Um despacho conjunto dos ministérios da Justiça e das Finanças mandou suspender a aquisição de bens e serviços e usar essa verba para reforçar dotações de despesas com pessoal, lê-se aqui. Ora aqui está um bom exemplo do que deve ser o rigor na gestão pública, pensará a maioria dos leitores.
Acontece que o que manda a legislação da autoria deste mesmo Governo é que as despesas com pessoal sejam obrigatoriamente as primeiras a ser cabimentadas no Orçamento inicial de cada organismo público: para salvaguardar que situações de salários em atraso não venham a ocorrer, devem obrigatoriamente reservar o valor correspondente à totalidade dos salários e outras despesas com pessoal a pagar durante o ano a que respeite esse Orçamento.
Ora, excluindo a hipótese da existência de despesas imprevisíveis em Janeiro (recorde-se, as novas admissões estão congeladas), é rebaldaria e não rigor o que ressalta da notícia. A gestão orçamental na Justiça não cumpriu com um preceito obrigatório e é essa falha o que obrigou à adopção de uma opção de emergência. Tempos houve em que o jornalismo apontava o dedo à incompetência. Hoje, limita-se a reproduzir as notas de imprensa distribuídas pelo poder. O rigor sai engrandecido: é agora bastante mais abrangente.
Acontece que o que manda a legislação da autoria deste mesmo Governo é que as despesas com pessoal sejam obrigatoriamente as primeiras a ser cabimentadas no Orçamento inicial de cada organismo público: para salvaguardar que situações de salários em atraso não venham a ocorrer, devem obrigatoriamente reservar o valor correspondente à totalidade dos salários e outras despesas com pessoal a pagar durante o ano a que respeite esse Orçamento.
Ora, excluindo a hipótese da existência de despesas imprevisíveis em Janeiro (recorde-se, as novas admissões estão congeladas), é rebaldaria e não rigor o que ressalta da notícia. A gestão orçamental na Justiça não cumpriu com um preceito obrigatório e é essa falha o que obrigou à adopção de uma opção de emergência. Tempos houve em que o jornalismo apontava o dedo à incompetência. Hoje, limita-se a reproduzir as notas de imprensa distribuídas pelo poder. O rigor sai engrandecido: é agora bastante mais abrangente.
Sem comentários:
Enviar um comentário