sábado, novembro 27, 2010

Só consigo adormecer com o meu ursinho ao lado...


Photoshop, pois claro!


A s relações inter sexos são sempre assim?...


Os putos não praticam a descriminação...


Greve - Contagem oficial


Pobre Europa...


RECESSÃO E FUTEBOL


Habemus condon!

Em verdade vos digo: A sua complexidade é de tal ordem que na realidade as mulheres não sabem o que querem!...

O crivo

As brutais medidas anti-sociais do Orçamento do Estado para 2011 foram aprovadas pela desavergonhada partidocracia PS/PSD. Não houve, portanto, chantagem entre o PS e o PSD. Houve sim, mais uma vez, uma chantagem de ambos contra a maioria do sacrificado e explorado povo português. As monstruosas medidas anti-sociais de Sócrates e Passos Coelho vão ter dois crivos: a Assembleia da República, primeiro, e a revolta popular, depois…

França: uma população em estado de alerta

Desde a aprovação da lei do presidente Sarkozy relativa à alteração das reformas, a participação nas movimentações de protesto tornou-se menos importante. E, no entanto, há muito tempo que não se via em França uma mobilização de massas tão importante. Cada dia de manifestação reunia milhões de pessoas (até três milhões no auge dos protestos): as fábricas bloqueadas, as refinarias e postos de combustíveis fechados, o lixo não recolhido, as pontes e os pontos estratégicos das cidades cortados.
Os grevistas conseguiram, desde há alguns anos, utilizar técnicas eficazes, quase cirúrgicas, de intervenção, que – com muito poucos recursos – bloquearam o país muito rapidamente.

Contrariamente ao que se poderia esperar, o movimento foi apoiado de maneira quase unânime: os automobilistas, obrigados a esperar durante horas nas poucas bombas de gasolina abertas, mantiveram-se calmos, apoiando desta maneira implícita o movimento; igualmente, nenhuma cena de cólera foi vista entre os utentes dos transportes colectivos. Cada um participava à sua maneira, activamente ou apoiando o movimento.

Esta capacidade de mobilização que têm os sindicatos continua a ser uma verdadeira força em França. Mas o factor que o governo mais temeu foi a participação dos estudantes que, com a sua imprevisibilidade, pode transformar um movimento num bloqueio total. E, desta vez, os estudantes nem sequer desceram à rua em força.

O espectro do incumprimento na Europa

Quanto a crise da Eurozona irrompeu no princípio de 2010, um relatório RMF identificou três opções estratégicas para países periféricos. Eram elas: primeiro, a austeridade imposta pelo núcleo e a transferência dos custos de ajustamento para a sociedade como um todo; segundo, uma vasta reforma estrutural da Eurozona em favor do trabalho e, terceiro, a saída da Eurozona acompanhada do incumprimento (default), mudando assim o equilíbrio social em favor do trabalho. [1] Não surpreendentemente, a política preferida dos governos da Eurozona – às ordens do FMI – foi a austeridade. Houve também algumas reformas, todas elas na direcção neoliberal, como foi discutido nos capítulos 3 e 4. Este rumo da acção é coerente com a natureza da Eurozona e a ideologia neoliberal arraigada no seu cerne. E não é de surpreender que a segunda opção tenha encontrado pouca receptividade, tanto nas discussões oficiais como na decisão política. A natureza da crise exigiu medidas imediatas que deixavam pouco espaço para iniciativas de reforma a longo prazo, além da dificuldade inerente de reforma a Eurozona em favor do trabalho. Na verdade, a Eurozona tornou-se ainda mais conservadora durante este período.

Entrevista a Juan Torres López sobre a iniciativa de Eric Cantona

«É normal que as pessoas decentes se proponham tirar o seu dinheiro dos bancos que o utilizam para afundar as economias e extorquir os governos»

O conhecido futebolista Eric Cantona convocou em França um movimento popular para retirar o dinheiro dos bancos no próximo dia 7 de Dezembro (www.bankrun2010.com). Para conhecer os possíveis efeitos desta iniciativa, entrevistámos Juan Torres López, Catedrático de Economia, membro do Comité Científico da ATTAC Espanha e autor dos livros Desiguales. Mujeres y hombres en la crisis financiera (Icaria), com Lina Gálvez, e La crisis de las hipotecas basura. ¿Por qué se cayó todo y no se ha hundido nada? (Sequitur), com a colaboração de Alberto Garzón.

