Há muito que a chamada esquerda do movimento se julgou superior à oposição ou mesmo à simples relação entre reforma e revolução. O que só podia significar que já não se sabia o que poderia ser tanto uma como a outra. O objectivo da abolição revolucionária do capitalismo, como catalisador necessário até da mais pequena reforma social, não foi reformulado, mas apressadamente imputado ao extinto marxismo de partido e de Estado, para mais facilmente o poder descartar. A monotonia pós-moderna dum culto das superficialidades habituais e dos detalhes a-conceptuais, fanfarronando a sua pluralidade, não está para lá do antigo nível de certeza, mas simplesmente esperneando desamparada ao lado dele.
Na verdade, a ideia de revolução só foi considerada arrumada e selada pela operação do movimento de esquerda e sua ideologia desconstrutivista porque se perdeu a força para as habituais reformas dentro do capitalismo. Como é sabido, o neoliberalismo comum a todos os partidos roubou o conceito de reforma e transformou-o no seu contrário, sem encontrar qualquer resistência significativa. Lutas sociais reais não só eram cada vez mais raras, mas também sem qualquer referência à crítica social radical, permanecendo presas a interesses particulares tacanhos. Em vez de uma interferência mais forte nas relações sociais surgiu a performance de acções simbólicas; ou seja, a farsa de movimentos que já não eram movimentos, mas só queriam representar a sua própria simulação mediática. Às bolhas financeiras do capital de crise correspondiam as bolhas do movimento de esquerda, que tinham de estourar do mesmo modo.
Na verdade, a ideia de revolução só foi considerada arrumada e selada pela operação do movimento de esquerda e sua ideologia desconstrutivista porque se perdeu a força para as habituais reformas dentro do capitalismo. Como é sabido, o neoliberalismo comum a todos os partidos roubou o conceito de reforma e transformou-o no seu contrário, sem encontrar qualquer resistência significativa. Lutas sociais reais não só eram cada vez mais raras, mas também sem qualquer referência à crítica social radical, permanecendo presas a interesses particulares tacanhos. Em vez de uma interferência mais forte nas relações sociais surgiu a performance de acções simbólicas; ou seja, a farsa de movimentos que já não eram movimentos, mas só queriam representar a sua própria simulação mediática. Às bolhas financeiras do capital de crise correspondiam as bolhas do movimento de esquerda, que tinham de estourar do mesmo modo.
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