
Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever! I write the verse and I find the rhyme I listen to the rhythm but the heartbeat`s mine. Por trás de uma grande fortuna está um grande crime-Honoré de Balzac. Este blog é a continuação de www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000.35000 posts em 10 anos. Contacto: franciscotrindade4@gmail.com ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS
terça-feira, junho 02, 2009
Francisco , au Festival de Cannes, on ne parle que de toi

Salut Francisco ,
Apparemment, tout le monde parle de toi sur la croisette !
Clique ici c'est énorme :-)
Enviado por um leitor atento do Anovis
Merci, N.L.
Comentário: Estou de malas feitas para partir ainda hoje para Cannes onde me esperam como convidado de honra para participar no Festival de Cinema...
Não se admirem se o Anovis tiver uma rodagem menor e não se admirem também se os próximos posts forem na língua de Proudhon e com muitas referências cinematográficas...
Ética jornalística

Veja aqui uma compilação de vários momentos da jihad de O’Reilly contra Tiller.
O assassínio de George R. Tiller por um terrorista está a suscitar uma série de debates muito interessantes nos Estados Unidos. Um dos artigos que mais gostei de ler foi escrito por Susan Brooks Thistlethwaite, ex-presidente do Chicago Theological Seminary, que expõe as inconsistências éticas e morais dos chamados pró-vida - que na realidade não passam de anti-escolha por razões da zona pélvica.
Não acredito que seja possível que estas inconsistências se tornem aparentes para a maioria dos fundamentalistas que importunavam os transeuntes e ululavam em frente a uma Planned Parenthood em San Diego. A minha primeira impressão era que se tratava de loucos violentos que tinham escapado da ala psiquiátrica do hospital onde ia tentar explicar que a minha reacção positiva à tuberculina se devia a ter sido vacinada (repetidamente) contra a tuberculose.
Mas estas manifestações de loucura violenta ocorreram durante a administração Clinton quando, como nos recorda Cristina Page, a retórica de ódio da direita religiosa, nomeadamente nos media, acirrava e instigava os mais desequilibrados. Durante a administração de G.W. Bush, o grande cruzado em defesa da vida que os iraquianos, entre outros, conhecem e «admiram», o incitamento ao ódio contra os «assassinos abortistas» por parte dos media conservadores/religiosas foi mais suave, o que se repercutiu numa diminuição da actividade terrorista: não houve assassinatos de ginecologistas e apenas um ataque bombista a uma clínica.
A MADEIRA TORTA DA TEORIA
O pensamento liberal não pertence apenas aos representantes de uma liberdade radical do mercado, que atualmente estão dando os últimos suspiros, mesmo se com isso os problemas da crise mundial capitalista remanescem sem solução. Isaiah Berlin, cujo centenário de nascimento se aproxima, foi mais um dos representantes daquele liberalismo, que com freqüência é percebido nos países de língua inglesa como “de esquerda“ por preocupar-se mais com os direitos de minorias do que com os direitos dos grandes grupos industriais e comerciais. Para Berlin, o conceito cambiante de liberdade ganhou substância a partir da oposição às ideologias doutrinárias do séc. XX, que ele experimentou por assim dizer fisicamente, na sua condição sofrida de judeu emigrado da Rússia e da Letônia para a Inglaterra. Berlin não quis vincular-se a nenhuma doutrina, também não a de um capitalismo completamente desenfreado.
Como todos os pensadores de um liberalismo mais político do que econômico, aderiu à idéia de uma liberdade abstrata do indivíduo, sem refletir sobre as condições históricas e sociais concretas desse programa. Por isso compartilhou também a cegueira do liberalismo diante do caráter totalitário da máquina capitalista, incapaz de ser domada apenas por instituições políticas da democracia. Embora quisesse fazer justiça à teoria marxista no seu primeiro livro, não pôde, em última instância, percebê-la de modo diferente do que sob a impressão do estalinismo, que procurou, à semelhança de muitos outros intelectuais, compreender como conseqüência das idéias de Marx – quando justamente Marx teve em mente uma outra liberdade do indivíduo, que náo deveria ser estatizado, mas liberto das coações de uma finalidade autotélica da economia, assim como da conexa administração estatal de seres humanos.