– Que efeitos teria uma medida como esta que propõe Cantona?

Logicamente, depende do seu seguimento. Se se fizesse massivamente, os bancos não teriam liquidez suficiente para devolver os depósitos aos seus clientes porque a banca ocidental opera com um sistema chamado de reservas fraccionárias. Isto significa que, de todo o dinheiro que um cliente ingressa, só conserva uma pequena parte (actualmente, cerca de 2%, mais algumas percentagens adicionais dependendo da regulação de cada país). O resto, utiliza-o para dar créditos. Portanto, o dinheiro dos depósitos “não está” no banco a não ser na forma de anotações, pelo que na sua totalidade não se poderia retirar.

– Isso quer dizer que os bancos não “conservam” o dinheiro dos seus clientes, antes o usam para criar mais dinheiro?

Efectivamente. O negócio da banca é esse: criar meios de pagamento mediante a geração de dívida. A cada vez que dão um crédito com essa parte do depósito que não reservam, criam dinheiro. Não dinheiro legal (moedas e notas), mas dinheiro bancário.

A Irlanda deve “fazer uma Argentina”

Quando um bombeiro ou uma equipa médica realizam um salvamento, a pessoa fica geralmente melhor como resultado. Isto é menos claro quando o socorrista é o Banco Central Europeu (BCE) ou o FMI [1].

A Irlanda experimenta actualmente uma taxa de desemprego de 14,1%. Como resultado das condições de resgate, que exigirão mais cortes na despesa do governo e aumentos de impostos, é quase certo que a taxa de desemprego aumente [2]. É provável que povo irlandês se pergunte como estaria a sua economia se não tivessem sido resgatados.

A dor que está a ser infligida à Irlanda pelo BCE/FMI é completamente desnecessária. Se o BCE se comprometesse a conceder empréstimos à Irlanda a taxas de juro baixas, um mecanismo inteiramente ao seu alcance, então a Irlanda não teria nenhum problema orçamental grave. Os seus enormes défices projectados decorrem fundamentalmente da combinação dos altos custos dos juros da sua dívida e do resultado de operar a níveis de produção económica que estão bem abaixo do pleno emprego – ambos resultados que podem ser assacados em grande parte ao BCE.

Estudantes fazem novos protestos contra aumentos na educação universitária no Reino Unido






Milhares de estudantes voltaram às ruas do Reino Unido nesta quarta-feira (24) em nova onda de protestos contra os planos do governo conservador do primeiro-ministro, David Cameron, de aumentar o valor dos cursos universitários e acabar com o programa de financiamento da educação técnica.

Há duas semanas, manifestantes invadiram a sede do Partido Conservador, em Londres, no primeiro grande protesto no país contra os cortes orçamentários de R$ 221 bilhões (81 bilhões de libras) anunciados no mês passado.

Ontem, os estudantes ocuparam universidades em Plymouth, Birmingham, Londres e Bristol e organizaram marchas e protestos noutras universidades e colégios de Manchester, Liverpool, Sheffield, Oxford, Cambridge, Leeds e Newcastle, bem como em várias cidades da Escócia.

Algumas centenas de estudantes tentaram aproximar-se da sede do Partido Conservador, em Londres, mas esbarraram num numeroso cordão policial.

Confrontos entre policiais e estudantes foram registrados em várias ruas centrais de Londres. Uma viatura policial foi cercada e atacada pelos estudantes perto do Parlamento da capital britânica. Os estudantes urinaram sobre as rodas do veículo, escreveram frases de protesto, quebraram os vidros à paulada e tentaram virar a viatura.

Ao menos 15 pessoas foram detidas em Londres.

“Temos o direito de protestar, temos o direito à desobediência civil, temos o direito de ocupar nossas salas de aula”, disse um membro da organização Rede de Ativistas pela Educação, um dos grupos organizadores dos protestos.

