No Expresso dá-se hoje conta da avaliação feita pelo ME a 24 Escolas e Agrupamentos de Escolas (não incluo imagem do quadro da p. 14 porque o meu exemplar está muito mal impresso nessa parte). Curiosamente, nos cinco parâmetros a larga maioria das avaliações é de Bom ou Muito Bom. Os Suficientes são escassos (6 nos “Resultados”, 2 na “Prestação de Serviços”, 3 na “Organização e Gestão”, 3 na “Liderança” e 4 na “Auto-Regulação e Progreso”, o mais enigmático de todos). Não existe qualquer Insuficiente, em toda a grelha.
Como diria John Cage, o advogado cheio de tiques e truques da falecida série televisiva Ally McBeal, that troubles me.
As razões para essa perturbação são elementares: mas então o sistema público de ensino não é criticado por falta de qualidade? E não é exactamente em questões como a organização, gestão e a prestação de serviços que se lhe apontam as maiores lacunas?
E numa avaliação externa, não há sequer uma classificação de Insuficiente?
E se todos estes estabelecimentos de ensino apresentam classificações de Bom/Muito Bom na ordem dos 75% a 90%, e se essas escolas são (ainda) geridas por professores e funcionam com base no trabalho de professores, como se compreende que o ME determine que só 30% dos docentes possam vir a ser considerados como dignos de reconhecimento do mérito do seu trabalho para progressão na carreira para os escalões mais elevados?
Será que estas 24 Escolas e Agrupamentos são casos atípicos? Que apesar da sua diversidade de níveis de ensino e dispersão geográfica calharam ser quase todos exemplos de excepção?
Ou será que, afinal, as críticas dos defensores de soluções alternativas à actual gestão das escolas e ao trabalho dos professores laboram em constantes erros de apreciação e numa completa falta de fundamentação empírica?
Este ano estão em avaliação mais 102 Escolas/Agrupamentos com base nos mesmos critérios, embora com outro tipo de avaliadores, inspectores da IGE, os quais sempre me fascinaram pela atenção dada ao detalhe irrelevante e o descuido com que deixam passar a pesca grossa. Mas se os resultados forem semelhantes ou mesmo mais baixos, mas os níveis de Bom/Muito Bom forem na ordem dos 50-60%, que argumentos restarão aos detractores da Escola Pública e da classe docente?
Será que o ensino privado resistiria ao mesmo tipo de avaliação?
Será que há qualquer tipo de justificação para a introdução de quotas para limitar a liberdade de avaliação dos docentes?
http://educar.wordpress.com/
Como diria John Cage, o advogado cheio de tiques e truques da falecida série televisiva Ally McBeal, that troubles me.
As razões para essa perturbação são elementares: mas então o sistema público de ensino não é criticado por falta de qualidade? E não é exactamente em questões como a organização, gestão e a prestação de serviços que se lhe apontam as maiores lacunas?
E numa avaliação externa, não há sequer uma classificação de Insuficiente?
E se todos estes estabelecimentos de ensino apresentam classificações de Bom/Muito Bom na ordem dos 75% a 90%, e se essas escolas são (ainda) geridas por professores e funcionam com base no trabalho de professores, como se compreende que o ME determine que só 30% dos docentes possam vir a ser considerados como dignos de reconhecimento do mérito do seu trabalho para progressão na carreira para os escalões mais elevados?
Será que estas 24 Escolas e Agrupamentos são casos atípicos? Que apesar da sua diversidade de níveis de ensino e dispersão geográfica calharam ser quase todos exemplos de excepção?
Ou será que, afinal, as críticas dos defensores de soluções alternativas à actual gestão das escolas e ao trabalho dos professores laboram em constantes erros de apreciação e numa completa falta de fundamentação empírica?
Este ano estão em avaliação mais 102 Escolas/Agrupamentos com base nos mesmos critérios, embora com outro tipo de avaliadores, inspectores da IGE, os quais sempre me fascinaram pela atenção dada ao detalhe irrelevante e o descuido com que deixam passar a pesca grossa. Mas se os resultados forem semelhantes ou mesmo mais baixos, mas os níveis de Bom/Muito Bom forem na ordem dos 50-60%, que argumentos restarão aos detractores da Escola Pública e da classe docente?
Será que o ensino privado resistiria ao mesmo tipo de avaliação?
Será que há qualquer tipo de justificação para a introdução de quotas para limitar a liberdade de avaliação dos docentes?
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