Um traço característico de Berlin reside no fato dele desconfiar, na esteira da tradição cética e antidogmática de Montaigne, em princípio de todas as idéias, considerando-as ao mesmo tempo necessárias. Compreendia-se como adepto da Ilustração, sem compartilhar a “crença supersticiosa na razão“, mas também sem historicizar essa razão como razão especificamente capitalista. No entanto, o próprio marxismo não logrou fazer isso. Inversamente Berlin queria compreender a contra-ilustração romântica como contrapeso necessário à razão doutrinária, embora ele mesmo condenasse seus efeitos doutrinários nos sécs. XIX e XX. Isso poderia lembrar a metafísica pós-moderna da ambivalência e contingência, para a qual todas as teorias estão um pouco corretas e um pouco erradas. Mas o paradoxo de um “relativismo absoluto“ deve afigurar-se verdadeiramente dogmático só à luz da filosofia de Berlin. Por outro lado, ele quis relativizar seu “pluralismo moral“ por meio do postulado de valores universais, que deveriam valer em igual medida para todas as pessoas. Esse dilema remete ao fato de toda a filosofia moral desembocar em uma quadratura do círculo, uma vez que não lança luz sobre as suas próprias premissas sociais.
Por outro lado, o ceticismo de uma divinização da razão moderna lembra também Adorno, que desconfiou à sua maneira de uma “derivação“ do mundo do mero conceito teórico e quis pensar “com ajuda do conceito contra o conceito“, para levar em consideração o que não se dissolve na lógica da identidade de um pensamento supostamente esclarecido. Berlin apreciou muito a expressão kantiana da “madeira torta da humanidade“. Transposta para o plano da reflexão crítica, poder-se-ia falar também da “madeira torta da teoria“, que deve conhecer seus limites sem abdicar de si mesma. Ocorre que Adorno sempre virou essa idéia contra as aporias da razão moderna nos próprios Kant e Hegel. A pluralidade liberal de Berlin ficou trancada nessas aporias. Ao criticar o monismo de Marx, ignorou que ele é negativo e critica a falsa unidade identitária do mundo capitalista a partir dos seus fundamentos. Uma sociedade plural, na qual as pessoas “podem ser diferentes sem medo“ (Adorno) só seria possibilitada por uma superação dos ditames imperiais da economia, que o Estado pode tão-somente executar.
A distinção berliniana entre “liberdade negativa“ e “liberdade positiva“ tornou-se famosa. A primeira compreende-se como mera liberdade de uma coação exterior, a segunda como liberdade para uma vida autodeterminada. Como Berlin não logrou decifrar a coação interna da sociedade fetichista do capitalismo, essa diferenciação tornou-se interessante para o pensamento neoconservador do radicalismo econômico. Se as pessoas são aprisionadas na “auto-responsabilidade“ justamente sob as coações da concorrência universal e são solicitadas a se conceberem como “capital humano“ com a finalidade da “auto-valorização“, o conceito berliniano da liberdade positiva sofre uma instrumentalização brutal. Na maioria das vezes os pregadores de uma ética tão repressiva da responsabilidade nem conhecem a origem dos seus slogans.
Isaiah Berlin remanesce dessarte como um pensador problemático do liberalismo no séc. XX. A liberdade do indivíduo, visada também por Marx na sua crítica radical da economia, não é realizada. Evidencia-se assim que as idéias da época passada ultrapassaram a data da sua caducidade. Isso vale para o liberalismo político bem como para o marxismo tradicional, que representam apenas uma oposição no invólucro comum do sistema produtor de mercadorias. O totalitarismo do mercado e o totalitarismo do Estado constituem os dois pólos dessa “valorização do valor“ (Marx) autonomizada, não acessível a nenhum valor de ordem moral, que esbarra no seu limite histórico interno em meio à nova crise da economia mundial. Enquanto o desejo pela liberdade e autodeterminação for coagido a uma corrida inclemente entre esses dois pólos, deverá esgotar-se até a morte.
Robert Kurz
Vital queixa-se de «défice de informação» sobre País positivo
Vital Moreira falava no final de uma visita à empresa Aquinos, em Tábua, de produção de sofás, e que poderá ser a breve prazo a maior da Península Ibérica.
"O que temos visto [nesta campanha eleitoral] são sobretudo casos de sucesso. As empresas em crise vocês [comunicação social] encarregam-se de as pôr na agenda", afirmou Vital Moreira.
Comentário: O país positivo só existe na cabeça na cabeça dessa vital personagem que vai ganhar quinze vezes o ordenado mínimo nacional! Quinze vezes!E o país não tem aspectos positivos?