Vídeo dos estudantes em Londres atacando um carro de polícia:

http://www.youtube.com/watch?v=jMhGzzSQjKg&feature=player_embedded

Vídeo dos protestos em Liverpool:

http://www.youtube.com/watch?v=hsSapJLRV8w&feature=player_embedded

Vídeo da manifestação em Manchester:

http://www.youtube.com/watch?v=JFmnIJG3bV0&feature=player_embedded

Vídeo da ocupação em Cambridge

http://www.indymedia.org.uk/en/2010/11/468636.html

Fotos da manifestação em Londres:

http://london.indymedia.org/articles/6121

Fotos do protesto em Sheffield:

http://www.flickr.com/photos/0742/sets/72157625334478839/

Fotos do protesto em Bristol:

http://bristol.indymedia.org/article/701354

agência de notícias anarquistas-ana

[Espanha] "Viver a anarquia, não só meditar sobre ela"


A cada outono ocorrem numerosas jornadas culturais libertárias por todo o território espanhol. Este ano, em particular, já aconteceram jornadas em Fraga, Huesca, Zaragoza, Santa Cruz de Tenerife, Compostela, Ferrol, o Outono Libertário de Madri, ou as jornadas relacionadas com o centenário e o congresso da CNT, de Barcelona, Cáceres e Córdoba.

As diferentes jornadas culturais libertárias em cada cidade são um sinal do interesse formador e capacitador que tem o movimento libertário. Em alguns lugares elas são organizadas pela CNT e em outros por diferentes grupos do movimento libertário, mas sempre com a importância de difundir as idéias anarquistas.

Como exemplo desta vitalidade, na semana passada aconteceu em Zaragoza as Jornadas Libertárias 2010, onde aproveitamos para entrevistar alguns dos organizadores do evento, que dão um breve panorama do Movimento Libertário nesta cidade e como se desenvolveu este exitoso evento. No caso de Zaragoza as jornadas foram organizadas por vários grupos do movimento libertário local, em um esforço para reunir as várias tendências e grupos do movimento.

Pergunta > As jornadas são anuais, que resultados vocês vêem a partir das anteriores e como vocês avaliam esta?

Resposta <> Dizes eriquecedora... Por que os temas foram dos mais variados, certo?

Resposta <> Que pessoas/grupos estiveram envolvidos? Vocês acham que existe um ambiente mais propenso para a colaboração agora?

Resposta <> O que significou a expulsão do CSO La Vieja Escuela? Tem que ver com as atividades planejadas (Hackmeeting)? Vocês podem acrescentar alguns dados atuais sobre okupas em Zaragoza?

Resposta <> Como vêem o panorama em Zaragoza após a greve geral?

Resposta <> Além de Zaragoza, o que você pode nos contar do Movimento Libertário no resto de Aragão?

Resposta <> Você poderia falar um pouco da Expo institucional Terra e Liberdade?

Resposta <> E o futuro? Outras jornadas... algo mais?

Resposta < O futuro é agora. Estas jornadas não são um ponto de partida para retomar todas as caras de prisma libertário: desde a perspectiva mais teórica ou filosófica à expressão artística, que pode passar desde um concerto punk a uma audição de marimba.

E o futuro é já porque as pessoas de Fendo Fuina, que estão no âmbito da educação alternativa já convocaram umas jornadas de 27 a 30 de novembro sobre criança e educação.

Pensamos editar um pequeno dossiê com o que fizemos (e estaremos fazendo), subir todos os áudios das palestras na internet. Mas antes de tudo queremos, como dizemos em nosso manifesto, repensar muitas coisas e repensarmos como anarquistas para seguir trabalhando, unidos mas diferentes. E viver a anarquia, claro, não só meditar sobre ela.

Nosso blog, jornadaslibertarias.noblezabaturra.org seguirá ativo e nele iremos completando com o trabalho realizado nestas jornadas.

Saúde e Anarquia!

