Medina Carreira é um dos homens mais livres de Portugal. Conhece a classe política como poucos. Sabe, melhor do que ninguém, o que move grande parte dos nossos governantes, deputados e autarcas. Ontem, 17 professores ou ex-professores, deputados do PS, deram-lhe razão ao votarem contra as propostas de lei do PSD, do BE e dos Verdes. Alguns viraram o bico ao prego. Há escassas semanas, tinham votado a favor da proposta de suspensão da avaliação burocrática apresentada pelo PSD. Ontem, abstiveram-se. Foi o caso da deputada Matilde Sousa Franco. Se Matilde Sousa Franco tivesse sido coerente com o sentido do seu voto de há semanas atrás, as propostas de lei do PSD, do BE e dos Verdes tinham passado e a tranquilidade regressado às escolas. Pressionada pelo ministro da propaganda, queria dizer ministro dos assuntos parlamentares, os deputados do PS não faltaram à votação e votaram de forma cirúrgica com o objectivo calculado de reprovar as propostas. Matilde Sousa Franco desempenhou um triste papel nos acontecimentos de ontem. Foram 18 os deputados, professores ou ex-professores, que votaram contra as propostas. Podiam ter faltado à votação como fazem, aliás, tantas vezes. Não o fizeram porque sabiam que o ministro da propaganda, queria dizer ministro dos assuntos parlamentares, estava de olho neles e a guerra para conseguir um lugar elegível nas eleições legislativas de Outubro é grande. Alguns destes deputados incógnitos chegaram à AR sem saberem como. Terão uma bela surpresa em Outubro. É bem provável que tenham de regressar às escolas.
Veja aqui o vídeo do Medina Carreira .
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