Turismo de anexação
http://www.jornalmudardevida.net/?p=1589#respond
A teia da dívida
O facto de ao banqueiro ser permitido conceder crédito várias vezes superior à sua própria base de capital e de os carteis bancários, os bancos centrais, serem autorizados a emitir dinheiro de papel fresco em troca de papéis do tesouro, proporcionou-lhes almoços gratuitos para a eternidade... Através de uma rede de aranhas financeiras anónimas a tecerem a teia, apenas um punhado de Banqueiros Reis globais possui e controla isto tudo... Tudo, pessoas, empresas, Estado e países estrangeiros, todo se tornam escravos aprisionados ao Banqueiro pelos grilhões do crédito. [1]
Schicht escreve que durante a sua carreira teve oportunidade de observar as manigâncias das finanças a partir de dentro. O jogo ficou tão centralizado e concentrado, afirma ele, que a maior parte da banca e das empresas dos EUA está agora sob o controle de um pequeno grupo fechado de homens. Ele denomina o jogo de "aranhas tecelonas". As suas regras incluem:
Tornar invisível qualquer concentração de riqueza.
Exercer controle através de "alavancagem" – fusões, tomadas, cadeias partilhadas de holdings em que uma companhia possui acções de outras companhias, condições anexadas a empréstimos e assim por diante.
Exercer administração e controle pessoal duros, com um mínimo de iniciados (insiders) e de homens de fachada, os quais têm apenas um conhecimento parcial do jogo.
Todo o texto aqui
Finalmente, o CCAP viu o óbvio! Mas a ministra ainda não!
1. Muitos avaliadores não têm experiência, não têm formação específica, não têm perfil para avaliar o desempenho dos colegas;
2. Os avaliadores precisam de fazer formação superior de médio e longo prazo (pós-graduações).
O Conselho Científico para Avaliação dos Professores já tinha demorado cerca de três meses a descobrir que não era sério - porque não era fiável, porque ainda é necessário realizar, a nível internacional, estudos aprofundados sobre a matéria - introduzir os resultados dos alunos na avaliação dos professores.
A ministra da Educação, depois de dizer que era evidente que os resultados dos alunos tinham que entrar na avaliação dos professores e que era o que mais faltava que assim não acontecesse, demorou onze meses a reconhecer que esse item tinha que sair, ou melhor, tinha que ser suspenso, do processo de avaliação do desempenho.
Isto, que o CCAP demorou dois meses a descobrir e a ministra onze, foi algo que (quase) todos os professores, na altura, denunciaram de imediato.
Agora, o Conselho Científico para Avaliação dos Professores demorou quinze meses a descobrir que os avaliadores não têm experiência nem formação nem perfil para avaliar os colegas, e que é necessário possuírem formação superior de médio e longo prazo neste domínio.
Isto, que o CCAP demorou quinze meses a descobrir, foi algo que (quase) todos os professores, na altura, denunciaram de imediato.
Todavia, a ministra da Educação, ano e meio depois de publicar o incompetente decreto-lei da avaliação do desempenho, ainda não conseguiu ver o que já toda a gente viu. Possuída de uma hipocrisia política que ultrapassa a mais pessimista imaginação, comentou as conclusões do CCAP deste modo:
«O que eu recuso é que se passe atestados de incompetência aos professores e que se diga que os professores não têm as capacidades, nem as competências para fazer aquilo que é naturalmente o seu trabalho» (sítio do Público, 1/06/09).
Maria de Lurdes Rodrigues acumula dislates em cima de dislates. Maria de Lurdes Rodrigues carece do mínimo de razoabilidade, de bom senso e de seriedade política para o exercício do cargo. Maria de Lurdes Rodrigues não tem qualquer escrúpulo em deitar a mão ao mais grotesco argumento, à mais grosseira demagogia para tentar falsear a realidade, para evitar reconhecer que, sistematicamente, faz asneiras e que grande parte da legislação que produziu é de qualidade política medíocre e tecnicamente incompetente.
O comentário de Maria de Lurdes Rodrigues revela, mais uma vez, uma de duas coisas: ou absoluta ignorância sobre a matéria (julga que o processo de avaliar alunos é idêntico ao processo de avaliar professores) ou desonestidade intelectual. Não há terceira hipótese.
Contudo, o que importa mesmo é podermos verificar o lento, mas irreversível, esboroar deste modelo de avaliação e do enorme faz-de-conta que lhe está associado.
http://www.oestadodaeducacao.blogspot.com/
Comentário: O Conselho Científico para Avaliação dos Professores (CCAP)sofre de compreensão lenta!...
