domingo, março 02, 2008

Proposta A Considerar

Caro colega,
Sou professora de Inglês e Alemão da Escola Sec Campos Melo na Covilhã. Sou uma professora inconformada com o estado em que a escola se encontra. Gosto de ver a união dos professores na sua não aceitação das medidas do ME, mas vejo as fracturas, a fragmentação. Não temos um discurso afinado. Somos muitos e muito diferentes. Compreendo a avalanche de marchas de indignação e penso que são um primeiro momento de descompressão que tem de acabar. E depois? Sugiro que nos organizemos e reunamos anualmente em CONGRESSO, num Sábado. Nesse congresso - SÓ PARA PROFESSORES - faríamos as nossas intervenções com base numa dupla componente. Por um lado, dar conta de práticas diárias na escola, dar conta do que aí funciona bem ou mal e dizer porquê. Por outro, dar conta do que vai saindo em forma de livro - até do eduquês (!?) - e fazer uma leitura crítica dessas publicações. De momento, apesar dos inúmeros afazeres, incluindo a preparação da tese de mestrado, lavo a minha alma com o livro “A Lógica dos Burros”. Aqui está um bom livro a merecer reflexão conjunta. Porquê um congresso? Para, como alguém disse num dos muitos blogues de professores, criarmos uma IDENTIDADE.
Um abraço
Adélia Rocha
http://educar.wordpress.com/

Resposta:

A preocupação desta colega fazem todo o sentido.Por isso é que na renião de dia 23 nas Caldas da Rainha os cerca de 500 professores ali reunidos avançaram com a constituição duma associação com um duplo objectivo: congregar todos os movimentos de professores nascentes e que se estavam a afirmar e segundo construir um discurso não só de afirmação do que não queremos (tem sido a tónica dominante - e ainda bem)mas do que queremos.
Explicitando o meu pensamento:
Sabemos apontar quais os aspectos mais gravosos do ECD mas quais as nossas (de professores)alternativas?
Sabemos o que nos preocupa no modelo de gestão escolar que o M.E. nos quer impor mas qual a nossa alternativa.O modelo que impera tal e qual? Com ajustamentos? Outro modelo ainda diferente?
No caso da nossa avaliação: sabemos que não queremos esta avaliação imposta pela milu, mas queremos a qual? A que estava em vigor? Com ajustamentos? Sem ajustamentos? Uma outra avaliação? Em que moldes?
Todas estas questões - e outras que não formulei -devam ser feitas e sobretudo devem ser respondidas…
Daí a constituição ontem mesmo da APEDE – Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino.
Já agora e porque não quero guardar “nada na manga” durante a próxima seman está prevista a primeira reunião de reflexão para começar a organizar o enorme trabalho que temos pela frente…
Francisco Trindade

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