agência de notícias anarquistas-ana

sexta-feira, novembro 26, 2010

O NEGRO E O VERMELHO

SER SOCIALISTA, HOJE

Questão deveras rica, porque possibilitadora de uma análise que está muito próxima da investigação que empreendi há quase duas décadas.
Na questão a ser tratada temos presente duas ordens de problemas: 1º Ser socialista. 2º Ser socialista, hoje. Mas tal como no poema parmenidiano os dois caminhos da investigação reduzem-se a um só, o caminho do que é. Logo o que está verdadeiramente em causa é o ser, ser socialista. Agitar a temporalidade presente a propósito do socialismo não é mais que uma redundância, melhor dizendo, uma maneira de falsificar uma problemática que não tem dois séculos de existência efectiva. O conjunto de temas que inelutavelmente pertencem ao espaço vital do socialismo é o mesmo quer nos situemos em 1865 ou em 1997. “Mas”, como no Poema, “tu julga com a razão a prova muito contestada de que falei”.
O ser socialista e o que isso significa tem uma dimensão histórica que não pode ser escamoteada apesar desta afirmação, deixar os cabelos em pé dos intelectuais “engagé”. É sobre essa dimensão histórica que é necessário tecer algumas considerações. “De um só caminho nos resta falar; do que é;”
Há na história da humanidade, anos que não têm sorte. Vindos demasiadamente cedo ou demasiadamente tarde para coincidir com grandes acontecimentos, guerras ou revoluções, nascidos antes ou após o seu termo, permanecem ignorados do futuro, mesmo se eles fizeram todos os possíveis em preparar novos caminhos.
Enquanto que 1789 é universalmente conhecido por ter marcado o princípio da Revolução Francesa e a tomada da Bastilha, quem se lembra ainda de 1788 ou de 1787? Enquanto que a independência das colónias americanas data de 1776, quem se lembra de 1775 ou 1774? E, para voltar à questão fundamental deste escrito, quem sabe que em 1846, dois anos antes da revolução de 1848, teve lugar um dos factos mais importantes para o futuro da humanidade, apesar da sua modéstia e do seu aparente mistério?
1846, é o ano da ruptura entre dois homens, cada um representando uma concepção do socialismo. No mês de Maio desse ano, Karl Marx, inspirador e líder do socialismo alemão, envia uma carta a Pierre-Joseph Proudhon, inspirador do socialismo francês. Proudhon responder-lhe-à e será o fim da unidade do socialismo, que bem vistas as coisas nunca existiu. Duas correntes vão desenhar-se, uma na sequência de Marx, dirigindo-se na direcção do totalitarismo, o estadismo e a perda des liberdades, a outra, ao lado de Proudhon, tentando realizar a associação dos homens livres e dos povos independentes. Duas correntes que, não pararão de degladiar-se, e que ainda hoje, dividem maneiras de pensar e de sentir.
Os dois pensadores socialistas conheciam-se bem e havia uma grande admiração da parte de Marx em relação a Proudhon. Em 1844, Marx reside em Paris e não pára de se encontrar com Proudhon. Na ebulição de ideias que caracteriza esta época, passam noites inteiras a discutir os problemas sociais, filosóficos e económicos da altura. Marx inicia Proudhon na filosofia alemã cujo papel será determinante na criação do marxismo: Fala-lhe de Feuerbach, defensor do ateísmo e crítico de todas as religiões reveladas. Fala-lhe de Hegel, cujo pensamento contém o germe do Estado totalitário. Em compensação, Proudhon que tinha publicado em 1840 um panfleto sobre a propriedade, comenta-lhe uma das fórmulas espectaculares contidas neste escrito: “A propriedade é o roubo!” Marx, não duvidamos , está radiante. E proclama, a quem o quiser ouvir ou ler, que Proudhon é o pensador mais ousado do socialismo francês.
Em Dezembro de 1845, Marx é expulso de Paris pelo governo de Luís Filipe o que impossibilita a continuação dos contactos directos com Proudhon. Regressado à Alemanha, escreve a este último para lhe pedir ser o correspondente em França de uma Sociedade de Educação Operária, que acaba de fundar no seu país. O que entende Marx por “educação operária”? A difusão das suas ideias à qual está decidido a consagrar todos os meios de sugestão, de propaganda de que dispõe: não se trata de ensinar os operários a pensar por eles próprios. É necessário endoutriná-los fazendo-os auxiliares obedientes e passivos duma doutrina imposta. Nada disto convém a Proudhon, respeitoso da liberdade dos outros. Nessa sequência envia-lhe uma carta que consagra as suas divergências de opinião e que provoca a ruptura: “Faço profissão com o público dum anti dogmatismo económico quase absoluto...Não olhemos nunca uma questão como esgotada, e, quando tivermos usado até ao nosso último argumento, recomecemos, se for preciso, com eloquência e ironia.Com esta condição, entrarei, com prazer, na sua associação; caso contrário, não!”
Esta carta, sob o seu aspecto, talvez, um pouco professoral, constitui a resposta da liberdade de espírito à sua militarização. Marca o conflito que estala entre duas concepções políticas, ao mesmo tempo que o desacordo entre dois homens.
Sem dúvida é esta a razão profunda do desentendimento entre eles, a razão pela qual Karl Marx, após ter definido Proudhon como um “pensador audacioso”, o tratará de “pequeno burguês”.
Na realidade, num caso como no outro, Proudhon é incompreensível para Marx: representa o espírito de liberdade, do qual procede o federalismo, oposto ao espírito de sistema de onde saíram a ditadura comunista e o totalitarismo estalinista.
Ser socialista ontem como hoje, só pode ser entendido em rigor e com objectividade histórica, por uma das duas vias que foram estabelecidas a partir da I Internacional dos trabalhadores em 1864: a via autoritária e a via anti-autoritária, ou seja, o socialismo marxista e o socialismo proudhoniano. Todos os outros “socialismos”, desde Bernstein até hoje, situam-se na órbita do chamado revisionismo, uma derivação do marxismo, considerada nefasta por este último. Trata-se fundamentalmente da integração do movimento social contestatário na lógica de uma economia de mercado capitalista apoiada por uma forte burocracia estatal segundo moldes variados desde o “socialismo real” até ao socialismo lusitano que prega, na teoria, preocupações de ordem social.
A história das relações entre o socialismo autoritário e o socialismo anti autoritário é algo que não pode escamoteado e muito menos esquecido apesar de poder causar muitas dores de cabeça até ao socialista mais “puro”.
Para terminar mas não para concluir, poderia dizer que o homem escolhe-se ao escolher o socialismo, ou então para citar Proudhon: “Se lhe tirarem o socialismo, a vossa república tornar-se-à o que foram todas as repúblicas: burguesa, feudal, individualista, com tendência para o despotismo e para a reconstituição das castas: numa palavra - insocial.”