NOVOS POBRES
Este ano fui um pouco mais generoso na contribuição para o Banco Alimentar Contra a Fome porque me lembrei do pobre dr. Vítor Constâncio e demais administradores do Banco de Portugal, que se queixam de que já não são aumentados desde 2005. Tão precária deve ser a situação de todos eles que os seus salários (ao contrário do que sucede, por exemplo, na Reserva Federal americana) nem são tornados públicos para lhes evitar a vergonha.No entanto, segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil). É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS? Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado. Deus lhes pague.
Quem levou a General Motors à falência?
Como pôde chegar à falência este colosso? Não há dúvida, o sucesso pode ser um presente envenenado. A GM foi fundada em 1908 e chegou a ser a maior empresa do mundo. Em 1965 açambarcou 54 por cento do mercado de automóveis. Mas em Janeiro de 2009 mal pôde chegar a 19 por cento. Nestes dias, os seus directores de seguro pensam na frase de Francesca de Rimini: «não existe maior dor que recordar os tempos felizes na desgraça» (Canto quinto, Inferno).
Depois dos anos dourados, a cultura empresarial da GM ficou dominada pela convicção de que sempre seria líder indiscutível. Isto impediu a percepção dos sinais do mercado e conduziu a companhia a trajectórias industriais erradas. Gradualmente deixou de ser inovadora e começou a comportar-se como imitadora da concorrência. Ao sabor dessa cultura autista foram cometidos erros exemplares, dignos de livros de texto para escolas de negócios.
O principal desacerto foi ignorar a necessidade de promover a produção de automóveis mais eficientes em consumo de combustível. Em seu lugar, privilegiou os veículos mais pesados, camionetas e tudo o que engolisse gasolina em quantidades industriais. Ainda em 1999 comprou a marca Hummer, que chegou a simbolizar tudo o que de mau havia num automóvel.
Os planos para reverter a tendência descendente foram mal concebidos. O melhor exemplo foi o Pontiac Aztec, um automóvel introduzido em 1999 que fazia honra à piada de que GMC significava grande, mau e caro. Em 2004 teve que ser descontinuado com todos os custos que isso representou. Em contrapartida, as linhas de produção do veículo eléctrico, que puderia ter sido chave para a recuperação, foram sacrificadas durante esses anos.
Em 2005 foi anunciado outro plano de recuperação com maiores contribuições dos empregados para o fundo de pensões, a eliminação de 30 mil postos de trabalho e o encerramento de nove fábricas. Mas o conteúdo medular do plano era continuar com o investimento nos Hummer e nas camionetas pesadas. A única coisa que esse plano acelerou foi o retrocesso no mercado.
Como influiu o poderoso sindicato do sector automóvel (UAW) na sorte da GM? Durante muitos anos, a evolução dos salários acompanhou o aumento em produtividade e as prestações em matéria de fundo de pensão foram generosas. Mas o sindicato foi perdendo poder: em 1979 o número de empregados sindicalizados nas suas fábricas era de 470 mil, passando a 300 mil em 1990 e a 128 mil em 2003. Esta queda de 72 por cento está associada com a subcontratação e a deslocação de fábricas e postos de trabalho para outras partes do mundo. A GM procurou assim reduzir custos e tirar força a uma burocracia sindical que nem sempre esteve identificada com os interesses dos trabalhadores.
Hoje os passivos laborais herdados da época dourada, em especial os relacionados com o fundo de pensão, são um ónus significativo. Mas a má gestão financeira da empresa tem sido bem mais importante e nas últimas décadas tem estado relacionada com o modo de acumulação da economia estadunidense (à base de dinheiro barato e bolhas especulativas).
Depois do 11/Set, a GM lançou uma campanha oferecendo financiamento de custo zero aos seus clientes. As vendas cresceram, mas a empresa continuou a afundar-se em problemas financeiros. Nessa altura já tinha entrado no negócio das hipotecas subprime: em 1999, o seu braço financeiro, a GMAC, comprou a Ditech, uma companhia especializada em hipotecas baratas, justamente a tempo de subir na pior bolha especulativa da história. Hoje a Ditech afoga-se em 100 mil milhões de dólares de hipotecas lixo, arrastando o valor de mercado das acções da empresa.
A eventual falência da GM terá enormes consequências. Lançará para a rua centenas de milhares de trabalhadores, com efeitos sobre fornecedores e agências distribuidoras. Pode aprofundar e prolongar a recessão, de modo que ainda ficam dúvidas: haverá que constatar se efectivamente a administração de Obama deixa cair o gigante.
