sábado, setembro 06, 2008

Petróleo em queda livre já perdeu mais de 40 dólares desde recorde

As cotações do petróleo caíram mais de 8% em Nova Iorque e perto de 5% em Londres, atingindo mínimos dos últimos cinco meses e aproximando-se cada vez mais do patamar dos 100 dólares, com o anúncio de que as companhias energéticas estão a retomar a produção nas plataformas do Golfo do México que foram encerradas devido à passagem do furacão Gustavo.

As cotações do petróleo caíram mais de 8% em Nova Iorque e perto de 5% em Londres, atingindo mínimos dos últimos cinco meses e aproximando-se cada vez mais do patamar dos 100 dólares, com o anúncio de que as companhias energéticas estão a retomar a produção nas plataformas do Golfo do México que foram encerradas devido à passagem do furacão Gustavo.

O contrato de Outubro do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência para os Estados Unidos, seguia a perder 6,37% no mercado nova-iorquino, nos 108,11 dólares por barril.

O WTI esteve já a cair 8,66%, para 105,46 dólares, o que correspondeu ao nível mais baixo desde 4 de Abril. Saliente-se que nesta sessão estão também as ser incorporadas as transacções de domingo e de ontem (feriado do Labour Day nos EUA), sessões em que o mercado negociou a título excepcional para os operadores poderem reagir à evolução do Gustavo.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, descia 1,75% para 107,49 dólares, depois de já ter estado a ceder 4,82% para 104,14 dólares.

A Royal Dutch Shell, a Total e a Conoco Phillips anunciaram que estão a inspeccionar hoje as suas plataformas do Golfo para retomarem a produção.

Os preços do petróleo, que já caíram mais de 40 dólares desde os máximos históricos de 11 de Julho (147,27 dólares em Nova Iorque e 147,50 dólares em Londres), foram bastante penalizados nos últimos dias pela perda de força do furacão Gustavo, o que fez com que a sua passagem pelas regiões de produção petrolífera não fosse tão devastadora quanto o inicialmente previsto.

“Esta vaga de vendas é um resultado directo do não-acontecimento em que o Gustavo acabou por se transformar”, comentou à Bloomberg um analista da TFS Energy, Gene McGillian.

“Esta queda dos preços destrói a ideia de que não estávamos numa bolha”, afirmou à Bloomberg o presidente da Strategic Energy & Economic Research. “O mercado petrolífero não vai inverter até que a economia recupere”, acrescentou.

Entretanto, a contrariar esta perspectiva estão as previsões de James Osten, da Global Insight, que disse em entrevista à Bloomberg TV que os preços do crude deverão manter-se acima dos 100 dólares pelo menos nos próximos dois anos.

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