O carro dos meus sonhos...


Uma oferta a todos os leitores do Anovis


O antes e o actual...


Olha para mim quando estou a falar!...


O Bush não foi o único palerma dos americas...


Será que é só uma questão de manutenção?


Desculpas!...



Quem lhe irá fazer companhia brevemente?



Eu sei...mas não digo.

O FMI, o Medo e o FIM


FMI aconselha Portugal a pagar menos para despedir.

Muitos reagimos imediatamente com um "filhos-da-mãe" a estes titulos de jornal, mas o melhor é habituarmo-nos porque como esta vão aparecer muitas mais notícias sobre a crueldade do FMI. Há que implantar o medo, agora não do terrorismo ou dos black-bloc, mas do papão do FMI. Há que nos convencer que comparado com ele este governo está a ser responsável mas também bondoso. O melhor é aguentar calados antes que venha o papão. Medo, é pelo medo que nos imobilizam e nos controlam. A estratégia é sempre a mesma e nós não ganhamos coragem para enfrentar o medo e o papão.

Os crentes, as crenças e o DA

Os crentes fogem dos factos como os cristão dizem que o demo foge da cruz. Nada há mais demolidor para a fé e prejudicial para a alma do que a semente da dúvida.

Quem pode desconfiar do corpo e do sangue de Cristo que vão inteiros na rodela de pão ázimo que os sinais cabalísticos de um padre transubstanciou? Quem se atreve a pôr em causa a origem das toneladas de madeira, guardadas em relicários, oriundas da cruz que Cireneu ajudou a carregar àquele judeu a quem atribuíram a fundação da seita? Quem duvida da virgindade de Maria e dos voos rasantes do arcanjo Gabriel para anunciar a Maria a gravidez da pomba? Quem duvida da santidade dos papas e da virtude dos bispos?

Que cepticismo põe em causa a capacidade poliglota do arcanjo Gabriel que falava para Maria em aramaico e para um analfabeto condutor de camelos em árabe? Quem duvida do gozo divino na lapidação de adúlteras e da sua ira com os pecados dos homens?

Só os endiabrados incréus pensam que a Verónica é uma contrafacção, que a doação de Constantino foi uma piedosa falsificação, que a infalibilidade de um papa pode ser posta em dúvida, que a mulher nasce sem pecado original, que deus abomina o álcool, o sexo e o trabalho nos dias santos, que a Palestina não é herança dos judeus e que o Antigo Testamento não é um livro sagrado mas uma obra literária.

O raio dos factos vieram provar que deus não criou Adão e Eva na olaria onde matava o ócio e se dedicava a soprar os bonecos que criava; que o mundo é muito mais antigo do que deus, que não foi criado no dia 23 de Outubro do ano 4004 AC, numa sexta-feira, às seis horas da tarde, como provou o bispo Usshr no século XVII, que há outras verdades para além desses livros que intoxicam as crianças e envenenam o mundo.