É importante um último comentário sobre as subsidiárias da General Motors no México. Na reestruturação tudo vai mudar. Mas, de momento, chama a atenção a questão da partilha de utilidades. Nos factos, a gestão das subsidiárias está subordinada aos interesses do corporativo. A transferência de rentabilidade da subsidiária para a casa matriz é levada a cabo por meio de transações intra-empresa. A negociação será difícil, mas, mesmo no contexto desfavorável do TLCAN, não é impossível controlar estas transferências no interior do grupo corporativo e estimar níveis de rentabilidade.
http://infoalternativa.org/spip.php?article922
Desenrascanço
Desenrascanço, a palavra que os ingleses queriam ter
Um site norte-americano fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais falta fazem à língua inglesa. A palavra portuguesa "desenrascanço" é a que lidera.
"Bakku-shan" é a palavra usada pelos japoneses quando se querem referir a uma rapariga bonita, vista de costas. "Nunchi" é outra das palavras escolhidas. É coreana e é usada para falar de alguém que fala sempre do assunto errado, um género de desbocado ou inconveniente. "Tingo" é uma expressão usada na Ilha da Páscoa, Chile, e significa pedir emprestado a um amigo até o deixar sem nada. A lista das "10 palavras estrangeiras mais fixes que a língua inglesa devia ter" é liderada pela palavra portuguesa "desenrascanço". Esta é a expressão que, segundo os autores do site norte-americano, mais falta faz ao vocabulário inglês. http://www.cracked.com/article_17251_p2.htmlO "desenrascanco", segundo os norte-americanosDepois de percorrer duas páginas com explicações das nove palavras estrangeiras mais fixes, chega-se ao número 1. A falta da cedilha não importa para se perceber que estamos a falar do "desenrascanço", tão típico da nossa cultura."Desenrascanco: a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios", explica o site dando como exemplo a célebre personagem de uma série de televisão MacGyver. "O que é interessante sobre o desenrascanco - a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura". "Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros 'sempre preparados', os portugueses fazem exactamente o contrário", prosseguem os autores."Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos"."E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas" à custa do desenrascanço, sublinham os autores, terminando o texto: "Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanco", termina o artigo.
Crianças mal alimentadas mas com ténis de marca
Uns chegam com fome e falta de higiene, outros com ténis de marca, mas mal alimentados.
São meninos com carências alimentares originadas pela crise que o hospital Amadora-Sintra começou a identificar há ano e meio.
A situação foi relatada à Lusa pela assistente social do Serviço de Pediatria do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), Madalena Barros, que associa o problema à debilitada situação económica de muitas famílias.
Também o director-geral da Saúde, Francisco George, admite que já existem "casos pontuais" de crianças com fome devido à crise, mas "ainda não constituem um problema de dimensão preocupante".
Para a assistente social do Amadora-Sintra, os casos até agora registados podem dividir-se em dois tipos diferentes: "Existem meninos que dão entrada no Hospital Fernando Fonseca com fome e em más condições de higiene e de vestuário e outros que chegam bem arranjados, mas mal alimentados".
Traçando o perfil destas últimas famílias, Madalena Barros disse que são sobretudo famílias monoparentais que "gerem um bocadinho mal o orçamento que têm" e não querem ser "diferentes dos outros"
São mães com "a escolaridade obrigatória ou nem isso" que se preocupam mais com "a imagem do que com os cuidados básicos".
"Andar com uns ténis rotos ou umas calças usadas estigmatiza-os como pessoas carenciadas", elucidou Madalena Barros, acrescentando que muitos destes casos são de crianças entre os quatro e os seis anos.
Estas famílias "valorizam muito o aspecto, mas deixam cair as coisas importantes e fundamentais", como a alimentação, a saúde e a educação, o que "compromete o bem-estar das crianças", sublinha a responsável.
A abordagem do hospital nestas situações é "sempre estratégica no sentido de capacitar a família e nunca de a confrontar com estas fragilidades".
"É fundamental estabelecer uma relação de confiança com estas famílias para as cativar a vir ao hospital", justificou Madalena Barros, acrescentando que, normalmente, estes casos são referenciados ao centro de saúde ou a associações que fazem apoio domiciliário para assegurar que não falhem as consultas.
Para Manuel Coutinho, psicólogo do Instituto de Apoio à Criança (IAC), trata-se de uma situação de "negligência".
"Há muitas famílias que vivem num teatro de aparências e compram o que não precisam com o dinheiro que não têm". Uma situação que se agrava com a crise e que "compromete bastante" as pessoas que têm rendimentos mais baixos, sustentou à Lusa.
