As empresas farmacêuticas estão a deixar de fabricar medicamentos cujo preço de venda seja baixo e cuja margem de lucro
seja “desinteressante” para o negócio. Como os medicamentos são essenciais para
os doentes, o Estado tem tentado suprir a falta recorrendo a laboratórios
militares e hospitalares. Isto mostra duas coisas: que não é a saúde pública
mas apenas o lucro que faz correr as empresas farmacêuticas; e que a resposta
às necessidades sociais não cabe na tão glorificada “iniciativa privada”, só
podendo ser assegurada por uma entidade pública. O caminho lógico que esta
realidade aponta será então o de retirar ao capital a especulação com a doença
e nacionalizar todo o sistema de saúde.