Mas se os crentes se dão bem com as verdades a que se habituaram desde tenra idade, se foram mergulhados em água benta e confirmados com óleos santos pelas manápulas de um bispo, porque não ficam com as suas certezas e deixam os factos para quem tem dúvidas?

Ateo gratias.

Cimpor vai investir mais 240 milhões de euros no Brasil

A cimenteira quer aumentar em 35% a capacidade de produção no Brasil, onde tem uma quota de mercado do cimento de aproximadamente 10%.

A Cimpor – Cimentos de Portugal informou em comunicado enviado à CMVM que aprovou o investimento de mais 240 milhões de euros no Brasil, ao longo dos próximos três anos.

O objectivo é adicionar 2,3 milhões de toneladas em capacidade instalada de produção de cimento.

Os fundos serão utilizados na construção de mais uma linha na fábrica de Cezarina e na construção de uma unidade de produção em Caxitu.

“A expectativa de continuação do já muito encorajador contexto económico brasileiro e as previsões de crescimento do consumo de cimento neste mercado” justifica a decisão da Cimpor.

“Estas duas novas linhas de produção vêm reforçar a presença da Cimpor no Brasil, opaís que mais contribui actualmente para o volume de negócios e para o ‘cash flow’ operacional”, diz a empresa.

Segundo a Cimpor, a capacidade actual da empresa no Brasil é de 8,8 milhões de toneladas, distribuídas por sete fábricas.
Comentário: É assim que funciona o capitalismo...Saca-se o dinheiro e vai-se investir lá fora quando o país está de rastos por acção desses memos capitalistas...

O NEGRO E O VERMELHO

PROUDHON SÉCULO XXI: QUE SENTIDO?.

É importante interrogar: Que sentido pode ter hoje e aqui em Portugal o estudo e o debate da vida e fundamentalmente da obra dum autor como Pierre-Joseph Proudhon?
É urgente ter presente que a obra de Proudhon, toca uma multitude de problemas que é fundamental ter em conta: Em primeiro Lugar, o regime económico, (como por exemplo nas obras O que é a Propriedade de 1840 e Organização do Crédito de 1848) a organização social, (obras como Solução do Problema Social de 1848 e Da Capacidade Política das Classes Trabalhadoras de 1865) o problema do Estado, (As Confissões de um Revolucionário de 1849, A Ideia Geral da revolução no Século XIX de 1859 e O Princípio Federativo de 1863), a Filosofia, (Sistema das Contradições Económicas ou Filosofia da miséria de 1846) a questão da justiça (Da Justiça na Revolução e na Igreja de 1858) e ainda os Problemas Internacionais e a questão Nacional ( A Guerra e a Paz, 1861, A Federação e a Unidade em Itália, 1862, Os Tratados de 1815, 1863).
A sua obra é colossal e de tipo enciclopédico. Para cima de 38 volumes, mais 14 volumes de correspondência e 10 volumes de notas íntimas (artigos, dispersos e uma multiplicidade de textos contabilizando algumas dezenas de milhar de páginas) As principais questões levantadas por Proudhon foram as seguintes:
- A crítica do capitalismo, onde se salienta a análise crítica da propriedade e a análise das contradições económicas.
- As classes sociais, em que as classes que Proudhon se referiu foram fundamentalmente a grande burguesia, a classe média, o campesinato e as classe operárias.
- A Crítica do Estado.
- A Crítica da Religião.
- A Dialéctica e o seu objecto, onde se sublinha a dialéctica social e a realidade do social.
- A Filosofia social, onde pontifica o trabalho como facto e como valor, a vida social e o problema da justiça.
- A Revolução social.
- A Economia mutualista, onde se tem que se ter em conta dos princípios às reformas, a agricultura mutualista, o artesanato da produção e a sua planificação.
Finalmente, temos o problema fundamental de todo este sistema, melhor dizendo, deste anti-sistema, porque não autoritário nem dogmático, que é a questão do Federalismo.
Estas palavras são suficientes para mostrar o alcance e a profundidade das questões levantadas e respondidas por Proudhon. Pergunta-se novamente: Que interesse poderá ter, abordar estes problemas em relação a este autor e dentro do contexto do movimento libertário em Portugal? Penso que a situação política e social que estamos a viver, aponta-nos algumas deixas para responder a esta questão, senão vejamos: em termos globais, o que é que temos? Um partido conservador que está no poder e cuja imagem política já começou a esbater-se. É, no entanto, minha convicção que este desgaste político será, infelizmente, ainda moroso. Do lado da oposição parlamentar, temos um partido comunista, que desde 74 nunca esteve em tão maus lençóis, quer no exterior da sua máquina, (lembrar a baixa votação registada nas últimas eleições legislativas) quer no interior, (o problema dos dissidentes e as críticas que se vão tecendo à direcção). Para além disso os burocratas sindicais que lhe são afectos, não têm resposta concreta face às medidas regressivas que o governo tem tomado. Do resto da oposição nem vale a pena falar.
Concluindo, abrem-se objectivamente neste momento em Portugal, oportunidades novas para que o movimento libertário faça ouvir as suas vozes e possas voltar a ter uma palavra como durante a I República. Acredito firmemente, que pelo menos do ponto de vista teórico, a situação política e social em Portugal é favorável a vozes extra parlamentares, extra classe política. Trata-se de pegar nesta oportunidade e de aplicar medidas e acções à realidade social, para que a situação possa ser alterada. Sei que o estudo e o debate dos pensadores de cariz libertário pode ser proveitoso, entre os quais destaco o mais importante: Proudhon. O que me parece é que é fundamental para começar a resolver estes problemas, que o conjunto dos grupos e associações libertárias pensem e agem em termos unitários desenvolvendo iniciativas para começar a marcar posições, de novo.
Este é um ponto de honra que faço questão em salientar para que a situação comece a tomar um outro rumo. No entanto, esta perspectiva não se encontra no horizonte reflexivo da maior parte dos libertários. Até ver.