Manuel Coutinho considera que, "podendo haver escolha na forma como se distribui o salário pelas prioridades da família, a última coisa que deve ser afectada são os bens essenciais".
"Acredito que muitas crianças estejam mal nutridas, o que significa que isso pode vir a tornar-se, mais tarde, num problema na saúde", concluiu.
segunda-feira, junho 01, 2009
Concurso - Os títulos vencedores

Hoje vamos divulgar os dezassete títulos que concorreram e que venceram o concurso promovido aqui no Anovis há uns quantos dias. Para breve a lista dos nomes dos vencedores. Apesar de todos já terem sido contactados no sentido de terem conhecimento da sua condição de vencedores, há ainda uns quantos que ainda não responderam à nossa carta nomeadamente pelo nome que podem ser aqui divulgados e a localidade donde provêm. Ficamos à espera dessas últimas respostas. Isso não será impeditivo do envio dos primeiros livros para os primeiros vencedores que já responderam ao nosso apelo.
Então aqui está a lista dos títulos vencedores:
Que desperdício !!!!!!!!!!!!
Unidade Didáctica: O lesbianismo.
Quando estamos na maior... aparece sempre o empata do valter lemos?
(P)orque (O)utras (T)aras (S)obrevivem
Só mais uma
Puritanismo bacoco ou Pior que a impotência sexual... só a mental
Olha para o Sócratess!
O que tu queres sei eu!
Invejoso!..Procura o Sócrates!
mininassss...oh, oh pra mim aqui !!!!
Mulheres que ignoram sinais ... !
Desperdício...!
Desanda, o primeiro beijo é para a madrinha!
Não há duas...sem três
Isto querias tu!
O dedo da asneira
Eu até ia ... mas pru donde ?
Pensamento para a noite
“Insanidade: fazer as mesmas coisas repetidamente esperando resultados diferentes”
PORTUGAL NO TOPO DA UNIÃO EUROPEIA NA INJUSTIÇA SOCIAL
Com base em 35 indicadores forem investigadas cinco dimensões da política social nos 27 países da União Europeia. A investigação baseia-se nas estatísticas actuais de Eurostar e OECD. As dimensões analisadas foram: chances de formação, justiça entre as gerações, situação na procura de emprego, igualdade entre homem e mulher e distribuição de rendimento.
Os cinco melhores lugares com melhor justiça social foram ocupados pela Suécia, Dinamarca, Holanda Finlândia e Eslovénia.
Relativamente a Portugal, os resultados são fulminantes. Ocupa com a Hungria o lugar 24 estando abaixo deles a Roménia e a Grécia. Em Portugal, a situação piora em relação ao passado aumentando as desigualdades em quase todos os sectores especialmente na distribuição dos rendimentos e na justiça entre as geracoes.
18 % dos portugueses são pobres. A percentagem de pessoas pobres a partir dos 65 anos atinge os 26%. E 5% das crianças portuguesas têm os pais desempregados.
No sector do emprego a situação é miserável. Muitos empregos são carentes e falta de emprego é crescente. Um Estado, habituado a exportar a pobreza e a explorar as remessas dos emigrantes, vê-se agora com o problema de países europeus estarem a reduzir a importação de trabalhadores. A dívida de Estado, um ensino precário descomprometido e descomprometidor e o desemprego prolongado são indicadores dum futuro ainda mais penhorado.
Uum pobre alemão não é igual a um pobre português. As estatísticas referem dados relativos.
Isto releva a ineficiência da política portuguesa. O povo português revela-se muito tolerante no que respeita à pobreza social e à falta de responsabilidade do Estado.
A classe que se serve do Estado não precisa de pensar no dia de amanhã porque o seu amanhã está na pensão assegurada por um Estado de que se serviram e servem. Se os dirigentes actuassem como se pertencessem à camada social económica e culturalmente desfavorecida, então teríamos uma nação inteira e não repartida.
A política não se preocupa com a compensação social, com um compromisso entre pobres e ricos, entre regiões pobres e ricas, assistindo-se ao desequilíbrio crónico. Os espertos encostam-se aos partidos, que, por sua vez, ocupam os sectores do Estado onde se ganha melhor.
E no meio de tudo isto os nossos políticos ainda têm coragem de sair para a rua e mostrar os seus dentes brilhantes. Pavoneiam-se nas televisões como se fossem benfeitores do povo português, quando administram mal o país. Trabalham para si e fazem bem aos do partido sem responsabilidade de estado. Cada vez se ostenta mais os galardões das ideologias e se vê mais vaidade encenada num país reduzido a estádio de futebol.
