segunda-feira, março 19, 2007

Meras Questões de Método e Estilo

Diz quem me conhece e quem comigo lida com regularidade que por vezes pareço usar de extrema veemência na forma como reajo a certas situações quotidianas.
Por outro lado, diz quem me conhece menos e quem me lê que pareço por vezes demasiado frio e distanciado em relação aos assuntos tratados.
A explicação é simples: tendo a irritar-me - ou a assumir uma atitude estratégica de irritação - quando a situação em que me encontro me parece óbvia e a mensagem que pretendo passar não é particularmente difícil de entender.
Já em situações de maior melindre, acho que a calma é indispensável e que reacções excessivas na forma podem ser contraproducentes à causa que procuram servir. Aliás, quanto mais complexa é a questão e menos imediata a mensagem que se pretende transmitir, maior clareza é necessária, exactamente para não alienar rapidamente o receptor.
No Umbigo, na maior parte dos casos, opto pela segunda estratégia. Porque se é verdade que o verbo quente ou a prosa inflamada tendem a entusiasmar aqueles que já têm a nossa posição, também não é menos verdade que isso muitas vezes afasta os indecisos flutuantres. E no momento que a classe docente atravessa, todos os apoios são poucos. Portanto, firmeza no conteúdo e ponderação na exposição do argumentário são, na minha opinião, a fórmula mais correcta para uma acção consequente e, sempre que necessário, intransigente.
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