quinta-feira, novembro 25, 2010

chapéu temporada Outono - proposta do Anovis

Isto costuma acontecer aos homens, não é?

Um bom sistema para lavrar os campos...e rápido!

A mulher é o equilíbrio na vida de um homem...

Quando é que o meu almoço está pronto? Tenho que mandar fusilar quantos?

Até quando temos de suportar este troglodita?



Os papas e o sexo

A leitura do livro de Eric Frattini, com o título em epígrafe, editado em Portugal pela Bertrand, é uma viagem ao mais sórdido da história da ICAR. É uma viagem pelos lençóis de sodomitas, assassinos, sátiros, facínoras e debochados. Uns castravam os adversários, outros seduziam as mulheres alheias, quase todos mais dados ao deboche do que ao serviço pio.

Os Papas e o Sexo é a história de papas que legavam a cadeira de Pedro a filhos e netos, a informação do veneno que encurtava a vida dos papas para dar vaga a outros, a gesta de uma monarquia que dependia do poder militar da França, Espanha, Inglaterra ou Alemanha, onde a tiara, imposta pela força das armas, era a chave para a depravação e o luxo.

Criavam-se cardeais de tenra idade e até um papa de 11 anos ocupou o trono. O Espírito Santo voava baixinho ou tinha as asas partidas quando um novo papa era «eleito». Os papas faziam cardeais os próprios filhos e netos e canonizavam antecessores cuja vida dissoluta transformara o Vaticano em bordel.

Avinhão, Roma e outras cidades serviram para acoitar uma legião de papas polígamos e incestuosos que aproveitavam o tempo em orgias até que uma conspiração lhes fizesse arrefecer o céu da boca.

Nenhuma instituição foi tão dissoluta ou tão vergonhosamente corrupta como a ICAR do primeiro milénio. Os clérigos eram polígamos e bissexuais. Os títulos de bispo e cardeal eram comprados ou oferecidos a parentes e benfeitores. Bento XI (1032/1048) era incestuoso, violador, homossexual, sádico e zoófilo. Marozia governou Roma e o papado entre 924 e 935 através dos seus amantes papas. Santo Adriano III (884/885), filho de um cura, era adúltero assassino, sádico e, certamente, infalível. Gregório VII (1073/1085) era simoníaco e envenenou seis bispos, mas gozou da fogosa Matilde Canossa que seria também amante de Victor III e Urbano II.

Enfim, não faltaram santos patifes para ocupar a cadeira de Pedro. A uns devorou-os a sífilis, a outros o veneno, algumas vezes a morte violenta, mas todos fazem parte de um rico património que a ICAR gostaria de ocultar. Mas até o sádico Gregório IX (1227/41) goza hoje de boa reputação. Nem o facto de ter criado a Inquisição, em 1231, lhe retira o mérito pontifício.

