segunda-feira, outubro 23, 2006

Genocídio em Gaza

O assassinato de inocentes em Gaza por parte de Israel se tornou uma história tão comum, que fatos como o ataque de artilharia sobre a cidade de Rafah, na última segunda-feira (11), causando mortes de civis, passam despercebidos pela imprensa. Vidas de inocentes se tornaram meras estatísticas de uma história esquecida. O massacre que vem ocorrendo em Gaza ganhou um pouco mais de publicidade durante a guerra de Israel contra o Hizbollah, em função da semelhança no número de civis mortos, entretanto segue agora esquecida pela mídia, aparecendo muitas vezes apenas como matérias secundárias, de menor importância. Assim como no Líbano a maioria das vítimas são civis e, infelizmente, muitas são crianças. Em média, oito civis palestinos são mortos por dia em Gaza devido aos ataques israelenses. Um milhão e meio de palestinos estão presos em Gaza, cercados pelo território ocupado por Israel. As condições de vida são péssimas, sempre à beira de uma crise humanitária, na região mais densamente populosa do planeta. A entrada de medicamentos e alimentos deve respeitar as vontades de Israel, o que normalmente se torna um problema quando o transporte é impedido de chegar à região. A população sofre ainda mais, principalmente após os ataques israelenses que destruíram o principal fornecedor de energia elétrica para a região. Desde que o Hamas venceu as eleições na Palestina, a ajuda financeira por parte dos Estados Unidos foi cortada ao governo local. Além disso, pressões estadunidenses contribuíram para que outros países fizessem o mesmo. Antes das eleições, George W. Bush pressionou a Autoridade Palestina para que fossem feitas eleições, para eleger de maneira democrática o novo governo. Mas, ao contrário do esperado, o Hamas venceu as eleições, e não o Fatah, que até recebeu ajuda financeira do próprio Estados Unidos, para propaganda eleitoral. A partir desse momento, o resultado das eleições se tornou ignorado pela própria administração Bush. O resultado disso é uma crise humanitária nas regiões que dependem da autorização de Israel para a entrada de alimentos e remédios. Os bombardeios indiscriminados de Israel sobre áreas civis palestinas aconteciam constantemente mesmo antes da captura do soldado Gilad Shalit por um grupo militante palestino. Após a captura, porém, Israel encarou a situação como um sinal verde para levar tal massacre ao limite. A história se tornou tão comum que as milhares de vidas perdidas perderam seu “valor jornalístico”. Ironicamente, uma recente pesquisa mostra que a maioria dos israelenses vêem Gaza como um estado palestino independente, que apenas existe por permissão de Israel.
[b]FONTE: Matéria tirada do Newsletter Oriente Médio Vivo™www.geocities.com/orientemediovivo, Edição nº 27[ www.geocities.com/orientemediovivo/edicao27.html ]
[/b] [b]Para download da Edição nº27, acesse: www.geocities.com/orientemediovivo/editions/edicao27.pdf[/b]

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