
Se a morte fosse interesseira
Ai de nós o que seria
O rico comprava a morte
Só o pobre é que morria.
(António Aleixo)
É um dos "encantos" de um sistema económico que privatiza aquilo que deveria ser público, neste caso, a saúde. Em vez de se trabalhar para termos um Serviço Nacional de Saúde de excelência, transforma-se a doença dos cidadãos numa oportunidade de negócio para as hienas do costume. Depois, faz-se o que for possível para transformar os Centros de Saúde e Hospitais públicos num enorme caos, justificando assim o encaminhamento, em alguns casos, pago pelo próprio Estado, dos utentes do SNS para os privados.
O diabo é que as hienas vão ficando cada vez mais esfaimadas por dinheiro e, quase sempre, olham muito mais longamente e com muito maior interesse, para as contas bancárias dos “clientes”, do que para o seu estado de saúde.
As queixas de discriminação vão aparecendo a rodos. Os casos de gestão “criativa” nestas instituições privadas de saúde e as médias e grandes canalhices que se instalaram no dia a dia do calvário dos nossos doentes, estão aí para todos verem.
O que faz o sistema? Volta a colocar os cuidados de saúde nas mãos de onde nunca deviam ter saído? Sacrilégio... não!!!
Quando muito, criam-se umas “entidades reguladoras”, que têm por missão ficarem muito "preocupadas".
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com
Sem comentários:
Enviar um comentário