca, que se encontra preso na penitenciária de segurança máxima desde finais de novembro. http://www.jornada.unam.mx/2006/12/23/index.php?section=politica&article=011n1pol OAXACA Fustiga a traidores, "merecem estar no lixeiro da história": Sosa Maldonado APPO volta a rua; 7 meses de luta OCTAVIO VELEZ CORRESPONSAL Oaxaca, Oax., 22 de dezembro. Ao cumprir-se sete meses do início do conflito, milhares de militantes e simpatizantes da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) voltaram a sair às ruas e a marchar exigindo a destituição do governador Ulises Ruiz Ortiz, a saída da Polícia Federal Preventiva (PFP) e a libertação dos "presos políticos e de consciência". A mobilização, uma vez que as forças federais abandonaram o centro histórico, originou o entrincheiramento de elementos das polícias ministerial e municipal nas ruas próximas ao zócalo. Os policias, dispostos com equipes antimotins, se situaram nas esquinas das diferentes ruas protegidos com valas e placas metálicas, e até por elementos do Corpo de Bombeiros com pipas de água para evitar a eventual passagem dos manifestantes. A três quadras dessas posições passou o contingente conformado por uma grande quantidade de associados da seção 22 do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Educação (SNTE). "A prova clara de que há ingovernabilidade é o cerco policialesco montado por ordens do próprio Ulises Ruiz", afirmou o porta voz da APPO, Florentino López Martínez. A marcha foi encabeçada pelas pessoas recentemente libertadas da prisão federal de San José del Rincón, Nayarit, e por familiares dos ainda encarcerados, aglutinados no Comitê de Familiares de Presos, Detidos e Desaparecidos de Oaxaca. Ao término da caminhada, realizaram um comício na Praça da Dança, aonde Juan Sosa Maldonado, membro da comissão negociadora da APPO, disse que aqueles que pretendem desligar-se do movimento em referência ao dirigente magisterial Enrique Rueda "se tem equivocado rotundamente e o povo os condenará". "Este movimento é de bases e não de líderes", assinalou Sosa Maldonado. Agregou que os traidores "merecem estar na lixeira da história". Antes, outro dirigente da seção 22 do SNTE, Fernando Lorenzo Estrada, lamentou as "declarações desafortunadas" de Rueda Pacheco e assegurou que "as bases estão na luta do povo, não se tem deslindado nem traído a APPO". Estrada assinalou que o magistério oaxaquenho "não se pode desligar assim sem mais nem menos" da APPO porque a assembléia estatal determinou sua incorporação a dita aliança de organizações. Em nome do Comitê de Familiares de Presos, Luis Alfonso Espina Nolasco reprovou a mudança dos reclusos na penitenciária de média segurança de San José del Rincón, Nayarit, a cárceres oaxaquenhas, sem o consentimento deles mesmos nem de seus familiares. Ao término do ato político uma coluna de agentes da policia municipal de Oaxaca de Juárez atravessou a Praça da Dança durante o percurso a seu quartel. A intempestiva presença foi classificada pela APPO como uma provocação. Em um comunicado, o governo do estado manifestou que sua vontade de conciliação "fica manifesto ao apoiar legalmente a revisão das penas dos detidos na raiz dos acontecimentos de 25 de novembro e de impulsionar uma reforma do Estado cidadã que responda aos apelos de progresso com justiça social". Considerou que aqueles que criticam a iniciativa de reforma do Estado "devem exercer seu direito a dissentir propondo soluções aos problemas estruturais da entidade". Para sábado a APPO tem programado a celebração da Noite de Rábanos, alternando a convocada pelo governo estatal, no átrio do templo de Santo Domingo, o que supõe a recuperação desse espaço. http://www.jornada.unam.mx/2006/12/23/index.php?section=politica&article=009n1pol La APPO celebrará na entidad sureña e no DF a Noite de Rábanos FABIOLA MARTINEZ A Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) celebrará hoje a Noite de Rábanos, uma das principais festas populares da entidade Como ocorreu em julho passado com a Guelaguetza, integrantes do movimento popular farão uma celebração "alternativa" aos festejos do governo estatal. "A APPO não é só um movimento político; em essência, é um movimento cultural que têm muitas expressões, o mesmo no terreno da educação comunitária que na luta social", afirmou o pintor Nicéforo Urbieta. A Noite de Nabos é uma