sexta-feira, outubro 16, 2009

Falar consigo é como falar com uma mesa de jantar

Para quem segue as atribulações nos USA, nomeadamente sobre a questão de haver um Serviço de Saúde Universal suportado pelo Estado, o Congressista Barney Frank teve esta resposta (histórica) a uma mulher que lhe fez uma pergunta num debate.



Mulher: “Porque é que você apoia uma política nazi como o [Presidente] Obama expressamente apoia?”

Congr. Barney Franks: “Quando você me faz essa questão, eu vou retornar à minha herança étnica e vou responder à sua pergunta com outra pergunta… em que planeta passa a maior parte do seu tempo?

(…)

Congr. Barney Franks:”Quer que eu responda à sua questão? Enquanto você está ai, com uma fotografia do Presidente alterada para ele se parecer com Hitler e compara os esforços para aumentar o Sistema Nacional de Saúde aos nazis, a minha resposta para si é, e como já disse antes, é um atributo à Primeira Emenda [da Constituição Americana] que este tipo de vil disparate ofensivo possa ser tão livremente propagado.

(…)

Minha senhora, ter uma conversa consigo é como falar para uma mesa de jantar! Eu não tenho qualquer interesse em o fazer!”.

Ter uma conversa com certo tipo de pessoas é como “falar com uma mesa de jantar” (tentando não ofender as mesas de jantar): é uma perda de tempo, de energia e de inteligência. As pessoas têm liberdade de expressão, nós é que também temos a liberdade de não lhes ligar nenhuma.

Argumentar com alguém que diz que o que está escrito na Bíblia é uma verdade universal e inalterável… porque está escrito na Bíblia, é trocar argumentos com um fanático totalmente convencido da sua razão, inconsciente da sua posição, iludido no seu extremismo, embriagado com retóricas vazia e impossíveis de sustentar.

O melhor é perguntar, “olhe, em que planeta é que vive?”, e não perder nem mais um segundo a tentar racionalizar com alguém que claramente não merece a atenção que lhe é dada.

Ou então, é dada por pessoas que gostam de conversar com mesas de jantar.

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