“Temos dinheiro mas não vos pagamos”, foi o que
Passos Coelho disse aos funcionários públicos sobre o subsídio de férias.
Intimado pelo Tribunal Constitucional a cumprir a lei, o governo não só não o
fez como, em vez disso, mudou a lei para dar cobertura à sua posição de
caloteiro. Esta alteração legal (aprovada pela maioria) foi promulgada por
Cavaco Silva em menos de 24 horas para que o governo possa dizer que está, de
novo, dentro da lei. Sejamos claros: os funcionários públicos foram alvo de um
confisco por parte do governo com a cumplicidade do PR. Para que se veja o
valor que as classes dominantes dão à “sagrada” lei sempre que se sentem com
poder para fazerem o que querem.