festa dos hortelãos zapotecos da comunidade de Trinidad das Hortas, que se celebra no dia 23 de dezembro no centro da capital oaxaquenha. Mas a APPO conglomerado de organizações que se mantêm em luta pela saída do governador Ulises Ruiz rechaça que esta vez o mandatário estatal, a quem considera "espúrio", encabece a festa. A Noite dos Nabos é uma representação plástica, na que se exculpem essas raízes para dar-lhes formas e figuras que aludem a acontecimentos recentes ou costumes comunitários. Agora, depois de 200 dias de conflito naquela entidade, esses vegetais tomam forma de protagonistas (lutadores sociais, policiais ou soldados) que se enfrentam em torno às mobilizações ou barricadas. Também aparecem imagens de ratos ou cachorros satirizando a Ulises Ruiz e a os uniformizados de corporações policiais ou militares, assim como o processo de resistência civil pacífica. O conflito, cujo saldo é de ao menos uma dezena de mortos, mais de 300 detidos e um número não determinado de ordens de prisão, aparecerá nas imagens desta festa popular que se realizará neste sábado em Oaxaca e também no Zócalo da cidade do México. Os promotores da festa convidaram aos habitantes de ambas capitais a levar seus nabos desde a manhã de hoje para dar-lhes forma de diversos personagens. O emblema principal desta criação plástica tradicional é o jaguar, símbolo totêmico entre os grupos prehispânicos da Mesoamérica, em particular o zapoteco. http://www.jornada.unam.mx/2006/12/23/index.php?section=politica&article=008n2pol Não é uma decisão política, senão una "petição de parte", justifica Ochoa Guzmán Criará o SNTE nova seção em Oaxaca para enfrentar-lhe aos professores da 22 O líder sindical descarta que a medida vá a gerar maior inestabilidad no estado Acusa o ex secretario Limón Rojas de alimentar a campanha contra o governo de Gordillo JOSE GALAN O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Educação (SNTE) anunciou ontem a criação de uma nova seção sindical em Oaxaca, a 59, que competirá com a 22 pela afiliação de cerca de 55 mil professores do estado. O argumento é que "há muito descontentamento e assim nos tem pedido", disse Rafael Ochoa Guzmán, secretário geral do grêmio e senador pelo partido Nueva Alianza. O líder sindical rechaçou que a decisão, adotada por unanimidade na 20 sessão extraordinária do conselho geral do SNTE (em uma remota paragem de Santa Fe), vá a gerar maior desestabilização nesse estado, porque "essa bronca política não é nossa". Por sua parte, Rapp Soto, que em princípios de 2006 foi o secretário de finanças da seção 22, conformada em sus maioria por integrantes da Coordenadoria Nacional de Trabalhadores da Educação, informou em Oaxaca que será a presidenta da seção 59, que conta "com 15 mil professores". As duas estruturas docentes disputarão na entidade o atendimento de 1.3 milhões de estudantes da educação básica e 14 mil escolas desse nível educativo. Presença da nova seção A sessão 59 do SNTE terá presença em regiões da Mixteca, até Costa, Tuxtepec e o itsmo de Tehuantepec. A nova estrutura sindical têm sua origem no Conselho Central de Luta, grupo professoral vinculado ao oficialismo que se opôs a greve de trabalhadores iniciado no 22 de maio passado pela sessão 22, o qual deu origem ao movimento popular e civil contra o governador priísta Ulises Ruiz. Na reunião do conselho nacional do sindicato, Cuauhtémoc Sigüenza, em nome dos professores oaxaquenhos, interveio na tribuna para sublinhar a importância de privilegiar a educação a favor dos estudantes. Os conselheiros do SNTE aprovaram integrar uma comissão executiva para a sessão 59 que, segundo Ochoa Guzmán, se encarregará de buscar a aproximação com os mentores oaxaquenhos, fazer trabalho de sensibilização e organizar um conselho constituinte para essa sessão. Sem dúvida, o líder sindical advertiu que "ainda não está conformada a nova sessão", e assinalou que será a comissão executiva a encarregada de solicitar ao Comitê Executivo Nacional a emissão da convocatória respectiva. "Nessa parte vamos. Está aprovada, por assim dizer, a criação da nova sessão sindical, mas em respeito a norma estatutária ainda há que cumprir outros passos", acrescentou logo ao receber a saudação de todos os conselheiros, entre os quais predominavam roupas de pele e relógios caros, perfumes franceses e, sobretudo, caminhonetes