sexta-feira, dezembro 26, 2008

Movimentos querem fazer manif. frente ao Palácio de Belém

Os movimentos independentes de professores pretendem organizar uma manifestação para o dia da greve nacional, 19 de Janeiro.
A novidade é o destino do protesto: nem Rossio, Terreiro do Paço, São Bento ou Assembleia, as associações querem, que desta vez, o protesto acabe frente ao Palácio de Belém para que as reivindicações dos docentes sejam bem audíveis pelo Presidente da República. Objectivo: tentar que Cavaco Silva passe dos apelos à pacificação e assuma uma posição mais firme.
Para o dirigente da APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino), Mário Machaqueiro o processo de avaliação não está fechado, antes pelo contrário. "O combate" prossegue, assegura, para o 2º período. Além da greve nacional, em Janeiro vai organizar-se "a resistência das escolas", em termos locais, através de reuniões plenárias.
Na página electrónica da APEDE foi colocado um texto que defende a necessidade de os docentes assumirem que a sua luta contra políticas educativas de Lurdes Rodrigues tem, também, de "contribuir para retirar ao PS a maioria absoluta".
Machaqueiro dedendeu ao JN que a contestação dos docente se tem revelado "um combate singular no quadro da resistência laboral". O dirigente da APEDE acusa o Governo de "se esconder na maioria para impor medidas de forma dispótica". "Não tenhamos dúvidas de que o nosso combate também é político", considera. Os movimentos criaram uma comissão coordenadora nacional das escolas em luta e classificam a simplificação de "fraude".

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