De há muitos anos que uma das expressões mais frequentemente ouvidas entre nós é “tudo sobe” nas suas múltiplas derivações. Estas formulações correspondem a uma queixa recorrente sobre dificuldades e que o Primeiro-ministro, com alguma razão, remete para um constante e negativo discurso de “bota-abaixismo”. É verdade, devemos ser justos, nem tudo sobe. Vejamos rapidamente alguns exemplos. Desce o poder de compra (o dos funcionários públicos baixou 7% em 10 anos), desce a natalidade, desce o número de escolas, desce o número de presos em prisão preventiva, descem a generalidade dos indicadores de confiança, descem os indicadores económicos, descem os níveis de popularidade dos políticos, etc. De facto, não dá para entender a razão pela qual as pessoas se queixam, no fundo, tudo se equilibra, o que sobe e o que desce.
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