Estado Novo e Democracia na Liga dos mais fracos da Europa
Se antigamente estávamos “orgulhosamente sós”, hoje marcamos passo orgulhosamente sós!
O átrio do país passou a ser o partido. Não há povo, não há actores, apenas espectadores dum país a salto.
A imprensa portuguesa, que deveria confrontar continuamente os políticos com esta realidade, vive também ela no país da Bela Adormecida, espalhando o tapete vermelho a políticos que falam de tudo, menos do que importa a Portugal e deveria importar aos portugueses.
Como de costume, se o governo for questionado sobre tão miserável situação, os espertos do poder compararão a sua miséria com pior miséria de algum caso particular dum país de nome, para assim fugirem com o rabo à seringa e enganarem um povo sempre crente. Quem observa com olhos de ver as atitudes de políticos na TV até fica com calafrios perante os seus tiques e peculiaridades dandy. Vivem em grande parte da arte de enganar quem quer ser enganado. Somos inveteradamente vaidosos!
Vivem do factor Salazar, sempre na desculpa e no empolgamento, justificando uma política improdutiva na ideia de liberdade e democracia.
Os nossos políticos não têm noção de estado nem de povo, servem-se deles em vez de os servir. Partidarismo e servilismo oportunista enchem a Administração pública e rebentam o aparelho do estado pelas costuras. Depois desculpam-se que é a vida e que o povo tem os políticos que merecem. O povo porém precisa de exemplos e de personalidades que se tornem a consciência da nação para impedirem que mercenários continuem a abusar do povo, a violar Portugal. Aqui, as revoluções, a partir do século XVIII, têm um denominador comum, satisfazer uma classe descontente que ao assumir o poder se satisfaz à custa do Estado e em gozar o povo.
Na democracia, o povo português continua a desobrigar-se com a ida às urnas como antigamente se desobrigava da abstinência com a bula.
Portugal joga cronicamente na Liga dos derrotados, antigamente com honra, hoje com orgulho. Países que no Estado Novo estavam atrás de Portugal encontram-se hoje à sua frente quando; apesar do 25 de Abril não saímos do grupo dos países em que nos encontrávamos no tempo de Salazar. Portugal a continuar assim daria razão aos que defende que em vez de mudar os sistemas é preciso mudar o povo! Estes gostariam de nos ver espanhóis. O que precisamos todos é de mudar o nosso ideário de povo, mudar a nossa mentalidade e não suportar os que usam e abusam do Estado e desencorajam a iniciativa privada em nome do monopólio partidário. O espírito da terra, da ecologia, do bem comum expresso nos “Homens Bons” dos tempos da fundação da monarquia deveria tornar-se o padrão a seguir no governo de Portugal e não o da ideologia. Por um Portugal dos biótopos naturais com menos coutadas ideológicas.
António da Cunha Duarte Justo
http://antonio-justo.blogspot.com/
Kamasutra Anovis Anophelis

Cá está uma boa sugestão: um original guia do mundialmente conhecido indiano Kamasutra e suas principais posições. Nada como o dia mundial das crianças para aprendermos várias formas criativas de as gerar.Mais tarde podemos surpreender o(a) parceiro(a) com novas e espectaculares movimentações.
Ver aqui.
Modesto contributo

A fazer fé no que leio, a campanha de Vital Moreira avança às corridinhas com uns cicloturistas de acolá, enquanto a campanha de Sócrates avança às corridinhas com uns praticantes de jogging de acoli.
Não há pincéis que descrevam a pena que tenho dos infelizes guarda-costas e jornalistas que têm que acompanhar e suportar esta veia desportiva serôdia de Vital Moreira e a incontrolável tara do Secretário Geral do PS pelas corridas.
Agora digam-me se não seria uma bela ideia aproveitarmos estas preciosas dicas e “corrermos” com eles!
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/
Os lucros dos bancos
http://www.jornalmudardevida.net/?p=1588
TCOs portugueses em 2009: 41% deles recebe menos de €600/mês
Assim, segundo o INE (Quadro I), no 1º Trimestre de 2009, 1.577.100 trabalhadores por conta de outrem, ou seja, 40,6% do total de trabalhadores tinham um salário liquido inferior a 600 euros por mês. Apenas 483,1 mil, ou seja, 12,4% do total, recebiam um salário líquido mensal superior a 1.200 euros por mês. Os que recebiam mais de 1.800 euros por mês eram apenas 3,8% do total.
