sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Electroamorgrama

Aqueles cientistas que de vez em quando descobrem coisas danadas, descobriram outra coisa danada. Dizem agora que o amor romântico – essa emoção gigante - utiliza apenas três ou quatro áreas do cérebro, muito pequeninas.
Quem ama acende três ou quatro led’s no cérebro. Não, não há holofotes. Não, não há néones. Apenas três ou quatro led’s, que piscam se a coisa for séria. Duvido que um beicinho ilumine alguma coisa.
Em qualquer caso, o espaço que o amor romântico ocupa no cérebro não é relevante. Se tivéssemos de pagar a luz, talvez esta fosse uma boa notícia, mas nem isso.
Então a grande questão, nesta descoberta, é outra: parece faltar muito pouco para a ciência conseguir ler o pensamento. Mais dia menos dia, podemos encostar um electrodoméstico à cabeça do amor das nossas vidas e ficamos a saber se há ou não reciprocidade.
A grande questão – “amas-me?” - tem os dias contados. Em breve vai tudo a exame: «coloca por favor estas ventosas na cabeça e agora vais olhar em frente». Os primeiros leitores de pensamento serão complexos e caros, mas em breve sairá um aparelho prático e bonito, como um ipod. Talvez um 'ilove?'.
http://lobi.blogs.sapo.pt/

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