O primeiro-ministro, na conversa que manteve com dois funcionários da RTP, recorreu muitas vezes ao lugar comum “cair pela base”. Quando queria desfazer uma acusação, dizia que caía pela base e lá mostrava um documento.
Ora, a verdade é que “cair pela base” é um lugar comum que cai bem (lá está) no discurso de um engenheiro. Sobretudo no caso do engenheiro Sócrates, que veria cair pela base tudo o que erguesse.
Era fatal. Os projectos do engenheiro Sócrates teriam três fases: projecto, construção e derrocada. Ainda que, com exemplar retórica, desmentisse o erro:
“Minha senhora, eu fiz este prédio mesmo para cair e só me atrasei vinte minutos na previsão. Ora veja aqui neste documento, que eu ainda tinha lá guardado, juntamente com os recibos das propinas, a data e a hora do colapso.”
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