As administrações do BES, BPI, BCP e Caixa receberam 40 milhões em salários. Ainda assim menos 9% do que em 2006.
Paula Alexandra Cordeiro e Pedro Carvalho
Os principais banqueiros da praça portuguesa receberam, em 2007, uma média superior a um milhão de euros por um ano de trabalho. Apesar de ser um bom salário, o valor médio pago pelo BES, BPI, BCP e CGD sofreu uma ligeira queda de 1,5% face aos 1,156 milhões de euros pagos no ano anterior. Esta descida é justificada pela quebra no montante pago pela instituição financeira que agora é liderada por Carlos Santos Ferreira.
Em termos globais, os 35 executivos que estão à frente dos destinos daqueles quatro bancos receberam 39,8 milhões de euros no ano passado (remunerações fixas e variáveis), valor que compara com os quase 44 milhões pagos um ano antes. Ou seja, este bolo sofreu uma descida superior a 9%.
No período em análise, o BCP foi o banco que pagou salários mais elevados, ou seja 21,1 milhões de euros, apesar da descida verificada face ao exercício anterior, que atingiu os 22%. Fonte oficial da instituição financeira remeteu para o prospecto do aumento de capital do BCP a explicação da queda das remunerações entre os dois exercício. Após os vários conflitos que o banco enfrentou, alguns administradores saíram da instituição antes das contas de 2007 estarem fechadas. A remuneração variável não foi paga, mas terá acabado por sair para os bolsos dos mesmos através das indemnizações.
“O montante agregado de encargos com as remunerações de membros do conselho de administração executivo registado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 foi de 15,397 milhões de euros, tendo sido anulados durante o exercício, por contrapartida de resultados, os restantes valores periodificados relativos a remunerações variáveis plurianuais atribuíveis no montante de 16,44 milhões de euros [...]”, pode ler-se no prospecto da operação de aumento de capital.
As remunerações pagas pelo BCP representam 53% do total pagos pelos vários bancos.
Os 13 administradores executivos do BES receberam, em 2007, 10,3 milhões de euros, mais 19% do que no exercício anterior. O banco liderado por Fernando Ulrich pagou aos sete membros executivos remunerações no valor de 6,4 milhões de euros, uma subida de 4,5%, que representa cerca de 1,8% dos resultados do ano passado.
O banco público Caixa Geral de Depósitos surge em último lugar, porque foi o que menos pagou ao seu conselho de administração. Oito membros receberam 2,1 milhões de euros, uma queda de 7,6% em relação a 2006. Esta variação está directamente relacionada com a saída do administrador Carlos Costa de um ano para o outro.
Quanto receberam os administradores dos quatro maiores bancos nacionais
Paulo Teixeira Pinto, Ex- Presidente do BCP
O BCP continua a ser o banco que melhor remunera a comissão executiva, entre os grandes da banca nacional. Apesar da queda de 21,72% face ao ano anterior, em 2007, o BCP pagou 21,1 milhões de euros.
Ricardo Salgado, Presidente do BES
A comissão executiva do Banco Espírito Santo (BES) recebeu mais 19,3% em 2007, face ao ano anterior. A remuneração da equipa liderada por Ricardo Salgado ascendeu a 10,26 milhões de euros.
Fernando Ulrich, Presidente do BPI
Em 2007, o BPI pagou 6,36 milhões de euros à equipa executiva (mais 4,5% face a 2006). Este montante representa menos de um terço que o do BCP, que também tem sete administradores.
Carlos Santos Ferreira, Ex- Presidente da CGD
O maior banco português gastou, em 2007, 2,11 milhões de euros na remuneração dos oito administradores da comissão executiva. Este valor traduz-se numa queda de 7,62% face ao anohttp://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/
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