Em Portugal continua-se a verificar desigualdades salariais grandes entre as diferentes regiões do País (Quadro II). No 1º Trimestre de 2009, segundo o INE; a percentagem de trabalhadores por conta de outrem a receber um salário mensal liquido inferior a 600 euros era de 49,7% na Região Norte; de 45% na Região Centro; de apenas 25% na Região de Lisboa; de 42,7% na Região do Alentejo; de 33,5% na Região do Algarve; de 55,3% na Região Autónoma dos Açores; e de 44,4% na Região Autónoma da Madeira. Se a análise for feita tomando como base a percentagem de trabalhadores que tem um salário líquido mensal superior a 1.200 euros, a percentagem é de 12,4% a nível do País; de 9,9% na Região Norte; de 6,7% na Região Centro; de 21% na Região de Lisboa; de 9,7% na Região do Alentejo; de 10,6% na Região do Algarve; de 10,7% na Região Autónoma dos Açores; e de 9,5% na Região Autónoma da Madeira. Portanto, as disparidades salariais entre as várias regiões do País continuam a ser grandes.
Em Portugal também continua-se a verificar grandes desigualdades salariais entre os diferentes sectores da economia (Quadro III). No 1º Trimestre de 2009, segundo também o INE, a percentagem de trabalhadores por conta de outrem a receber um salário mensal líquido inferior a 600 euros era de 63,5% na Agricultura e Pescas; de 46,1% na Indústria, Construção, Energia e Água; e de 37,2% no sector de Serviços. Se a análise for feita tomando como base a percentagem de trabalhadores que tem um salário líquido mensal superior a 1.200 euros, a percentagem era de 1,1% na Agricultura e Pescas; de 6,3% na Indústria, Construção, Energia e Água; e de 15,8% no sector de Serviços. Portanto, as disparidades salariais entre os vários sectores da economia continuam a ser grandes em Portugal.
É num País em que uma parte significativa dos trabalhadores continua a auferir salários extremamente baixos — cerca de 41% recebe mesmo um salário liquido inferior a 600 euros por mês —, e em que se verificam grandes desigualdades salariais entre as diferentes regiões e entre os diferentes sectores que alguns, aproveitando-se da crise, vêm de novo defender o congelamento ou mesmo a redução dos salários com a justificação de que isso é necessário para enfrentar a crise actual. Numa crise, como é esta, em que a quebra na procura constitui a causa principal, a redução dos salários só a agravaria, na medida que determinaria uma maior quebra na procura e a subida acentuada dos incumprimentos nos pagamentos. Foi isso precisamente o que veio dizer o próprio governador do Banco de Portugal (Lusa, 27/05/2009), que é uma personalidade que não se tem caracterizado por defender os trabalhadores; muito pelo contrário. É evidente que a defesa da redução dos salários aproveitando a crise visa manter um modelo económico baseado em salários ainda mais baixos, que a experiência já mostrou o total fracasso, e garantir os lucros das grandes empresas.
http://resistir.info/e_rosa/tcos_2009.html
Perder a razão?
A razão tem-se ou não se tem. Quem a tem não a perde por falar alto, do mesmo modo que quem não a tem não a ganha por falar macio. Esta ideia peregrina de que a razão se perde por questões de forma permite, entre outras coisas, reescrever o passado: a aplicar-se, Leonor Cipriano deixou de ter sido torturada a partir do momento em que essa tortura foi denunciada publicamente. Manuela Moura Guedes, uma jornalista venal e sem escrúpulos, passou magicamente a ser um modelo de probidade e isenção a partir do momento em que Marinho e Pinto lho disse cara a cara.
Não compreendo esta lógica. Devo ser estrangeirado. Aprecio as almas generosas que falam alto e desprezo os filhos da puta, por mais macio que falem. Desprezo-os, de resto, tanto mais quanto mais macio falam.
Agora andam para aí alguns plumitivos a dizer, sorrateiros e sonsos, como quem não quer a coisa, que Marinho e Pinto até pode ter alguma razão mas que a perde por não ficar calado. Querem impugná-lo da Ordem dos Advogados e pôr talvez no seu lugar mais um filho da puta com boas maneiras, daqueles que as Faculdades de Direito de Coimbra e Lisboa produzem às fornadas.
Talvez possam com isto dar ao seu sucessor o poder que a ele nunca lhe quiseram dar; mas o que está dito está dito, o que está escrito está escrito; poder é uma coisa e autoridade é outra; e nunca darão a ninguém a autoridade que Marinho e Pinto conquistou por mérito próprio.
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