Os bancos centrais e os seu governadores: cegos, mas não mudos

Os bancos centrais são possivelmente a instituição que actuou da maneira mais inepta e incapaz na gestão e desenvolvimento da crise actual. Já expliquei em outros escritos ( ¿A qué juega el Banco de España? , Trichet, MAFO y los demás: ¿hasta cuándo? ) que deixaram que se gestassem as condições que a provocaram deixando actuar os capitais, concedendo todo tipo de privilégios e jogando sempre na equipe dos grandes proprietários, administrando a política monetária da forma que mais conviesse aos grandes detentores de liquidez.

Basta comprovar como aumentaram as desigualdades entre os rendimentos do capital e os do trabalho, ou entre os lucros das grandes empresas e a situação das pequenas e médias (que na Espanha criam e mantêm 90% do emprego) para confirmá-lo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os 1% dos norte-americanos mais ricos obteve 23,5 por cento dos rendimentos brutos do país em 2007, ao passo que em 1976 obtinham 9% ( ROBERT H. FRANK, Income Inequality: Too Big to Ignore; Enmanuel Saez, Striking it richer: The evolution of Top Incomes in the US ). E nos anos do governo Bush, os 1% mais ricos da população apropriaram-se de 75% da riqueza gerada (David DeGraw, "The Economic Elite vs. People of the USA: Parte I y Parte II).

Uma greve geral contra o FMI

Há tempos atrás, a maior preocupação do Império Português era a sua perpetuação como potência imperial em territórios de ultramar, com domínios que iam desde o Brasil até à Índia, bordejando a costa africana e com presença imperial em torno do globo. Os seus inimigos podiam ser bem definidos, e não eram outros que os que podiam pôr em perigo as suas preciosas colónias, tais como o Império Britânico, a Holanda ou a Coroa de Castela. Infelizmente para a sua população, hoje a sua principal ameaça não tem rosto, nem exército, nem sequer tem um território, nem um presidente bem definido, são antes as iniciais que hoje se impõem à soberania portuguesa: o FMI e a UE.

Depois de mais de oito séculos a lutar contra a ocupação britânica, o governo irlandês cedeu perante outro tipo de ocupação, a das pressões da União Europeia, que forçará o país a impor medidas de austeridade insultantes para uma população que viu como se injectava dinheiro de forma indiscriminada nos bancos irlandeses em perigo de falência. Depois da Irlanda, o ponto de mira dos mercados virou-se para o território português, que na sexta-feira votará no parlamento um orçamento de austeridade que tem como objectivo travar o déficit do país de 7,3% para 4,6% do PIB, e fá-lo-á tal e como nos têm acostumado os governantes europeus a expensas do Fundo Monetário Internacional, isto é, mediante o corte do gasto social, o congelamento das pensões, a subida de impostos sobre o consumo, e a redução dos salários públicos. Tudo isso suporá um aumento generalizado do custo de vida. Portugal é, além disso, o terceiro país da UE com uma maior percentagem de insegurança laboral, atrás da Polónia e de Espanha, e tem uma taxa de desemprego de 10,9%. A dívida pública atinge os 161 mil milhões de euros, valor que ronda 82% do seu PIB.

Não são teorias da conspiração

Wendell Potter, ex-empregado da CIGNA e informante, pede desculpas a Michael Moore pela campanha de desprestígio

No passado dia 22 de Novembro, o programa “Countdown” da cadeia NBC, dirigido pelo jornalista progressista Keith Oberman, brindou uma entrevista com Michael Moore e Wendell Potter. Numa cena sem precedentes na televisão estado-unidense, Wendell, ex-director de comunicação empresarial do gigante de seguros de saúde CIGNA, pediu desculpas a Michael Moore pela campanha de difamação que dirigiu quando foi estreado o filme Sicko sobre os efeitos das seguradoras médicas privadas nos Estados Unidos. Potter explicou que, antes de sair o filme, as seguradoras médicas privadas prepararam uma campanha dirigida a desprestigiar a pessoa e o trabalho de Michael Moore. O medo das seguradoras: que o filme desencadeasse um poderoso movimento social a favor da aprovação do seguro médico público universal. Nas reuniões internas, executivos destas companhias chegaram a ameaçar com atirá-lo por um barranco se tal coisa sucedesse.