
(Pintura do artista plástico polaco Zdzislaw Beksinski)
No rescaldo de uma inqualificável operação de agressão ao povo palestiniano, por parte do Governo israelita, sob o pretexto de uma hipotética caça a militantes do Hamas, operação a que todos assistimos recentemente, mais uma vez se prova que na vida real, muitas vezes, o crime compensa. Depois do assassinato mais de mil palestinianos, na esmagadora maioria, civis, e desses, uma grande parte, crianças, depois de milhares de feridos, muitos milhares de desalojados, de uma destruição generalizada e propositada de casas, escolas, hospitais e tudo o que possa ajudar aquele povo a ter uma vida quase normal, dada a situação de cerco permanente em que são obrigados a viver, os eleitores israelitas foram a votos e disseram de sua justiça.
Assim, a assassina profissional Tzipi Livni, que nos últimos tempos conseguiu provar por palavras e actos, ser tão agressiva e mortífera como os políticos da extrema direita, religiosos fanáticos que defendem o extermínio dos palestinianos e a “deslocação” até dos próprios árabes israelitas, foi premiada com uma grande votação.
Os partidos ainda mais à sua direita, incluindo os mais extremistas e assumidamente racistas, viram as suas votações substancialmente aumentadas.
Independentemente dos negócios, alianças e compromissos (e avales dos EUA) de que venha a resultar o próximo Governo de Israel, os eleitores israelitas, uns por cobardia, outros por omissão e muitos, infelizmente, por convicção, deixaram bem claro aquilo que pensam sobre a paz na região. Mostraram também que, com o maior à-vontade, conseguem votar em partidos tão ou mais radicais que o Hamas, o que, estranhamente, parece não ofender por aí além as “democracias” ocidentais.
Mostraram a sua verdadeira face... e não é bonita de se ver.
Adenda: Para poupar o incómodo a algum comentador que não me conheça de parte nenhuma e vá perder tempo a chamar-me anti-semita, na caixa de comentários, informo já que não sou, desde sempre, por convicção... e nem preciso de fazer piadas com o facto de me chamar Samuel.
Da mesma maneira, também não vale a pena acusar-me de terrorista. Aliás, se alguém encontrar alguma coisa escrita por aqui e por mim, apoiando o terrorismo, aprovando os lançamentos de rockets, de forma cega, sobre território de Israel e os métodos do Hamas e do Islão radical e fundamentalista... ganha um alguidar de plástico, "um calendário ilustrado e pilhas p'rá telefonia".
Se eu quisesse pertencer a uma religião frequentada por (infelizmente, muitos) fanáticos fundamentalistas, intolerantes e capazes de eliminar fisicamente os seus adversários por dá cá aquela palha, teria o catolicismo, aqui mesmo à mão de semear.
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/
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