A recém-eleita Assembleia Nacional do Iraque dará aos iraquianos a primeira experiência democrática desde que, em 1985, Saddam Hussein instituiu uma democracia multipartidária com respeito pelos direitos humanos e mudou de ideias dezoito minutos depois. Constituída por 275 deputados eleitos por sufrágio universal e representando as várias etnias do país (exceptuando os sunitas saltitões de turbante amarelo de Kirkuk), o novo parlamento não deixará de incluir algumas figuras específicas da realidade política iraquiana. A principal será o acréscimo de uma terceira hipótese de voto para além do voto a favor, contra ou abstenção. Os deputados iraquianos poderão em alternativa optar pela explosão, accionando um engenho explosivo e acabando com a própria vida e com a vida de alguns colegas dependendo da potência da bomba e da força das convicções. Para facilitar o processo democrático, o parlamento será instalado numa antiga fábrica de armas de destruição maciça com paredes blindadas.
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