terça-feira, junho 17, 2014

Porco, em que pensas tu? Bolota! E tu, Pedro?


Segunda semana de campeonato do mundo de futebol, segunda semana de alienação geral. Semana ideal para começar a preparar mais um choque de frente com a Constituição. Cortes nas rendas da energia, conforme constava no memorando e novamente reivindicado por gestores e empresários? Nada disso. Os cortes nas rendas garantidas não têm nada de inconstitucional. São outra vez ainda mais cortes salariais na função pública, a irresponsabilidade de um Governo que, a coberto de um Tribunal Constitucional que puxa do “interesse público” para justificar a sua falta de coragem para anular mais cinco meses de confisco de salários à revelia da CRP, ignora os efeitos da sua obsessão sobre as vidas do número cada vez maior de famílias que deixa de poder pagar o crédito da casa e sobre o malparado que se vai acumulando nos bancos. A nota que o Governo pôs a circular na imprensa para apresentar os novos cortes vem redigida com o seguinte texto: “A nova Tabela Remuneratória Única (TRU) da função pública, que entrará em vigor em 2015, será alargada de forma a integrar todas as carreiras e cargos do sector público – incluindo professores, reitores, magistrados, inspectores, médicos – e terá em conta os salários praticados no sector privado.” Excelente. O Governo desta vez até conseguiu descobrir magistrados e inspectores no sector privado. Os sacanas andaram anos a fio a trabalhar às escondidas mas finalmente foram descobertos.

Vagamente relacionado: Foram 54 mil os portugueses que decidiram emigrar por um período igual ou superior a um ano, ou seja, de forma permanente, em 2013. Foram mais do que os registados no ano anterior (cerca de 52 mil). Só que se olharmos para trás, percebe-se que esse número mais do que triplicou em cinco anos (em 2009, eram 17 mil), segundo se percebe com base nos dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Ainda mais vagamente: De um ano para o outro, entre 2012 e 2013, Portugal perdeu quase 60 mil habitantes, mais do que se verificara no ano anterior (a diferença tinha sido de 55 mil residentes). Se juntarmos a perda dos dois anos, a diferença na população é de 115 mil pessoas, mostram os dados revelados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


E nada a ver com: As medidas do Governo de contenção da despesa no sector da saúde fizeram com que Portugal acabasse por cortar o dobro do que era exigido no memorando de entendimento com a troika, diz um relatório da OCDE.


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