
Só me falta ouvir muita gente que diabolizou esta sinistra personagem a trocar sorrisos e a fazer-lhe elogios. Eu por mim continuarei, como pai e cidadão, a criticar esta "santinha" pela destruição da escola pública. Aos professores, classe que admiro e a quem agradeço o trabalho que têm na formação dos meus e no de todos os outros filhos deste e de outros países, desejo as maiores felicidades e que consigam atingir os objectivos e aspirações que têm. Desculpem se me demito dessa luta, mas como diz o José Mário Branco no seu “FMI”, estou farto de, como “o Rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou!”, ver as lutas em que me empenho morrerem, com a vitória ali tão perto, em reuniões e acordos de Ministério sem nunca poder dizer: porra, valeu a pena, ganhámos.
Amanhã é outro dia e certamente não resistirei em voltar a meter-me noutras lutas, muitas que nem me dizem respeito directamente. Devia curar-me deste defeito de me colocar sempre do lado errado da barricada, do lado de onde saio sempre com um sabor amargo na boca. Já não sou um jovem e devia, talvez, olhar mais para o meu umbigo, voltar a ir ao cinema e ao teatro, ler tantos livros que se amontoam nas estantes, dar mais atenção á minha família. Maldito feitio este, que não me deixa descansar.
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