As cifras negras não constam das estatíticas. Deveríamos multiplicar por dez? Não sei ao certo. Todos sabemos que a maior parte das ocorrências não são relatadas. Os professores ouvem todo o tipo de insultos e de ameaças dentro das salas de aulas e raras vezes participam das ocorrências. Porquê? Toda a gente sabe que um professor que participe de uma ocorrência dessas é um docente marcado. Com a ameaça da avaliação burocrática de desempenho, isso pode significar um irregular. Certamente, o impedirá de ter acesso a um Muito Bom. Alguns PCEs, muitos psicólogos escolares e alguns professores estão condicionados ideologicamente para atribuirem as culpas ao professor e a desculparem os agressores com a velha treta ideológica do costume: são pobres, os pais são divorciados e vivem num bairro onde há muita violência. Essa ideologia da treta é falsa e é uma afronta aos pobres. Não existe mais nenhum país da União Europeia com um nível de tolerância tão elevado à violência contra os professores como Portugal.
1. 918 casos de violência contra bens pessoais registados nas escolas no ano lectivo 2006/07, dos quais 367 respeitantesa telemóveis
30% a 35% das crianças foi alvo de violência escolar em Portugal, dizem as estatísticas.
2. 6% destes alunos foi vítima de agressão física ou psicológica continuada, um fenómeno apelidado de ‘bullying’.
3. 7028 é o número de ocorrências no ano escolar de 2006/2007, de acordo com o Relatório de Segurança do Governo.
4. 141 do total de ocorrências registadas pela PSP e GNR, 2% (141 casos) foi situações de posse de arma por alunos.
5. 185 casos registados de agressão ou tentativa de agressão a professores. A estes acrescem 147 a funcionários das escolas.
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