sexta-feira, dezembro 25, 2009

O NEGRO E O VERMELHO

O justicialismo histórico:
história, idealização do ser colectivo

Qual é então esse movimento pelo qual o livre arbítrio, conduzindo ao mesmo tempo à manifestação e à idealilzaçõo do ser social cria a história e o destino? (Justice, Consc. et Liberté.)
Independentemente das evoluções orgânicas constatadas, em que todas realçam necessidades da natureza, da nossa constituição intelectual e social... existe na humanidade um movimento mais profundo, que abrange todos os outros e os modifica: este movimento é o da Liberdade e da Justiça. (Justice, Progrès et Décadence.)
Objecção: A história da espécie humana demonstra um fatalismo ou providencialismo... o nome não interessa...
Resposta: A objecção não tem valor... sem dúvida que a necessidade desempenha um papel nas evoluções da humanidade, não é um trabalho medlocre fazer a sua determinação, os historiadores-filósofos estão ai para isso; mas o livre arbítrio tem também a sua participação...
A liberdade apoiasse na necessidade... esta antinomia não é uma objecção, mas uma prova...
A liberdade é, na emergência... a necessidade... em retrogradação... Estabelecida sobre o antagonismo... a humanidade triunfa incessantemente sobre a fatalidade das coísas e sobre a fatalidade do seu organismo... Esta liberdade sincera... é conf irmada pela história e pela justiça que podemos definir a primeira como a evolução da liberdade e a segunda como o pacto que a liberdade faz consigo própria.
A ordem social, tal como a quer a justiça e como a pretende o livre arbítrio, não é um organismo, um sistema, mas o pacto da liberdade: a sua equação de pessoa a pessoa, o que permite... a maior variedade de combinações, a maior independência dos indivíduos e dos grupos...
Para o homem, o livre arbítrio mostra-se tanto mais enérgico quanto os elementos que o criam são, eles próprios, mais desenvolvidos em poder: filosofia, ciências, indústria, economia, direito. É por isso que a história, redutível a sistema, pelo seu lado fatal, se mostra progressiva, idealista, superior a qualquer teoria, pelo lado do livre arbítrio... A filosofia da história, a razão das coisas... é impotente... para explicar a sua totalidade... (Justice, Liberté et Conscience.)

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