e automóveis de luxo. "Esta nova sessão é criada em razão da demanda que estão fazendo os trabalhadores da educação da sessão 22, porque nós não poderíamos intervir de maneira arbitrária e inventar o conflito ou inventar a necessidade de una sessão sindical", acrescentou Ochoa Guzmán. Não é uma decisão política ¿No será un elemento más de confrontación, de desestabilización en Oaxaca? Não, a nós não devemos nos envolver (sic) no conflito social em Oaxaca, a APPO ou outras cosas. Estamos vendo estritamente o que é nosso: o problema da falta de atenção com a educação na entidade e os problemas internos. Isto vêm como uma demanda à parte. "Há numerosas solicitações, de documentos onde estão apresentando-se violência, perseguições e expulsões de companheiros da sessão 22." ¿É uma decisão política? É uma decisão de um órgão nacional de governo do sindicato. Antes, ao falar ante o pleno do conselho nacional, Ochoa Guzmán sustentou que o primeiro reprovado em educação é o ex secretário Reyes Tamez Guerra, e criticou aqueles que se tem pronunciado contrariamente a nomeação do governo de Elba Esther Gordillo, Fernando González Sánchez, na frente da Subsecretaria de Educação Básica. O satanizam "só pelo parentesco, mas não tem tomado em conta seu perfil", disse, e responsabilizou ao ex secretário de Educação Miguel Limón Rojas de estar por trás dessa campanha. O porta voz da APPO, Florentino López Martínez, disse que a criação da nova sessão, na qual se aglutinará a dissidência do magistério oaxaquenho, não gerará rixas no movimento. "É uma clara estratégia do governo do tirano (Ulises Ruiz) para dividir ao movimento, mas não passará", afirmou. Com informação de Octavio Vélez Está "inventando" uma dissidência, diz Alonso Raya O sindicato assumirá o trabalho sujo de Ulises Ruiz: PRD e PT GEORGINA SALDIERNA O PRD e o PT criticaram ontem a decisão da diligência do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Educação (SNTE) de criar uma nova sessão em Oaxaca, pois consideraram que a medida implica fazer o "trabalho sujo" do governador Ulises Ruiz e colocar-se do lado mais atrasado do priísmo. Com esta decisão a mensagem que está enviando ao sindicato e a dissidência é: "assim aonde não se possa entender contigo te vou fazer desaparecer", disse Miguel Alonso Raya, conselheiro nacional do sol azteca e dirigente do Movimento Democrático Novo Sindicalismo. Destacou que na organização sindical tem imperado uma política de castigo e exclusão para impor seu critério. Ainda que os professores cometeram erros, isso não pode ser pretexto para impulsionar a intervenção "descarada e aberta" do comitê nacional do SNTE, inventando dissidentes para criar uma sessão, disse. Também assinalou que a obrigação da direção nacional do magistério é conciliar, não intervir em uma sessão nem atuar com intolerância e miopia, sublinhou Alonso Raya. Luego de criticar el acuerdo de la cúpula sindical, el perredista hizo un llamado a los dirigentes magisteriales a que modifiquen la política que aplica a los maestros de Oaxaca, que se sienten a dialogar y busquen vías de entendimiento, respetando las diferencias que existen. Miguel Alonso Raya considerou que a criação da nova sessão só reativará a violência, e no final de contas o SNTE se convertirá em um aliado do governador Ulises Ruiz e o "mais podre de Oaxaca", agregou. Pelo que foi feito aos professores da sessão 22, o ex deputado considerou que devem cerrar filas, restaurar feridas e tecer pontes com a gente a que se persiguiu e se satanizó logo que aceitaram reiniciar as aulas. "Tiene que haber una política de reconciliación", insistiu. Estructura elbista Por seu lado, o senador del PT Alejandro González equiparou a criação da nova sessão a um "golpe de Estado sindical", ainda advirtiu que a medida puede ser uma faca de dois gumes, pois se trata por um lado de um "trancasso ao magisterio democrático" e por outro abre a possibilidade de "montar" a dirigente magisterial, Elba Esther Gordillo, sessões paralelas nas quais supostamente têm domínio. Devido a tradição dissidente dos profesores oaxaquenhos, considero que a sección paralela não terá êxito. Sem dúvida, disse, há que se estar atentos, pois Gordillo Morales "no tiene miramientos e atua com impunidade. Esperamos que o magistério democrático logre rechazar este golpe", concluiu.

Sem comentários: