quinta-feira, maio 21, 2009

Um copo de água não se recusa a ninguém


Um copo de água, diz-se em Portugal, não se recusa a ninguém. E de facto nem nos cafés e restaurantes se vende água a copo. No entanto, dar um copo de água envolve um custo: o trabalho de encher o copo e o custo da própria água. Tudo isto é negligenciável num só copo de água, mas ao fim de um mês podem ser muitos copos de água.
Curiosamente, mesmo assim, os copos de água continuam a não ser vendidos. No lugar do comércio o que recentemente surgiu foi uma nova instituição: o jarro e os copos no canto do balcão de que todos nos podemos servir livremente sem recorrer ao trabalho de mais ninguém. Uma nova instituição concilia valores conflituais: permite poupar pelo menos o trabalho de servir os copos de água e salvaguarda o acesso livre à água.




A que decisão teriam chegado os donos de cafés e restaurantes se tivessem recorrido à análise custo-benefício para resolver o problema?
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