1. O primeiro-ministro entrou em desespero. Depois de ter mandado calar a ministra, porque cada vez que ela abre a boca aumenta o número de professores dispostos a agravar a luta, Sócrates deixou bem claro que a aplicação do modelo burocrático de avaliação de desempenho é a bandeira principal do seu Governo e os professores em luta os seus inimigos de eleição.
2. Sócrates iniciou, no passado fim-de-semana, uma operação tendo em vista passar para a opinião pública a ideia falsa de desunião dos professores. A operação foi executada no sábado, perante mais de uma centena de professores do PS, e contou com a colaboração de Filipe do Paulo, dirigente da quase defunta Pró-Ordem que, à saída, da reunião, teve os seus 5 minutos de fama. Falou aos jornalistas, logo seguido por Jorge Pedreira que bateu na tecla do radicalismo da FENPROF. A encenação foi tosca. Primeiro, falou o prestimoso Filipe do Paulo. Disse que havia mudanças significativas, que o Governo estava a dialogar e disposto a negociar. Pergunto: negociar o quê? Se a ministra continua a dizer que as simplificações do modelo burocrático são para aplicar apenas este ano! Minutos depois, foi a vez de Jorge Pedreira descer as escadas da sede nacional do PS. Disse aos jornalistas que havia disponibilidade do Governo para negociar. Hoje, no DN, surgem declarações de uma tal Eleanora Bettencourt, dirigente de uma coisa que dá pelo nome de SIPPEB (Sindicato dos Professores do Pré-escolar e do Ensino Básico), em apoio das teses de Jorge Pedreira. Alguém conhece o SIPPEB? Quantos associados tem? Um Sindicato do pré-escolar e do básico? Os professores do secundário não são gente? De onde é que apareceu este SIPPEB se ninguém ouvira falar dele? A encenação foi feita a 3 dias da greve nacional e teve um único propósito: desmobilizar os professores e enfraquecer a vontade de alguns. Reduzir o impacto da greve. E teve a colaboração activa de duas micro-associações que devem representar para aí 5 centenas de professores. Manobra tosca!
3. No domingo, foi a vez da ministra reunir com 100 militantes da JS. À saída da reunião, a ministra afirmou ser muito importante o apoio da JS. E voltou a lançar as culpas da má interpretação do Estatuto do Aluno para os professores. Foi igual a si mesma.
4. Na terça-feira, aquelas 100 alminhas da JS irão percorrer as escolas mais insubmissas, de evangelho na mão, a esclarecer os alunos mais revoltados.
5. É de crer que Filipe do Paulo e Eleanora Bettencourt façam o mesmo. Terão direito a mais 5 minutos de fama e voltarão a defender as teses do Governo com o intuito de desmobilizarem os professores.
6. Estas manobras provam uma coisa: Sócrates tem um medo de morte da greve nacional de professores.
7. Esta pouca vergonha merece uma resposta dos professores: greve a 100% na próxima quarta-feira!
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