Espanha: sindicatos da Galiza ameaçam com greve contra a exploração dos portugueses
Os sindicatos galegos anunciaram hoje que vão esperar dois meses para que a Autoridade para as Condições de Trabalho, em Portugal e Espanha, termine com o dumping salarial na construção civil na Galiza.
Depois, segundo disse à agência Lusa o presidente da Confederação Intersindical Galega (CIG), avançam para «greves e manifestações de rua».
«Se daqui a dois meses as autoridades portuguesas e espanholas não tomarem medidas para acabar com a exploração dos trabalhadores da construção civil na Galiza, as greves e as manifestações de rua vão começar», sustentou Xosé Melon, presidente CIG.
O responsável sindical frisou que «os trabalhadores portugueses ganham menos, trabalham mais e não reclamam».
A «vontade de trabalhar» demonstrada pelos portugueses está a causar, segundo Melon, problemas no sector da construção civil galega.
«Os patrões preferem os portugueses em vez dos galegos porque só pensam no lucro», disse, explicando assim o «dumping salarial» ou o «abaixamento dos salários pagos na construção».
Xosé Melon disse que «a situação piora de dia para dia» e que estão a chegar «cada vez mais portugueses à Galiza para trabalhar de qualquer forma, pondo em risco os direitos adquiridos pelos trabalhadores locais».
Uma delegação de sindicalistas da Galiza, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeiras do Distrito de Braga, reuniu, hoje á tarde, em Guimarães, para debater a Emigração/Imigração entre o Norte de Portugal e a Galiza.
De acordo com os números oficiais da Junta da Galiza, estão legalmente a trabalhar naquela região catorze mil operários da construção civil portugueses.
«Os trabalhadores portugueses são invisíveis, a maioria vive em contentores junto às obras, trabalham sem horário, sem férias e sem direitos», salientou Xosé Melon.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=936270&div_id=291
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