segunda-feira, junho 22, 2009

Todos querem mamar à custa do tempo, saúde e dinheiro dos professores. A propósito de alguns despautérios inseridos no Parecer nº 5 do CCAP

Os 150 mil professores são uma naco apetitoso para todos os que vivem do negócio da formação. São empresas, instituições de ensino superior à beira da falência, sindicatos que estão no mercado da formação de professores e alguns milhares de especialistas em educação a precisar de ganhar dinheiro. É muita gente. A estratégia é conhecida: colocar nas comissões, conselhos e grupos de trabalho do ME pessoas de confiança que vão dando pareceres que não são mais do que gérmens que se escondem na legislação e que, com o passar do tempo, viram monstrinhos. Foi assim com o novo regime jurídico de habilitação profissional para a docência e com quase todos os diplomas com implicações na formação e na carreira dos professores. O objectivo é criar monstrinhos que geram receitas para os especialistas do eduquês e para as instituições que os acolhem. A formação contínua de professores é um mercado controlado pelos especialistas do eduquês e serve dois propósitos: gerar receitas para as instituições que acolhem e produzem o eduquês e fazer lavagens ao cérebro aos professores. Quando os professores resistem a algum disparate pedagógico, os especialistas do eduquês dizem: "é por falta de formação!" Foi assim com o parecer nº 5 do CCAP. Os professores resistiram em larga escala à aplicação do modelo de avaliação de desempenho? Não foi por o modelo ser mau. Foi por falta de formação, diz o CCAP. E vai daí, o CCAP acaba de parir - com o parecer nº 5 - os gérmens que, em breve, vão virar monstrinhos: "os avaliadores precisam de formação especializada de média e longa duração em avaliação de desempenho e essa formação deve ser dada pelas instituições do ensino superior". Estão a ver como é que a coisa funciona? Os monstrinhos estão prestes a gerar receitas para quem os pariu e os professores arregimentados para sessões de média e longa duração de lavagem ao cérebro. Aos sábados, claro. Perfeito!
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