terça-feira, fevereiro 13, 2007

COVARDIA E OMISSÃO

A covardia imperante na Assembleia da República obrigou à realização de um referendo. Os deputados da direita (PS em especial) não quiseram votar a despenalização do aborto. Pagos para decidir, omitiram-se, fugiram. Para lavar as mãos, sairam-se com este (custoso) referendo.
O povo português, de certa forma, respondeu-lhes na mesma moeda: com uma abstenção de quase 60%. Apesar das campanhas milionárias e terroríficas do "Não", financiadas por banqueiros da Opus Dei, a maioria dos eleitores marimbou-se para o referendo.
Dentre os que votaram, a vitória foi dos que defendem a eliminação da barbárie constituída pelo artigo 140º do Código Penal Português. Os resultados do STAPE mostram uma maioria de 59,25% pelo "Sim" e apenas 40,75% pelo "Não".
Falta agora que a maioria da AR – que demasiadas vezes se omitiu ao longo dos 33 anos decorridos desde a Revolução de Abril – cumpra finalmente as suas obrigações e inclua Portugal no conjunto dos países desenvolvidos.
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