O protesto começou pouco depois das 15 horas. O lema da convocação anarquista era em "solidariedade com as vítimas da repressão estatal"; por causa da "violação das liberdades”, mas também para recordar o caso da “casa da identidade flamenga", em Lambersart, onde, durante uma manifestação, em 23 de maio, vinte e duas pessoas foram presas.
Desta vez a passeata desenrolou-se numa atmosfera mais calma. Mas chegando ao mercado de Wazemmes, os manifestantes continuaram a avançar, apesar da perturbação policial que se adivinhava.
Não deu outra. Na seqüência aconteceu um enfrentamento com a polícia, onde um jovem de 18 anos ficou ligeiramente ferido na cabeça por um golpe de cassetete. Ele precisou levar pontos. No transporte para a ambulância dos bombeiros, a vítima gritou para a polícia: "Um policia, um tiro, a justiça social!"
Folheto distribuído: Manifestação em solidariedade para com as vítimas da repressão do Estado
Em 23 de maio de 2009, em Lille, 26 pessoas foram detidas na seqüência de um protesto contra a repressão do Estado.Os seus nomes e informações de contato foram fornecidos aos fascistas da “casa da identidade flamenga", situada em Lambersart, que as expuseram no seu sítio, num vídeo.
Terão sido os polícias que forneceram pormenores sobre os manifestantes à "casa da identidade flamenga”? Além dos três julgamentos em curso e seis meses de prisão [suspensa] em que foi condenado um dos manifestantes, os neo-nazistas, cabeças raspadas, atacaram duas vezes, incluindo uma vez com uma faca, companheiros cujas identidades e dados pessoais foram divulgados.
De 23 a 29 de junho, em Calais, mais de 2.000 pessoas reuniram-se no "Acampamento Sem Fronteiras", No Border, para protestar contra a política do Estado francês e britânico, pelo tratamento desumano a que foram submetidos imigrantes sem papéis, nos postos de polícia, nos campos de "conservação" e através de uma justiça de classe.
Foi bem visível e ruidoso o protesto onde se exigiu a liberdade de circulação para todos e todas e a supressão de todas as fronteiras, afim de que cada um possa viver onde escolher.
Apesar de todas as ações se terem desenrolado pacificamente, a polícia prendeu cerca de 50 pessoas das quais duas, pelo menos, serão julgadas em 14 outubro, em Boulogne-sur-Mer, por “ofensa” e “rebelião”.
No passado dia 8 de julho, em Montreuil, Joachim Gatti perdeu um olho devido a um tiro de bala de borracha na ação da polícia durante uma desocupação de um squatter.
Seguiu-se uma manifestação que se transformou em tumulto quando a polícia atacou novamente sem motivo a passeata dos moradores do bairro. Desta vez, de frente para o povo unido e determinado, a polícia saiu em retirada!
Em um de setembro, em Compiegne, seis trabalhadores da fábrica Continental de Clairoix, fechada por "patrões corruptos", foram condenados a penas que variam de 3 a 5 meses de prisão [suspensa], assim como sofreram prejuízos que excedem os 60 mil euros, sob o pretexto de terem saqueado uma prefeitura. O Estado queria cobrar dos sindicalistas uma luta dura, inflexível, controlada pela base, recheada de ações e que para desespero dos dirigentes sindicais, tem ajudado a fazer recuar os patrões e obter uma indenização no valor de 50 mil euros por trabalhador. "Os Thibault e companhia, só defendem os interesses dos governantes, só controlam as bases. Eles servem apenas todos esses parasitas." [Xavier Mathieu, delegado da CGT e condenado pelo Tribunal de Justiça].
Em 17 de setembro, em Marselha, Erwan Redon compareceu na DPCA disciplinar na Inspeção Acadêmica. Ele enfrenta sanções que vão de repreensão a demissão. A sua conduta profissional? Como centenas de outros professores das escolas, estabelecimentos e outras instituições de ensino, ele recusa-se a aplicar as medidas Darcos: novos programas, assistência pessoal, avaliação e arquivamento dos alunos.
Todos os dias as patrulhas da polícia, provocam, fazem buscas, atacam e violentam todos e todas aqueles e aquelas que poderiam revoltar-se legitimamente, as vítimas do capital, aqueles que não têm mais "uso", aqueles "usados" na fábrica ou no escritório, aqueles que têm cor da pele um pouco escura demais, aqueles que estão fora do padrão. Mas que guerra é esta em curso? Esta é a guerra de classes!
O capitalismo está doente e os nossos "mestres" sabem. Eles atacam o povo para manter e aumentar os seus privilégios, para fazer-nos todos encurvar e andar direitinho.
"É tempo que o medo mude de lado! É hora de passar-se do ódio entre "as raças" para a "solidariedade de classe", a guerra dos explorados contra os exploradores! É hora da revolta e de pô-la em marcha!” [Yves Peirats, Marselha, antifascista]
agência de notícias anarquistas-ana

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