sexta-feira, dezembro 26, 2008

Os números oficiais da violência escolar. As cifras negras não constam das estatísticas

As cifras negras não constam das estatíticas. Deveríamos multiplicar por dez? Não sei ao certo. Todos sabemos que a maior parte das ocorrências não são relatadas. Os professores ouvem todo o tipo de insultos e de ameaças dentro das salas de aulas e raras vezes participam das ocorrências. Porquê? Toda a gente sabe que um professor que participe de uma ocorrência dessas é um docente marcado. Com a ameaça da avaliação burocrática de desempenho, isso pode significar um irregular. Certamente, o impedirá de ter acesso a um Muito Bom. Alguns PCEs, muitos psicólogos escolares e alguns professores estão condicionados ideologicamente para atribuirem as culpas ao professor e a desculparem os agressores com a velha treta ideológica do costume: são pobres, os pais são divorciados e vivem num bairro onde há muita violência. Essa ideologia da treta é falsa e é uma afronta aos pobres. Não existe mais nenhum país da União Europeia com um nível de tolerância tão elevado à violência contra os professores como Portugal.
1. 918 casos de violência contra bens pessoais registados nas escolas no ano lectivo 2006/07, dos quais 367 respeitantesa telemóveis
30% a 35% das crianças foi alvo de violência escolar em Portugal, dizem as estatísticas.
2. 6% destes alunos foi vítima de agressão física ou psicológica continuada, um fenómeno apelidado de ‘bullying’.
3. 7028 é o número de ocorrências no ano escolar de 2006/2007, de acordo com o Relatório de Segurança do Governo.
4. 141 do total de ocorrências registadas pela PSP e GNR, 2% (141 casos) foi situações de posse de arma por alunos.
5. 185 casos registados de agressão ou tentativa de agressão a professores. A estes acrescem 147 a funcionários das escolas.
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